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Campos Matos — Imagens do Portugal Queirosiano

Colecção Portugal ontem, Portugal hoje (Composto e impresso nas oficinas gráficas de Terra Livre em Novembro de 1976 Ano III da Liberdade / Gravação offset de Neogravura, Lda.) In-8º de págs. inums. Br.

“Só se conhece deveras aquilo que se ama, aquilo que se conhece com amor – pessoas, ideias, terras, objectos. A cognição é sempre, afinal, paixão, e isto em todo o sentido da palavra: sofrimento e prova. O autor do livro que agora editamos conhecia* Eça porque apaixonadamente amava* a obra do artista e conhecia-a* sob um prisma por onde ninguém a tinha ainda observado: tecnicamente, como arquitecto e como urbanista, como especialista que constrói objectos espaciais, reorganizando a paisagem e o meio geográfico. (...) Seja como for, mesmo que estas ruas e estas paisagens rurais sejam menos verídicas do que o real imaginário de Eça, a verdade é que o autor do Portugal Queirosiano ajuda-nos, por um lado, a rever sítios e atmosferas que o olhar de Eça visitou e fixou na tela absoluta do seu verbo, e, por outro, a passar em revista algumas das mais belas paisagens portuguesas.”

[* Não se entende o insistente pretérito imperfeito, porque o então vivíssimo Campos Matos apenas se iria deste mundo em 2023, tendo aliás entretanto reeditado este seu trabalho pelo menos uma vez]

10€

Lourdes Castro — «A Praia Formosa»

«A Praia Formosa»: photographias do meu avô Jacinto A. Moniz de Bettencourt / ilha da madeira

Fundação de Serralves / Assírio & Alvim. (2008). In-4º quadrado. Br.

“Os negativos em vidro (12x16,5cm) destas fotografias estavam guardados em três caixas de madeira – com separações em madeira também para não tocarem umas nas outras – e assim permaneceram cem anos até 2006, quando as levámos ao Porto, em mão, ao Centro Português de Fotografia, que as digitalizou”, assim explicava a neta e famosa artista madeirense, recentemente falecida, em nota final a este belíssimo álbum de fotografias do avô.

Exemplares novos, fundos da fundação/editora portuense. 

20€

A Casa de Teixeira de Pascoaes (fotografias actuais de Sérgio Freitas)

Opera Omnia (Março de 2017). In-4º de 47, [VII] págs. Cart.

“A Casa de Pascoaes não deixa esquecer o Poeta. / Tão vetustas quanto robustas, as paredes do velho solar prometem resistir à efemeridade e perpetuar a memória de um dos maiores autores das letras lusas. / “Existir não é pensar: é ser lembrado”, escreveu Pascoaes, longe de imaginar que a sua casa, que elegeu como fortaleza e considerava o paraíso, seria, a par da sua obra literária, garante de uma existência perene”. [Não exageremos... A casa é  extraordinária, nem há que recear o adjectivo «mágica», mas é só a casa...]
Casa que Eugénio de Andrade defendia dever dar lugar a um «Museu Português da Poesia» / «Museu da Poesia Portuguesa», e até os que mais costumam torcer o nariz a essas coisas (como é o caso do nosso próprio órgão nasal) não conseguirão sequer discutir a justeza (para não dizer justiça) dessa ideia. Em vez disso, foi mais uma adaptada a turismo, aqui não “local” – embora mais local do que qualquer outra... – mas “rural”. Vá lá que a traça se manteve e as pessoas que lá estão a hospedar os turistas, incluindo os literários, são as mesmas que estavam e deveriam estar.

18€

O Dia 25 de Abril de 1974: 76 fotografias e um retrato

Contexto (1999). In-4º largo de 144 págs. Br.

Álbum incontornável, com as icónicas imagens de Alfredo Cunha, grande parte delas tiradas sobre o herói Salgueiro Maia, e os textos do jornalista Adelino Gomes, amigo e ex-colega de liceu do admirável Capitão; mais recentemente, os mesmos dois fariam sair outro belo álbum baseado neste, «Os Rapazes dos Tanques», que deu origem a uma exposição itinerante país fora (vimo-la na Guarda).

30€

the russian vision on europe

europalia.russia (2005). In-4º q/quadrado de 149, [III] págs. Br.

Catálogo da exposição realizada no âmbito do festival da Europália, na Bélgica - que conta por isso com algumas fotografias entre as seleccionadas por mais de uma dezena de fotógrafos russos, alguns deles muito bons, em viagem na Europa (há também 3 portuguesas, lisboetas, de Vladimir Grevi, muitas italianas - Veneza e a hiper-fotogénica região toscana à cabeça - e sobretudo parisienses, se dúvidas houvesse sobre a filiação francófila dos russos...). 
O texto preliminar, da directora do museu fotográfico de Moscovo, realçava a profusão de fotógrafos ocidentais na Rússia já desde meados do séc.XIX e, em contrapartida, a pouquíssima tendência inversa, acentuada com as décadas de «fechamento» atrás da «Cortina-de-Ferro»; panorama que só começaria a alterar-se após a queda da dita, i.e. do Muro de Berlim.   
A exposição terá depois estado por cá, na Cordoaria Nacional, uma vez que o exemplar tem inclusa a folha volante promocional respectiva. 

