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António Sérgio — Correspondência para Raul Proença

Correspondência para Raul Proença (Organização e Introdução de José Carlos González/Com um Estudo de Fernando Piteira Santos)

Publicações Dom Quixote e Biblioteca Nacional. Lisboa. 1987. In-4º de 276, [2] págs. Br.

Publicada na série «Memória Portuguesa», a recolha integra a maior parte da correspondência de Sérgio no espólio de Raul Proença na BN – juntando-lhe no fim a longa carta de Londres a Pascoaes e várias a Cortesão, entre algumas outras – e é um documento do maior relevo para o estudo do teatro político na 1ª República. O prefácio de Piteira Santos tem como título «Um tema polémico na correspondência de António Sérgio e de Raul Proença: a Monarquia e a República».

17€

Oliveira Marques — A Primeira República Portuguesa (para uma visão estrutural)

Livros Horizonte. [S/d – pref. 1970]. In-8º peq. de 204, [4] págs. Br.

“Este livro não conta a história da 1.ª República Portuguesa como sucessão de factos cronològicamente encadeados e politicamente desenvolvidos. (…) Aqui não vai o leitor encontrar, pois, nem a série dos movimentos revolucionários, nem as peripécias da sucessão dos ministérios. O objectivo único deste livro foi desvelar um pouco os bastidores, analisando estruturas de base e conjunturas menos conhecidas”, mesmo assim dando conta, por exemplo, da evolução político-partidária no capítulo final «Ideologia e Política»; que completa os anteriores «A População», «A Situação Económica e Financeira», «As Classes Sociais», «A Questão Religiosa», «O Desenvolvimento Colonial» e «Aspectos Culturais».

8€

Oliveira Marques — Afonso Costa

Editora Arcádia (1972). In-8º de 429, [3] págs. Br.

“Há cem anos que nasceu Afonso Costa. Foi, porventura, entre 1910 e 1930, o mais querido e o mais odiado dos Portugueses. O seu nome simbolizou toda uma política, mesmo um regime, até. Endeusaram-no como talvez ninguém neste país, desde D. Miguel e até Salazar. Como eles, tornou-se um mito, um Messias, depois de ter sido arauto de uma situação e o estadista que, acaso mais a radicou em sete anos apenas de acção intermitente, mas fecunda. Esteve sempre entre os dois mais votados candidatos republicanos ao Parlamento, onde quer que se propusesse jamais perdendo uma eleição desde 1906. Ninguém lhe levou a palma em popularidade real e persistente, em presença viva junto de todas as camadas populares, do Minha ao Algarve, nem sequer Bernardino Machado com seu chapéu pronto a cumprimentar ou António José de Almeida com sua honestidade proverbial e seus arroubos de alma mística. O seu retrato apareceu reproduzido milhares e milhares de vezes, em livros, em jornais, em cartazes, em panfletos, em azulejos, em pratos de barro e de latão, em bustos que se vendiam nas lojas de Lisboa e nas feiras de Trás-os-Montes (...) O ódio que lhe tiveram também não conheceu limites”, assim começava a introdução desta que é ainda hoje a principal biografia de referência sobre o estadista, entre «velhas» e «novas» (das quais foi a primeira); integrada na colecção «a Obra e o Homem».

18€

Oliveira Marques — Afonso Costa

arcádia (1975). In-8º de 485, [1] págs. + [16] de estampa. Br.

Segunda edição, publicada já após “o movimento libertador de 25 de Abril de 1974 e a proclamação da «2.ª» República, acontecimento que Afonso Costa considerava condição sine qua non para regressar a Portugal” quando exilado primeiro em Paris e depois na Galiza, onde viria a morrer em 1937.

Exemplar por estrear.

15€


Lopes de Oliveira ― História da República Portuguesa

História da República Portuguesa: a Propaganda na Monarquia Constitucional

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (1947). In-8º gr. de 384, [4] págs. Enc.
 
O período em análise começa na conspiração de 1817 e na revolução de 1820 – espécie de prêt-a-porter que alastrou “imediatamente a todo o país” sem grandes complicações, não se mencionando sequer, coisa notável, o posterior cerco do Porto; estes historiadores lisboetas... – e termina na fase revolucionária de inícios do séc.XX.

Exemplar revestido de muito boa encadernação que conserva ambas as faces da capa primitiva.
 
25€

Carlos Ferrão – Em defesa da República

Inquérito, Lisboa. [S/d – pref. 1963]. In-8º de 275, [5] págs. Br.

Neste volume se reuniram artigos, crónicas e outros escritos do autor publicados no «Diário de Lisboa». O título, «Em defesa da República», exprime o pensamento que os ditou e o fim que a sua publicação visou. A matéria que contém foi repartida por seis capítulos, cada um dos quais se ocupa de um aspecto da tarefa que nos propusemos realizar.” Foram esses «A propaganda da República», «O 5 de Outubro», «A Obra da República», «Monsanto», «Homens e Datas» (sobre Aquilino, Basílio Teles, Brito Camacho, Carvalho Araújo, José Relvas, Marques Guedes, etc.) e «Depoimento Valioso»; que formam no conjunto um volume importante da bibliografia republicana.

