catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

.

.

João de Castro Osório — O Além-Mar na Literatura Portuguesa

Edições Gama / Lisboa, 1948. In-8º peq. de 272 págs. Br.

Capítulos: «Condições históricas da criação original da literatura portuguesa»; «Uma literatura criada em sincronismo com a expansão marítima»; «A poesia lírica da época dos Descobrimentos»; «O nascer da poesia épica portuguesa»; «Raízes nacionais da poesia épica portuguesa»; «O reverso da grandeza humana da expansão marítima observado pelo génio cómico»; «O génio satírico recriado pelo julgamento de um aspecto social da expansão ultramarina»; «A expansão ultramarina e as raízes nacionais do pensamento dramático português»; «A visão épico-dramática da expansão portuguesa e a primeira obra do novo pensamento humanista».

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir; mas padecendo de pequenos defeitos superficiais.

18€

Hêrnani Cidade — A Literatura Portuguesa e a Expansão Ultramarina

A Literatura Portuguesa e a Expansão Ultramarina (as ideias – os factos – as formas de arte) / por Hernâni Cidade 

Arménio Amado, Editor, Sucessor – Coimbra. (Composto e impresso nas oficinas da Gráfica de Coimbra). 1963-64. 2 vols. in-8º peq. de 365, [V] e 428, [IV] págs. Br.

O primeiro volume, abarcando os séculos XV e XVI,  tinha já aqui a segunda edição, com direito a um prefácio em que o autor, parecendo responder com algumas décadas de avanço às futuras questões pós-coloniais, dizia (sem inteira razão, mas alguma…) isto: “Um que outro frémito de comoção, que pode ser de aplauso ou de repreensão ante o bem ou o mal que se praticou, ante o que indigne ou contente aquele sadio sentimento de dignidade colectiva que enobrece uma pátria, é, afinal, a expressão vital de uma continuidade histórica, de uma solidariedade de sangue e alma, a que só mutilando-nos moralmente somos capazes de nos furtar”.  

O segundo volume debruça-se sobre os dois seguintes, XVII e XVIII.

30€

Annuario da Sociedade Nacional Camoneana

Annuario da Sociedade Nacional Camoneana — 1.º anno – 1881.

Porto: Sociedade Nacional Camoneana, editora – 1881. In-8º gr. de 317, [3] págs. Enc.

Publica-se hoje o primeiro Annuario d’esta sociedade, que foi inaugurada em 10 de Junho de 1880, anniversario do fallecimento de Luiz de Camões, quando tres seculos eram passados desde que o grande Epico deixára a terra, tendo cumprido a sua gloriosa missão. (...) A celebração do tri-centenario do passamento do poeta despertou a idéa de constituir-se uma sociedade litteraria e de instrucção, cujo objecto principal fosse continuar o culto, que no mundo litterario se estabeleceu, á memoria de Luiz de Camões, ao estudo das suas obras, á litteratura contemporanea das suas producções. / Este assumpto foi proposto á discussão em uma das sessões da commissão litteraria da grande reunião, que se fez no Palacio de Crystal Portuense, para organisar os festejos que nos dias 10, 11, 12 e 13 de Junho de 1880 se prepararam para commemorar condignamente o centenario. O iniciador da idéa foi o sr. Joaquim de Vasconcelos”, convidando-se de seguida a Câmara Municipal, que se associou oferecendo para a Sociedade uma das salas da Biblioteca Municipal, em São Lázaro, que passaria a ser a sede desta tão efémera associação – no final do volume convidavam-se os sócios a participar no segundo anuário, mas o certo é que já não saiu mais nenhum, sendo este o primeiro e único publicado, em bom papel de linho; com contribuições de, entre outros, A. M. Cabral, Tito de Noronha, Conde de Samodães, Oliveira Martins («A marinha portugueza na era das conquistas»), Fernando Palha («Bibliographia Camoneana», catálogo da sua própria biblioteca) e João Franco Barreto.

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro, acrescentada com dois rótulos. Não conserva a capa primitiva, supondo que tenha existido.


45€

João Franco Barreto — Micrologia Camoniana

Micrologia Camoniana // Prefácio de Aníbal Pinto de Castro / Leitura e integração do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal

Imprensa NacionalCasa da Moeda / Biblioteca Nacional / Lisboa 1982 (composto e impresso na Gráfica Maiadouro – Vila da Maia / Julho  1982). In-8º gr. de 861, [V], [vii] págs. Br.

