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Joaquim Costa — Eça de Queirós: Criador de Realidades e Inventor de Fantasias

Livraria Civilização / Pôrto – 1945. (Acabou de imprimir-se este livro na Emp. Industrial Gráfica do Porto, L.da, 174, Rua dos Mártires da Liberdade, 178 no ano de 1946). In-8º de 295, [III], [ii] págs. Enc. 

«¿Quem era Eça de Queirós? – O Homem e o Artista», «A obra do Escritor e as suas características essenciais», ««O Crime do Padre Amaro»», «O estilo de Eça de Queirós», «Camilo, Eça e Fialho (Três escritores, três ironias diferentes», «Eça de Queirós e o «Romance experimental»», «Eça de Queirós païsagista», «Depoimentos dos filhos», «¿Foi Eça de Queirós um plagiário?» [está há muito comprovado que sim], «Eça de Queirós e a estética literária», «O sacrifício no trabalho e a dignidade da profissão», «As conferências do Casino», «O grupo dos «cinco»», «Opiniões de Eça de Queirós sôbre a Arte, a Literatura, a vida e os homens».

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro (já infelizmente um tanto esboroada no encaixe e nas comissuras); conservando ambas as faces da capa.

20€

Campos Monteiro — A oito dias de vista

A oito dias de vista (Crónicas publicadas no Jornal de Notícias sob o pseudónimo de «Marcial Jordão»)

Porto: Livraria Civilização (editora) - 1921. In-8º de 244, XI, [I] págs. Enc.

“tendo tomado a meu cargo no popular Notícias, uma secção semanal, onde se passem em revista os acontecimentos mais sensacionaes e se esteorotipem aspectos da vida portuguesa, eu me sinto tomado da mesma timidez ao soerguer uma préga do telão e ao estabelecer o primeiro contacto com o público. - «Si puó?» - Claro que vossas excelências são suficientemente delicadas para me permitirem o ingresso na ribalta. Resta saber se agradarei. Assunto, louvado Deus! não faltará. Em Portugal, tanto na vida social como na vida política, la comédia é infinita...”
Aqui se recolhe um conjunto de crónicas como «A carestia de vida, os electricos e a paciência do público», «Artistas, literatos e políticos de outros tempos», «Entrevista com o Anticristo», «A felicidade conjugal», «O riso no parlamento e o medo n’um teatro», «Casar ou não casar, eis a questão». O final do volume apresenta um catálogo dos títulos de Campos Monteiro na editora, acompanhados de trechos de recensões críticas saídas na imprensa.

15€  

Campos Monteiro — Contra a Maré (contos e chronicas)

Porto, Livraria Civilização, 1928. In-8º de 287, [1] págs. Br.

Primeira edição de um livro organizado por capítulos curtos que vão desde a sátira à função pública portuguesa até à narração de uma visita a S. Miguel de Ceide e à casa de Camilo.

Exemplar com algum desgaste exterior.

15€

Campos Monteiro — Auto das três barcas (4 quadros em verso)

Porto, Livraria e Imprensa Civilização – Editora, 1925. In-8º de 83, [1] págs. Br.

Peça composta no âmbito das comemorações do 1º Centenário da Faculdade de Medicina do Porto e estreada, nesse ano, no Teatro de S.João. Primeira edição.

Exemplar em bom estado geral, apenas com algum desgaste na capa e vestígios de acidez no miolo (inevitáveis, dado o papel usado na impressão). 

12€

Campos Monteiro — Santa Olivia (poema dramático)

Porto, Américo Fraga Lamares & C.ª / Livraria Civilização, 1928. In-8º de 174, [2] págs. Br.

Primeira edição, impressa a duas cores em bom papel e ilustrada na capa. Pouco vulgar – geralmente, apenas se encontra a reedição de 1957 publicada pela Livraria Tavares Martins.

Exemplar em bom estado de conservação, descontando um rasgão muito pequeno ao alto da folha preliminar e alguma acidez, sem grande relevo, ao longo do volume. 

