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Campos Matos — Diário Íntimo de Carlos da Maia (1890-1930)

Diário Íntimo de Carlos da Maia (1890-1930) / Prefácio e Nota Final de Carlos Afonso da Maia. Anotações e posfácio de A. Campos Matos

Edições Colibri (Lisboa, Setembro de 2014). In-8º de 421, [I], [ii] págs. Br.

Exercício ficcionado em entradas de diário onde o queirosiano-mor – que morreu em 2023, facto que passou praticamente despercebido na imprensa portuguesa – aproveitou para «enxertar» entre a prosa poemas que talvez já tivesse redigido antes, «atribuindo-os» aqui ao «filho» (esse nem na literatura existira...) do protagonista de Os Maias. Algumas das entradas são  interessantes, com aspectos amiúde pouco conhecidos não apenas da literatura e da vida de Eça, mas da(s) portuguesa(s) em geral.
Fique para exemplo o final de uma, abrindo o livro a 224 páginas tantas:
“Nenhuma paisagem é tão bela, tão confortável, tão colorida, como esta de livros arrumados numa estante... Gosto de ver e percorrer a biblioteca dos meus amigos, avaliar as suas leituras, as suas preferências, e descobrir, por vezes, obras desconhecidas ou edições raras. Gosto sobretudo de avaliar os critérios de arrumação usados. E de verificar se uma biblioteca é vivida ou se é uma mera herança que se tem por ter, e se exibe depois. E ora deparo com a escrupulosa ordem ou com o caos mais inaudito, sinal, muitas vezes, de hábitos salutares de leitura”.  

Exemplares novos.

15€ 

Campos Matos — Imagens do Portugal Queirosiano

Colecção Portugal ontem, Portugal hoje (Composto e impresso nas oficinas gráficas de Terra Livre em Novembro de 1976 Ano III da Liberdade / Gravação offset de Neogravura, Lda.) In-8º de págs. inums. Br.

“Só se conhece deveras aquilo que se ama, aquilo que se conhece com amor – pessoas, ideias, terras, objectos. A cognição é sempre, afinal, paixão, e isto em todo o sentido da palavra: sofrimento e prova. O autor do livro que agora editamos conhecia* Eça porque apaixonadamente amava* a obra do artista e conhecia-a* sob um prisma por onde ninguém a tinha ainda observado: tecnicamente, como arquitecto e como urbanista, como especialista que constrói objectos espaciais, reorganizando a paisagem e o meio geográfico. (...) Seja como for, mesmo que estas ruas e estas paisagens rurais sejam menos verídicas do que o real imaginário de Eça, a verdade é que o autor do Portugal Queirosiano ajuda-nos, por um lado, a rever sítios e atmosferas que o olhar de Eça visitou e fixou na tela absoluta do seu verbo, e, por outro, a passar em revista algumas das mais belas paisagens portuguesas.”

[* Não se entende o insistente pretérito imperfeito, porque o então vivíssimo Campos Matos apenas se iria deste mundo em 2023, tendo aliás entretanto reeditado este seu trabalho pelo menos uma vez]

10€

Campos Matos — Diálogo com António Sérgio

Arquê (1983). In-8º de 183, [1] págs. Br.

Levaram-nos os trabalhos preparativos de nova edição da Bibliografia de António Sérgio, que havíamos publicado pela primeira vez na Vértice, em 1971, ao manuseamento de uma enorme quantidade de escritos sergianos, sobretudo de publicações periódicas sepultadas nos arquivos, de suma importância para o conhecimento da sua personalidade de escritor. / Assim surgiu a ideia de publicação deste «diálogo», que foi surgindo em paralelo com a Bibliografia e pretende proporcionar uma imagem tão completa quanto possível do pensamento do autor dos Ensaios, neste ano comemorativo do centenário do seu nascimento. / Aqui se transcrevem depoimentos feitos pelo escritor à rádio, a jornais, a revistas literárias e musicais; alguns documentos inéditos e desconhecidos e, naturalmente, textos extraídos dos seus livros”.

10€

Eça de Queirós — A Tragédia da Rua das Flores

Lisboa, Moraes-Editores, 1980. In-4º de 468, IV págs. Br.

Primeira edição do romance de Eça que mais tempo permaneceu inédito, com um amplo trabalho de fixação do texto a cargo de João Medina e de Campos Matos. João Medina assina também o longo prefácio – estende-se até à pág.41 – em que, para além da sinopse do livro, da sua «história» e da exegese crítica, se explicam precisamente as opções tomadas na reprodução do texto manuscrito.

Exemplar da série especial encadernada em tela e numerada (tendo-lhe cabido o nº405) pelo editor.
 
35€

Eça de Queirós — A Tragédia da Rua das Flores

Lisboa, Moraes-Editores, 1980. In-8º gr. de 468, IV págs. Br.

Foi a edição original do romance queirosiano que mais tempo permaneceu inédito, com um amplo trabalho de fixação do texto a cargo de João Medina e de Campos Matos. João Medina assina também o longo prefácio – estende-se até à pág.41 – em que, para além da sinopse do livro, da sua «história» e do aparato crítico, se explicam precisamente as opções tomadas na reprodução do texto manuscrito.

Exemplar da tiragem impressa em papel de 90 grs. da série corrente; conservado em muito boa condição, sem defeitos a destacar.

20€