Exemplar da série da BN, que apenas se distingue pela capa e pelas folhas preliminares, únicas que divergem de um corpo comum às duas tiragens.

10€ 

João Franco Barreto — Micrologia Camoniana

Micrologia Camoniana (uma co-edição da INCM/Biblioteca Nacional) // prefácio de Aníbal Pinto de Castro / leitura e interpretação do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal

Imprensa Nacional · Casa da Moeda (composto e impresso na Gráfica Maiadouro – Vila da Maia / Julho  1982). In-8º gr. de 861, [V], [vii] págs. Br.

Primeira edição impressa deste manuscrito que pertencera ao rei Carlos e acabou por chegar à BN, redigido em 1672 – um exacto século sobre a publicação de Os Lusíadas; e cujo título completo foi Micrologia: em a qual se explicam todos os nomes proprios, istorias, fabulas, nomes peregrinos, e lugares escuros, conteudos em Os Lusiadas de Luis de Camões, e em suas rimas primeyra, segunda e terceyra parte. “Fólio de 4 + 418 folhas, com encadernação da época, foi seu autor o P. João Franco Barreto, polígrafo lisbonense do séc.XVII, tradutor em verso português da Eneida de Virgílio, bibliógrafo duma Biblioteca Lusitana fonte da de Barbosa Machado, historiador, genealogista, poeta e crítico. Mas caso curioso: nem Bibliografias, Dicionários ou Enciclopédias, nem estudos sobre Camões registam a Micrologia, há muito caída no esquecimento, mais pela fraca memória do que por carência de interesse” [mas para a memória convém imprimir as coisas...], deste que foi “o melhor repositório das fontes clássicas” camoneanas na literatura portuguesa.
É bastante extenso – mais de três dezenas de páginas – o prefácio de Pinto de Castro.

15€   

Estudos sobre Camões

Estudos sobre Camões (Páginas do Diário de Notícias dedicadas ao poeta no 4º centenário da sua morte // uma coedição INCM/Editorial Notícias)

temas portugueses / Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Este volume (...) com arranjo gráfico de Armando Alves foi composto e impresso na Gráfica Maiadouro – Vila da Maia). In-8º gr. de 282, [V], [i] págs. Br.

Textos de, entre outros, Borges de Macedo, Maria Helena da Rocha Pereira, Orlando Ribeiro («Camões e a Geografia»), António José Saraiva, David Mourão-Ferreira («Camões: Biografia e Lirismo»), João Gaspar Simões («Biografia feita por Storck»), Armando Castro, Jacinto do Prado Coelho («Os Lusíadas: Uma ética do desejo»), Fiama («A ilha do Amor»), José Hermano Saraiva, Pedro Calmon («Camões e o Brasil»), Gilberto Mendonça Teles («Influência de Camões na Poesia Brasileira»), Eugénio Lisboa («Camões, a ilha de Moçambique e nós»), Manuel Teixeira («Macau no itinerário de Camões»), Ricardo Averini («Camões para os italianos»), Maria Vitalina Leal de Matos («O ensino de Camões»), Matilde Rosa Araújo («Ler Camões com crianças e com jovens»), Raul Rego.

15€   

Camões — Os Lusiadas

(Edição consagrada a commemorar o terceiro centenario do poeta da nacionalidade portugueza, pelo Gabinete Portuguez de Leitura no Rio de Janeiro / Revisão do texto do Poema e observações philologicas, por Adolfo Coelho; prefacio critico, de Ramalho Ortigão; noticia historica do Gabinete Portuguez de Leitura, de Reinaldo Carlos Montoro)

Anno MDCCCLXXX. Lisboa: Na officina de Castro Irmão Impressor (Rua da Cruz de Pau n.o51, a Santa Catharina). In-4º de XCIII, [III], 422, [VIII] págs. Enc.

É bem conhecida esta edição de luxo sob o patrocínio do Real
Gabinete Português de Leitura então fundado, numa rua que se passou a chamar Luís de Camões, em pleno centro do Rio de Janeiro; graficamente apuradíssima, tendo as páginas capitulares ilustradas com graciosidade. Bastante extenso o famoso prefácio de Ramalho, «Luís de Camões, a Renascença e os Lusíadas», de que logo haveria edição autónoma em língua francesa (também temos um exemplar).
Luxuosa q.b. igualmente a encadernação da própria editora, em percalina espessa gravada com abundância a ouro sobre ambas as pastas e a lombada, sendo ainda dourado por inteiro o corte das folhas. Houve outras variantes para a capa: azul, verde, etc.

