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Visconde de Vila-Moura — Antonio Nobre (seu genio e sua obra)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1915). In-8º de 144, [8] págs. Enc.

De aparecimento já escasso no mercado, foi a edição impressa sobre bom papel avergoado e enriquecida pelas ilustrações que a entremeiam, em estampa sobre folhas de papel couché à parte. O estudo divide-se nas partições «Os «Males de Anto»», «A Tragedia nos grandes Artistas», «Os Artistas nos seus conflictos» e «O Poeta»; acrescidas depois em apêndice de uma «Nota biographica», um «Plano das Obras de Antonio Nobre» e um «Fac-símile de um manuscripto de Antonio Nobre».

Exemplar valorizado pela dedicatória de oferta manuscrita por Vila-Moura a Alfredo da Cunha, “Homenagem do seu admirador”, em Ancede logo em 1915; e entretanto bem encadernado com cantos e lombada em pele, preservando por inteiro a capa primitiva, incluída a tira do encaixe conservada em recorte; aparado à cabeça, mantendo ainda as restantes margens por aparar.

40€

Visconde de Vila-Moura — Antonio Nobre (seu genio e sua obra)

Antonio Nobre (seu genio e sua obra) / 2.ª Edição

Alvaro Pinto, Editor ( Annuario do Brasil ) / Rio de Janeiro. (Acabou de se imprimir (...) aos 21 de Dezembro de 1923. In-8º de 144, [VIII] págs. + gravuras em ff. destacadas. Br.

Esta segunda edição manteve as fotogravuras, impressas desta vez com maior nitidez - na que é a sua única vantagem evidente sobre a original de um livro que salvo erro não voltou a ser reeditado, o que parece uma pena; escrito numa prosa sugestiva e simultaneamente escorreita, vale bem a leitura, sobretudo para as gentes do baixo Entre-Douro-e-Tâmega.

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

20€

António Nobre — Cartas Inéditas

Cartas Inéditas de António Nobre (Editadas com uma introdução e notas por Adolfo Casais Monteiro)

Edições “Presença” / Coimbra   MCMXXXIV. In-8º de XXXIX, [3], 191, [9] págs. Br.

A edição constou de mil exemplares numerados e rubricados pelo editor (Gaspar Simões), tendo a este, inteiramente por estrear – como saiu dos prelos, com os cadernos por abrir –, cabido o n.º 530. Na sua longa introdução, Casais Monteiro opinava que “As cartas à família valem pelo seu interêsse biográfico, as cartas aos amigos principalmente como índices de estados de alma.
 
25€

António Nobre ― Primeiros Versos

Primeiros Versos / 1882-1889 (edição posthuma)

comp. e imp. na Tipografia A Tribuna (108, R. Duque de Loulé, 124-Porto), 1921. In-8º de 154, [2] págs. Br.

Edição preparada e organizada por Augusto Nobre, irmão do poeta, que dela fez tirar 1500 exemplares em papel de linho e lhe enfaixou da própria pena as notas que encerram o volume.

Capa com algum desgaste e pequenas falhas de papel no encaixe; miolo marcado por alguma acidez, mais pronunciada em duas das folhas.

35€

António Nobre ― Só

Pôrto, 1931. (Araujo & Sobrinho, Suc.res). In-8º de 235, [5] págs. Enc.

Quinta edição, ainda das mais apreciadas do poema, com boas ilustrações a partir de clichés da época e anteriores ao longo das folhas finais, de notas. Foi a tiragem de 3000 exemplares, estando este encadernado conservando ambas as faces da capa primitiva e aparado por todo.

30€

Do Prefácio

Sampaio Bruno, que morreu faz hoje cem anos, apresentava assim um livro: «Advertencia preambular, prefacio, prolegomeno, introito, ou como queiram chamar-lhe, manda a technica que aqui o escrevunhe» (Notas do Exilio, 1893). Da técnica sabia ele, bibliógrafo aturado que era - e que mais foi quando director da nossa cara Biblioteca Municipal do Porto, em São Lázaro, da qual quase só saía para recolher à Rua do Bonjardim. Aliás, por aqueles finais de dezanove, iniciar um livro com um prefácio, próprio ou alheio, parecia quase inevitável, muito mais ainda do que agora. O que nos leva a pensar. Por que razão, afinal, decide um autor (palavra incerta, mas "manda a technica que aqui a escrevunhe") dar as próprias palavras a público envoltas num embrulho em vez de nuas.

Coimbra e António Nobre: Homenagem ao Poeta

Coimbra: Edição da Biblioteca Municipal. 1940. In-4º de 93, [5] págs. Br.

Álbum publicado por ocasião e para registo da homenagem que em 1939 fôra dedicada a Nobre, sob a iniciativa do escritor Alberto de Oliveira, seu condiscípulo e amigo principal (à época, influente diplomata, de fácil movimento por entre os círculos do poder político do Estado Novo). Impresso em bom papel nas Oficinas Gráficas da Coimbra Editora, com várias folhas à parte, de papel couché, reproduzindo por exemplo um retrato do poeta em traje académico, a sua «Torre de Anto» (num desenho de António Vitorino que ilustra também a capa), o busto no Penedo da Saudade e fotografias das cerimónias em questão, integra os textos – em verso e prosa – que nela foram lidos, escritos na maioria por contemporâneos na cidade, alguns deles então presentes na homenagem: Eugénio de Castro (apesar das primitivas desavenças, mas deixando em entrevista, ainda assim, pequenas «bicadas»), Afonso Lopes Vieira, Alberto Osório de Castro, António Correia de Oliveira, Pedro Homem de Melo e o próprio Alberto de Oliveira; os que saíram, antes e depois, na imprensa, da pena de Augusto de Castro, Júlio Dantas, João de Castro, Agostinho de Campos, Antero de Figueiredo, Júlio Brandão, Sousa Costa (quase todos igualmente conviventes com o poeta durante a estadia coimbrã); fornecendo o conjunto muitos apontamentos de interesse para a biografia do autor do .

Exemplar ainda em bom estado, só prejudicado por vestígios de acidez – mais pronunciados na capa, que apresenta também um pequeno rasgão – e picos ínfimos nas folhas finais. 

25€

Guilherme de Castilho ― António Nobre

Editora Arcádia, a Obra e o Homem. [S/d – >1961]. In-8º de 311, [3] págs. Br.
 
Décimo quarto título da colecção «a Obra e o Homem», o trabalho de Castilho é acompanhado por antologia poética, reproduções de engraçadas fotografias da época (retratos de Nobre em circunstâncias várias, mas não só) que ilustram o volume no figurino típico e, a terminar, transcrição de algumas cartas e extensa relação de bibliografia.
 
Exemplar ainda em relativamente boa condição geral, mas com  ténues marcas na capa e de amarelecimento sobre as margens das folhas (além do apontamento a tinta, à cabeça da última página, "Pensão de Madame Laïlle, Rue des Ecoles 41" - morada de Anto em Paris, anotada decerto para visita).

  10€

António Nobre ― Só

Livraria Tavares Martins, Porto / 1976. In-8º gr. de 219, [5] págs. Br.

Foi a décima-sétima edição do livro, graficamente apurada, como todas nesta editora (que as publicou a partir da nona), composta pela Imprensa Portuguesa tendo impressão sobre bom papel e reproduzindo em folhas extra-texto de menor formato algumas das provas tipográficas com as correcções manuscritas pelo autor; também, na capa (lombada e face inferior), se reproduz excertos do manuscrito original, de 1886.

Exemplar bem tratado, a apresentar só leves marcas superficiais na capa e ligeiríssimos vestígios de manuseio no miolo. 

15€