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Miguel Torga — Odes

Coimbra Editora. (1946). In-8º de 87, [9] págs. Enc.

Primeira edição, toda numerada e rubricada pelo próprio autor – a quem deverá ser atribuída, apesar da chancela da editora coimbrã, em cujas oficinas  como de costume se imprimiu.

Este exemplar – o n.º 372 –  foi entretanto encadernado inteiramente em pele com gravações a ouro na lombada e em filetes a toda a cercadura das pastas; conservando por todo a capa original, incluindo a tira que revestia o encaixe, para isso recortada. Ostenta o ex-libris do poeta Joaquim Pessoa, a quem terá pertencido.
 
50€

Miguel Torga — O Senhor Ventura

Coimbra, 1943. (Composto e impresso nas oficinas da «Atlântida»). In-8º de 159, [1] págs. Enc.

Edição original de um dos ainda iniciais livros em prosa de Torga, publicado logo após Rua (que também temos).

Exemplar revestido de uma encadernação bastante boa com os cantos e a lombada em pele, esta última gravada a ouro; aparado e carminado à cabeça; conservando ambas as faces da capa de publicação.
 
40€

Sol XXI: Revista Literária

Sol XXI: Revista Literária (Número 12 - Março 1995) 

In-8º gr. de 124 págs. Br. 

Um dos ensaios é dedicado por Isabel Tomé a «O Senhor Ventura, de Miguel Torga» - para o efeito chamado à capa, e a quem é dedicado também um dos poemas. De resto, colaboração de Maria Estela Guedes, Fernando Guerreiro, Dieter Dellinger, Arsénio Mota e António Cândido Franco, entre outros; e entrevista a Luís Francisco Rebelo.

5€   

Ensaio Bibliográfico de Miguel Torga

Ensaio Bibliográfico de Miguel Torga, Por Maria de Lurdes Gouveia e Ernesto Pinto Lobo

Edição da Câmara Municipal de Castelo Branco, 1979. (Esta obra acabou de se imprimir na Tip. Semedo em Castelo Branco aos 9 dias do mês de Maio de 1979). In-8º de 30, [2] págs. Br.

Antecedem os dois quadros de bibliografia activa e crítica dois textos de cariz biográfico.
 
Exemplar em muito bom estado, sem defeitos significativos.

5€

Le Cheval de Troie // 5: Miguel Torga

(Bordeaux, 1992). In-8º de 102, [2] págs. Br.

Revista de título bastante bem achado, e subtítulo «revista semestral de literaturas e culturas mediterrâneas», que anteriormente dedicara números a Carlo Emilio Gadda, ao Dom Quixote, a Moisés e à literatura oral de árabes, judeus e sicilianos. Este quinto número, integralmente dedicado ao escritor português dez anos depois da sua publicação em França, esteve a cargo da sua tradutora gaulesa, Claire Cayron, que aqui deixava uma série de versões inéditas de textos do médico/poeta transmontano/coimbrão e o artigo-capítulo «Miguel Torga et Sartre». Contribuíram ainda David Nasser, Jacques Borel, Daniel Aranjo, Charles Juliet, Fernão de Magalhães, Louis Soler e Pierre Veilletet.
A capa reproduz uma gravura sobre madeira de Maximilien Vox.

12€

Miguel Torga — Camões

Coimbra. (Composto e impresso na Gráfica de Coimbra – Novembro, 1987). In-8º q/ quadrado de 19, [1] págs. Br.

Reproduz o bom (ainda que com vários disparates e delírios em matérias de História) texto pronunciado por Torga a 9 de Junho desse ano, véspera do Dia de Camões e, por acréscimo, de Portugal, destacando no poeta o “português acabado (...) pioneiro, bandeirante, apóstolo, traficante, visionário, namorado e poeta”.
 
Exemplar por estrear, perfeito.
 
15€

Miguel Torga ― Alguns Poemas Ibéricos

Coimbra, 1952. (Nas oficinas gráficas da «Coimbra Editora, Limitada). In-8º de 86, [2] págs. Br.

Primeira edição de um não tão conhecido que viria a dar origem ao bem mais conhecido Poemas Ibéricos, de 1965 – que aliás deste seu antecedente aproveita directamente várias composições. Em nota sobre o índice final, Torga indicava terem quase todos os textos do livro sido escritos em 1935 e 1936, excepto os que conheciam já publicação prévia entre 1938 e 1946. 

