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António Mattoso — História da Civilização

Livraria Sá da Costa – Editora / (24–L. do Poço Novo) Lisboa, 1940 [e 1938]. 2 vols. in-8º gr. de 544 e  581, [1] págs. Cart.

O primeiro volume, dedicado à Antiguidade, foi dividido nas duas partições «Antiguidade Oriental» (Civilização Egípcia, Civilização Caldaico-Assíria, Civilização Hebraica, Civilização Fenícia, Civilização Persa) e «Antiguidade Clássica» (as mais longamente abordadas Civilização Grega e, mais ainda, Civilização Romana). O segundo, em plano que curiosamente privilegia o antigo face ao novo, cobre de um trago os vinte séculos da nossa era: Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. 
Trabalho mais amplo do que era habitual em António Mattoso (pai de José Mattoso, que lhe herdou o gosto pela História mas bastante à esquerda), principalmente dedicado aos pequenos manuais escolares, padece ainda assim das mesmas insuficiências e generalizações precipitadas - para nos ficarmos pelo índice do primeiro volume, os celtas é quase como se não existissem e os povos germânicos só ganham verdadeiro direito à existência após a queda do Império; antes disso, ambos meros pormenores no percurso de Júlio César... Em todo o caso, um trabalho interessante e ricamente ilustrado ao longo de ambos os volumes, praticamente em todas as folhas.
Capas cartonadas pela editora, no primeiro volume de tipo canelado e no segundo (de tiragem anterior) tendo o cartão revestido de tela fina; quer num quer noutro apresentando alguma folga face à lombada.

25€

Mendes Correia — Homo (os modernos estudos sobre a origem do homem)

Lumen. Empresa Internacional Editora. 1921. In-8º de 317, [3] págs. Enc.

Primeira edição, já invulgar, de um dos típicos trabalhos do autor – hoje mais que datados, e eivados frequentemente de preconceitos cuja validade científica é, claro, nula, mas com muitos dados e estudos de interesse (aqui sobre, e só no que a Portugal diz respeito, a estatura média nos vários distritos do país, a densidade populacional, a cor de cabelo, olhos e pele dos portugueses, etc.). Inclui numerosas gravuras no texto e os seguintes capítulos: «A origem animal do Homem», «A evolução», «Os Símios fósseis», «O Pithecanthropus», «O Homem fóssil», «A genealogia humana e a antropogénese», «O «neo-monogenismo» e a unidade específica do Homo sapiens», «Os factores da formação das raças», «Conclusões». 

Encadernação da época com a lombada em percalina gravada a ouro e as pastas em pele; conservando a capa de brochura por inteiro.

22€ 

Jacques de Morgan — La Humanidad Prehistórica

La Humanidad Prehistórica (con 1300 figuras, mapas y láminas en el texto) / Traducción, de la segunda edición francesa, anotada y puesta al día por el Dr. Luis Pericot García (Catedrático de la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Barcelona, Subdirector del Servicio de Investigación Prehistórica de la Diputación de Valencia) y el Dr. Julián San Valerio Aparisi (Profesor ayudante de la Universidad de Madrid)

Editorial Cervantes / Barcelona, Año MCMXLVII. In-8º de XXXVII, [I], 421, [3] págs. Enc.


O francês, antigo director das Antiguidades do Egipto, dividiu este seu conhecido estudo nas secções de capítulos «La Evolución de las Industrias», «La Vida del Hombre Prehistórico» e «El Desarrollo Intelectual y las Relaciones de los Pueblos entre sí».

Exemplar guarnecido de encadernação em pele com a lombada – marcada por uma pequena fissura numa das casas – gravada a ouro.

20€

E. P. Cleator — O Romance da Arqueologia

Ibrasa – Instituição Brasileira de Difusão Cultural S. A. / São Paulo. (1963). In-8º de 196, [2] págs. Br.

Anunciado como “um apanhado altamente informativo da cena arqueológica ao mesmo tempo que descerra uma fascinante história de ocultos tesouros e perdidas cidades, de câmaras reais sob o pó e templos arruinados, de monumentos e de povos desaparecidos”, foi este pequeno tratado de divulgação dividido numa primeira parte mais genérica («Homens, Métodos e Materiais») e noutras três dedicadas às «Origens Orientais», aos «Restos Greco-Romanos» e a «Os Antigos das Américas».
O exemplar pertenceu à biblioteca de Neves Águas, de quem tem o ex-libris (cujo motivo egípcio vem neste caso muito a propósito...) e um vinco de quebra à cabeça das folhas em grande parte do volume.

7€

V. Gordon Childe — a aurora da civilização europeia

Portugália Editora (1969). In-8º de 623, [5] págs. Br.

Publicada doze anos após a original, foi esta a primeira edição portuguesa de um dos tratados mais importantes da história da arqueologia, que talvez dispense apresentações. Bastante ilustrado ao longo do volume por desenhos reproduzidos in-texte, consta de XIX capítulos, dos quais o décimo-quinto é dedicado à Península Ibérica («Estabelecimentos neolíticos marítimos» / «A cultura de Almeria» / «O nascimento de uma indústria de metais» / «A Idade do Bronze»).

14€ (reservado)

Arqueologia

(1980-1981). 4 vols in-4º de 52; 80; 140; e 160 págs. Br.
 
Foram estes os quatro números iniciais da revista, empreendimento do Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto que continuaria ainda, salvo erro, a ter publicação até ao 25º. Com direcção - pelo menos, de início - de Vítor Oliveira Jorge, que também colaborava, recolhem contribuições de, por exemplo, Jorge Alarcão (só e a par de Robert Étienne, como num importante trabalho sobre Conimbriga, entre outros dedicados ao «Portugal Romano»), Carlos Alberto Ferreira de Almeida, António Maria Mourinho e Veiga Ferreira, além de especialistas estrangeiros como Jean Roche e Elizabeth Shee Towhig.
 
Todos em bom estado, sem defeitos a destacar.

20€  

Imagenes y Mensajes: escultura romana del museu de Évora

Instituto Português de Museus / Museu de Évora, 2005. In-4º gr. de 111, [1] págs. Br.

Boa edição em papel couché, publicada por ocasião da exposição homónima organizada pelo museu eborense no Museo Nacional de Arte Romano de Merida (capital da Lusitânia romana), em Espanha; ilustrada ao longo do volume por finas reproduções de peças, desenhos, fotografias, mapas e plantas.

Artigos de Jorge de Alarcão («Las Civitates de Lusitania»), Maria Conceição Lopes («La Civitas de Pax Iulia»), Theodor Hauschild («El Templo Romano de Ebora»), Panagiotis Sarantopoulos («Los Caminos de Ebora Liberalitas Iulia»), Nogales Basarrate e Luís Jorge Gonçalves («Imágenes y Mensajes: Las Esculturas del Museo de Évora como Testimonio de Romanización»), José Carlos Caetano («La sociedad de Liberalitas Iulia Ebora a través de la epigrafía») e Joaquim Oliveira Caetano («Los Restos de la Humanidad: Cenáculo y la Arqueologia», sobre a actividade colectora e investigadora deste conhecido franciscano setecentista, confessor de D. José, que viria a ser Arcebispo da arqui-diocese alentejana). Além deles, o volume integra ainda textos explicativos, fichas de inventário, etc.   

Exemplar novo, em óptimo estado.

15€