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Pietro Citati — Ulisses e a Odisseia (A Mente Colorida)

Livros Cotovia (2005). In-8º de 298, [II] págs. Br.

"Tendo como fio condutor que o maior dom de Ulisses e, por consequência, a raíz da sua singularidade, é possuir uma mente de "muitas cores", que lhe fornece "as qualidades do verdadeiro artesão: uma inteligência subtil e cheia de recursos, o sentimento preênsil da matéria [...], a capacidade de explorar o que é imprevisível, momentâneo, casual"; seguindo este fio, Citati narra alguns dos momentos mais decisivos da "Odisseia", reconstituindo, a cada passo, o seu percurso como leitor ávido de Homero - (...) apresentando-nos as ideias que as aventuras de Ulisses lhe foram suscitando ao longo dos anos.
O testemunho de um leitor, "Ulisses e a Odisseia: A mente colorida" é, antes de tudo, uma singular porta de entrada no universo de Homero."

Último exemplar restante.

15€

Robert Graves — The Greek Myths

The Greek Myths (introduced by Kenneth Mc Leish, illustrations by Grahame Baker)

London MCMXCVI / The Folio Society. 2 vols. in-8º de 700, [IV] págs. nums. em conjunto. Enc.

Uma das graciosas e graficamente ricas edições da chancela britânica, com as encadernações gravadas a dourado e revestidas de tela mais espessa (na lombada) e mais fina (nas pastas, ilustradas com a graça visível na imagem); sendo os volumes acoplados num estojo de cartão também ele dourado. O trabalho do escritor inglês, ainda hoje de referência, tinha sido originalmente publicado durante os anos 50.

35€

Hélade: Antologia da Cultura Grega

Hélade: Antologia da Cultura Grega / organizada e traduzida do original por Maria Helena da Rocha Pereira (prof. extr. da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) / 2.ª edição

Coimbra – 1963 (Composto e impresso na «Imprensa de Coimbra, L.da»). In-4º de XVI, 522, [2] págs. Br.

Reproduz o prefácio à primeira edição e apresenta um próprio em que a helenista começava por explicar que esta ofereceria “ao leitor mais de cem textos novos, entre os quais se contam os de autores não incluídos na impressão anterior”, distinguindo-se ainda pela “introdução de um mapa do mundo helénico e de vinte e cinco gravuras”. Será escusado perorar sobre a importância deste cometimento no nosso panorama, traduzindo pela primeira vez para português muitos dos nomes importantes da Grécia (sentido amplo) Antiga que elenca: Homero, Hesíodo, Terpandro, Calino, Tirteu, Arquíloco, Álcman, Mimnermo, Alceu, Safo, Estesícoro, Sólon, Íbico, Anaximandro, Anacreonte, Xenófanes, Heraclito, Alcméon, Hecateu, Parménides, Zenão, Teógnis, Simónides, Píndaro, Baquílides, Ésquilo, Empédocles, Hipócrates, Heródoto, Anaxágoras, Demócrito, Sófocles, Protágoras, Górgias, Pródico, Antifonte, Eurípides, Tucídides, Isócrates, Lísias, Aristófanes, Timóteo, Êupolis, Xenofonte, Platão, Antífanes, Aristóteles, Demóstenes, Teofrasto, Menandro, Cleantes, Teócrito, Calímaco, Euclides, Aristarco, Apolónio de Rodes, Arquimedes, Diodoro, Estrabão, Plutarco, Pausânias, Galeno, Ptolomeu, Luciano e Diofanto.

Exemplar ligeiramente desgastado na capa. Ténues vestígios de acidez no corte lateral e de humidade nas últimas folhas, já de índice. O papel mantém-se geralmente incólume, mas aparecem marcas de manuseio.
 
23€

A Vida Quotidiana no Tempo de Homero

A Vida Quotidiana no Tempo de Homero (Tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua Luz Soriano, 47-57). [S/d]. In-8º gr. de 260, [12] págs. Br.

“Os poemas homéricos são um dos mais belos e imperecíveis monumentos da poesia universal. Mas corresponderam a uma realidade civilizacional, primitiva e bárbara, que está imensamente longe, no seu pitoresco e no seu encanto, da imagem que todos nós fazemos da Grécia Clássica. A reconstituição saborosa da vida quotidiana dessa Grécia primitiva fê-la Émile Mireaux com profunda erudição e admirável leveza”, na crença de que “embora subsistam lacunas como num vaso quebrado que se tenta reconstituir juntando os pedaços dispersos, não é impossível tentar fazer reviver este passado longínquo para o qual nos chamam invencivelmente os prestígios da sua [de Homero] poesia”. Lá tentar, não é.
Além de Sophia, tem o nome ligado a esta edição Bernardo Marques, que ilustrou a capa, como amiúde fazia para a Livros do Brasil.
 
Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir. Tem um recorte de jornal (Público, 5-6-2005) com o texto - «O que é que eu tenho a ver com Homero» - da reportagem assinada por Kathleen Gomes da tarde em que na Feira do Livro de Lisboa se apresentou a versão da Ilíada de Frederico Lourenço.
 