20€

Miguel Torga ― Libertação

Libertação (2ª edição com um poema-prefácio)

Coimbra (nas oficinas gráficas da «Coimbra Editora, Limitada»). 1952. In-8º de 92, [4] págs. Br.

Em relação à original, de 1944, acrescenta esta nova edição o referido prefácio «Meditação».
Exemplar em muito bom estado, descontando apenas as habituais marcas (sobretudo marginais) de escurecimento das folhas. 
 
10€

Miguel Torga — Vindima (Romance)

Coimbra. 1945. In-8º de 266, [2] págs. Br.

Primeira edição, inteiramente numerada pelos editores e rubricada por Torga.
 
Exemplar praticamente perfeito, descontando uma assinatura de propriedade da família Formigal (do conhecido também médico coimbrão, mas mais velho).
 
40€  

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha

Coimbra, 1944. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 197, [5] págs. Br.
 
Primeira edição, ilustrada na capa por Victor Palla e inteiramente numerada pelo editor com a rubrica de Torga.
 
Exemplar em muito bom estado, quase conforme saiu dos prelos.
 
50€

Miguel Torga — Contos da Montanha

Contos da Montanha (4.ª edição acrescentada, revista e com um prefácio)

Coimbra, 1969. (Comp. e imp. na Gráfica de Coimbra). In-8º de 207, [1] págs. Br.

“Depois de muitos anos de desterro, regressam novamente ao torrão natal os heróis deste atribulado livro. Numa época em que tantos portugueses de carne e osso emigraram por fome de pão, exilaram-se eles, lusitanos de papel e tinta, por falta de liberdade. Enfarpelados num duro surrobeco de embarcadiços, lá se foram afoita- mente em demanda do Brasil, o seio sempre acolhedor das nossas aflições. E ali viveram, generosamente acarinhados, assistidos de longe pela ternura correctiva do autor. Voltam agora ao berço, roídos de saudades. E não é sem apreensão que os vejo pisar, já menos toscos de aparência, o amado chão da origem. É que muita água correu sob a ponte desde que se ausentaram. Quatro décadas de opressão desfiguraram completamente a paisagem do país. A humana e a outra. Velhos desamparados, adultos desiludidos, jovens revoltados - num palco de desolação. Almas amarfanhadas e terras em pousio. Que alento poderá receber dum ambiente assim uma esperança de torna-viagem? Mas a pátria é um iman, mesmo quando a universalidade do homem, como neste preciso momento, sai finalmente dos tacanhos limites do planeta. Poucos resistem à sua atracção ao verem-se longe dela, seja qual for a órbita em que se movam. Até os seus filhos de ficção. Por mais fortuna que tenham pelo mundo a cabo, é com o ninho onde nasceram que sonham noite e dia. É que só nele se exprimem correctamente, estão certos nos gestos, são realmente quem são. De maneira que não me atrevi a contrariar a vinda das minhas humildes criaturas, como a prudência talvez aconselhasse. Pelo contrário: favoreci-a. Pode ser que o exemplo seja seguido, e o êxodo, que empobreceu a nação, comece a fazer-se em sentido inverso, e as nossas misérias e tristezas mudem de fisionomia. Portugal necessita urgentemente de ser repovoado”, assim rezava o prefácio do autor a esta nova edição.

8€

Miguel Torga — Bichos

Bichos (Contos / 5.ª edição refundida)

Coimbra, 1954. (Composto e impresso nas oficinas da «Coimbra Editora, L.da»). In-8º de 131, [1] págs. Br.

Exemplar recoberto de uma curiosa sobrecapa de uma «Secção de Livros» da delegação do portuense O Primeiro de Janeiro em Coimbra que pelos vistos os vendia – conforme atesta o selo colado na folha de guarda.
 
10€   

Miguel Torga — Fogo Preso

Coimbra. (Composto e impresso na Gráfica de Coimbra em Abril de 1976). In-8º de 131, [1] págs. Br.

