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Antero de Quental — Cartas a António de Azevedo Castelo Branco

Cartas a António de Azevedo Castelo Branco (prefácio e notas de Adolfo Casais Monteiro)

Edições Signo: Lisboa, 1942. (Nas oficinas da Atlântida, Coimbra). In-8º de 112, [II] págs. Br.

“Quando surge um grande poeta, o comum dos mortais vê-se transfigurado nos versos dêle, encontra nêles algo que nunca saberia dizer, mas que pelo menos até certo ponto também lhe pertence – e logo quere saber mais sôbre esse homem que fala em seu nome, em que se vê a si próprio como num espelho mágico que «deformasse» as coisas – mas para as transfigurar. / No caso de Antero, a êste interêsse normal por todos os poetas se sobrepõe um outro, de raízes porventura mais fundas (…) Antero é também um grande exemplo, uma grande figura moral”, assim ia começando Casais o prefácio sobre aquele que considerava um dos quatro principais portugueses (com Camões, Pascoaes e Pessoa). Além de tantos outros, um aspecto de interesse destas cartas são os comentários do próprio Antero a vários dos seus sonetos quando acabadinhos de fazer, e que transcreve ao amigo. 

Exemplar da tiragem corrente, em bom papel vergé, com um menos conhecido retrato do poeta reproduzido hors-texte em folha preliminar de papel couché

15€

Ernest Hemingway — O Adeus às Armas

O Adeus às Armas
(tradução e prefácio de Adolfo Casais Monteiro)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1958). In-8º de 369, [3] págs. Br.

Quarta edição portuguesa em apenas cinco anos deste livro, do qual o tradutor dizia no seu prefácio “é, quanto a mim, a mais bela obra de Hemingway, e aquele dos seus romances em que o equilíbrio das suas qualidades melhor se afirma (...) mais do que um grande romance, ele é um dos mais belos poemas de amor que jamais se escreveram – elevando-se tão alto, e tão dilacerante como o Tristão e Isolda”; passe o exagero.

10

Adolfo Casais Monteiro (Selecção de poemas por João Rui de Sousa)

Documenta Poética 1 / assírio & alvim (1973). In-8º q/quadrado de 173, [3] págs. Br.

Volume inaugural de uma célebre colecção então dirigida por E. M. de Melo e Castro, com capa de Dorindo Carvalho. A recolha apresenta ensaios preliminares de António Ramos Rosa, João Rui de Sousa e o próprio Melo e Castro.

Exemplar em bom estado no miolo, mas um tanto manchado na capa.


14€

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia Portuguesa Contemporânea

Lisboa: Sá da Costa, 1977. In-8º de VI, 336, [II] págs. Br.
 
Primeira edição, integrada na colecção «Descobrir Portugal», com capa de Sebastião Rodrigues e tiragem declarada de 3000 exemplares - alguns dos quais em nossas mãos. O livro traça uma panorâmica pessoal da poesia portuguesa desde o séc.XIX, através de capítulos quase todos consagrados a algum poeta em particular, detendo-se naturalmente com maior afinco na geração saída da Presença.

15€

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia da «Presença»

A Poesia da «Presença» (estudo e antologia / nova edição)

Círculo de Poesia ―― Moraes Editores, Lisboa / 1972. In-8º de 364, [4] págs. Br.

O estudo introdutório de Casais Monteiro ocupa cerca de quatro dezenas de páginas e foi alinhado nas secções «História e situação da Presença», «Breve panorama da moderna poesia portuguesa» e «Plano e razão de ser desta antologia» - que por sua vez se divide em «António Nobre», «A geração do «Orpheu»», «Contemporâneos brasileiros» (Ribeiro Couto, Jorge de Lima, Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Vinicius de Morais) e «Contemporâneos portugueses» (trinta nomes seleccionados, na maioria presencistas mas também os «novos» do Novo Cancioneiro, neo-realistas em formação, que chegaram a publicar na revista).
A edição primitiva saíra no Brasil em 1959.

20€

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia da «Presença»

A Poesia da “Presença” (Estudo e Antologia) / Prefácio por Osvaldo Manuel Silvestre

Livros Cotovia (2003). In-8º gr. de 342, [II] págs. Cart.