15€

Tolstoi — Os Cossacos

Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1934. In- de 333, [3] págs. Enc.

Edição brasileira em formato popular, integrada na «Colecção SIP».

Exemplar revestido de modesta encadernação da época,  conservando a capa de brochura; com algum desgaste; assinatura do oficial português Leopoldo Carmona, na capa e no texto.

7€

Gorki — O Vagabundo Filósofo

Livraria Civilização - Editora / Porto. (1968). In-8º peq. de 281, [3] págs. Br.

Além do engraçadíssimo «O Vagabundo Filósofo», o volume integra ainda «Conversa de Forçados», «O Homem que quis Matar», «Um Coração no Lodo», «O Noivo», «O Amor faz Milagres», «Mais Forte que a Montanha», «Knovalov», «Zazubrina» e «Alguns Dias no Papel de Chefe de Redacção de Um Jornal de Província». 

Publicado na Colecção Civilização, tendo tido direito a uma das apreciadas capas de Abílio Baganha.

7€

Artur de Sandão ― O Móvel Pintado em Portugal

(Livraria Civilização. Composição, impressão e encadernação nas oficinas da Companhia Editora do Minho, Barcelos. 1966). In-4º gr. Enc.

Primeira de já algumas edições, sendo este o exemplar n.º 98 da “edição especial de cento e dez exemplares com texto impresso em papel «Goat-Skin», as gravuras, extratextos e sobrecapa impressos em papel «couché» de fabrico inglês e encadernação em «chagrin»”; sendo de destacar as gravuras primorosamente executadas em graciosos clichés, sob geral orientação gráfica também do pintor e ilustrador Espiga Pinto.

85€

Henri Agel ― O Cinema (Tradução de António Couto Soares)

Livraria Civilização – Editora (Rua Alberto Aires de Gouveia, 27 – ) Porto. (1983). In-8º de 406 págs. Br.

Acerca deste seu ainda hoje trabalho de referência, dizia o autor no início do prefácio: "Não nos pareceu necessário, neste livro, tratar das origens, história e técnica do cinema, uma vez que já há muitas e excelentes obras sobre estes aspectos (...) procurámos antes fazer um estudo analítico dos meios de expressão característicos do cinema durante este meio século".

Capítulos: «Cinema e Sociedade», «A Linguagem do Filme: a Imagem», «A Linguagem do Filme: o Som», «A Linguagem do Filme: a Cor», «A Linguagem do Filme: Luz e Cenário», «A Linguagem do Filme: os Intérpretes», «A Linguagem do Filme: os Efeitos Especiais», «O Significado do Filme», «Quadro Esquemático da História do Cinema», «Iniciação ao Cinema», seguidos da conclusão «Cinema e Verdade».

Abundantemente ilustrado em dezenas de folhas à parte, não numeradas, de papel couché.


14€

Stefan Zweig — Brasil, país do futuro (tradução de Odilon Gallotti)

1941, Livraria Civilização – Pôrto. In-8º de 366, [2] págs. Enc.

Primeira edição portuguesa, aproveitando além da tradução o prefácio que o escritor Afrânio Peixoto nesse mesmo ano (supõe-se que quase em simultâneo) preparara para a edição brasileira, salientando superlativamente neste livro “o mais «favorecido» dos retratos do Brasil. Nunca a propaganda interesseira, nacional ou estrangeira, disse tanto bem do nosso país”. Zweig, que viveu vários anos no Brasil, onde se exilou depois de Londres após a ascensão do nazismo e viria a morrer em 1942, suicidado ou assassinado, dividiu o seu trabalho nos capítulos e secções «Introdução», «História», «Economia», «Civilização», «Rio de Janeiro», «São Paulo», «Minas Gerais» e «O voo sôbre o Norte» (Baía, Recife, Amazónia).

