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Os Pioneiros da Arte Moderna Portuguesa

Os Pioneiros da Arte Moderna Portuguesa: exposição evocativa dedicada ao congresso internacional da AICA na snba – setembro 76, Lisboa / organizado e realizado com o patrocínio da secretaria de estado da cultura e da fundação calouste gulbenkian

In-8º quadrado de [12] págs. + [11] ff. de estampa. Br


O texto de apresentação de Rui Mário Gonçalves é importante pela panorâmica que esboça destas nossas primeiras manifestações modernistas em confronto com o que lá fora (maxime Paris) se passava, adiantando mesmo aguns traços pioneiros em Santa-Rita e sobretudo Amadeo.
Dos quatro artistas considerados (Amadeo, Almada, Viana e Santa-Rita) reproduzem-se trabalhos em bonitas estampas tipo cliché, que o exemplar conserva na totalidade.

25€

A leitura: máscaras e abismos

Dizem que é a única figura leitora de um quadro de Amadeu de Sousa Cardoso; e foi justamente a tela que abriu no Porto a famosa exposição de 1916, no Jardim de Passos Manuel, agora dentro do possível recriada no Museu Soares dos Reis. Quem a quiser visitar, tem até ao final de 2016. É melhor começar a pensar nisso, que vale bem a pena.
 
Duas notas:

- O público portuense sempre cultivou, nos jardins e fora deles, o hábito de dizer alto e bom som o que pensa (e às vezes o que não pensa). De vez em quando, engana-se. Foi o caso. Cuspiu-se, vociferou-se, insultou-se a arte do homem e o próprio homem, «só» o maior clarão de génio - goste-se mais ou menos - da pintura portuguesa. Columbano e Helena Vieira da Silva que perdoem isto, porque não parece sequer discutível, mesmo que os prefiramos.

- Chama-se a este quadro «Máscara de Aço». «Máscara de Aço contra Abismo Azul» foi como o realizador portuense Paulo Rocha chamou ao seu filme sobre Amadeo e o modernismo português. Está ainda por cá um livro-manuscrito em que o realizador esboçou planos do filme: https://bibliographias.blogspot.pt/2016/04/correspondance-de-quatre-artistes.html

amadeo de souza cardoso

maio · 1959 / secretariado nacional da informação. (Composto e impresso (...) com arranjo gráfico, legendas e notas (biográficas, bibliográficas e outras) de Paulo Ferreira / fots. Mário Novais e Traphot). In-4º de [34] págs. + [14] ff. de estampa. Br.

Com um texto introdutório altamente elogioso de Jean Cassou (então conservador-chefe do Museu de Arte Moderna parisiense) e um outro, hoje muito conhecido porque entretanto várias vezes repescado, de Almada. Edição ainda hoje fundamental sobre o grande cometa do nosso modernismo, particularmente interessante pelas estampas em folhas destacadas de papel couché  e pela transcrição de duas dezenas de excertos de textos críticos sobre Amadeo – todos saídos em França, salvo os de Almada, Diogo de Macedo e Jeanne Modigliani –, que dão bem uma ideia do prestígio que o maior génio da nossa pintura adquiriu, apesar da carreira tão demasiado breve, em terras gaulesas.
 
Exemplar mediano, com marcas de desgaste na capa e algum engelhamento (por humidade) também ao largo do volume.
 
16€