Uma nota editorial preliminar refere ter baseado esta edição na portuguesa de 1972 (que acima se apresenta), até na introdução “muito mais completa que a reproduzida na edição brasileira” original, publicada em 1959. O prefácio de Silvestre começava por anotar, por sua vez, que “Vários são os factores que concorrem para o carácter único da antologia que o leitor tem agora em mãos. Desde logo, esta é a antologia de referência de todas as que no século XX português tiveram como objecto uma geração, corrente ou movimento literários desse mesmo século. Não existe nada de comparável para o Orpheu ou para o neo-realismo”.

Bonita cartonagem com o logotipo da revista gravado na pasta superior e na lombada; revestida de sobrecapa em papel.

Exemplar por estrear.

18€

Adolfo Casais Monteiro ― Simples Canções da Terra

Cadernos das Nove Musas/Sob o Signo de «Portucale». [Porto]. 1948. In-8º gr. de 31, [1] págs. Br.

Primeira edição, publicada pela «Portucale» na série «Cadernos das Nove Musas» e hoje já rara. Com a reprodução de um retrato de Casais Monteiro, desenhado por Dacosta, e uma sua breve notícia biográfica. Integra, a terminar, a hoje mais conhecida «Ode a Gomes Leal».
Exemplar em bom estado, sem qualquer defeito de monta – apenas levíssimos picos de acidez na capa e numa ou outra folha. 

17€

Adolfo Casais Monteiro — Considerações Pessoais

Coimbra: Imprensa da Universidade. (MCMXXXIII). In-8º de 213, [5] págs.Br.

Edição original do que foi o segundo título publicado a solo por Casais Monteiro, que antes publicara apenas Confusão e nesse mesmo ano acabara de fazer sair, fora do mercado, a Correspondência de Família em parceria com Ribeiro Couto; volume de ensaios literários variados dedicado pelo autor a José Régio e a João Gaspar Simões, com quem formava triunvirato na direcção da Presença.
Exemplar praticamente como saiu dos prelos, conservando ainda a totalidade dos cadernos por abrir.

30€ 

Adolfo Casais Monteiro — De Pés Fincados na Terra (ensaios)

Editorial «Inquérito», L.da/Lisboa. (1940). In-8º de 299, [5] págs. Br.

À parte a introdução «Sôbre alguns conceitos fundamentais: criação e liberdade na arte» e o apêndice final, compõe-se o volume de duas partes principais, uma primeira mais genérica («O escritor e o mundo moderno», «Da unidade no artista», «Da crítica em função da literatura», «Tabus e literatura», etc.) e uma outra, menos, em que entram por exemplo considerações várias acerca da poesia portuguesa, mormente a então contemporânea.

Exemplar com marcas exteriores diversas, sobretudo na frente da capa. De resto, sem falhas de maior a destacar.
 
15€

Adolfo Casais Monteiro — De Pés Fincados na Terra (ensaios)

De Pés Fincados na Terra: Ensaios (Prefácio de Carlos Leone)

Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Lisboa, 2006. In-8º de 192, [6] págs. Br.

Esta reedição foi o décimo título publicado nas «Obras Completas» do autor e distingue-se justamente pelo referido prefácio do ensaísta.

Exemplar por estrear, mas desvalorizado por defeito de impressão no anterrosto e marca de manuseio também no anterrosto e no rosto.
 
8€

Adolfo Casais Monteiro — Uma Tese e Algumas Notas sôbre a Arte Moderna

Os Cadernos de Cultura / Ministério da Educação e Cultura – Serviço de Documentação. (Rio de Janeiro - 1956). In-8º de 66, [2] págs. Br.

O volume apresenta os ensaios «Problemas da crítica», «Arte ou natureza?», «Aprender a ver», «Poder de choque da Arte Moderna», «A Lição de Atibaia», «De como a Arte Moderna não se “explica”», «Um explicador da Arte Moderna», «A Pintura e seu lugar» e «Fernando Lemos».
Exemplar razoável, ligeiramente desgastado na capa.
 