12€

Antonio Gonzalez ― Estampas Cartujanas

(La Editorial Vizcaina – Bilbao. 1947). In-4º de 251, [7] págs. Br.

Segunda edição do livro originalmente publicado sob o título «Doce Estampas Cartujanas», aumentada de modo significativo – os 12 capítulos iniciais passaram a 22 pela adição de 10 novos – e graficamente renovada, contando com as boas fotogravuras (de José Ortiz Echagüe) que a valorizam, além da reprodução de gravuras antigas e dos desenhos no texto. A princípio uma monografia consagrada ao mosteiro de Santa María de Miraflores, o trabalho do autor toma aqui um fôlego mais amplo, incidindo também, de modo geral, sobre a história da ordem em território espanhol.

Exemplar em condição ainda muito razoável, apesar de algum desdouro por vestígios de acidez na sobrecapa, na capa e nas folhas ao longo da primeira parte do volume.

22€

André Maurois — Paris

Fernand Nathan (Cet ouvrage de la collection «Merveilles de la France et du Monde» a été tiré sur les presses de Hélio-Cachan et achevé d’imprimer le 23 Janvier 1951). In-4º de 188, [2] págs. Br.

O texto de Maurois, «Lettre a une Étrangère», estende-se por cerca de quatro dezenas de páginas; seguindo-se 120 maravilhosas pranchas daquela que é verdadeiramente a Cidade-Maravilha, com a esplendorosa fotogravura típica da colecção neste caso acentuada pela luz que a Cidade-Luz esbanja – fotografia capaz de, seguindo o mote inicial do autor, fazer amar Paris até a quem não a conheça. Impressão sobre bom papel encorpado.


Exemplar bem conservado, mas apresentando já algum desgaste exterior, principalmente na sobrecapa; além de uma certa desconjunção dos cadernos face ao encaixe.

20€

Terras do Norte (encontros de fotografia)

(Gráfica de Coimbra / Revelação Artes Gráficas). [S/d - DL95]. In-4º largo de 137, [7] págs. Enc.

Belo álbum, publicado com apoios e patrocínios de várias importantes instituições administrativas e da comunicação social, encadernado em tela com sobrecapa em papel Almoline e as folhas impressas em papel Couché Mate de 160 grs. Participaram os credenciados fotógrafos Frédéric Bellay, Hugues de Wurstemberger, Luis Palma, Daniel Blaufuks, Gabriele Basilico, Paulo Nozolino, Georges Dussaud, Mark Klett, Larry Fink e Flor Garduño; que fazem acompanhar os respectivos trabalhos de textos de lavra própria, alheia (Maria Angelina e Raul Brandão, Mário Cláudio, Ilse Losa, Álvaro Siza, João de Araújo Correia, Eça, Torga, etc.) ou ambas (Blaufuks e Dussaud).

Tiragem de 2000 exemplares, que na maioria não deverão ter chegado a entrar no mercado.

25€

José Crespo ― Viana do Castelo

Viana do Castelo (edição ilustrada com 81 fotografias a preto e 18 fotografias em cores)

Edições Lusíada (120, Rua do Pombal, 124) / Porto. (1960). In-8º de 110, [2] págs. + [52] ff. de estampa + [1] mapa desd. ilust. Br.

Volume inaugural de uma colecção (que apesar de logo anunciar alguns mais terá salvo erro ficado mesmo por aí) «Portugal Maravilhoso», dedicado à sua maravilhosa cidade mais a noroeste e à imediata Ribeira-Lima. À parte o competente e interessante e longo texto (com tradução para francês) da autoria de um beirão habitualmente estudioso do Minho juntam-se as magníficas fotografias de Teófilo Rego, capazes de embevecer até os tolamente menos adeptos da bela urbe vianense.


25€

Willy Heinzelmann — Madeira (Portugal)

(1971 Willy Heinzelmann, autor, fotógrafo e editor / Made by Poligráfica, Porto-Lisboa). In-4º largo de 129, [iii] págs. Cart. 

"Jardim plantado no mar, terra de encanto e de sonho, a Madeira deslumbra pelo contraste flagrante da sua paisagem a um tempo fascinante e surpreendente. Exuberante, em seu mundo vegetal, oferece flores raríssimas de cores maravilhosas; temerária, em seus patamares exíguos, alcantilada sobre perigosas escarpas onde correm levadas, mostra o afã dos filhos, em longos anos de luta contra a natureza nem sempre amiga. Só na história da lenda pode encontrar-se a razão de tanta beleza e rudeza de braço-dado na ilha", a saber: "Deus compadeceu-se da miséria dos homens expulsos do reino dos céus. Misericordioso, Ele resolveu criar-lhes, cá em baixo, o paraíso perdido. Depois de muito escolher entre as regiões mais lindas do mundo, decidiu-se enfim pela Madeira".  
Capítulos: «Dados históricos», «Condições geográficas», «Habitat», «Fauna e flora», «Situação económica», «Fotografias», «Descrição das fotografias», «Bordados», «Vinho», «Tradições» e «Lendas e narrativas».

Cartonado e impresso sobre bom papel, o álbum foi publicado pelo alemão em edição de autor.

20€