Exemplar bem conservado no miolo, mas algo prejudicado pela condição da lombada, com falhas nas extremidades, um rasgão e dois restauros, já antigos, em consequência disso; e a precisarem de ser renovados.

60€ 

Camões — Enfatriões

Enfatriões (Prefácio e Notas de Vieira de Almeida)

Edições «Ocidente» / Editorial Império, Lda. • Lisboa • 1942. In-8º de 126, [II] págs. Br.

Volume I de Teatro Camoneano.

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir.

10€

Camões — El-Rei Seleuco

El-Rei Seleuco (Prefácio e Notas de Vieira de Almeida) 

Edição da Revista «Ocidente» • Lisboa • 1944. In-8º de 108, [IV] págs. Br.

Volume II da mesma série, que salvo erro por aqui terá ficado.

Exemplar igualmente por estrear, conservando os cadernos por abrir.

10€

Latino Coelho — Luís de Camões

Livraria Chardron de Lello & Irmão – Editores, Porto. (Artes Gráficas  - Porto - 1985). In-8º gr. de 233, [V] págs. Enc.

A nota preliminar do editor, recordando que a edição original deste escorço biográfico fora publicada por ocasião do 3º centenário (da morte) do poeta, e justificando a reedição após a passagem do 4º, apresentava de seguida um curto escorço biográfico do próprio biógrafo.

Exemplar da série menos vulgar, encadernada com dourados e revestida de sobrecapa de papel.

14€

Latino Coelho — Vasco da Gama

(Galeria de Varões Illustres de Portugal, por (…) ) / N.º 2 / Vasco da Gama 

David Corazzi – Editor / Empreza — Horas Romanticas, Lisboa. (Imprensa Nacional – 1882). 2 vols. in-8º de [X], 282, [IV] págs. + [1] ff. de estampa e [IV], 371, [V] págs. + [1] mapa desd. Br.

O título inaugural da colecção fôra dedicado a Camões, no ano do centenário (1880) – e apresentamo-lo acima na reedição um século depois; justificando o autor as suas duas primeiras escolhas porque “Camões é o genio portuguez, Vasco da Gama o brio nacional. Um é o espirito, outro a força; um o pensamento, o outro a acção; o estro e a audacia”.
O primeiro volume apresenta um retrato do navegador em folha à parte, na anteportada; e o segundo a «Carta demonstrativa da viagem que em descobrimento da India fez Vasco da Gama em 1497», que felizmente o exemplar conserva.

Ambos os volumes encadernados com lombada em pele gravada a ouro, ambos sem a capa de origem. 

35€

Homenagem a Vasco da Gama

Homenagem a Vasco da Gama (edição comemorativa do V Centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia: 1498-1998)


Lisboa, Assírio & Alvim/Fundação Oriente. 1998. In-4º gr. de 35, [7] págs. Enc.

Edição esmerada e de bom recorte gráfico, impressa em grande formato sobre papel de alta gramagem Munken Pure, com tiragem limitada a 1000 exemplares – de que pouco mais de metade deverão ter entrado directamente no mercado, destinados desde logo 300 à Fundação Oriente. Publicada também por ocasião da exposição lisboeta de 98, inclui uma nota introdutória do editor, Manuel Hermínio Monteiro, e os poemas dedicados ou meramente alusivos ao Gama de Mallarmé («Au seul souci de voyager») , Hölderlin («Wünscht' ich der Helden einer zu sein») e Pessoa («Ascensão de Vasco da Gama»), acrescidos os dois primeiros de comentários dos tradutores  respectivos, José Augusto Seabra e Maria Teresa Dias Furtado.
 
Encadernação editorial, com a sobrecapa ilustrada pelo retrato do navegador da colecção do Museu Nacional de Arte Antiga (também reproduzido no anterrosto). Salvo algum desgaste dessa sobrecapa, exemplar em muito bom estado, praticamente impecável e por estrear.

20€

José Cardoso Pires — Lisboa, Livro de Bordo

Lisboa, Livro de Bordo (vozes, olhares, memorações)

Lisboa Expo’98 / Publicações Dom Quixote. (1998). In-4º de 123, [III] págs. Enc.

