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Soljenitsin — Paz e Violência: A Hipocrisia do Ocidente

liber (1976). In-8º peq. de 24 págs. Br.

Reproduz o texto da carta enviada pelo escritor russo ao diário norueguês Aftenposten, a propósito da defesa da candidatura do compatriota Sakharov para Prémio Nobel da Paz. A capa foi inteligentemente composta como um sobrecrito postal, que no entanto apresenta nesta caso uma ligeira marca de corrosão; de resto, exemplar por estrear, sem outros defeitos.

6€ 

Soljenitsin — O Carvalho e o Bezerro

O Carvalho e o Bezerro (Esboços da vida literária) // tradução do russo de René Marichal / tradução do francês de Octávio mendes Cajado / revisão de Ayala Monteiro

Livraria Bertrand – Amadora. (1976). In-8º gr. de 591, [V] págs. Br.

"Soljenitsine apresenta-nos em O Carvalho e o Bezerro um «esboço da sua vida literária», uma vida de um escritor que luta pela liberdade do seu povo", sendo esta a primeira edição portuguesa do livro do Prémio Nobel de 1970 - a cuja atribuição aliás aqui dedicava um longo capítulo, «Nobeliana».

14€

Soljenitsin — o primeiro círculo

o primeiro círculo (Tradução de Maria Teresa Ramos)

Editorial Ibis (Venda Nova – Amadora, Portugal). (1969). In-8º gr. de 684, [6] págs. Enc.

“O Primeiro Círculo do «Inferno» de Dante – onde as almas dos filósofos pré-cristãos eram condenadas a existir por toda a eternidade – aparece nesta obra como uma metáfora para certas instituições penais da Rússia de Estaline. Estas instituições eram centros de pesquisas científicas, funcionando dentro de prisões especiais, e o seu pessoal constituído por prisioneiros políticos – físicos, matemáticos, engenheiros e técnicos. Podiam considerar-se quase luxuosas em comparação com outras prisões e campos de trabalho situados mais para o Árctico – de onde vinham muitos dos prisioneiros e para onde muitos haveriam de voltar. (…) O herói de «O Primeiro Círculo» é o prisioneiro Nerzhin, matemático brilhante. Com 31 anos, Nerzhin, tal como o autor, viveu os anos de guerra na frente alemã e os anos do pós-guerra numa sucessão de campos de prisioneiros na própria Rússia. A sua história entrelaça-se com as histórias de uma dúzia de outros prisioneiros – cada um deles um tipo humano inesquecível”.

Primeira edição portuguesa, encadernada pela editora em percalina com sobrecapa em papel (que o exemplar conserva, embora com pequenos rasgões); publicada na série «Jóias Literárias» logo no ano seguinte ao da edição primitiva. Salvo erro, não mais este livro voltou entretanto a sair em Portugal, sendo esta portanto a única opção disponível; salvo erro também, o primeiro do escritor russo a ser editado cá.

16€

Soljenitsin — L'Archipel du Gulag

L’Archipel du Goulag (1918-1956) / (essai d’investigation littéraire)

Éditions du Seuil (1974). 2 vols. in-8º gr. de 446, [2] e 505, [7] págs. Br.

Edição francesa, publicada no ano seguinte ao da original de um documento entre todos elucidativo da perversão soviética (e desde logo marxista) da porém justíssima ideia de colectivismo – livro que qualquer contemporâneo candidato a comunista, 60 a 100 milhões de mortos depois, dos quais mais de 20 no território da ex-União, deveria ler. No conjunto dos dois volumes, o trabalho de tradução foi distribuído por 7 (!) almas, sendo portanto muito menos pesado do que o dos campos de prisioneiros aqui tão minuciosamente relatado... 
Em 1976 esta mesma editora publicaria um terceiro e último volume.

20€

Soljenitsin — Arquipélago de Gulag

Arquipélago de Gulag (Tradução directa do russo de: Francisco A. Ferreira, Maria M. Llistó, José A. Seabra)

Livraria Bertrand – Amadora. (1975). 2 vols. in-8º gr. de 509, [3] e  págs. Br.

Primeira edição portuguesa, sendo o segundo volume significativamente mais raro do que o primeiro – diz-se que por mão dos militantes do PCP, que o teriam adquirido em massa para que não circulasse normalmente no mercado, mas precisaríamos de saber se a tiragem foi ou não a mesma antes de arriscar conclusões. 

