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A corrente idealístico-gnóstica do pensamento português contemporâneo: Antero, Pascoaes, Pessoa

estratégias criativas (Impresso em Agosto de 2010 na gráfica Rainho & Neves, Portugal). In-8º de 134, [i], [I] págs. Br.

“O presente estudo contém, ampliada, a comunicação feita pelo autor, ao Seminário sobre a problemática da Criação – “De Creatione”. Ciência, Filosofia e Teologia no século XX, em Portugal –, organizada pela Secção Portuguesa da Associação Europeia para a Teologia Católica, no Porto, em Maio de 2009”.

Exemplar com dedicatória de oferta manuscrita pelo autor (Ângelo Alves) “À «Crítica» - Revista de Filosofia”, datada de 6 de Novembro de 2010.

12€

Como Exilados de um Céu Distante: Antero de Quental e Giacomo Leopardi

Arranha Céus [S/d – DL 2019]. In-8º de 195, [I] págs. Br.

Interessante, trabalhado e documentado (embora com lacunas) estudo de Andrea Ragusa, dado a público nesta edição – da mão do saudoso João Paulo Cotrim – com o apoio do Centro de Estudos Anterianos e da tutelar Câmara Municipal da Vila do Conde onde Antero passou os derradeiros anos de atormentada existência; resumida na frase de Eça que deu título ao volume.

Exemplar novo.

14€  

A Ideia de Justiça em Antero de Quental

A Ideia de Justiça em Antero de Quental (Prefácio de Fernando Catroga) // Publicação patrocinada pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

íman edições [S/d – DL 2002]. In-8º de 238, [ii] págs. Br.

Cada um deles dividido em numerosos sub-capítulos, a autora (Maria João Cabrita) dividiu o seu estudo nos capítulos principais «A ideia de Justiça que subjaz ao percurso de Antero de Quental», «A ideia de Justiça ao longo da evolução intelectual de Antero de Quental» e «A proposta social e política para a reposição da Justiça». (A título de exemplo, algumas das partições e alguns dos sub-capítulos: «O justo da geração de setenta», «A influência proudhoniana», «O krausismo na Universidade de Coimbra», «O Cenáculo», «Da influência de Hegel à crítica ao hegelianismo», «A lei moral e o progresso – a santidade», «A proposta socialista de Antero de Quental», «A última fantasia revolucionária – a Liga Patriótica do Norte».

Exemplar novo, mas com ligeiros defeitos de deficiente armazenamento.

8€

Rebelo Bettencourt — O verdadeiro "Antero"

O verdadeiro "Antero" / no 1.º centenário do nascimento de Antero de Quental (18 de Abril de 1842 - 18 de Abril de 1942)

Emprêsa Literária Universal (15, Rua da Hora, 17), Lisboa. (Composto na Tipografia de «O Carlitos»). In-8º de 72, [i], [1] págs. Br.

"Figura excepcional e complexa, e aparentemente contraditória por essa extraordinária complexidade, Antero, que foi uma das mais nobras figuras do seu tempo, projecta-se ainda no presente, não como uma sombra, muito menos como uma curiosidade erudita, mas assumindo, talvez mais do que nunca, uma actualidade das mais vivas, pois nada, absolutamente nada, diminuiu ou morreu nas suas páginas,  antes, pelo contrário, nelas vamos encontrar, a-par-dos nossos problemas, a resposta às nossas inquietações espirituais"; assim começava o conterrâneo açoriano as suas palavras de «Pórtico».

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir.

15€

José Bruno Carreiro — Antero de Quental (subsídios para a sua biografia)

Edição do Instituto Cultural de Ponta-Delgada / Depositária: Livraria Morais – Rua da Assunção, 51 / Lisboa, 1948. (Composto e impresso na Sociedade Astória, Lda. – Regueirão dos Anjos, 58 – Lisboa). 2 vols. in-8º gr. de XXXVI, 465, [I] e 434, [II] págs. Enc.