Primeira edição deste conjunto de textos em prosa, na maior parte inéditos, e que o autor dizia no prefácio não querer votar ao esquecimento: por exemplo, «Eça de Queirós e Coimbra», «Teixeira de Pascoaes», «Palavras ditas no Comício Socialista realizado em Coimbra» e no de Lisboa, alocuções, mensagens e entrevistas várias.

Exemplar com discreta assinatura de propriedade na folha de guarda; de resto, muito bem cuidado, sem defeitos a apontar.

24€  

Quando o Nobel era uma «Forêt Vierge»...


Ainda a propósito de prémios, do Nobel e de Ferreira de Castro. Que várias vezes fôra já apontado no estrangeiro como merecedor do galardão mas, em 1959, o foi com particular insistência. Conta Jaime Brasil na biografia «A Obra e o Homem» que o Figaro indicava o romancista português e Alberto Moravia como os dois candidatos a vencer nesse ano - aos quais outros jornais parisienses acrescentavam o nome de Jean-Paul Sartre. Em Portugal, e sobretudo no Brasil, a ideia ganhou asas. Porém, quando Aquilino Ribeiro vê apreendido pela Censura Quando os Lobos Uivam, e se lhe abre o famoso processo criminal, um conjunto de escritores sugere à SPE a apresentação de uma candidatura em seu nome - e à qual Ferreira de Castro manifesta desde logo apoio, desistindo de uma própria.
Não sabendo até que ponto isto seria assim, e uma candidatura nessa época requeresse a anuência do candidato, aqui fica a história. E aqui fica a desistência «oficial» de Ferreira de Castro em carta ao vespertino República igualmente para 1960:
 
(...)
Mas como, na segunda parte da notícia, se diz que a Sociedade de Escritores, na sua próxima reunião, poderá manifestar a sua concordância com as presumíveis candidaturas de Aquilino Ribeiro e de Ferreira de Castro, bem como a de Miguel Torga, para o prémio deste ano, eu gostaria de esclarecer também que não pretendo ser candidato, pois não desejo estabelecer qualquer concorrência, por insignificante que fosse, com aqueles meus dois ilustres camaradas de letras, cujas obras tanto admiro.
 
Cabe recordar que o vencedor do Nobel em 1959 seria Salvatore Quasimodo e em 1960 o muito recomendável Saint-John Perse (em 1958 tinha sido Pasternak, de quem Aquilino era adepto, e em 1957 Albert Camus, que era adepto de Ferreira de Castro).
E que tamanho prestígio do romancista português em terras francesas talvez se devesse ao 
sucesso estrondoso de A Selva, lá editado dezenas de vezes desde 1938 até ainda hoje, com a honra de o tradutor ter sido nem menos que o poeta Blaise Cendrars - que conheceu e se tornou amigo de Ferreira de Castro muito antes, no Brasil.            

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha

Coimbra, 1944. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 197, [5] págs. Br.

Primeira edição, ilustrada na capa por Victor Palla e inteiramente numerada pelo editor com a rubrica de Torga. Ao exemplar – tem no rosto uma assinatura que parece também de um Formigal, e conserva-se ainda de modo geral em bom estado, apesar de ligeiro desgaste da capa – coube o n.º 1068.
 
45€

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha (2.ª edição)

Coimbra, 1945. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 201, [3] págs. Br.

Em tudo o resto igual à anterior, apenas distinguem esta segunda edição a carta-prefácio escrita pelo autor ao “Querido Leitor” e a nova capa de Palla.
O exemplar, com o n.º 496, pertenceu a Júlio Formigal, conhecido médico da geração anterior à de Torga; e tem aposto, na face inferior da capa e numa das páginas secundárias do miolo, o carimbo de oferta da Bial. Pequenos defeitos e ligeiro desgaste exteriores.
 
30€

Miguel Torga ― Rua

Rua (Novelas e Contos)

Coimbra ― 1942. (nas oficinas da «Atlântida»). In-8º de 197, [3] págs. Br.

Foi a edição original deste volume de textos – a partir da segunda, Torga chamar-lhes-ia só «Contos» – em prosa, um dos quais, o pró-noctívago Pensão Central, viria a ter publicação independente.

Exemplar em boa condição geral, mas prejudicado por defeitos exteriores (pequenos rasgão e falha de papel na capa) e uma assinatura de propriedade na folha de guarda preliminar.  
 
35€