Dispensará apresentações este que é o livro de Cardoso Pires preferido por muita gente, mesmo que não lisboeta, e nem sequer demasiado apreciadora do escritor – como monumento de amor à sua cidade é dos mais bem conseguidos que a literatura portuguesa conta.
Álbum encadernado em tela, impresso sobre folhas de papel couché, ilustradas por fotografias e trabalhos artísticos de artistas variados.
Esta, em Fevereiro de 1998, era já a sua quarta edição sendo a original de Outubro de 1997. (Alguns meses mais tarde, outro lisboeta de nome José seria consagrado com o Nobel da Literatura, e Lisboa também não ficou nisso a perder: O Ano da Morte de Ricardo Reis chegaria bem para o efeito)

20€

José Cardoso Pires — Jogos de Azar (contos)

Arcádia (1963). In-8º de 240, [IV] págs. Cart.

Primeira edição deste conjunto de contos que, conforme o autor explicava no prefácio, foram «respigados» dos seus dois livros iniciais: Os Caminheiros e Outros Contos e Histórias de Amor.

Cartonagem editorial com sobrecapa de papel, esta última apresentando algum desgaste. 

20€

José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas, redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais

Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.

“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no decorrer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui pretendida no conservadorismo rural lusitano até mete dó, de tão disparatada.
Segunda edição, publicada seis anos após a original, que constara de apenas 350 exemplares; encadernada em tela com sobrecapa de papel.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Cardoso Pires.

22€ (reservado)

José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais. Agora, em sexta edição, documentada com retratos de algumas personagens essenciais por João Abel Manta

Moraes Editores. (Composição e impressão: Tipografia Guerra, Viseu. 6.ª edição, Dezembro de 1976). In-8º de 207, [1] págs. Enc.

Bom exemplar, com ligeiro desgaste da capa mas aparentemente por estrear; selo da cooperativa livreira portuense Unicepe.

10€ (reservado)

José Cardoso Pires — O Delfim (romance / Sexta edição, revista)

Moraes editores (Outubro 1975). In-8º peq. de 362, [IV], [ii] págs. Br.

"Escrito em 1968, O Delfim é apontado pela crítica especializada na obra de José Cardoso Pires como a obra-chave da sua produção literária. Em linhas gerais, tem-se aí a história de um escritor-caçador que volta, depois de um ano, às terras da Gafeira. A propriedade (fictícia) pertencente a Tomás Manuel da Palma Bravo, o delfim, um marialva em declínio à moda de José Amaro, o coronel falido de Fogo Morto, do brasileiro José Lins do Rego, está sob suspense, devido à morte de sua esposa, Maria das Mercês; em seguida, se descobre que o criado, Domingos, também foi morto. E o delfim, desaparecido. Instala-se aí o mistério." [Pedro Fernandes]

10€

José Cardoso Pires — O Delfim (romance / segunda edição)

Moraes editores. In-8º peq. de 362, [II], [iv] págs. Enc.

Uma nota na anteportada indicava ser este o décimo milhar impresso do livro, de uma segunda edição publicada em Outubro depois da original num célebre Maio de 68.

Encadernação em percalina verde, revestida de sobrecapa ilustrada de papel, com arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues, já ligeiramente distinta da primitiva (alterado o logo da editora). 

15€ 

Marcelo Caetano — As Cortes de 1385

Coimbra / MCMLI. In-8º gr. de 86 págs. Br.

Edição do Instituto de Estudos Históricos Doutor António de Vasconcelos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; em separata da Revista Portuguesa de História (volume de homenagem a Gama Barros).

Exemplar com dedicatória de oferta manuscrita por Marcelo Caetano ao mesmo destinatário. 

22€ (reservado)

Alçada Baptista — Conversas com Marcello Caetano

Moraes editores / Lisboa - 1973. In-8º de 274, [II] págs. Br.

Edição original e salvo erro única deste livro em que o autor reproduz uma série de entrevistas sobre política (em particular, a portuguesa de então) mantidas com o Presidente do Conselho - no dizer do romancista, "uma pessoa que muito respeito e admiro e para quem as divergências ideológicas que mantemos nunca foram obstáculo a uma relação e a um diálogo que muito prezo e muito desejo manter".

15€ 

António de Cértima — Escandalosamente Pura (romance)

Parceria A. M. Pereira, Lda. (Rua Augusta, 44 a 54) Lisboa. (1966). In-8º de 223, [5] págs. Br.

Primeiro romance de um autor já com vasta bibliografia à época, “Ele aqui está, examinando com pena firme e inquebradiça, por vezes transformada em bisturi, um esquema flagrante da vida social lisboeta”. 
Edição original, com capa do arquitecto Mário de Oliveira. 

Exemplar por estrear.