Trabalho de referência até hoje não ultrapassado (nem porventura igualado) na amplitude de elementos que investiga, recolhe e apresenta, desde a bastante exaustiva bibliografia – com que começa logo o primeiro volume e termina o segundo – à reprodução de variados documentos, boa parte deles desconhecidos do público. A dimensão e a profundidade deste trabalho do fundador do Correio dos Açores que convidou Raul Brandão terá merecido ao também açoriano Onésimo Teotónio de Almeida o título d’”a melhor biografia portuguesa”; reeditada décadas mais tarde pela INCM. 
Boa encadernação conjunta dos dois volumes com cantos e lombada em pele, embora esta já ligeiramente desgastada; conservando ambas as faces da capa original de ambos; o corte das folhas carminado à cabeça; e o primeiro volume valorizado por dedicatória de oferta do autor.

60€

Antero de Quental — Sonetos

Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1979. In-8º de LXXXVIII, 287, [III] págs. Br.

Edição organizada, prefaciada e anotada por António Sérgio e integrada na colecção de clássicos da Sá da Costa, com a gravação de um retrato do poeta. Para além do extenso estudo de Sérgio, reproduz também o prefácio de Oliveira Martins dado a lume na edição original.

14€

Antero de Quental — Sonetos

Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1979. In-8º de LXXXVIII, 287, [III] págs. Enc.

“Há mais de 20 anos que faço Sonetos, e todavia nunca escolhi esse género nem estudei nos mestres os segredos especiais daquela forma; levou-me para ali uma predilecção impensada e singular (pois, quando comecei, ninguém entre nós os fazia já, sepultados como estavam, com todas as outras formas clássicas, debaixo da reprovação dos românticos) e talvez a influência dos nossos poetas do século 16, que foram dos primeiros que conheci. O fundo de idealismo que há naqueles poetas apossou-se então de mim e os seus Sonetos, especialmente os de Camões, tornaram-se para mim como um Evangelho do sentimento. Tais são as minhas raízes, se assim posso dizer” [Antero, em carta a Carolina Michaëlis]

Exemplar da série encadernada pela editora com gravações a dourado, cuja tiragem terá sido bastante mais restrita do que a corrente.

20€

Antero de Quental — Prosas Escolhidas (Selecção e prefácio de Fidelino de Figueiredo)

Livros de Portugal, ltda. Rio de Janeiro, 1942. In-8º gr. de 309, [9] págs. Br.

É  bastante extenso (ultrapassa as duas dezenas de páginas) o prefácio do professor então já exilado no Brasil, que aqui recolheu «Bom-senso e Bom-gosto», «A Dignidade das letras e as Literaturas Oficiais», «Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos últimos três séculos», «Considerações sôbre a Filosofia da História Literária Portuguesa», «Teoria do Socialismo. Evolução política e econômica das sociedades da Europa, por J. P. de Oliveira Martins», «A Poesia na Actualidade», «A "Philosophia da Natureza" dos naturalistas» e «Tendências gerais da Filosofia na segunda metade do século XIX». 

20€

Antero de Quental — Cartas I ([1852]-1881)

Cartas I ([1852]-1881) / Organização, introdução e notas de Ana Maria Almeida Martins

Universidade dos Açores / Editorial Comunicação. (Foi produzido pelos serviços da Editorial Comunicação (...) sob a responsabilidade de António Melo, com concepção gráfica de Sebastião Rodrigues, (...) e impresso em papel vergé creme nas oficinas de Guide-Artes Gráficas (...) durante o mês de Maio de 1989). In-8º gr. de XXXV, [I], 581, [2], [III] págs. Br.

“É exactamente um Antero íntimo que agora se apresenta nesta correspondência, onde a evolução do pensar e do sentir do seu autor transparece em toda a verdade cronológica. São mais de sete centenas de cartas, a primeira das quais escrita aos dez anos de idade. (...) Sabe-se que muita da sua correspondência se perdeu: em incêndios, inundações, até em naufrágios, mas sobretudo devido à incúria de possuidores, algumas vezes descendentes dos destinatários, que de todo desconheciam o valor desses documentos. (...) A grande importância desta correspondência advém-lhe do facto de não poder ser considerada como algo de acessório na obra de Antero; pelo contrário, o seu conhecimento é absolutamente fundamental, não apenas porque permite reconstituir a fisionomia psicológica do seu autor, mas porque algumas delas, sobretudo dirigidas a Oliveira Martins, João Lobo de Moura e Jaime Batalha Reis, se podem considerar autênticos ensaios filosóficos rigorosamente inéditos”.

