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Marguerite Yourcenar — Fogos

Fogos (Tradução de Martha Calderaro / 2.ª edição)

Editora Nova Fronteira. (Esta obra foi impressa na editora Vozes (…) em novembro de mil novecentos e oitenta e três). In-8º de 191, [I] págs. Br.

É a própria Yourcenar quem define Fogos como produto de uma crise passional, sendo – por assim dizer – uma série prosas líricas, ou poemas em prosa, interliagadas por uma certa noção de amor”, por vezes prosas aforísticas, curtas, e tomando quase todas como mote temas da Antiguidade Clássica, naquele que será porventura o livro mais interessante da escritora francesa: «Fedra ou o desespero», «Aquiles ou a mentira», «Pátroclo ou o destino», «Antígona ou a escolha», «Lena ou o segredo», «Maria Madalena ou a salvação», «Fédon ou a vertigem», «Clitemnestra ou o crime», «Safo ou o suicídio». 

10€

Marguerite Yourcenar — Fogos

Fogos (Tradução de Maria da Graça Morais Sarmento)

DIFEL / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra, Viseu, 1995). In-8º de 155, [v] págs. Br.

“Aqui não há sublimação, como pretende uma fórmula decididamente infeliz e insultuosa para a própria carne, mas sim percepção obscura de que o amor por uma determinada pessoa, por muito dilacerante que pareça, muitas vezes não é mais do que um belo acidente passageiro, menos real em certo sentido do que as predisposições e as escolhas que o antecedem e que lhe sobreviverão” [sem mais considerações, substitua-se é nessa ideia «amor» por «paixão»].

12€

Marguerite Yourcenar — A Obra ao Negro

Editorial Inova sarl (composto e impresso na Emp. Gráfica Feirense, L.da — Março 1973). In-8º gr. de 348, [X] págs. Br.

Começava assim a nota final da própria Yourcenar: "O romance que se acaba de ler tem, como ponto de partida, uma narrativa de cinquenta páginas, D'après Dürer, publicada juntamente com duas outras novelas, também de fundo histórico, no volume intitulado La Mort conduit l'Attelage, ed. Grasset, 1934. Essas três narrativas, unificadas e ao mesmo tempo contrastantes (...), mais não eram, afinal, que fragmentos isolados de um enorme romance concebido e parcialmente escrito entre 1921 e 1925" e só três décadas mais tarde, após a conclusão das Memórias de Adriano, começado a recuperar até esta muitíssimo aumentada forma definitiva.  

Primeira edição portuguesa, com tradução de António Ramos Rosa, revisão tipográfica de João de Almeida Arrepia e composição gráfica de Armando Alves.

15€

Marguerite Yourcenar — de olhos abertos

distri editora (Impressão e acabamento: Edições Asa – Porto). [S/d – DL 1984]. In-8º de 230, [I], [i] págs. Br.

“Pela primeira vez, Yourcenar dá-nos os elementos para compreendermos a profundidade e a clareza do seu pensamento. Sem reticências, com a simplicidade de uma sabedora que se sente vinda de muito longe, interessada por todos os aspectos do mundo”; puxada a conversa por Matthieu Galay, crítico literário, aqui ficava um longo conjunto de impressões acerca da infância, do pai, da génese de alguns dos livros, de planos por concretizar, da literatura em geral, da tradução (ofício que Yourcenar praticou, desde logo com Virginia Woolf), racismo, feminismo e outros assuntos políticos, etc. Para citações e sentenças, é o livro mais óbvio da escritora francesa, não por acaso já mencionado várias vezes por Ana Cristina Leonardo nas suas já algo repetitivas – até nisso – crónicas no Público. Enfim, se há escritoras e escritores chatíssimos sobretudo quando falam, há outros – como Yourcenar, como Borges – cujas entrevistas dão uma leitura abençoada.  
Tradução de Maria Eduarda Correia (uma edição mais recente na Relógio d'Água teve tradução diversa). 

Dois exemplares disponíveis.

10€

Marguerite Yourcenar — Como a água que Corre

Como a Água que Corre (2.ª edição) / Tradução de Luiza Neto Jorge

Difel, Difusão Editorial, Lda. (1983). In-8º gr. de 230, [II] págs. Br.

Yourcenar agregou neste volume as novelas «Anna Soror» , «Um Homem Obscuro» e «Uma Bela Manhã»; de todas elas explicando a génese nos posfácios consecutivos que apresenta no final (o último em Sintra, o primeiro já alguns dias depois em Marrocos; muito viajava a senhora...).

12€

Marguerite Yourcenar — Memórias de Adriano

Memórias de Adriano (seguido de Apontamentos sobre as Memórias de Adriano) / tradução de Maria Lamas / 4.ª edição

Editora Ulisseia (1981). In-8º de 288, [4] págs. Br.

Quarta edição portuguesa sob o título propriamente dito, publicada na colecção «Clássicos do Romance Contemporâneo», reproduzindo na capa um fragmento da planta da Villa Adriana, em Tivoli. Tratando-se do mais popular livro da escritora – embora bem longe do melhor –, também por cá conheceria reedições sucessivas, só na Ulisseia uma série delas, a última das quais ainda esta década. Com título diferente (A Vida Apaixonante de Adriano, numa colecção cujo nome, Vidas Apaixonantes, não era de facto apaixonante...), saíra uma primeira versão nos anos 60, hoje pouco conhecida. 

10€ 

Marguerite Yourcenar — A Obra ao Negro

A Obra ao Negro (Tradução de António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes)

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1993. In-8º gr. de 275, [1] págs. Br.

Fôra na Inova a primitiva edição portuguesa deste romance que muitos preferem da escritora francesa, "a história de uma dissolução: a da ordem de valores que a Idade Média chegou a admitir como incontestáveis mas que, mercê de quase imperceptíveis alterações, acabaram por perder o seu sentido, abrindo-se à metamorfose".

10€