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Ernesto de Sousa — Almada, um Nome de Guerra (1969-1972 / 1984)

Improvisações Colaborações / Serralves (2012). In-4º de iv, [ii], 98, [viii] págs. Br.

Além de uma sequência com dezenas de fotogramas do filme, o catálogo reproduz depois textos vários do próprio Ernesto de Sousa (a maioria), de José-Augusto França, de Artur Fino, de Rui Nunes e de Cesariny - numa polémica que terá começado pela não-autorização de inclusão de um poema seu num espectáculo que Ernesto de Sousa organizava; sendo transcritas na íntegra ambas as peças, a do poeta e a de resposta do autor. 

Exemplar novo, do nosso amplo acervo de livros de arte da fundação editora portuense.

14€

António Ambrósio — Almada Negreiros Africano

1979 / Editorial Estampa, Lisboa. In-8º de 191, [I] págs. Br. 

Após a introdução «Almada Negreiros, Africano: filho de S. Tomé e neto de Angola», seguem-se capítulos como «O casamento de António Lobo e Elvira», «A Roça Saudade: Um sonho e um berço», «O nascimento de José de Almada Negreiros», «Almada Negreiros: escritor, poeta e publicista (Catálogo Bibliográfico)», «Do administrador colonialista ao democrata antifascista», «Almada: o Poeta-Pintor», «O que Almada Negreiros não disse (ou disse): traços autobiográficos», «José de Almada Negreiros e «os do seu Grupo».  

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

12€

Maternidade: 26 desenhos de Almada Negreiros

Maternidade: 26 desenhos de Almada Negreiros (texto de Ernesto de Sousa)

colecção arte e artistas / Imprensa Nacional - Casa da Moeda. (Direcção gráfica de Armando Alves, Execução da Inova/Artes Gráficas - Porto). In-8º de 31, [V] págs. + 26 ff. de estampa. Br.

É bastante extenso o estudo preliminar que o autor do recentemente reeditado Ser Moderno em Portugal dedicava a este nome indiscutivelmente fundamental do nosso modernismo; adiantando que esta série de desenhos (reproduzidos em folha inteira, impressas sobre papel ainda mais encorpado) foi feita num dia só, na residência do famoso casal em Bicesse, possivelmente após o nascimento do filho mais velho. [Decerto segundo a indicação de Sara Afonso, que afirma isso no conhecido livro de entrevistas à filha Maria José] 

15€

Almada Negreiros — ver (notas e prefácio de lima de freitas)

arcádia (1982). In-4º quadrado de 272, [VIII] págs. Cart.

"Reúnem-se neste volume vários cadernos, na sua maioria inéditos, de José de Almada Negreiros. Desde 1943, ano que o Autor inscreveu na página liminar de vários dos cadernos, uma longa série de obstáculos condenou à ocultação quase total este extraordinário conjunto de textos e manteve-os fechados numa gaveta durante cerca de quarenta anos, à espera de um dia virem a ser conhecidos pelos portugueses e pelo mundo", assim iniciava o organizador e essoutro belo pintor o seu extenso (quase três dezenas de páginas) prefácio, logo derivando para a filiação iniciática e interpretação esotérica que lhe era tão típica, e à qual consigna este conjunto de textos - abundantes, por exemplo, em remissões para a Antiguidade e mitologia gregas.

O álbum foi abundantemente ilustrado, incluindo as reproduções dos desenhos e portadas compostos por Almada nos manuscritos originais. 

40€

Os Pioneiros da Arte Moderna Portuguesa

Os Pioneiros da Arte Moderna Portuguesa: exposição evocativa dedicada ao congresso internacional da AICA na snba – setembro 76, Lisboa / organizado e realizado com o patrocínio da secretaria de estado da cultura e da fundação calouste gulbenkian

In-8º quadrado de [12] págs. + [11] ff. de estampa. Br


O texto de apresentação de Rui Mário Gonçalves é importante pela panorâmica que esboça destas nossas primeiras manifestações modernistas em confronto com o que lá fora (maxime Paris) se passava, adiantando mesmo aguns traços pioneiros em Santa-Rita e sobretudo Amadeo.
Dos quatro artistas considerados (Amadeo, Almada, Viana e Santa-Rita) reproduzem-se trabalhos em bonitas estampas tipo cliché, que o exemplar conserva na totalidade.

25€

Moledo do Minho e do Modernismo

Curiosa a quantidade de gente dos nossos vários «modernismos» que assentou arraiais em Moledo do Minho Alto: começando em Almada (relembre-se que Sara Afonso, sortuda, passara a juventude em Viana) e nos Delaunay, por exemplo; e continuando em António Pedro (que lá teria casa) e no fugaz compagnon-de-route Cesariny, rapidamente desavindo em feroz profissão de fé surrealista-mesmo, que deixou a pequena povoação balnear gravada em poema.
E já agora, sobre o nosso modernismo stricto sensu, estas palavras de Almada, escritas justamente em Moledo:


"Mário de Sá-Carneiro suicidou-se em Paris ao peso de todas as suas razões pessoais. Guilherme de Santa-Rita, o espírito mais brilhante que conheci, alma veemente de iluminado traído por uma natureza ingrata que o acabou por fim antes de quase começar a sua vida. Pintor em essência mais do que de oficina, alguém seu íntimo cumpriu com a sua última disposição de aniquilar as suas produções. Amadeu de Sousa-Cardoso, o pintor por excelência, o autêntico génio do grupo, o exemplo mais formidável de artista português de hoje em qualquer parte do mundo, é levado em plena vida em meia dúzia de horas por uma epidemia, no instante mesmo em que o seu espírito exuberante produzia inúmeras das suas telas mais vigorosas. Vive ainda Fernando Pessoa na serenidade da sua imaginação literária, e sempre pronto para tudo o que seja elevado, superior, de élite, isto é, tudo o que não sejam actualidades forçadas e sem longo efeito perene.
Pelo grupo passaram uma infinidade de flutuantes, o mais díspares possível, mas não era dos seus destinos elevarem em Arte os seus nomes à altura destes."


(1934. Pessoa morreria em 35. Almada por cá ficaria até 70. A fotografia, com Sara grávida, é desse 1934 nessa praia de Moledo).