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Edgar Allan Poe — Nouvelles Histoires Extraordinaires

Nouvelles Histoires Extraordinaires (Préface et Traduction de Charles Baudelaire / introduction et notes de Léon Lemonnier)

Paris: Librairie Garnier Frères (1947). In-8º de [VI], XXIX, [I], 297, [3] págs. Br.

É conhecida esta história do estudo de Baudelaire, que começou por fazer um bastante descarado plágio – no séc.XIX, prática corrente, veja-se o nosso Eça… – para depois, nestas «Notes Nouvelles sur Edgar Poe», meter finalmente não só as mãos mas a própria cabeça à obra. A longa introdução de Lemonnier abunda em considerações sobre Poe e Baudelaire e a actividade tradutora deste, em geral, e do escritor norte-americano em particular.

Pequena rubrica de propriedade, a tinta, na primeira página justamente da introdução. 

15€  

Baudelaire — Os Paraísos Artificiais

Editorial Estampa (2010). In-8º de 167, [1] págs. Br.

Quinta edição destas versões de José Saramago de um conjunto de conhecidos textos do poeta francês sobre o ópio, o haxixe e o vinho.

Exemplar novo.

10€

Baudelaire — Les Fleurs du Mal

Les Fleurs du Mal / Les Épaves - Bribes - Poèmes divers - Amoenitates Belgicae

Éditions Garnier Frères / 6, Rue des Saints-Pères, Paris. (Achevé d'imprimer par l'Imprimerie André Tardy a Bourges le 31 Janvier 1968). In-8º de 490, [1], [III] págs. Br.

É extenso o aparato crítico preliminar, com um texto introdutório de Antoine Adam, bibliografia (incluindo a usada para a fixação do texto) e tábua cronológica; ilustradas por uma série de fotogravuras em sequência.

12€

Charles Baudelaire: 200 anos

Se no domingo Lautréamont fez 175 anos, hoje Baudelaire fez 200 - e já começaram as comemorações numa França assolada pela pandemia. Pela nossa parte, está bom de ver que o boletim de Abril vai ser ainda mais francófilo do que já é costume: além destes dois senhores, que estarão em força, aproveitaremos para convocar alguns franco-fantasmas afins; precursores (de Sade a Hugo e demais companhia romântica), sucessores (de Jarry a Breton e demais companhia surrealista) e contemporâneos mais ou menos simbolistas/decadentes.

Entretanto, fiquem estas programáticas palavras do que foi a vida do poeta francês inventor da modernidade, escritas pelo próprio e traduzidas por José Saramago:

"Deve-se estar sempre embriagado. Nada mais conta. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos faz pender para a terra, deveis embriagar-vos sem tréguas.
 Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embriagai-vos.
 E se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça do vosso quarto, acordais, já diminuída ou desaparecida a embriaguez, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, vos responderão: "São horas de vos embriagardes! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha."