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Sophia — A Fada Oriana

A Fada Oriana (Ilustrações de Luís Noronha da Costa / 5.ª edição)

Edições Ática, Lisboa. (Composto e impresso nos [sic] oficinas gráficas da Tipografia Macario, Lda. – Lisboa. Acabou de imprimir-se em Maio de 1978). In-8º gr. de 78, [I], [i] págs. Br.

Tardaram duas décadas para que se publicassem cinco edições deste livro originalmente saído dos prelos em 1958 - mas a partir da passagem para a portuense Figueirinhas, logo na década seguinte se foram multiplicando, fazendo deste não só o livro mais vendido da autora como talvez de toda a literatura infanto-juvenil portuguesa.
Antes da passagem para a «vulgata», o que há a salientar é o apuro gráfico das reproduções das ilustrações de Noronha da Costa, mais salientes neste formato (maior) e neste papel. 

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

14€

Esther de Lemos — Companheiros

companheiros (2.ª edição)

Edições Ática (composto e impresso na Editorial Império, Ld.ª (...) no mês de Dezembro de 1952). In-8º de 763, [V] págs. Br.

Transcreva-se o primeiro parágrafo deste romance, vencedor do prémio Eça de Queirós e considerado por alguns dos melhores portugueses do séc.XX, ainda que hoje ele mesmo votado a este esquecimento: "Há seres destinados a passarem como sombras pela vida, sem ocuparem nunca lugar definido nem adquirirem vulto ou fisionomia que os distinga. Creio bem, sem amargura nem despeito, que este é o meu caso, e que o meu destino será diluir-me no tempo, deslizar silencioso ao longo das outras vidas, sem ao menos deixar vestígio da passagem". 

15€

Augusto Gil — Luar de Janeiro

Edições Ática  MCMXLV. (Acabou de se imprimir durante o mês de Novembro de 1944, nas oficinas de Bertrand (Irmãos), L.da). In-8º de 185, [3], [IV] págs. Br.

“Aos que me censurem pela circunstância de não ter logrado, na minha subalterna categoria de poeta menor, afirmar-me numa posição de equilíbrio estável, pregunto, em tom humilde, quem é que neste confuso século de latente misticismo humanitário, de demolidora negação e de ansiedade conjuntamente aflitiva e céptica, terá a coragem de dizer que o encontrou” (do prefácio da edição de 1909).

Exemplar com ligeira mancha exterior na frente da capa. 

12€

Eduardo Scarlatti ― A Religião do Teatro

Editorial Ática « MCMXLV. In-4º de 130, [106] págs. Br.

Segunda edição, muito aumentada e preferível à primeira, com direcção gráfica de Luís de Montalvor e impressão nas infalíveis Oficinas Bertrand, cujas dezenas e dezenas de gravuras e fotogravuras, a cores e p/b, intra e extra-texto, lhe fazem – acrescidas dos bons desenhos a tinta em vinheta – o encanto: entre cenários e esboços, figurinos, retratos de dramaturgos e actores desde a Antiguidade Grega até à época, peças artísticas e gravuras antigas alusivas ao teatro. O texto de Scarlatti divide-se pelas três secções de capítulos «A Sinfonia das Imagens», «A Sinfonia das Idéias» e «A Revolta do Génio».

Exemplar ainda geralmente bem conservado, sem  defeitos significativos.  
 
25€

Yvette K. Centeno ― As Palavras, que Pena (Romance)

Edições Ática, Lisboa (1972). In-8º de 128, [IV] págs. Br.

Terceiro e último «romance» (a autora dizia no prefácio que não se importava se não se lhes chamar romances, e sim por exemplo "objectos de meditação") de uma trilogia começada com Quem, se eu gritar e continuada com Não só quem nos odeia; que foi o sexto título da hoje longa bibliografia de Y.K.Centeno, e que segundo ela teve de esperar cinco anos até que algum editor finalmente lhe pegasse.

Capa do habituée Vítor Simões.

12€

Yvette K. Centeno ― Irreflexões

Edições Ática, Lisboa. (1974). In-8º de 195, [I] págs. Br.

Transcreva-se para exemplo a primeira destas "irra!flexões" ou, mais oficialmente, Irreflexões (e outros lugares-comuns) / 1961-1971: "Penso mas não existo logo. / Só existo passado um bocadinho".

Exemplar com a capa (de Vítor Simões) algo manchada.

14€


Tomás de Figueiredo — A Toca do Lobo (romance)

Edições Ática Lisboa, 1947. In-8º de 233, [7] págs. Enc.

Edição original do principal título do autor, que entretanto já conheceu pelo menos mais dez. Composto entre 1943 e 1945, viria em 49 a obter o Prémio Eça de Queirós, e teria uma espécie de sequela em Uma Noite na Toca do Lobo (que abaixo apresentamos).

Exemplar revestido de encadernação coberta por tecido em motivo floreado, conservando ambas as faces da capa primitiva; carminado à cabeça.


24€

Luís de Sttau Monteiro ― O Barão

O Barão (Uma peça de teatro de Luís de Sttau Monteiro Baseada na novela O Barão de Branquinho da Fonseca)

Ática, Limitada. (1964). In-8º de 127, [5] págs. Br.

Edição original, já nada vulgar, de um dos títulos iniciais e porventura dos menos conhecidos do autor – embora já neste século lhe tenham sido dedicadas, salvo erro, pelo menos duas teses académicas.

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

14€

João Gaspar Simões — A Arte de Escrever Romances

A Arte de Escrever Romances (Conferência lida no salão do teatro de S. Luís na «tarde literária» de 8 de fevereiro de 1947)

Edições Ática (1947). In-4º de 29, [III] págs. Br.

"Provocadoramente, escolhi este título para a minha conferência do S. Luís, esperançado ao mesmo tempo, [sic] de que, graças a ele, a casa não estaria vazia (...) Pois não é verdade que há em Portugal, cada vez mais, quem queira escrever romances?", perguntava no início alguém que da missa nem chegou a ver metade...

Exemplar com a frente da capa descorada pela luz solar; em bom estado no miolo, mas com duas pequenas marcas a tinta, uma delas para corrigir (bem) a citação de Oscar Wilde.

8€

Cartas de amor de Fernando Pessoa

Cartas de amor de Fernando Pessoa (Organização, prefácio e notas de David Mourão-Ferreira / Preâmbulo e estabelecimento do texto de Maria da Graça Queiroz)

Edições Ática, Lisboa. (1978). In-8º de 222, [6] págs. Br.

São bastante extensos os textos da própria destinatária Ofélia Queirós e sobretudo o de David Mourão-Ferreira que, respectivamente, abrem e encerram o volume: «O Fernando e Eu» (estruturado pela sobrinha-neta Maria da Graça) e «Estas «Cartas de Amor» de Fernando Pessoa»; um e outro já não reproduzidos na edição posterior dada a lume pela Assírio & Alvim que também apresentamos.

16€

O Livro de Cesário Verde

Edições Ática, Lisboa (1959). In-8º de 211, [9] págs. Br.

Primeira das várias edições que a Ática publicou, reproduzindo como habitualmente o prefácio de Silva Pinto para a edição original.

Exemplar com alguns defeitos na capa e discreta assinatura sobre o frontispício.

12€


Bernardo Santareno ― A Promessa: peça em três actos e três quadros

Edições Ática. Lisboa. 1959. In-8º de 115, [5] págs. Br.
 
Primeira edição independente – a anterior, de 1957, saíra em conjunto com «O Bailarino» e «A excomungada» numa restrita edição de autor que abaixo apresentamos – da mais conhecida peça de Santareno, ilustrada na capa por Suarez e impressa em bom papel.
 
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor na folha de anterrosto, incluindo ainda um postal com a reprodução de uma fotografia de Laura Alves e o folheto (ilustrado por um desenho a carvão representando alguns dos actores principais: a mesma Laura Alves, Rui de Carvalho, José de Castro, etc.) de promoção da encenação da peça no Teatro Monumental, para onde transitara depois da estreia no Teatro Experimental do Porto com encenação de António Pedro. Em bom estado, sem qualquer defeito de importância; só a lombada muito levemente solta no topo.
 
35€ (reservado)  

Bernardo Santareno ― A Promessa

a promessa: peça em três actos e três quadros (3.ª Edição)

Edições Ática, Lisboa. (1965). In-8º de 114, [2] págs. Br.

Edição impressa sobre bom papel, com capa e maquetas de Otelo Azinhais.


14€

Bernardo Santareno ― Português, Escritor, quarenta e cinco anos de idade

Ática, 1974. In-8º de 301, [III] págs. Br.


Primeira edição de uma das principais peças do  dramaturgo, ostentando no currículo o pormenor nada despiciendo de ter sido a primeira de um autor nacional a subir aos palcos portugueses após o 25 de Abril - no Maria Matos; disso dando conta o final do volume.
 
Bom exemplar.
 
20€

Bernardo Santareno ― A Traição do Padre Martinho

A Traição do Padre Martinho (narrativa dramática em dois actos)

Edições Ática, Lisboa (1969). In-8º de 124, [4] págs. Br.
 
Edição original deste já várias vezes reeditado que foi um dos mais reputados títulos do mais reputado dramaturgo português do séc.XX; com capa de Otelo Azinhais.
 
Exemplar valorizadíssimo por uma dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Santareno ao actor António Alves.
 
25€

Plínio Salgado ― Como Nasceram as Cidades do Brasil

Edições Ática, Lisboa / MCMXLVI. In-8º gr. de 166, [2] págs. Br.

Escrito todo no habitual tom de excessivo apreço pelo colonialismo dos portugueses, que fez deste um dos autores a que se opuseram com sucesso os igualmente excessivos anti-lusitanistas como Buarque de Holanda, e na habitual toada conservadora que o actual governo brasileiro subscreveria por inteiro 3/4 de século depois (“Agora, mais do que nunca, é preciso amar o Brasil. Engrandecê-lo sem artifícios; livrá-lo de todo o veneno da decadência; salvá-lo de toda a desfiguração que o cosmopolitismo opera deprimindo-nos”), e palavroso como habitual – mesmo assim não deixa o livro de ter bastante interesse e de apresentar apontamentos desconhecidos até de um conhecedor razoável da história da nossa principal ex-colónia. Com ilustrações também interessantes no texto e em encorpadas folhas à parte, apresenta por capítulos «Panorama da terra e da gente do Brasil», «Muros de fortes e perfis de igrejas», «Piratininga», «Matrimónio das raças», «Mistérios da toponímia brasileira», «São Sebastião do Rio de Janeiro», «No tempo do açúcar», «As águias partem do planalto», «As cidades nasceram no sertão», «O ouro da montanha», «Domínio da Grande Terra» e «As cidades brasileiras no século XIX».

Alguma acidez na capa; miolo em bom estado.
 
20€

Os Sete Únicos Documentos de 1500

Os Sete Únicos Documentos de 1500, Conservados em Lisboa, Referentes à Viagem de Pedro Álvares Cabral

Agência Geral das Colónias / Lisboa, MCMXL. In-4º gr. de 110, [6] págs. Enc.

Edição comemorativa do duplo centenário (Fundação e Restauração), cuja esmerada composição, em bom papel (à parte as fotogravuras impressas em couché), coube à Ática. Os documentos apresentados são: «Carta régia da nomeação de Pedro Álvares de Gouveia para capitão-mor da armada (Lisboa, 15 de Fevereiro de 1500)»; «Borrão original da primeira fôlha das instruções de Vasco da Gama para a viagem de Cabral (sem local nem data)»; «Borrão original de algumas fôlhas das instruções régias (regimento real), dadas a Cabral para a sua viagem (sem local, nem data)»; «Borrão original das instruções régias adicionais, sob a forma de carta, dadas a Cabral para a sua viagem (sem local, nem data)»; «Carta de D. Manuel ao rei de Calecute (Enviada por Cabral. – Lisboa, 1 de Março de 1500)»; «Carta do achamento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, dirigida a D. Manuel (Pôrto Seguro, da Ilha de Vera Cruz, 1 de Maio de 1500)»; «Carta de Mestre João, dirigida a D. Manuel (Vera Cruz, 1 de Maio de 1500)».

Exemplar revestido de boa encadernação em tela, mantendo a frente da capa de brochura - que apresenta algumas marcas, único «defeito» a merecer destaque.
 
40€    

Fernando Pessoa — Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação

Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho)

Edições Ática, Lisboa. [S/d – 1966?]. In-8º de XL, 445, [VII] págs. Br.

Cada um dos dois organizadores apresenta um texto introdutório: «O relativismo criador de Fernando Pessoa» o do professor alemão e «Fernando Pessoa, pensador múltiplo» o do português, que assim começava – “Este livro de inéditos (quase todos desencantados pelo Dr. Georg Rudolf Lind na arca inexaurível) vai deliciar os apreciadores de Fernando Pessoa. Compõem-no documentos, uns escritos pelo autor para si próprio, para sua autognose, outros em função de projectos literários que não viriam a realizar-se ou que se apresentariam depois sob outra forma. De qualquer modo, documentos reveladores da sua intimidade, do que pensava de si próprio, de como se geravam no seu espírito, por vezes obsessivamente, motivos poéticos, ideias, ensaios. E textos que, não raro, patenteiam a grandeza e o sentido das suas ambições culturais, a par da espantosa argúcia da sua inteligência crítica”.
O volume integra seis extratextos, quase todos de horóscopos feitos pelo lisboeta.
Primeira edição.
  
24€

Mário Sá Carneiro ― A Confissão de Lúcio (narrativa)

1945/Editorial Ática, Lisboa. In-8º de 158, [2] págs. Br.

Segunda edição, a primeira das muitas que a Ática viria a publicar - quer deste livro, quer, em geral, de Mário Sá-Carneiro, de quem se iniciavam aqui as «Obras Completas» -, com um prefácio de Luís de Montalvor, que, bastante palavroso, logo fazia notar o tardio da empresa e destacava depois o “apêlo ao domínio do inconsciente” e o “móbil de se furtar à realidade, à sua realidade humana, à sua vivência quotidiana” nesta novela, “das mais insistentemente originais da moderna literatura portuguesa”.

Exemplar nº46 da tiragem especial de 100 em papel vergé nacional.


35€  

Mário Sá Carneiro ― Poesias

Poesias de Mário de Sá-Carneiro (Com um estudo crítico de João Gaspar Simões)

1946/Editorial Ática, Lisboa. In-8º de 190, [6] págs. Br.

Segundo volume das Obras Completas de Mário de Sá-Carneiro, primeira edição conjunta de Dispersão e de Indícios de Oiro, a que se acoplou no final uma série de últimos poemas conhecidos («Caranguejola», «Manucure» e «Apoteose», entre outros cinco) e a nota biográfica que Fernando Pessoa publicara na Presença sobre o suicidado amigo.


Exemplar da série corrente.
 
20€