15€

Homero — Odisseia

Odisséia (Texto em português de Marques Rebêlo / Recontado da obra original de Alfred J. Church / Ilustrações de Nico Rosso)

Editor: Victor Civita / 1972, Abril Cultural. In-8º gr. de 167, [3] págs. Enc.

Uma das típicas edições da editora paulista, bem encadernada em tela, impressa sobre bom papel e ornada pelos desenhos a pena e tinta do conhecido ilustrador; em adaptação juvenil desta narrativa que, “bem diversa da militar Ilíada, com poucas lutas e nenhuma batalha campal, é tôda mar, murmurante ou turbulento, ilhas distantes, amenas ou fantásticas, povoadas de sereias, de ninfas, de monstros e de gigantes, doçuras pastoris, crença no amor e na fidelidade, deuses benévolos ou malignos influindo sôbre o destino dos homens, uma infinidade de cenas domésticas ou bucólicas, de espantoso realismo ou extremo romantismo, misturadas com atos de encantamento, em suma, uma verdadeira história de fadas”.

Exemplar em bom estado, apesar de ligeiros desgaste da capa e vestígios de acidez no miolo.

7€

Xenofonte — A Retirada dos Dez Mil

A Retirada dos Dez Mil (trad. e prefácio de Aquilino Ribeiro)

Livraria Bertrand * Lisboa (2.ª edição). [S/d – 1938?]. In-8º de 351, [1] págs. Br.

Foi a versão ensaiada por Aquilino – cujo prefácio tem tantos desarranjos ortográficos e sintácticos como dificilmente se lhe terá alguma outra vez notado – da Anabasis, com a capa ilustrada por um trabalho alusivo, ao estilo grego, de Eduardo Faria. Apesar de anunciada segunda edição, é de facto uma simples reimpressão ou até um fundo da primeira – crê-se que publicada no mesmo ano, como talvez ainda uma dita «terceira».

Exemplar desdourado por vários  defeitos na capa e uma assinatura de propriedade, embora não espalhafatosa, no anterrosto, no rosto e numa das folhas do prefácio.

12€

Ésquilo & Sófocles — Tragédias

Tragedias (Traducción directa del griego por Fernando Segundo Brieva Salvaterra / Prólogo de Amaranto A. Abeledo / Notas de Felix F. Corso)

Libreria Perlado, Editores. (1943). In-8º peq. de XX, 237, [11] págs. Br.

 volume congrega as sete peças chegadas até nós do primeiro trágico, perdidas que foram muitas mais, entre as largas dezenas escritas, sobrevindo o tristemente célebre incêndio da Biblioteca de Alexandria.

Exemplar com miolo quase impoluto, mas já desgastado na capa.
 
  
 

Tragedias (Prólogo de Felix F. Corso)

Libreria Perlado (1944). In-8º peq. de 290, [4] págs. Br.

Publicado na mesma Biblioteca Clásica Universal, o volume reúne «Electra», «Áyax», «Edipo rey», «Edipo en Colono», «Antígona», «Las Traquinias» e «Filoctetes», com traduções para castelhano de J. C. Bardé (Ájax e Electra) e de Alemany Bolufer (as restantes).

Exemplar um quanto mais desgastado; sobretudo na capa, também.
 
 

14€

Eurípedes — Iphigenie

Se vend a Paris en la Rue de Beaune a l'Enseigne du Pot Cassé. (MCMXXIX). In-8º de 253, [5] págs. Br.

O volume, publicado na colecção «Antiqua» com o grande apuro gráfico habitual na série, engloba as peças «Iphigénie en Aulis» e «Iphigénie en Tauris», traduzidas ambas do grego por Nicolas-Louis Artaud (que, no seu prefácio, pretendia Eurípides o mais moderno dos três trágicos); tendo sido ilustrado por bons trabalhos a tinta de Andrée Riquier adaptando motivos e o estilo da arte da Grécia Antiga (quer do tipo arcaico, quer do clássico).

Exemplar um tanto desvalorado por uma pequena/média falha de papel na capa, à cabeça do encaixe. Também na capa algumas das letras estão já ligeiramente remoçadas, mesmo se isso não é nítido na fotografia que aqui se apresenta.

16€

Virgilio — Les Bucoliques et les Géorgiques

Se vend a Paris en la Rue de Beaune a l'Enseigne du Pot Cassé. (MCMXXIX). In-8º de 215, [3] págs. Br.

Edição de finíssimo recorte gráfico, ilustrada ao longo do volume por trabalhos alusivos a tinta de Geneviève Rostan, com as páginas decoradas por frisos à maneira romana. É transcrito no começo um longo texto («Notice sur Virgile») do escritor Sainte-Beuve, abundante em apontamentos biográficos, literários e até da história de Roma à época, durante o império de Octávio (como se sabe, chamar-se-ia a esse «século de ouro», precisamente, O Século de Augusto); tendo ficado a tradução a cargo de M. Charpentier. Tiragem de 2800 exemplares numerados em duas séries (à parte uma de 25 fora do mercado), sendo este da mais corrente, em bom papel «Papyrus de Tsahet». Da mesma bela colecção Antiqua.

23€