Exemplar encadernado com lombada em carneira gravada a ouro, conservando a frente da capa de publicação.

15€ (reservado)

Stefan Zweig — O Mundo de Ontem

O Mundo de Ontem: Memórias de um Europeu (traduzido do original alemão por Manuel Rodrigues)

Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.
 
Primeira edição portuguesa de um livro nestes últimos anos já várias vezes reeditado pela Assírio & Alvim e muito falado ultimamente.  Embora a escrita de Zweig seja como de costume mediana, pouco entusiasmante, sem grande espalhafato literário ou qualquer vislumbre de génio, o texto é ainda assim interessantíssimo enquanto «fresco», panorâmica documental de toda uma época: a transição da fin-de-siècle oitocentista para o período entre-guerras, com intervalo na belle époque vienense e parisiense. E é sobretudo notável no modo como retrata, pré-Primeira Guerra e mais ainda pré-Segunda Guerra, a inconsciente despreocupação da população já a um passo do abismo aberto pela ascensão dos nacionalismos: com o precipício à frente, continuava a dançar.
 
12€ 

Stefan Zweig — O Mundo de Ontem

O Mundo de Ontem: Memórias de um Europeu (traduzido do original alemão por Manuel Rodrigues)

Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.

Outro exemplar da edição original, este entretanto guarnecido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele que porém o desguarneceu da capa primitiva.

15€

António Ferreira ― Limianas

Limianas (Regionário de trovas e poemas) / 2.ª edição

Livraria Civilização – Editora – Porto. (1949 / composto na Tipografia do Dicionário Corográfico, Porto). In-8º gr. de 251, [5] págs. Br.

As composições foram agrupadas em dois sub-conjuntos: uma primeira parte de «História e Lenda» e uma segunda «Céu e Terra». Bonita capa ilustrada por um desenho do conterrâneo António Lima.


12€

Luís de Camões ― Os Lusíadas

Os Lusíadas (com uma introdução, análise dos cantos e dicionário de termos mitológicos, históricos e geográficos por H. Guedes de Oliveira)
 
Livraria Civilização/Editora. (1983). In-8º de 427, [1]   págs. Br.
 
A capa foi ilustrada na frente por um desenho de Abreu Pessegueiro, de quem parece ser também o da portada; há ainda duas ilustrações em encorpadas folhas hors-texte no miolo, a partir de duas gravuras antigas figurando o poeta, que aparece ainda na face inferior da capa – reproduzindo um conhecido medalhão.
É bastante extenso o dicionário preparado por Guedes de Oliveira no final do volume, principal interesse da edição (pelo contrário, o estudo preliminar é relativamente breve).
 
14€

Almeida Garrett ― O Arco de Sant'Ana

O Arco de Sant’Ana, por (...) / Crónica Portuense / (Manuscrito achado no convento dos Grilos, no Porto, por um soldado do Corpo Académico)

Série Popular, n.º51. Livraria Civilização – Editora (Rua Alberto Aires de Gouveia, 27) – Porto. (1956). In-12º de 247, [1] págs. Br.

Exemplar impecavelmente conservado em brochura, ao contrário do que habitualmente sucede com estes pequenos volumes da «Colecção Civilização».
 
8€ 

Elaine Sanceau ― Captains of Brazil

Livraria Civilização – Editora (Rua Alberto Aires de Gouveia, 27 –) Porto. (1965). In-8º gr. de 380, [4] págs. Br.

“This book covers the period between the official discovery of Brazil in 1500 and the death in 1572 of the great governor Mem de Sá. By this date the young brazilian nation, having survived the first troublous years of its existence, had already acquired the vital force necessary to react against the Dutch invasion in the following century”; contendo, entre um total de 24, capítulos dedicados à fundação e aos primeiros tempos das cidades da Baía, de São Paulo e do Rio de Janeiro. Edição graficamente cumpridora, com ilustrações de bastante bom efeito a cor e algumas outras a p/b, em folhas inteiras à parte. Salvo erro, foi esta a primeira de língua inglesa, em cujo texto ainda inédito se baseara a portuguesa original, na mesma editora, em 1956.
Recorde-se que no início do século passado a escritora franco-inglesa vivera durante alguns anos no Brasil, antes de se fixar no Porto durante a década de 30.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pela autora “For Marguerite, with deep gratitude for able assistance, and love”, assinada Elaine em Leça do Balio com data August 1965. Aparado à cabeça, conserva íntegras as restantes margens.
 