15€

António de Cértima — Alma Encantadora do Chiado

Alma Encantadora do Chiado (Da Arte. Da Vida. Do Amor) / por (…)

“Atlantida” Livraria Editora (antiga F. França Amado, sucessor) / Rua Ferreira Borges, 105 a 111 – Coimbra —— 1927. In-8º peq. de 270 págs. Enc.

Ao contrário do que se pudesse supor, não são todos de fundo lisboeta os capítulos dedicados a assuntos mais abstractos e mais concretos, concretos-de-pessoa: o nada lisboeta Manuel Laranjeira, vagamente antepassado do livreiro, o seu amigo e conviva espinhense Amadeo, Magalhães Lima, João Lino, Martins Barata, a actriz Ângela Pinto, etc.; «Os oleiros do Vouga» natal dos Cértima; etc.

Exemplar encadernado em material sintético imitando pele, gravado a dourado na lombada; conservando a face superior da capa original. 

25€  

Fernando Castelo-Branco — Lisboa Seiscentista

Lisboa Seiscentista (terceira edição, revista e aumentada

Lisboa – 1969. In-8º gr. de 441, [3] págs. Br.

Extrapolando o contexto propriamente lisboeta, o estudo – abundante em apontamentos e notas históricas acerca da sociedade e dos costumes do tempo – é um dos mais considerados sobre o séc.XVII português, que, conforme o autor assumia no prefácio, pretendia defender das habituais acusações que lhe são feitas no sentido de uma decadência genérica (cultural, espiritual e moral); profusamente ilustrado ao longo do volume, em folhas destacadas de papel couché – várias duplas e triplas, em desdobrável –, com estampas que reproduzem gravuras e mapas antigos, esboços e projectos de arquitectura, quadros, frontispícios de livros e manuscritos da época, etc.; dividido em três partes: «A Urbe», «O Ambiente Social» e «O Ambiente Espiritual», a que se seguem a longa bibliografia e os vários índices. Terceira edição, aumentada, com uma nota introdutória própria e a reprodução da da 2ª (de 1957) e da «Introdução» da 1ª (1956).

20€

Luís Chaves — Lisboa nas Auras do Povo e da História

Lisboa nas Auras do Povo e da História – Ensaios de Etnografia (artigos publicados em revistas e jornais por (...))

Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo, 1961-1969). 4 vols. in-8º. Br.

Bastante ilustrados em folhas à parte, foram aqui recolhidas dezenas de textos como «Varinas e saloias de Lisboa», «Barcos e carroças», «Belém» (conjunto de 5 artigos), «Os pregões populares das ruas de Lisboa», «No período romano de Lisboa» (outro conjunto de 5 peças), «De Lisboa na época dos Descobrimentos», «O culto mariano em Lisboa: Capelas, ermidas, oratórios e nichos, na cidade de Lisboa, dedicados a Maria» (mais 5), «Coisas miúdas de Lisboa» (15) e muitos outros dedicados ao período medieval, às portas e ao castelo, aos tipos populares, às expressões características, à comparação etnográfica com o resto do país, etc.
O primeiro volume ostenta o selo da livraria lisboeta Artes e Letras; o segundo pertenceu à tiragem especial de apenas 100 impressos sobre papel mais encorpado; os terceiro e quarto deste bem cuidado conjunto apresentam no entanto algumas marcas na capa.

50€

Albino Lapa — A Palavra «Lisboa» na História do Jornalismo

Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1967. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo). In-8º gr. de 233, [3] págs. Br.

O trabalho de recolha foi dividido por várias secções, começando numa pequena dedicada ao séc.XVII, seguida de outra um nadinha maior dedicada ao XVIII, uma outra naturalmente muito maior ao XIX e uma já curiosamente não tão grande ao XX.

Exemplar por estrear, mantendo-se os cadernos ainda por abrir. Com o carimbo de oferta da Câmara Municipal editora.

20€

Augusto Casimiro — Lisboa Mourisca (1147-1947)

1947 / Grandes Oficinas Gráficas «Minerva», Gaspar Pinto de Sousa, Suc.res, L.da / V. N. de Famalicão. In-8º de 174, [II] págs. Br.

