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Emanuel Ribeiro — Algumas Palavras

Onde se leem Algumas Palavras de conselho, censura e estímulo aos nossos trabalhadores dos metais nobres e muito principalmente àqueles que ora se iniciam na arte... / por Emanuel Ribeiro (Prof. na Escola Normal para o Ensino de Desenho de Lisboa)

1926. (Tipografia Sequeira, limitada – Porto). In-8º peq. de 30, [II] págs. Br.

Edição impressa, como várias outras do autor, num pequeno caderno recoberto de cartolina a fazer de capa, sobre cujo reverso foi colado o seu sinete; e, como todas essas, já francamente invulgar. 

Mais um exemplar valorizado por uma dedicatória manuscrita de oferta de Emanuel Ribeiro ao escultor José dos Santos.

14€

Artur de Sandão ― O Móvel Pintado em Portugal

(Livraria Civilização. Composição, impressão e encadernação nas oficinas da Companhia Editora do Minho, Barcelos. 1966). In-4º gr. Enc.

Primeira de já algumas edições, sendo este o exemplar n.º 98 da “edição especial de cento e dez exemplares com texto impresso em papel «Goat-Skin», as gravuras, extratextos e sobrecapa impressos em papel «couché» de fabrico inglês e encadernação em «chagrin»”; sendo de destacar as gravuras primorosamente executadas em graciosos clichés, sob geral orientação gráfica também do pintor e ilustrador Espiga Pinto.

85€

Carolina Michaëlis — Algumas palavras a respeito de Púcaros de Portugal

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1921. In-8º de 90, [2] págs. Enc.

Desprezado pelos especialistas que com erudição e amor se ocuparam da Cerâmica Portuguesa, de faianças e porcelanas, o meu Ensaio agradou ainda assim a alguns amadores tanto daquela arte como da etnografia e lingüística nacional, e inspirou mesmo um alegre e espirituoso Diálogo, na maneira clássica de Francisco de Moraes: Os Púcaros, de Matos Sequeira, na Atlantida, Ano IV, n.os 42 e 43, p. 700-707. Desejoso de o possuir, mais de um coleccionador instou comigo reiteradas vezes para que o publicasse em edição independente” – assim rezava a «Explicação Prévia» da autora a esta bonita edição impressa a duas cores e ilustrada em folhas à parte de papel mais fino.

O exemplar, entretanto revestido de uma boa e minimal encadernação recente que lhe conserva a frente da capa primitiva, foi valorizadíssimo por uma dedicatória manuscrita – na sua bela letra – pela lusitanista “Ao benemerito hispanófilo Aubrey F. G. Bell”, datada de 6-XII-21; tendo-o o inglês muito cuidado, sem qualquer defeito significativo a assinalar.

40€

Pedro Fazenda ― A Ourivesaria Portuguesa Contemporânea

A Ourivesaria Portuguesa Contemporânea e os Metais e Pedras Preciosas

Lisboa, 1927. (Êste livro foi composto e impresso na Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial, Praça dos Restauradores, 4, e as gravuras foram feitas na fotogravura da casa Bertrand, Irmãos, Travessa da Condessa do Rio, 27, sendo as fotografias da autoria de A. Gambeta. E aqui deixamos consignado o nosso sincero aprêço e reconhecimento a estes nossos colaboradores, bem como à classe de ourivesaria, que foi, como sempre, gentil e solícita). In-4º de 222, [2] págs. + LXXII ff. de estampa. Enc.

Com capa alusiva de António Lima desenhada sobre bom papel encorpado e abundantemente ilustrado ao longo do volume, o estudo dividiu-se em duas partes: na primeira, «Os Metais Preciosos» (ouro, prata e platina) e «As Pedras Preciosas» (treze capítulos, um para cada); e na segunda capítulos variados como «Factores Genéricos da Economia Nacional», os dois primeiros congressos dos ourives e «A Nossa Ourivesaria Contemporânea», com sub-capítulos para Lisboa, Porto e Gondomar.

Exemplar extraordinário, conservado quase impecável, revestido de muito boa encadernação com cantos e lombada em pele naturalmente gravados a ouro, que na lombada foi aplicado em profusão com motivos ornamentais; tendo o corte das folhas carminado à cabeça e um marcador de cetim.


50€

Laurindo Costa — A Ourivesaria Antiga

A Ourivesaria Antiga (evolução) / (Memória apresentada ao 1.º Congresso da Ourivesaria Portuguesa. - 1925.)

1925 ——— Imprensa Nacional ——— Porto. In-8º de 32 págs. Br.

Edição impressa em bom papel, ornada de uma letra capital e ilustrada sobre várias folhas destacadas com gravuras e fotogravuras de peças de ourivesaria portuguesa desde a Idade Média à Idade Moderna.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir; mas apresentando manchas de humidade nas referidas folhas hors-texte, de papel mais frágil.


