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Três Novelistas Espanhóis: Unamuno, Pio Baroja, Valle-Inclán
Miguel de Unamuno — Soledad
Edição primitiva, de publicação já póstuma, saída na «Colección Austral». O volume recolhe os escritos «!Ramponería!», «Soledad», «Sobre la erudición y la crítica», «Poesía y oratoria», «La crisis actual del patriotismo español», «Sobre el rango y el mérito (Divagaciones)», «La patria y el ejército» e «Qué es verdad?».
Exemplar com manchas de acidez que deverão ser típicas, dada a qualidade do papel; e plausível falta da típica sobrecapa original. Pertenceu a José Eugénio de Castro, de quem tem manuscrita a lápis a assinatura.
12€
Miguel de Unamuno — Do Sentimento Trágico da Vida
Do Sentimento Trágico da Vida (tradução de Cruz Malpique, professor do liceu de Alexandre Herculano, do Porto)
1953, Editora Educação Nacional de Adolfo Machado / Rua do Almda, 125 – Porto. In-8º de 387, [5] págs. Br.
Apresentado na badana pelo editor como “uma extraordinária e apaixonada série de meditações em torno dos problemas fundamentais do espírito e do destino humanos. No conceito unânime da crítica, afirma-se este livro com a obra capital do grande pensador espanhol”; apresentando-o o tradutor com aquela clássica técnica de engodo “O leitor tem, na sua frente, um livro perturbador, pelos angustiosos problemas que nele são debatidos. Não é livro para gente que, no cérebro, tenha vazios interplanetários. Lá isso não! Exige o agudo trinchar do espírito. Ora, se o leitor não possui esse dom, desista. É o conselho que lhe dá / O Tradutor”.
Alguns dos capítulos: «A Fome de Imortalidade», «A Essência do Catolicismo», «Amor, Dor, Compaixão e Personalidade», «Fé, Esperança e Caridade», «Religião, Mitologia de Além-Túmulo e Apocatástase».
10€
Miguel de Unamuno — Por Terras de Portugal e Espanha
assírio & alvim (1989). In-8º gr. de 155, [1] págs. Br.
Logo no início do prefácio, o recém-finado José Bento dava justamente conta do espanto que merece o facto de este livro ter esperado 78 anos até conhecer aqui a sua primeira edição portuguesa – sobretudo se tivermos em conta que, desmentindo q.b. a geografia ibérica, a este rectângulo à beira-mar plantado é muito irmamente dedicada metade do volume: com capítulos como «Eugénio de Castro», «A literatura portuguesa contemporânea», «As Sombras de Teixeira de Pascoaes» (ao Solar de Gatão do nosso génio amarantino, que chegou a hospedar nele o amigo espanhol, foi a capa aproveitar um pormenor da Fonte dos Golfinhos), «As almas do purgatório em Portugal», «A pesca de Espinho» (na praia do livreiro várias vezes passou férias Unamuno com o amigo residente Manuel Laranjeira e veraneantes tão famosos como Amadeo, só por exemplo), «Braga», «O Bom Jesus do Monte», «Guarda», o célebre «Um povo suicida» e «Alcobaça».
Exemplar ainda por estrear.
10€
Manuel Laranjeira — Cartas (com prefácio e cartas de Miguel de Unamuno)
Portugália Editora, Lisboa. (1943). In-8º de 183, [5] págs. Br.
O volume, inaugural da colecção «Documentos Humanos», foi preparado por Ramiro Mourão e Alberto de Serpa e apresenta, nas folhas preliminares, uma curta nota biográfica acerca do autor de Commigo e a reprodução de um conhecido retrato seu executado por António Carneiro. Das cartas, interessarão maiormente, em extensão e conteúdo, as várias aqui transcritas em conjunto que foram enviadas a Pascoaes, Amadeo e ao próprio António Carneiro (contando-se ainda entre os restantes destinatários, por exemplo, o próprio Unamuno, João de Barros e António Patrício). Constou a edição de 2.230 exemplares numerados - a este coube o nº1188, da série corrente - e rubricados pelo filho de Manuel Laranjeira, Flávio.
Primeira edição, replicada pela Relógio d'Água décadas mais tarde.
23€