14€

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados (Obra compilada e dirigida por um antigo official da Secretaria do Parlamento)

1911 – Livraria Ferreira (Ferreira, L.da, Editores / 132, R. Aurea, 138), Lisboa. In-8º gr. de 541, [3] págs. Enc.

“Nos principais paizes e em cada legislatura são publicadas, official ou particularmente, e sob diversos titulos obras no genero da que, pela primeira vez, agora apparece em Portugal contendo os retratos e notas biographicas dos membros do Parlamento. (...) Aproveitando a circumstancia de ser a actual Camara muito numerosa e de importancia historica pela missão que lhe esteve confiada, damos n’esta obra, sob o titulo de As Constituintes de 1911 e os seus Deputados, não só os retratos de todos os membros das Constituintes, que hoje compõem o primeiro Senado e a primeira camara dos deputados da Republica, como tambem varias notas interessantes e uma resenha dos principais factos occorridos na Asssembleia Nacional, desde a sua abertura, em 19 de Junho de 1911, até ás eleições do Presidente da Republica e do Senado, com as quaes, nos ultimos dias de agosto do mesmo anno, findaram os seus trabalhos”. (Da introdução «Ao Leitor»).

Não estando atribuída no volume a autoria, corre que o "antigo official" em causa foi o escritor Alberto Pimentel.

45€ (reservado)

Raul Proença — Páginas de Política

Lisboa: Seara Nova. 1938-1939. 2 vols in-8º de XXI, [III], 311, [9] e 333, [3] págs. Br.

A primeira série apresenta um prefácio de Câmara Reis, em homenagem a Raul Proença, e os textos «Ao Futuro», «Acêrca do Integralismo Lusitano» (publicado depois em edição independente nos anos 60 - vd. o próximo «post») e «Para um evangelho duma acção idealista no mundo real (A-propósito de La Trahison des Clercs, de Julien Benda)». A segunda, bem mais interessante e variada, recolhe artigos escritos entre 1921 e 1923, tendo como assuntos a formação da Seara Nova, crónicas políticas de teoria e de polémica, personagens diversas como Junqueiro, Cortesão e Afonso Costa, etc. – e constituindo um documento de algum relevo para o estudo da nossa 1ª República.
Ambos os volumes em bom estado, descontando alguns – pontuais – vestígios de acidez no primeiro.
 
25€

Rocha Martins — Pimenta de Castro

Edição do Auctor ― Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas do «ABC», Lisboa. [S/d]. In-8º gr. de [4], 319, [1] págs. Enc.
 
Ainda que de pouco valessem os apontamentos (tendenciosos q.b.) espalhados por centenas de páginas – sob os capítulos «O Movimento das Espadas», «Os Democraticos e o Novo Governo», «Em Volta do Parlamento Fechado», «A Agitação e suas Origens», «Na Atmosfera Conspiratória», «Duelos na Sombra e na Claridade», «Monarquicos e Republicanos», «Os Passos da Ditadura», «Deus Super Omnia», «Balanço de Duas Forças», «O Entrechoque», «O Fim do Entre-Choque», «A Politica do 14 de Maio» e «As Consequencias do 14 de Maio (epilogo) – acerca de um período bastante agitado da 1ª República (e tratando amiúde, em panorâmica, a história europeia do tempo), sempre valeria a publicação deste volume como documento iconográfico, pela reprodução em gravura de numerosas fotografias da época: muitas, de Joshua Benoliel, e muitas outras hoje difíceis de encontrar seja onde for.
Exemplar encadernado inteiramente em tela, gravada a ouro sobre a lombada; conservando a frente da capa original.

30€

Afonso Costa — Discursos Parlamentares 1900-1910

(Complilação, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques)

Publicações Europa-América (1973). In-8º de 617, [7] págs. Br.

“Notabilíssima foi a sua acção como deputado, e a sua obra parlamentar revela a espantosa capacidade de Afonso Costa em lidar, profunda e subtilmente, com os mais diversos aspectos da coisa pública, desde o problema dos salários dos carteiros às grandes questões internacionais da intervenção na Primeira Grande Guerra”.
Primeiro de três volumes publicados.

15€

Afonso Costa — Discursos Parlamentares 1911-1914

(Compilação, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques)

Livraria Bertrand (Apartado 37) – Amadora. (1976). In-8º de 679, [1] págs. Br.
 
O volume abrange os discursos proferidos na Assembleia Constituinte (1911) e durante a primeira legislatura da República (1911-1915); seguindo-se ao que fôra publicado em 1973, sob o título Obras de Afonso Costa, que acima apresentamos.

