catálogo on-line
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Manuel da Fonseca — Aldeia Nova
Edmundo Pedro — O Processo das Armas
Otelo — Acusação e Defesa em Monsanto
“Há quem afirme que sentar Otelo Saraiva de Carvalho no banco dos réus corresponde a julgar o 25 de Abril. O que é, evidentemente, uma falácia. No mínimo, um exagero, pois que a grandeza do acto transcende largamente a figura do homem que o praticou, por mais emblemática que ela seja. / Uns dirão que será, em qualquer caso, uma perseguição política. Outros chamar-lhe-ão um acto normal de justiça num Estado de Direito. / Do que ninguém duvida é de que, pela sua importância, o processo que neste momento caminha para o epílogo no Tribunal de Monsanto ficará a constituir um marco na galeria dos grandes casos jurídico-políticos portugueses. / «Acusação e Defesa em Monsanto» representa um contributo importante para o esclarecimento do intrincado processo que envolveu Otelo Saraiva de Carvalho com as FP25. Neste livro, Otelo baliza o passado próximo, expõe-se, confronta-se com a acusação e apresenta a sua defesa. Define as suas posições, perante o tribunal, perante a opinião pública, perante a História. / Otelo Saraiva de Carvalho, figura destacada do processo que conduziu à democratização de Portugal, militar que se entregou por inteiro ao serviço a uma causa, teve desde o 25 de Abril um papel relevante, mesmo que controverso, na cena política portuguesa. O seu julgamento constitui, por isso, um facto político importante, sejam quais forem os fundamentos legais que a ele tenham conduzido”, assim rezava a nota editorial na face inferior da capa.
12€
Gogol — O Capote
Gogol — A Lei dos Cossacos («Tarass Bulba»)
Tchekov — A Minha Mulher
Tolstoi — Guerra e Paz
George Eliot — Silas Marner
Editorial «Inquérito», L.da/Lisboa. (1941). In-8º de 252, [4] págs. Br.
Dado a lume na série «os melhores romances dos melhores romancistas», foi o volume apresentado por uma nota prévia dos editores que destacava a escritora, com as duas Brönte mais velhas, na feminina tríade dourada do romance inglês vitoriano, dizendo-a capaz de “exprimir o mais pitoresco, ingénuo e elementar da vida dos simples, ao mesmo tempo que os secretos laços que o destino e a fatalidade estabelecem entre as vidas dos homens”.
António Sérgio — Sôbre Educação Primária e Infantil
"Permitam-me notar, antes de mais, que a incompetência da escola não seria tão grande se o objectivo do ensino fôsse encher, digamos assim, os estudantes, com o abstracto conhecimento das afirmações da ciência. Mas o objectivo não é, não deve ser êsse: é fazer a cultura de cada espírito, emancipar os indivíduos, servir o progresso social; é treinar as inteligências, a fim de as tornar cada vez mais plásticas, universalistas e libertas de limitações, como exige a moderna democracia (...) preparando os Portugueses para uma vida mais humana, mais progressiva, mais fecunda, dentro de uma forma social mais justa", era o início do exórdio.
Exemplar com algum desgaste exterior.
António Sérgio — Sobre Educação Primária e Infantil
Não estando datada, pode supor-se que esta nova edição saísse dos prelos já uns bons anos depois da primeira, dadas as cinco dezenas de títulos então constantes desta série dos Cadernos Culturais da editora de Eduardo Salgueiro.
Exemplar por estrear, conservando os cadernos inteiramente por abrir.
Jose Régio — Em Tôrno da Expressão Artística, por (...)
Queixava-se o autor, na sua nota preliminar composta em Portalegre, de que "O sectarismo voluntarioso, o dogmatismo sufocante, o propagandismo brutal, o simplismo sistematizado - são hoje inculcados aos novos como virtudes indispensáveis e modernas". E isto, que subscreveríamos de olhos fechados oito décadas passadas, deverá talvez ler-se no rescaldo da polémica que sobre a sujeição ou não-sujeição social da arte (e da literatura) Régio travara com Cunhal nas páginas da agora centenária Seara Nova alguns meses antes...