14€

Quelques Images de L’Art Populaire Portugais

Edition du Secretariat de la Propagande Nationale, 1937. (Achevé d’imprimer le trente décembre mil neuf cent trente sept sur les presses de la Litografia Nacional à Porto. Composition typographique de l’Imprensa Portuguesa à Porto). In-folio inum. Br.

Edição de esmeradíssima composição gráfica, com tiragem de 1500 exemplares impressos sobre papel Abelheira (à parte a série especial de 50 em papel Hollande), tendo as folhas presas por um cordel acetinado: a «coqueluche» de quantas se prepararam para a participação portuguesa na Exposição Internacional de Paris. As belas ilustrações de Paulo Ferreira são reproduzidas ora no texto, ora em vinhetas e capitais, ora em clichés, ora em folhas destacadas; sempre com a maior graça. O volume reproduz o discurso de António Ferro – que, podendo não ter outros especiais méritos, lá tinha este de promover finas edições pelo SPN/SNI que dirigia – aquando da inauguração da Exposição de Arte Popular Portuguesa em Lisboa, 1936; e o mais longo texto expositivo de Augusto Pinto.
 
A bibliographias dispõe de dois exemplares: um, praticamente impecável (60€); e outro com acentuado desgaste da capa, sobretudo nas extremidades, além de marcas várias de acidez e má conservação em diversas folhas - a pedir futura encadernação  (35€).

Emanuel Ribeiro — Anatomia da Cerâmica Portuguesa

Anatomia da Cerâmica Portuguesa (Desenhos do autor)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1927. In-8º gr. de 53, [3] págs. Br.

Saído na colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa», o volume tem como ilustrações as gravuras de desenhos a tinta, do próprio Emanuel Ribeiro, reproduzindo muitos dos tipos de peças recenseados no texto.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de oferta “Ao escultor J. Santos” (José Pereira dos Santos).
 
20€

José Francisco de Paiva, Ensamblador e Arquitecto do Porto [1744-1824]

Lisboa 1973. (Composição e Impressão na Neogravura, Lda. Orientação gráfica de Sebastião Rodrigues). In-4º de 260, [2] págs. Br. 

Dedicado ao “Arquitecto dos Quartéis”, o trabalho de Maria Helena Mendes Pinto, sob o patrocínio do Museu Nacional de Arte Antiga, foi abundantemente ilustrado pela reprodução de desenhos, estudos, peças de mobiliário, etc. 
 
Exemplar praticamente perfeito.
 
27€

Joseph Gautier & Louis Chapelle — Traité de Composition Decorative

Traité de Composition Decorative /// 865 figures dans le texte, 53 planches hors texte dont I en couleurs / Joseph Gauthier, diplomé de l’État pour l’enseignement de la composition décorative, professeur a l’École des Beaux-Arts de Nantes | Louis Capelle, architecte diplomé par le Gouvernement, professeur a l’École des Beaux-Arts de Nantes

Librairie Plon. (1950). In-8º gr. de [IV], IV, [II], 397, [3] págs. Br.

 
É ainda a edição de origem deste monumental trabalho (que teve primeira impressão em 1910, com reimpressão de sucessivos milheiros ao longo dos anos, distinguíveis por pequenas variações nas cores e linhas da capa), cujo interesse para artistas de figuração mais decorativa e designers permanecerá, até agora, indiscutível. Por importante que o texto possa parecer, o que no volume bastante impressiona são as centenas de desenhos a tinta com que os próprios autores, mãos de mestre, o ilustraram, tornando-o, ele mesmo, um belo objecto artístico.

Compõe-se o tratado dos livros Les Sources décoratives («La Géométrie», «La Flore», «La Faune», «La Figure humaine», «Le Paysage décoratif», «L’Invention et les objects»), Les Lois de la composition décorative («Systèmes décoratifs», «La Répartition du décor», «Le Relief») e Les Applications décoratives («La Pierre, le Marbre», «Le Fer forgé», «Les Arts du Métal», «La Céramique», «La Verrerie, le Vitrail, la Mosaique», «Le Cuir», «Le Bois», «Le Papier peint et la peinture décorative», «Les Tissus», «Tapisserie, Dentelles, Broderies», «Incrustations, Nielles, Marqueterie», «La Couleur»). 

25€

Barroco Brasileiro

Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 1973. In-4º quadrado de [104] págs. Br.