Exemplar novo. (A quem interesse, também poderemos obter algum do 2º volume, mas usado)

15€

Antero de Quental — Cartas de Antero de Quental a Francisco Machado de Faria e Maia

Cartas de Antero de Quental a Francisco Machado de Faria e Maia (Com prefácio e notas de Ruy Galvão de Carvalho)

Delfos, 1961. (Rádio Renascença – Rua dos Duques de Bragança, 6 – Lisboa). In-8º de 55, [i] págs. Br.

O prefácio de Galvão de Carvalho esboçava uma breve biografia do destinatário destas cartas, o conhecido amigo dilecto açoriano de infância e mocidade de Antero, que com ele coincidiria ainda na Faculdade de Direito de Coimbra; e de quem, já que de Direito se fala, Cabral de Moncada teria dito ser "o mais original dos nossos filósofos do Direito" e "ao lado do seu amigo Quental, um dos dois mais interessantes espíritos da sua geração no domínio do pensamento abstracto e especulativo".
Após a transcrição das cartas do nosso segundo maior sonetista (ex-aequo com Bocage), há no final do volume um apêndice com outra carta, esta de Faria e Maia a Tommaso Cannizzaro, tradutor dos sonetos para italiano; e a contribuição que deixou no In Memoriam: «Anthero de Quental (Esboço psychologico)».
Dois retratos de Maia (juventude e velhice) e outros dois de Antero (incluindo o único que se lhe conhece de perfil) entremeiam o volume, impressos sobre folhas destacadas de papel couché.   

12€      

Antero de Quental — Cartas a António de Azevedo Castelo Branco

Cartas a António de Azevedo Castelo Branco (prefácio e notas de Adolfo Casais Monteiro)

Edições Signo: Lisboa, 1942. (Nas oficinas da Atlântida, Coimbra). In-8º de 112, [II] págs. Br.

“Quando surge um grande poeta, o comum dos mortais vê-se transfigurado nos versos dêle, encontra nêles algo que nunca saberia dizer, mas que pelo menos até certo ponto também lhe pertence – e logo quere saber mais sôbre esse homem que fala em seu nome, em que se vê a si próprio como num espelho mágico que «deformasse» as coisas – mas para as transfigurar. / No caso de Antero, a êste interêsse normal por todos os poetas se sobrepõe um outro, de raízes porventura mais fundas (…) Antero é também um grande exemplo, uma grande figura moral”, assim ia começando Casais o prefácio sobre aquele que considerava um dos quatro principais portugueses (com Camões, Pascoaes e Pessoa). Além de tantos outros, um aspecto de interesse destas cartas são os comentários do próprio Antero a vários dos seus sonetos quando acabadinhos de fazer, e que transcreve ao amigo. 

Exemplar da tiragem corrente, em bom papel vergé, com um menos conhecido retrato do poeta reproduzido hors-texte em folha preliminar de papel couché

15€

Catálogo - A «Geração de 70»

Cumpriram-se quinta-feira passada exactos 150 anos sobre o dia em que «Santo Antero» de Quental, após uma breve apresentação algumas noites antes, abria propriamente as «Conferências Democráticas do Casino» Lisbonense com as suas famosas Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. O resto da história é conhecido, e parece um bom motivo para dedicar um catálogo inteirinho à Geração de 70. Aos cinco senhores do conhecido retrato tirado após um almoço no antigo restaurante do antigo Palácio de Cristal portuense - Antero, Eça, Junqueiro, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão -, retrato esse que lhe serve de capa, foram acrescentados um mais e outro menos compagnons-de-route (Teófilo Braga e Gomes Leal) habitualmente associados e igualmente muito bem representados cá na livraria e, no final do catálogo, um pequeno suplemento com figuras hoje mais em segundo plano: Alberto Sampaio, António Cândido (a «Águia do Marão»), Luís de Magalhães e João Penha.
150 anos, 150 páginas de catálogo; só o senhor Eça de Queirós ocupa umas quarenta (e ainda assim foi preciso deixar muita coisa de fora...). Para vos incentivar a leitura, porém, aqui vai:
- Entre tantos livros e edições para todos os gostos e feitios, estão já por exemplo as originais de peças tão significativas como A Ilustre Casa de Ramires, O Conde d'Abranhos, A Morte de D. João e A Velhice do Padre Eterno (de que até há por cá 2 exemplares, como se fossem pãezinhos...)
- As dez melhores compras terão direito a um exemplar da outra comemoração planeada cá pela casa: um livro que em breve deverá entrar no prelo recolhendo textos vários de Eça, já meio «perdidos», acerca da Geração de 70. Podemos gostar mais ou menos dela, mas ninguém discutirá que merece.

