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A corrente idealístico-gnóstica do pensamento português contemporâneo: Antero, Pascoaes, Pessoa
Joaquim de Carvalho — Reflexões sobre Teixeira de Pascoaes
Pascoaes — Embryões
Pascoaes — O Bailado
Pascoaes — Santa Teresa e Soror Mariana
Pascoaes — Tierra Prohibida
A Casa de Teixeira de Pascoaes (fotografias actuais de Sérgio Freitas)
Quem liam os modernistas? O «saudosista» Pascoaes
[Lidas há pouco as memórias lorquianas de Rafael Alberti, uma das mais recentes entre as múltiplas leituras a que um tradutor português de um gigante como Federico García Lorca se deve entregar - não tem a desculpa da dificuldade do idioma. A páginas tantas, conta das sessões que o grupo da «Resi» (a madrilena Residencia de los Estudiantes), incluindo ele próprio, Lorca, Aleixandre, Guillen, Salinas e outros membros da «Geração de 27», o ex-estudante Juan Ramón Jiménez, etc., fazia pelos serões poéticos. Liam: Gide, Valéry, Aragon, Eluard e... "Teixeira de Pascoaes", que aliás os viria a visitar in loco / in Lorca 1 ou 2 vezes, uma das quais correspondendo ao convite para lá pronunciar uma conferência (1923). 4 franceses e... Pascoaes. Nem este vosso amigo, adepto devoto e confesso do amarantino, faz às vezes perfeita ideia do prestígio naquela época do nosso génio Europa fora, Espanha em particular - quando nele se falava para o Nobel, em cuja short list viria mesmo a figurar. Depois, muito pouco depois, começou o investimento do Estado Novo na monomania pessoana, que após o tão ou mais centralista 25 de Abril ainda aumentaria, e juntando isso à estreiteza de vistas (salvo raríssimas excepções) da Academia e ao golpe-de-sorte brasileiro (via Adolfo Casais Monteiro e Cecília Meireles, principalmente), foi o que se sabe. Pascoaes — Poesia I
Boavida Portugal — Inquérito Literário
Jacinto Prado Coelho — A Poesia de Teixeira de Pascoaes (ensaio e antologia)
Teixeira de Pascoaes ― Hieronymus, der Dichter der Freundschaft
Esta edição da mão do grande divulgador de Pascoaes no mundo germanístico, Thelen, inclui um glossário explicativo de termos, topónimos, personagens da literatura e da história portuguesa aludidas na prosa, etc.; e um texto final do próprio tradutor que ganharia em ser repescado para as futuras edições portuguesas, coisa que até hoje, salvo lapso de memória, não foi ainda. Ambos redigidos em 1941 na companhia e com o auxílio do próprio poeta no Solar de Gatão, onde como se sabe viveu refugiado o amigo e tradutor durante quase toda a segunda Grande Guerra. Mais tarde, em várias cartas de 1942, escritas durante períodos pontuais em que não coincidiam em Amarante, Thelen referia a Pascoaes as dificuldades de promover o livro no meio editorial alemão por receios dos editores relacionados com a (na cabeça deles) possível entrada de Portugal na guerra pelo lado aliado. Apesar disso, lá acabou por o conseguiu editar.
Encadernação original em percalina gravada a dourado.
30€
Teixeira de Pascoaes ― São Jerónimo e a trovoada
[São Jerónimo era, é, um dos santos mais invocados durante as trovoadas pelas mulheres do povo, que bem já podiam ir pensando mudar de patrono, e trocar este biografado pelo biógrafo – por um lado, tratava, como se sabe, a tempestade por tu, com «directas» mais ou menos mediúnicas, em noites de temporal, na clarabóia mandada para o efeito construir no piso elevado do Solar de Gatão; por outro, devido a um qualquer também altamente mediúnico fenómeno, deitaria “fogo da cabeça”, frase ouvida várias vezes a vários espantados camponeses dos lugares vizinhos que com ele se cruzavam ao alvorecer; por outro ainda, trocando o paranormal pelo metafórico, é bem capaz de se tratar do maior clarão de génio que jamais brilhou sobre a terra portuguesa. De outro – clarão – , diziam até meados do séc.XX muitas mães portuenses aos filhos: “Come a sopa, senão vem aí o Camilo”. Mas não estamos a ver beatas senhoras benzendo-se, ao ribombar do trovão, no Marão ou alhures, “Valha-nos Pascoaes”.]
Edição original, dedicada ao amigo Unamuno, com a capa ilustrada por Alberto de Sousa.
Bom exemplar, sem nada a apontar.
Teixeira de Pascoaes — António Carneiro
Câmara Municipal de Amarante / 1980 (composição, impressão e acabamento / Rocha / artes gráficas, Vila Nova de Gaia). In-8º gr. esguio de 25, [3] págs. Br.Tiragem declarada de 1000 exemplares, este em bom estado no miolo mas com a capa já um pouco marcada e manchada.
10€ (reservado)
Olhando para trás vejo Pascoaes
Várias folhas ilustradas extratexto sobre papel couché, na da anteportada o busto de Pascoaes esculpido por António Duarte.
Exemplar valorizado por expressiva dedicatória de oferta manuscrita pela própria autora, datada de 25-7-71 (o volume apresenta nota de impressão indicando o mês anterior), Lisboa.
35€
Cortesia do professor Leonardo Coimbra...
E juro que, na minha vida de leitor, nunca senti maior choque, como naquela manhãzinha no parque de entrada para a aula do sétimo ano do Liceu de Gil Vicente, quando li, pela primeira vez, uma das edições do Sempre (Teixeira de Pascoaes emendava, emendava, emendava sem descanso), impresso com palavras fantasmáticas que me abriram as portas da manhã para outra visão do mundo e da Arte.Mal acabei de lê-lo senti que nascia um deus novo não sei onde.
Foi "bom", foi.
"Cá vim encontrar o Raul Brandão morto, com a esposa desolada, a beijá-lo e a afagar-lhe uns restos de cabelos brancos que lhe fugiam do alto da testa mais ampla e cor de cera. Parecia dormir, emagrecido, o nariz mais saliente e fino, a boca desaparecida quase, como o bigode e as sobrancelhas dando-lhe ao rosto o aspecto duma verdadeira máscara de cera ou de marfim: a máscara ascética dum Santo.Demorei-me, com a Miquelina, até às 8 horas da manhã. Descansámos até à uma hora e voltámos para junto do querido morto que foi o melhor amigo que tive em Portugal e um dos maiores intérpretes da Dor humana.
Às três horas, saiu o enterro, com meia dúzia de pessoas, debaixo duma chuva constante. No cemitério, um cavalheiro de exótica figura, pede a palavra para dizer só três palavras: foi um bom!
E aqui tens o elogio fúnebre do maior escritor de Portugal!"
Scriptorium (X)
Teixeira de Pascoaes ― Senhora da Noite
Edição original, já consideravelmente rara.
Bom exemplar, sem defeitos significativos.
35€
Teixeira de Pascoaes ― Regresso ao Paraiso
Primeira edição de um dos mais procurados – e por isso relativamente raro – livros do poeta, o décimo da sua bibliografia.
Exemplar com alguma fragilidade exterior e esparsos vestígios de acidez ao longo do volume. Deverá ter pertencido a Augusto Cortês, de quem parece ter a assinatura no rosto.