22€

Stefan Zweig — O Combate com o Demónio (Hölderlin, Kleist e Nietzsche)

Os Construtores do Mundo: O Combate com o Demónio (Hölderlin, Kleist e Nietzsche) / tradução de Alice Ogando

Livraria Civilização – Porto. (1959). In-8º de 344 págs. Enc.

“O século XVIII, sentem eles que pertenceu aos velhos e aos filósofos: a Voltaire e a Rousseau, a Leibnitz e a Kant, a Haydn e a Wieland, aos calmos e aos tolerantes, aos grandes espíritos e aos sábios; mas agora é o reino da mocidade e da intrepidez, da paixão e da impaciência. Poderosamente, a vaga engrossa, vai crescendo cada vez mais. Nunca a Europa, desde os dias da Renascença, viu mais puro triunfo do espírito, mais formosa geração”, assim resumia Zweig no prefácio («A plêiade sagrada») que serve em simultâneo ao livro dedicado a Hölderlin e a este volume 3-livros-em-1 no geral.

Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele gravada a ouro (embora já ligeiramente puída nas nervuras); conservando ambas as faces da capa primitiva.

15€

Stefan Zweig — Balzac

Livraria Civilização - Editora. In-8º de 478 págs. Br.

Publicada salvo erro já depois da sua morte no Brasil em 1942, esta biografia ocupara - embora de modo intermitente - o escritor austríaco durante cerca de uma década; das muitas que escreveu, terá sido aquela a que dedicou mais trabalho de investigação.

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

12€


Stefan Zweig — Maria Stuart (tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização – Editora. Porto. (1957). In-4º de 391, [5] págs. Enc.

Versão portuguesa, a partir do original em língua alemã, da conhecida biografia da monarca da Escócia, ilustrada ao longo do volume pela reprodução de gravuras e retratos antigos sobre folhas destacadas de papel couché. Da rainha dizia Zweig no prefácio que “Nenhuma outra mulher da História Universal provocou uma eclosão tão abundante de dramas, de romances, de biografias e de discussões” e que “talvez não exista outra que tenha sido pintada com traços tão diferentes: ora como assassina, ora como mártir, ora como tonta intriguista, e até como santa”.

Exemplar revestido de uma bem conseguida encadernação em material sintético, gravada a ouro e a seco com o escudo de armas escocês sobre a pasta superior; e conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado no miolo, mantendo ainda as folhas, por regra, praticamente limpas.

10€ (reservado)

Stefan Zweig — Fernão de Magalhãis

Fernão de Magalhãis (Tradução de Maria Henriques Osswald F. I. L.)

Livraria Civilização – Editora. (1939). In-8º gr. de 282, [6] págs. Br.

Na sua introdução ao livro, o escritor austríaco explicava como ele resultou de um sentimento de vergonha por, estando a viajar para a América do Sul num luxuoso transatlântico, ter ao fim de alguns dias sentido um crescente tédio, de que se penitenciou ao confrontar as cómodas facilidades da sua travessia com a dificuldade das que fizeram os navegadores dos Descobrimentos; resolvendo por isso começar a estudá-los na biblioteca do navio e contando que um vulto se destacou da leitura, o de Magalhães, responsável por aquela que fôra talvez “a mais extraordinária odisseia na história da humanidade” e sobre quem ainda assim, dizia, tão pouco se havia estudado. Segunda edição, publicada logo poucos meses após a primitiva.


12€