Não se entende muito bem o subtítulo (e por considerar que os habitantes de Lisboa são ainda hoje “mouros” foi um conhecido deputado vianense-portuense do PSD trucidado há pouco tempo…), com um arco cronológico de oito séculos, tendo em conta que o livro trata apenas do primeiro: comprove-se pelos capítulos «A terra e o mar, primeiro», «Nascimento de Lisboa», «A cerca moura», «Os Cruzados no Porto», «A primeira escaramuça. Vela de armas», «O Rei e os estrangeiros» [perdoe-se a maiúscula a um provado republicano], «Herveo de Glanvill», «O Ultimatum», «A conquista do arrabalde», «Lissibona prisioneira», «As máquinas de guerra», «Lissibona resiste», «Para o derradeiro assalto», «As horas supremas» e «A rendição».
Amarantino de nascimento, Casimiro tornar-se-ia lisboeta (com Coimbra de passagem), como o seu conterrâneo António Cândido, e Pascoaes (embora de Cortesão é que fosse cunhado) nos invernos depois de dez anos de Porto; o outro hiper-génio, Amadeo, tal como Pascoaes nem pendeu para Lisboa nem Porto; outro pintor muito «jeitosinho», António Carneiro, e Agustina ficaram portuenses. Empate técnico. Com Amarante é que em território português ninguém conseguirá empatar numa nunca compreendida tamanha concentração de génio por m2. O Tâmega é ali muito bonito e nevoento, é, mas isso não explica tudo. Uma terrinha, embora também ela lindíssima, para os lisboetas que não conheçam (fazem mal). 

25€

Programa Oficial das Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa

(1947, Composição e Impressão da Soc. Astória, Lda.). In-4º de [114] págs. Br.

De belo recorte gráfico, o volume foi dirigido por Marques da Costa, com capa e ilustrações genéricas de Manuel Lapa (Eduardo Coelho compôs, por seu lado, os desenhos do «Cortejo Histórico») e fotografias de Horácio Novais, acompanhadas ainda de gravuras várias. São transcritos, a abrir, os textos de «Saudações Dirigidas a Lisboa pelos Chefes de Missão Acreditados em Portugal» dos países que alguma ligação têm com a tomada da cidade aos mouros no séc.XII, destacando-se depois os bem mais longos «Biografia de Lisboa», de Gustavo de Matos Sequeira, e o roteiro turístico «Por Praças e Ruas de Lisboa», de Acúrcio Pereira. Em folha desdobrável integra também uma «Planta da Cidade de Lisboa».

22€

Conquista de Lisboa aos Mouros (1147)

Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) / Narrada pelo Cruzado Osberno, testemunha presencial. / Texto latino e sua tradução para português pelo Dr. José Augusto de Oliveira. / Prefácio do Engenheiro Augusto Vieira da Silva

Lisboa – S. Industriais da C. M. L. – 1935. In-8º de 88 [aliás, 190] págs. Br.

Quer o frontão da capa quer o do rosto, rigorosamente iguais, indicam tratar-se do “Complemento ao volume II da «Lisboa Antiga», de Júlio de Castilho”. O volume foi ilustrado em folha preliminar destacada por uma reprodução da primitiva estatueta de mármore de Afonso Henriques (1147) que assinala a evocada conquista de Lisboa; logo depois por uma outra reproduzindo o desenho de um manuscrito medieval; e no final por uma outra ainda, em quadra desdobrável, com a gravura dos lambris de azulejo que em 1935 celebravam a mesma efeméride no Convento de São Vicente-de-Fora. Além dessas há várias ilustrações no texto.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir. Dois pequenos vincos na frente da capa (cabeça e pé), que apresenta uma por enquanto muito ligeira folga face ao volume.

18€

João Paulo Freire (Mário) — Mafra: Historia, Bibliographia e Notas

Edição da Renascença Grafica, S.A.R.L. / (Rua Luz Soriano, 48) Lisboa. [S/d – 1925?]. In-8º gr. de 288 págs. Enc.

Nascido bem perto da povoação, dizia o autor no seu texto
preliminar – preparado para o Guia de Portugal de Raul Proença – da sua devoção por ela: “Aos nove annos vim para Mafra. E como quere que por esse tempo viesse a Lisboa, nunca mais, para a minha aspiração e para o meu espirito, outra terra me ofereceu eguaes encantos e tão profunda e tão sentida admiração”. Será certamente o mais completo repositório bibliográfico de tudo quanto até à data se escrevera, em Portugal e lá fora, sobre a terra cujo convento a prosa de Saramago viria a imortalizar.

Ilustrações por fotogravura em folhas à parte de papel couché, uma delas com o penúltimo rei português, Carlos, posando enquanto caçador na Tapada onde costumava repetir o passatempo – facto curioso sendo esta monografia da autoria de um destacado jornalista republicano. 

Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele (carneira), esta última gravada a ouro sobre o encaixe. Conserva visível a face superior da capa, valorizada por um desenho de Stuart Carvalhais.

38€

João Paulo Freire (Mário) — Lôas e Cirios no Conselho de Mafra

Lôas e Cirios no Conselho de Mafra (O cirio de todos os Santos e o cirio da Senhora da Nazareth)

1926 / Companhia Portuguesa Editora, L.da / Porto. In-4º de 34 págs. Br.

Estudo composto para “matar o vício” da bibliografia durante uma gripe de que se queixava o autor como uma “trapalhada que me enerva grandemente e que me tira o meu unico consolo na vida – trabalhar. O trabalho é-me tão necessario como o monoculo ao sr. Julio Dantas. Eu, sem trabalho, sinto nos meus nervos umas contrações de cavalo refreado. Não como, não durmo, quási não falo, irritado com tudo e com todos. O sr. Dantas sem monoculo, não conquista, não tem aplomb, não escreve livros, não adopta maravilhas, não sobe o Chiado, não faz discursos, não é o sr. Dantas !  Eu sem o trabalho sou uma féra enjaulada”. Ilustrado por uns poucos clichés em fotogravura das procissões que descreve.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir.   

15€ 

Boletim bibliográfico 2/2023

O segundo deste ano «herda» os assuntos do primeiro (literatura e ensaio, poesia e teatro) e acrescenta-lhes, entre outras coisas, alguma arte, alguma história e alguma - bastante - filosofia, sobretudo política: o Manifesto Comunista cumpriu há pouco mais de um mês o seu 175º aniversário, pelo que se foi buscar Marx e Engels, bem como vários outros teóricos políticos mais ou menos afins do séc.XIX, todos assim se juntando aos iluministas que já lá (cá) estavam. 
Fica pois um boletim com autores mais velhos e edições mais antigas do que costume, várias das quais anteriores a 1848, e uma até anterior à própria Revolução Francesa: uma igualmente francesa de Dialogues sur La Religion, do famoso racionalista escocês David Hume.
Estão em destaque os dois amigos alemães e outro compatriota curiosamente apreciado por Marx, Goethe, os enciclopedistas Diderot e Voltaire e outros franceses aparentados como Rousseau e Laclos, os russos Berdiaeff e Dostoievski, mais estrangeiros e portugueses vários - estes já entrados pelo habitual séc.XX dentro.

Disponível para consulta

Ramada Curto — Do «Diário de José Maria»

Do «Diário de José Maria» (Ilustrações de Batista Rudy)

Vida Mundial Editora  Lisboa 1941. In-8º de 261, [III] págs. Br.

É este livro "uma série de trechos, uns já publicados, outros inéditos, que eu suponho e quero que o leitor suponha, serem páginas do «Diário» do senhor José Maria, professor de ensino livre de matemáticas e ciências naturais - um isolado, um modesto, floricultor e filósofo, melómano nas horas vagas, que vive num rez-do-chão da Rua da Palmeira com uma criada velha, a Angélica, e um cão fox-terrier, o Bob, de mistura com as suas recordações e as suas melancolias (...).

10€ (reservado)

Fidelino de Figueiredo ― Menoridade da Inteligência

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1933. In-8º de 162, [2] págs. Br.

Publicado na «Biblioteca de Ensaios», agrega este «Política e Inteligência», ««Uma interrogação vital»», «Noção de cultura», «A passividade da escola», «A assimilação da turba» e «Memorialismo e voluntarismo»; juntando-se-lhe, em apêndice, «De regresso de Hollywood…(reflexões sobre o cinema)».

17€

Fidelino de Figueiredo ― Cultura Intervalar

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 145, [3] págs. Br.

Primeira edição de um dos principais livros do autor, escrito já no exílio (brasileiro) do Estado Novo, via monárquica - o que não deixa de ser curioso, tendo em conta que ocupara na BN o lugar de anteriores exilados republicanos, propriamente em cultura intervalar. Com vários capítulos de interesse, podendo destacar-se os dois centrais «A Melancolia da História» e «Tragédia de um Poeta». Tem ainda, a terminar, um apêndice que reúne «Sete anedotas exemplares».

12€

Fidelino de Figueiredo ― Motivos de Novo Estilo

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 96, [8] págs. Br.

Segunda edição, acrescentada de um prólogo do autor. Inclui o ainda hoje frequentemente repescado «Do conceito de geração».