15€

João Paulo Freire — Fogos-Fátuos

Edição de «A Renascença Portuguesa», Pôrto – 1925. In-8º de 173, [3] págs. Br.

Volume dedicado “à memória sagrada de António Granjo, ao mais infeliz dos homens honrados desta terra e ao mais leal dos amigos” (de quem aliás faz a reportagem do funeral com milhares de pessoas, em Chaves, após «A Noite Sangrenta», e no qual entre outros Leonardo Coimbra improvisou um discurso que também «Mário» diz ter sido impressionante); e justamente a Leonardo, “ao mais extraordinário e mais brilhante talento da minha geração”. Recolhe os textos publicados no jornal lisboeta A Imprensa da Manhã, dividindo-os aqui pelas duas secções «Alguns problemas nacionais à margem... da política» e «Documentos para a história do movimento revolucionário do «19 de Outubro»».
O exemplar tem no rosto o carimbo da livraria de Pedro Dias, de Lagos.

15€

António Cabral — Cartas d’El-Rei D. Manuel II

Cartas d’El-Rei D. Manuel II (O Homem, o Rei, o Portuguez / - Notícias e revelações / - Memorias Politicas)

Livraria Popular de Francisco Franco —  Lisboa – 1933. In-8º de 378, [6] págs. Br.

Uma primeira parte do volume cumpre-lhe o subtítulo, compondo-se de apontamentos do próprio António Cabral; seguindo-se o repositório das várias cartas do bibliófilo e melancólico monarca a uma dezena de destinatários, entre eles José Luciano de Castro, José Maria Rodrigues, o organizador do volume e o seu pai, Alexandre Cabral.
 
15€

Carlos Malheiro Dias — Zona de Tufões

Zona de Tufões, por (...) / (Da Academia de Sciencias de Lisboa e da Academia Brasileira de Lettras)

Aillaud, Alves & Cia | Francisco Alves & Cia – 1912. In-8º de 591, [7] págs. Br.

Numa nota preliminar, anunciava este monárquico (em comparação) reconhecidamente civilizado e tolerante, mas que como quase todos nunca chegou a conseguir aceitar a República, constituir o volume um “índice, embora prolixo [pôr prolixo nisso, sobretudo na prosa...], dos successos politicos incluidos no periodo que decorre desde a incursão monarchica de Outubro (1911) até a catastrophe sinistra de Miragaya, que consideramos como o corolario do desvario nacional n’estas sombrias paginas narrado”.
O exemplar conserva a curiosa e penitente tarja aposta sobre o anterrosto “Este livro deveria ter sahido em Outubro de 1912, mas um desarranjo de machina tendo inutilisado grande parte da composição, os editores tiveram de recomeçar todo o trabalho, motivo pelo qual esse é posto em venda com quatro mezes de atrazo”.

18€

Carlos Malheiro Dias — Entre Precipicios...

Entre Precipicios... (Na capa: Chronicas politicas dos ultimos tempos)

Lisboa: Empresa Lusitana Editora (Calçada do Ferregial 23). In-8º de 335, [1] págs. Enc.

Conjunto de XXIV capítulos todos no mesmo género, bastando para ter uma ideia o elenco do primeiro e do último: «A hora que passa – O erro republicano – Suas causas e suas consequencias – A anarchia portugueza – Vulcão em actividade»; «A cella de uma prisioneira – A neta de Vasco da Gama no Aljube – Uma santa do seculo XX – A mãe de setecentas creanças pobres». Não estando datada, a capa indica tratar-se da segunda edição, sendo de crer que só ela e a folha de rosto divirjam da original (1913).
Exemplar encadernado em percalina conservando a referida capa de brochura.
 
12€

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados (Obra compilada e dirigida por um antigo official da Secretaria do Parlamento)

1911 – Livraria Ferreira (Ferreira, L.da, Editores / 132, R. Aurea, 138), Lisboa. In-8º de 541, [3] págs. Br.
 
“Nos principais paizes e em cada legislatura são publicadas, official ou particularmente, e sob diversos titulos obras no genero da que, pela primeira vez, agora apparece em Portugal contendo os retratos e notas biographicas dos membros do Parlamento. (...) Aproveitando a circumstancia de ser a actual Camara muito numerosa e de importancia historica pela missão que lhe esteve confiada, damos n’esta obra, sob o titulo de As Constituintes de 1911 e os seus Deputados, não só os retratos de todos os membros das Constituintes, que hoje compõem o primeiro Senado e a primeira camara dos deputados da Republica, como tambem varias notas interessantes e uma resenha dos principais factos occorridos na Assembleia Nacional, desde a sua abertura, em 19 de Junho de 1911, até ás eleições do Presidente da Republica e do Senado, com as quaes, nos ultimos dias de agosto do mesmo anno, findaram os seus trabalhos”. (Da introdução «Ao Leitor»).
Não estando atribuída no volume a autoria, corre que o "antigo official" em causa foi o escritor Alberto Pimentel.
 
45€ (reservado)