Um dos títulos iniciais da vasta bibliografia regiana, inaugural da série «Arte» dos famosos «Cadernos Culturais» da Inquérito.
12€
Teatro de José Régio
Títulos: Jacob e o Anjo: Mistério em três actos, um prólogo e um epílogo; Benilde ou a Virgem Mãe: Drama em três actos; El Rei Sebastião: Poema espectacular em três actos; A Salvação do Mundo: Tragicomédia em três actos; Três Peças em um acto: Três Máscaras, O Meu Caso, Mário ou Eu-Próprio-o Outro.
Fernando Namora — Retalhos da Vida de um Médico
Editorial «Inquérito» Limitada, Lisboa. (1949). In-8º de 217, [7] págs. Br.
Foi a edição original do título mais célebre do autor, uma série de contos – com mais ou menos ficção – retratando a sua experiência como médico de província na Beira Baixa e no Alentejo; adequadamente ilustrada pela mão desse também célebre artista alentejano, Pavia, nome de povoação em que Namora esteve aliás em actividade. «História de um parto», «A mulher afogada», «A prima Cláudia», «Reputação», «Um homem do norte», «Meia dúzia de histórias pitorescas», «Malandro», «Um conde na ilha fria», «Outra história de um parto», «A tuberculosa», «O canudo e a estátua».
À parte pequenas manchas de acidez na capa, não apresenta defeitos significativos este exemplar – com o ex-libris de Mário Vinhas, precisamente um dos nossos principais ex-libristas e director da Ex-Libris, que se começaria a publicar dois anos depois.
José Régio — As Encruzilhadas de Deus
Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (1946). In-8º de 206, [VI] págs. Br.
A edição original deste que foi o terceiro título de poesia de Régio saíra dez anos antes na Presença; aparecendo esta indicada como a sua oitava de poesia, entre edições e reedições.
Exemplar com algum
desgaste na capa, que na face inferior tem uma pequena marca de
incisão e na superior também de amarelecimento na margem lateral.
José Régio — Mas Deus é Grande
Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (1945). In-8º de 110, [6] págs. Br.
Edição original do quinto livro em verso de Régio, por ele consagrado à memória de Miguel de Sá e Melo, que lhe dedicara, pouco antes da morte temporã, um estudo crítico, e de quem entretanto se tornara amigo.
35€
Lopes de Oliveira ― História da República Portuguesa
Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (1947). In-8º gr. de 384, [4] págs. Enc.
Exemplar revestido de muito boa encadernação que conserva ambas as faces da capa primitiva.
Carlos Ferrão – Em defesa da República
“Neste volume se reuniram artigos, crónicas e outros escritos do autor publicados no «Diário de Lisboa». O título, «Em defesa da República», exprime o pensamento que os ditou e o fim que a sua publicação visou. A matéria que contém foi repartida por seis capítulos, cada um dos quais se ocupa de um aspecto da tarefa que nos propusemos realizar.” Foram esses «A propaganda da República», «O 5 de Outubro», «A Obra da República», «Monsanto», «Homens e Datas» (sobre Aquilino, Basílio Teles, Brito Camacho, Carvalho Araújo, José Relvas, Marques Guedes, etc.) e «Depoimento Valioso»; que formam no conjunto um volume importante da bibliografia republicana.
14€
Alves Redol ― Gaibéus / Marés / Avieiros
Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir e tendo como único senão ligeiros defeitos exteriores à superfície da dita capa.
Alves Redol ― Anúncio (novela)
Primeira edição, com dedicatória impressa a Luís Kol. Ilustrada na capa por um original de Manuel Ribeiro (de Pavia).
Exemplar valorizado pela mesma dedicatória manuscrita de oferta de Alves Redol, igualmente ostentando o ex-libris do dedicando no verso da folha de guarda. Em estado regular, sem defeitos de monta – leve desgaste da capa e algumas marcas de acidez no miolo.
António Sérgio — Pátio das Comédias
1958 / Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. 6 vols. in-8º. Br.
Postas em forma de diálogo às vezes caricato, ou para fintar a Censura ou apenas porque sim, a cada uma das jornadas correspondem temas típicos de Sérgio, da democracia às cooperativas e às indústrias.