Exemplar por estrear, em muito bom estado.

10€

Fidelino de Figueiredo ― Interpretações

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 88, [8] págs. Br.

Segunda edição de um livro que reúne os ensaios «Imagem-Fôrça: Um conceito para a filosofia da educação» e «America the Beautiful».

Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo (apenas uma pequena marca na folha preliminar).

8€

Fidelino de Figueiredo ― Diálogo ao Espelho

Guimarães Editores, Lisboa. (1957). In-8º de 177, [7] págs. Br.

O volume – constante de 3 longas cartas de resposta a Michele de Filippis, às quais se seguem um igualmente longo («Sobre criteriologia literária») e um breve («Mensagem à Universidade de São Paulo») apêndices – reúne textos em que, num modo habitual no autor, se mesclam ensaios e memórias pessoais de vária sorte.

14€

Fidelino de Figueiredo ― Entre Dois Universos

Guimarães Editores, Lisboa. (1959). In-8º de 278, [10] págs. Br.

Um dos trabalhos tardios do autor, o volume, publicado na colecção «Filosofia e Ensaios», reúne textos que, como habitualmente, se estendem pela literatura, pela história e pela filosofia, com predominância aqui para temas da história e da filosofia da história; contendo as secções de capítulos «Velhice e Literatura», «História: Aparência e realidade», «Histeria ou Estruturação?», «Grandes manchas da história», «O anti-eslavismo e a filosofia da história» (sobre Spengler, Keyserling, Weber, Berdiaeff, etc.), «Vida – Palavra sem antonimo» e «Viagem à volta do Homem».

14€


Fidelino de Figueiredo — Paixão e Ressurreição do Homem

Portugália Editora. (1967). In-8º de [II], 171, [13] págs. Br.

“Ao editar agora Paixão e Ressurreição do Homem, a Portugália deseja homenagear a memória do mestre da História e da Literatura, cuja acção nas cátedras universitárias de Espanha, do Brasil, da Argentina, do México, dos Estados Unidos, enobreceu o pensamento português e contribuiu decisivamente para a difusão dos momentos mais relevantes da cultura nacional”. O volume, publicado na colecção «Problemas», inclui uma «Carta-dedicatória» de Fidelino ao filho e um interessante (e ainda invulgarmente lúcido) «Prólogo antimemorialista», a que se seguem os ensaios tardios «A duplicidade humana – uma evidência», «O cerco das limitações humanas – outra evidência», «Antiguidade e nobreza da Filosofia da História», «Concentração plutocastrense», «O último reduto» e «Problemas & mistérios». É ainda apresentada, a terminar, a longa bibliografia completa do professor. 

Exemplar um quanto desgastado na capa. 

12€

Fidelino de Figueiredo — A Épica Portuguesa no Século XVI

A Épica Portuguesa no Século XVI // apêndices: Ainda a épica portuguesa (Nótulas de autocrítica) / Variações sobre o espírito épico / Os séculos XV e XVI (Ideias para uma introdução) / Apêndices bibliográficos (I, II e III) // Edição fac-similada com apresentação de Antônio Soares Amora

Descoberta do Mundo ———— ciclo de edições comemorativas dos centenários das grandes navegações portuguesas, de Bartolomeu Dias a Pedro Álvares Cabral (1487-1500) / Imprensa Nacional - Casa da Moeda. (Acabou de imprimir-se em Março de 1987 com uma tiragem de três mil exemplares). In-8º de [II], 585, [IX] págs. Br.

Fac-simile da edição publicada no Brasil, em 1950, em separata do boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Exemplar por estrear.

18€ 

Raul Proença — O Eterno Retorno

O Eterno Retorno (Volume I) / Introdução, fixação do texto e notas de António Reis

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1987. In-8º gr. de 342, [II] págs. Br.

É bastante extenso - ocupa umas três dezenas de páginas - o texto introdutório em que António Reis, que já antes trabalhara o espólio de Proença, perora sobre este seu longo estudo acerca de um dos temas filosóficos de excelência; do qual apenas o primeiro capítulo havia chegado a sair ainda durante a vida do autor. Só sete anos mais tarde viria a ser publicado um segundo volume, em edição conjunta do Instituto da Biblioteca Nacional e da INCM. 
Título dado a lume na série «Autores dos Séculos XIX e XX», com a capa ilustrada pelo manuscrito desse capítulo inaugural «O Eterno Retorno em Nietzsche».

Exemplar igualmente novo.

15€