Coimbra: F. França Amado – Editor. 1900. In-8º de 75, [3] págs. Enc.
A juntar ao empinado da primeira – que proclamava, com jactância q.b., todas as novidades asseguradas como chegando pela primeira vez à poesia portuguesa –, também aqui reproduzido, fez Eugénio de Castro publicar nesta edição um seu novo prefácio no qual se lia “O livro que tão profundamente desconcertou o espirito commodista dos meus compatriotas, feroz inimigo de tudo o que possa quebrar o somno em que se deleita de contínuo, o livro que tanta celeuma levantou na imprensa e fez estoirar tantas girandolas de injurias, esse livro irreverente e estouvado é hoje um livro pacato e sisudo, uma pessôa normal, bem comportada, capaz de inspirar confiança a um indio”, afirmando que o “exaggêro” da composição não pretendia só épater le bourgeois mas, sobretudo, “sublinhar com um violento traço vermelho a estagnada chateza das fórmas poeticas d’então”; além de uma pequena sequência de apreciações laudatórias tecidas por Ramalho Ortigão, João de Deus, Visconde de Ouguela, Fialho, Simões Dias, Abel Botelho e Brinn’Gaubast.
Exemplar revestido de uma boa encadernação em estilo amador, com a lombada em pele gravada a ouro; conservando por inteiro a capa de brochura.
Coimbra: F. França Amado – Editor, 1899. In-8º de 58, [6] págs. Enc.
Primeira edição, de boa execução gráfica, hoje já consideravelmente invulgar.
Exemplar da tiragem corrente (houve uma especial de apenas 12), revestido de uma boa encadernação com pastas em fantasia e cantos e lombada em pele, esta última ornada de gravações a ouro nas casas e nos nervos; conservando por inteiro a capa de brochura e tendo na guarda o ex-libris da profusa e bem conhecida livraria de Salema Garção, a quem terá pertencido.
O Annel de Polycrates: poema dramatico/por/Eugenio de Castro/da Academia Real das Sciencias.
Coimbra, França Amado, Editor, 1907. In-8º de 130, [II] págs. Br.
Primeira edição, impressa em papel de linho.
Exemplar em bom estado de conservação, salvo ligeiro desgaste da capa e um ou outro vestígio de acidez. Tem, aposto no anterrosto, o ex-libris de Martins da Costa.
Quatro Novelas (A Vinha. / A Feiticeira. / Diario duma Criança. / Sacrificada.)
Coimbra: França Amado – Editor – 1908. In-8º de 272, [4] págs. Enc.
Primeira edição, hoje já bastante invulgar.
Exemplar revestido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele, esta última gravada com dourados; conserva ambas as faces da capa original, mas parece ter sido suprimida a folha preliminar (de guarda ou anterrosto).
F. França & Armenio Amado – Editores / Coimbra, 1912. In-8º de 89, [5] págs. Enc.
Um dos primeiros de tantos livros publicados pelo autor, que já aqui começava a demonstrar a afeição depois tão recorrente pela Grécia Antiga. Edição princeps.
Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro, conservando ambas as faces da capa de publicação e tendo as guardas revestidas de um bonito papel decorativo em motivo floral; e ainda valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio João de Barros na primeira folha, de anterrosto.
Coimbra, na Livraria França Amado. M DCCCC. In-8º peq. de 80, [2] págs. Enc.
Primeira edição, impressa em bom papel de linho; uma das mais valorizadas peças inesianas.
O exemplar foi sobriamente encadernado, apenas com singelas gravações a ouro pontuando a lombada, preservando-se a capa primitiva. Em condição quase impecável, ostenta no rosto uma discreta assinatura de Artur de Almeida Ribeiro, a quem terá pertencido.