No conjunto dos volumes, é a única completa, uma vez que a mais recente, de acordo com as recensões que dela foram saindo, não reproduz integralmente o texto.

30€ (reservado)

Soljenitsin — agosto, 1914

agosto, 1914 (Traduzido directamente do russo por Francisco Augusto Ferreira e José Augusto Seabra)

Publicações Dom Quixote. (1973-1974). 2 vols. in-8º de 718, [2] págs. nums. em conjunto. Br.

“Agosto, 1914 é a narrativa minuciosamente documentada de uma epopeia, ou melhor, antiepopeia, o ataque do exército russo, em 1914, à Prussia Oriental, que termina com a sangrente derrota das tropas de Nicolau II, em Tannenberg, esmagadas pelas forças do chefe do Estado-Maior alemão Hindenburgo. // Soljenitsine reconstitui toda uma sociedade num momento em que ela se vê alterada por acontecimentos excepcionais. O autor «observa-a», assim, nesse momento privilegiado, desvenda-a nas suas estruturas e nas suas aparências, aproveitando uma altura em que a vida das pessoas se vê conturbada e em que os sentimentos e as paixões são exacerbados sob a acção de forças que substituem os pequenos ou grandes destinos individuais por um vasto destino colectivo que parece escapar ao contrôle dos homens. // Levantamento rigoroso de um momento exemplar da história russa, Agosto, 1914 é susceptível de outros níveis de leitura que não deixarão de se impor ao leitor atento. Esta, talvez, a razão por que incomoda uma obra que conta factos velhos de mais de cinquenta anos.” 

Primeira edição portuguesa, precisamente com os mesmos tradutores – o «Chico da CUF» e Seabra, que viria a ser pouco depois conduzido ao PPD pela mão do amante da editora, Sá Carneiro – da de «Arquipélago do Gulag».

14€ (reservado)

Soljenitsin ― Os Direitos do Escritor

Os Direitos do Escritor (Tradução de T. C. Netto)

Brasília Editora, Porto. [S/d]. In-8º de 114, [4] págs. Br.

“Este livro é um libelo contra a imposição de directivas à criação literária, contra o cerceamento da expressão do pensamento e contra os atentados aos direitos básicos do escritor na sua dupla condição de homem e artista”, assim apresentava o editor a edição – que tem como principal interesse a entrevista que abre o volume, concedida ao escritor checo Pavel Lichko, e a transcrição das intervenções havidas na União dos Escritores Soviéticos que censurava este seu mais ilustre membro; além de cartas várias do escritor.

Exemplar por estrear.

8€ 

Soljenitsin ― Como Reordenar a nossa Rússia?

Como Reordenar a nossa Rússia?  (Reflexões na medida das minhas forças)

edição Livros do Brasil, Lisboa (1991). In-8º de 145, [15] págs. Br.

Edição portuguesa publicada na colecção «Vida e Cultura» logo um ano após a original, de 1990 - em pleno rescaldo da «Perestroika», que justifica este conjunto de textos divagando sobre ciência política, a história concreta do regime soviético e propostas de organização político-social para os tempos que se seguiriam.
Exemplar por estrear.

7€ (reservado)

URSS ― 50 Anos Depois

Publicações Dom Quixote. (1969). In-8º de 171, [5] págs. Br.

“Pouco mais de 50 anos decorreram já sobre a Revolução de Outubro de 1917 na Rússia czarista. Foram radicais as transformações operadas nesse país, que passou do subdesenvolvimento à situação de superpotência mundial”. O volume recolhe textos publicados em vários periódicos da imprensa internacional por Werth, Mikhailov (especialmente interessante, este, com dados curiosos acerca das geografias física e humana da União), Liberman, Victor Fay, Eliutine, Soljenitsine – «Carta ao Congresso dos Escritores Soviéticos», denunciando a Gravlit, a censura política a vária literatura do país (muitas vezes, incluindo perseguições pessoais, citados os casos de Akhmatova, Tsvetaieva, Pasternak e Grossman, entre outros), e o acovardamento da União dos Escritores perante ela –, P. J. Franceschini, Deutcher e Bernard Féron; de todos eles apresentando, no final, uma breve notícia biográfica. Integrado na série «cadernos d.quixote».

6€