O catálogo pode ser desde já consultado

«Portugal Contemporaneo - Oliveira Martins»


Afora a literatura propriamente dita, Portugal não tem hoje senão um só escritor realmente superior: é Oliveira Martins, autor da Bibliotheca das Sciencias sociaes. Definir o seu género e classificá-lo numa palavra parece-me coisa quase impossível, pela simples razão de que essa palavra não existe ainda: socialista tem um sentido ao mesmo tempo estreito e vago; sociologista seria um barbarismo.
(...) Oliveira Martins, apesar de ainda jovem, merece, pela profundidade das suas investigações, pela originalidade e pela amplitude das suas vistas e pela firmeza do seu método, ser considerado entre os mestres e promotores destes novos estudos. Além disso, o seu estilo, pelas suas qualidades de vigor, de vida e de elevação, ainda que com demasiada frequência incorrecto e desdourado às vezes pelo mau gosto, faz do autor da
Bibliotheca das Sciencias um escritor de primeira ordem.
 
[Antero de Quental, in Revue Universelle et Internationale, 1884)

Neto de peixe

Não sei se já terão ouvido falar de André do Quental - o avô de Antero. Dado às musas, foi amigo de Bocage, e com ele preso pelo Intendente Pina Manique, que, não sabendo a qual dos dois atribuir a autoria de uns versos anti-clericais q.b., não esteve com meias medidas e mandou encarcerar ambos; mesmo assim, nenhum abriu a boca. Oficial do exército liberal, viveu em grande prostração durante a contra-revolução miguelista, só arrebitando depois de outorgada a Carta. Nunca aceitou publicar os próprios poemas, e terá até mandado um dos filhos queimá-los - só nisso se distinguindo significativamente do neto, de quem parece precursor na sensibilidade, nos nervos e no próprio estro.
Está (quase) tudo nos genes.

Antero de Quental ― Esparsos e Traducções

Porto: Companhia Portugueza Editora, 1918. In-8º de 96 págs. Br.
 
São aqui os «Esparsos» as composições em quadra «Os Captivos», «Os Vencidos», «Entre Sombras», «Hymno da Manhã» e «A Fada Negra»; ocupando a parte maior do volume a série de traduções (de alguns dos «Sonetos», sobretudo) feitas por tradutores vários – Storck e Curros Enriquez à cabeça.

Exemplar em brochura, sem defeitos de relevo.
 
20€

Antero de Quental ― Odes Modernas

Odes Modernas / edição organizada, prefaciada e anotada por António Sergio

Propriedade e Edição de Couto Martins. 1952. Lisboa. In-8º gr. de 207, [1]. Br.

O prefácio de Sérgio estende-se até à pág.33, tratando sobretudo da influência de correntes e autores vários no pensamento político de Antero e transcrevendo excertos de cartas suas a Storck, Canizzarro e Manuel Sardenha.

Exemplar em bom estado, descontando só alguma acidez na capa e uma pequena assinatura de propriedade (nas primeiras páginas do prefácio e do texto).
 
20€

Antero de Quental ― Zara

1943. Propriedade e Edição de Couto Martins. Rua da Prata, 178-2.º Lisboa. In-4º de 78, [2] págs. Br.

Edição publicada em fac-simile da original, de 1894. O livro, organizado por Joaquim de Araújo a título de homenagem póstuma a Antero, inclui um prefácio em que dizia aquele ser esta a “mais formosa Antologia de versões que uma poesia portuguesa tem conquistado”, explicando a dívida de gratidão contraída desde quando o poeta compusera, a seu pedido, os versos que seriam a inscrição tumular da irmã, a Zara aludida; e integra as traduções, quase todas para o efeito, de, entre outros (e num total de dezenas), Wilhelm Storck, Alfredo Testoni, Joseph Bénoliel, Curros Enriques e Edgar Prestage.

Exemplar nº39 da tiragem especial de 100, com o carimbo e a assinatura do editor.