Catálogo da exposição organizada pela Secretaria da Cultura, Esportes e Turismo e pelo Museu de Arte Sacra de S. Paulo, apresentada na Gulbenkian, sob o patrocínio da Embaixada do Brasil. Com um prefácio escrito pelo director do museu paulista e um extenso e muito interessante artigo («Arte religiosa colonial no Brasil»), cheio de notas e apontamentos históricos de relevo sobre a presença e a colonização portuguesa no país, da autoria de Ribeiro Neto. Edição impressa em papel couché, ilustrada por dezenas de boas reproduções, a cores e p/b, das peças expostas, e dividida nas secções «ourivesaria», «escultura», «mobiliário» e «vária».

Exemplar em bom estado (salvo ligeiríssimo desgaste da capa). Tem, em anexo, o folheto – aparentemente, da mesma série – «Aspectos da arte barroca brasileira: Exposição de documentação fotográfica».
 
10€

Arte Portuguesa: As Artes Decorativas

Edições Excelsior. [S/d - 195_?]. 14 fascículos in-folio de 385, [3] págs. em sequência. Br.

Estes catorze fascículos constituem a segunda série completa do que  deverá ter sido o tomo  final (já publicados  os dois  dedicados às  Belas-Artes e à Arquitectura), hoje o de mais procura, da colecção «Arte Portuguesa» que João Barreira coordenou, contando com a colaboração de alguns dos que eram, à data, os mais reputados estudiosos nacionais nos assuntos tratados, a par de outros de menos monta : aqui, escreveram Machado de Faria («A Heráldica na Decoração»), Armando Vieira Santos («Os Azulejos em Portugal», quase  um  tratado, «O Vidro em Portugal» e «Algumas considerações sobre os coches em Portugal»), Armando de Lucena («Os Jardins», outro pequeno tratado), Ernesto Soares («A Ilustração do Livro», com vários interessantes apontamentos de bibliografia), Clementina Carneiro Santos («Colchas de Castelo Branco», mais uma longa prédica, e «Rendas de Peniche») e Vasco de Lucena («Os bordados da  Madeira»). A ilustrá-los estão dezenas de boas gravuras e fotogravuras, podendo delas destacar-se as feitas a partir de desenhos do autor e de clichés de antigas casas de fotografia nacionais. Há uma variante em que foram agrupados numa boa encadernação editorial de pele; nesta, foram publicados assim soltos, em brochura.
 
35€ (reservado)

História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos

História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos, por Fernando Baptista de Oliveira

(Quarta Edição, Revista pelo Autor). Lisboa, 1983. In-4º de 417, [3] págs. Br.
 
Edição revista e ampliada, com centenas de ilustrações a cores e p/b ao longo do volume, reproduzindo espécimes  diversos e aspectos de pormenor. São alguns dos «Tópicos» deste conhecido trabalho «Tapetes Portugueses anteriores aos de Arraiolos», «Bordado de Arraiolos e sua origem», «Quem fez os primeiros Tapetes de Arraiolos?», «Influência Persa na manufactura arraiolense», «Cem Tapetes de Arraiolos dos séculos XVII, XVIII e XIX», «Exemplos de estilização», «Como se faz um Tapete de Arraiolos», «Desenhos de centros, barras, ornatos e motivos», «Tapetes Orientais e Tapetes Espanhóis».

Exemplar com leve desgaste exterior, tendo a capa já ligeira folga em relação ao volume (que no miolo se conserva, porém, ileso).
 
25€

Estanhos Portugueses

(Companhia Editora do Minho, Barcelos. Janeiro de 1985). In-4º gr. de 303, [5] págs. Enc.

Álbum impresso sobre papel couché, em volume de grande formato encadernado com sobrecapa de papel ilustrada. Após a introdução, o estudo  de Rolando van Zeller contém os capítulos «Dos Regimentos da Corporação», «Ligas de Estanho», «Doença do Estanho», «Objectos de Uso Caseiro», «Objectos de Uso Médico e de Enfermagem», «Objectos de Uso Litúrgico», «Falsificações», «Alguns nomes de vasilhas e objectos e seu significado», «Alguns Picheleiros» e «Resumo em Inglês».
 
Exemplar por estrear, conservado em muito bom estado, sem defeitos significativos.

35€

Luís Chaves — As Filigranas

As Filigranas (desenhos de Guida Ottolini)

Edições SPN, Lisboa. [S/d – 1941?]. In-8º de 62, [2] págs. Br.

Primeira edição, impressa sobre bom papel e graficamente rica, de um estudo ainda hoje de referência, constante dos capítulos «O ouro no folclore antigo e moderno», «Trajectória da joalharia», «Na Hispânia: terras de Espanha, campos de Portugal», «Filigranas, granulados e esmaltes» e «Filigranas e filigraneiros populares de Portugal».

Exemplar em bom estado, sem falhas merecedoras de nota, só a capa tendo ténues marcas. 
20€