São já consideravelmente raros os exemplares desta edição, que publicava a dissertação de concurso feita pelo autor para professor assistente da Faculdade de Estudos Sociais e de Direito da Universidade de Lisboa, pouco antes inaugurada; pretendendo demonstrar, coisa não assim tão estranha num velho anarquista que lá acabou por condescender mais com a ideia de Direito do que com a de Estado, que “a ideia da soberania como explicação fundamental do direito publico é uma ideia condenada”. Este (exemplar) encontra-se quase impecável, e com as margens ainda por aparar.
catálogo on-line
Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com
.
.
Mostrar mensagens com a etiqueta Campos Lima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Campos Lima. Mostrar todas as mensagens
Campos Lima — O Estado e a Evolução do Direito
São já consideravelmente raros os exemplares desta edição, que publicava a dissertação de concurso feita pelo autor para professor assistente da Faculdade de Estudos Sociais e de Direito da Universidade de Lisboa, pouco antes inaugurada; pretendendo demonstrar, coisa não assim tão estranha num velho anarquista que lá acabou por condescender mais com a ideia de Direito do que com a de Estado, que “a ideia da soberania como explicação fundamental do direito publico é uma ideia condenada”. Este (exemplar) encontra-se quase impecável, e com as margens ainda por aparar.
Campos Lima — Nova Crença
Primeira edição de um dos livros iniciais do autor, um ensaio curto e incisivo sobre o tipo do português de um triplo ponto de vista: política, religião e arte. O primeiro, principal em qualidade e quantidade, determinou algumas passagens que poderiam parecer escritas um século depois – “politicamente somos o povo mais imbecilmente conduzido que há. A nossa incapacidade de gerir, que nos vem já de antepassados, está sufficientemente comprovada nos desastres a toda a hora sucedidos na administração publica. A divida interna e externa dia a dia vem augmentando. E, sendo o nosso maior mal, é ella sempre o nosso recurso, o expediente banal dos arruinados” – e, entre críticas a monárquicos, republicanos e socialistas, faz advogar, de forma lúcida (i.e. sabendo que a sua propaganda limitada a intelectuais e operariado dificilmente se imporia, como não se impôs), o anarquismo, de que constitui uma das principais peças na bibliografia portuguesa.
Exemplar com algum desgaste exterior, parcialmente desconjuntado e por isso já frágil. Miolo em bom estado.
14€
14€
Campos Lima — O Romance do Amor
Edições Spartacus, 1931. In-8º de 263, [1] págs. Br.
Primeira edição, ilustrada na capa por um trabalho de Jorge Mendonça. Deste curioso romance de época, cuja acção se desenrola na Lisboa do início do século passado, não será muito forçado ver na personagem de Sueiro Mendes um alter-ego do próprio Campos Lima – o que, de resto, parece confirmar uma breve «dedicatória» inicial em verso pobrezinho, ao estilo dos muitos que vão entremeando o livro.
Exemplar com algum desgaste exterior, tendo o primeiro caderno parcialmente solto e pequenas falhas de papel na capa, incluindo cabeça e encaixe. Miolo melhor, apesar de algumas folhas um tanto manchadas.
10€
10€
Campos Lima — A Ceia dos Pobres
Coimbra: Typographia França Amado, 1906. In-8º de 29, [3] págs. Br.
Uma das muitas peças de “contraste” (quase todas de sátira) à de Júlio Dantas, representada por Luciano de Castro, Simões Coelho e Araujo Pereira.
8€
Subscrever:
Mensagens (Atom)