30€

Antero de Quental ― Oliveira Martins

Oliveira Martins (O critico litterario – O economista – O historiador – O publicista – O politico)

Lisboa: Typographia da Companhia Nacional Editora. 1894. In-8º de 52, [4] págs. Br.

Preparado como homenagem a Oliveira Martins, que morrera nesse ano, o volume reúne vários artigos de Antero na imprensa da época (1872 e 1884) sobre o amigo, em recensão crítica a livros por ele publicados, e uma interessantíssima carta a Sebastião Botelho por ocasião do ingresso do escritor nas listas do Partido Progressista, que o faria Ministro do Reino (e louvando o seu passo e defendendo-o dos ataques do Partido Republicano a esse propósito). Dos artigos - «Os Lusiadas, ensaio sobre Camões e a sua obra, em relação á sociedade portugueza e ao movimento da Renascença», «Theoria do socialismo, evolução politica e economica das Sociedades da Europa» e «Le Portugal contemporain – Oliveira Martins» – merece destaque o primeiro, particularmente lúcido, em que se salienta uma espécie de dissimulado fascínio e, ao mesmo tempo, de censura aos Descobrimentos (“Tinha fatalmente de se corromper essa orgulhosa idéa nacional, fundada na violencia da conquista, na intolerancia religiosa e no despotismo politico”, dissolução essa já prevista pelo próprio Camões em “estrophes sombrias, que são como um lugubre eras enim moriebur lançado no meio das alegrias daquelle festim heroico. Era o futuro velado e lutuoso que o poeta entrevia num deslumbramento prophetico. A nação estava, com effeito, condemnada”).

Exemplar ainda em boa condição, tendo só um ligeiro escurecimento das margens do papel, mas com alguma fragilidade exterior – não estando já os cadernos perfeitamente conjuntados –, pelo que, tarde ou cedo, deverá precisar de encadernação.
 
18€  

Rui Galvão de Carvalho ― Antero Vivo

Edição de Álvaro Pinto (‘Ocidente’) – Lisboa. (1950). In-4º de 193, [7] págs. Br.

Primeira edição em volume independente de uma série de artigos, conferências e comunicações várias proferidas pelo autor e em parte ainda por publicar, tendo por fio condutor o poeta de Primaveras Romanticas. Por exemplo: «Linha geral do Pensamento filosófico de Antero», «O culto do Ideal em Antero», «Presença espiritual da França na obra de Antero», «Antero, crítico de Oliveira Martins», «Considerações gerais à margem do suicídio de Antero», «Duas cartas de Oliveira Martins sobre o suicídio de Antero», «Antero na obra de Unamuno» e, a terminar os anexos, «Fontes bibliográficas das leituras filosóficas de Antero».

Bom exemplar, sem defeitos notáveis, e valorizado por uma dedicatória de oferta manuscrita pelo editor Álvaro Pinto, sem indicação nominal do destinatário.

24€

Antero

Colóquio | Letras (número 123/124 Janeiro-Junho 1992). In-4º de 418, [2] págs. Br.

Especial volume duplo dedicado ao poeta, a quem, depois de dois textos introdutórios In Memoriam Álvaro Salema da autoria de David Mourão-Ferreira e Jorge Amado, são dedicados os muitos e normalmente longos artigos: «O legado clássico em Antero de Quental», Maria Helena Rocha Pereira; «A doença de Antero», Pedro Luzes; «Algumas notas em torno do «Tesouro Poético da Infância»», Maria Aliete Galhoz; «Antero: destino individual e destino colectivo», Carlos Felipe Moisés; «Antero e a filosofia ou a filosofia de Antero», Eduardo Lourenço; «Poesia e «filosofia» (1875-80) – uma sondagem», Joel Serrão; «Amorim Viana, Antero e Bruno: algumas conexões», Óscar Lopes; «Antero: o futuro que a poesia portuguesa lhe deu», José Carlos Seabra Pereira; «Régio e Antero: as encruzilhadas de Deus», Eugénio Lisboa; etc. Especialmente interessante é o repositório apresentado por Beatriz Berrini: «Correspondência inédita de Eça para Antero», ocupando só por si centena e meia de páginas.

O volume foi entremeado por dezenas de ilustrações em hors-texte, incluindo trabalhos artísticos especialmente compostos para o efeito.

20€