10€

Adolfo Casais Monteiro & Ribeiro Couto — Correspondência de Família

Correspondência de Família (com um prefácio de Osório de Oliveira)

Lisboa / 1933. (“Desta «plaquette» tiraram-se duzentos exemplares fora do mercado, impressos em Lisboa, na Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial, em papel especial”). In-8º de [32] págs. Br.

Raríssima edição dos autores, estando este exemplar ainda valorizado por uma afectuosa dedicatória de oferta manuscrita por Casais Monteiro ao também presencista Alberto de Serpa e pelo autógrafo de Ribeiro Couto. O opúsculo acopla um poema de Casais (que até então apenas publicara Confusão, sendo este o seu segundo e quase desconhecido título) e outro do poeta brasileiro com interesse para a bibliografia portuense, uma vez que evoca a cidade onde se situava e situa, na Rua Firmeza, o belo solar de família.
 
36€ 

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia de Ribeiro Couto

Edições «Presença», 1935. (“Dêste livro, composto e impresso na Imprensa Portuguesa, R. Formosa, 108, para as Edições «Presença», imprimiram-se quinhentos e quinze exemplares, sendo quinze em papel especial – numerados de I a XV”). In-8º de 44, [1] págs. Br.

Exemplar da tiragem corrente, mesmo assim impressa sobre bom papel, de um dos livros iniciais do autor.
 
25€

Adolfo Casais Monteiro — Manuel Bandeira: Estudo sôbre a sua poesia

Manuel Bandeira: Estudo sôbre a sua poesia, seguido de uma antologia
 
Lisboa, Editorial Inquérito, 1943. In-8º de 94, [2] págs. Br.
 
Primeira edição, integrada na série dos Cadernos «Inquérito».
 
Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo (apenas leves marcas de acidez em algumas folhas).
 
5€ (reservado)

Poetas Novos de Portugal (selecção e prefácio de Cecília Meireles)

Edições Dois Mundos Editora Ltda. Rio de Janeiro. (1944). In-8º de 315, [5] págs. Enc.

Do longo – estende-se por quase cinquenta páginas – texto introdutório da escritora brasileira, como de costume, nestas circunstâncias, proclamador de intenções e explicador de critérios, poder-se-ia, entre outras coisas, reportar: a indicação habitual de Cesário, Nobre e Antero como as raízes desta «nova» poesia portuguesa, atribuindo-lhes depois como «caules» Pessanha e, até certo ponto, Afonso Duarte, o que hoje parecerá quase uma extravagância (salvo o caso de alguns nomes do Novo Cancioneiro, Carlos de Oliveira – que aqui nem aparece –, confessado tributário do poeta da Ereira, à cabeça), para não dizer um contra-senso, mesmo cronológico (Sá-Carneiro, por exemplo, era mais velho, pelo que ainda aí não se entende que influência haveria o Orpheu de lhe ir beber...); a inclusão, aliás com algum destaque, de Irene Lisboa (João Falco) e Fernanda de Castro neste contexto, talvez explicável por simpatia feminina, ou nem isso (se por aí fôssemos, antes a lamurienta Florbela); a colação larguíssima de um Fernando Pessoa então quase inédito, mas já credor do maior – de longe – destaque e assinalado “o caso mais extraordinário das letras portuguesas”, o que as amizades portuguesas de Cecília explicariam; e a atribuição à Presença de mais méritos dos que comummente, e com bom juízo, por estes dias se lhe reconhecerá. Cronologia, gostos, tendências, compadrios e presumível «mão» lusa (de Casais Monteiro, de Cortes-Rodrigues, ou ambas; não a de Cortesão, director desta «Coleção Clássicos e Contemporâneos» e também a viver no Brasil, que decerto ditaria outras escolhas) a esmo: tudo certamente cheio de boas intenções, mas demasiado confuso, atabalhoado, desequilibrado e falho de critério.
São os principais representados Pessanha, Sá-Carneiro, Pessoa, João Falco, Régio, Nemésio, Botto, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Casais Monteiro, Saul Dias e J. J. Cochofel.

Primeira edição; rara em Portugal (e mesmo no Brasil pouco frequente). Este exemplar, da série encadernada pelo editor, pertenceu também a Laureano Barros, que nos típicos apontamentos a lápis sobre a guarda indicou isso mesmo - a série e a raridade. A encadernação apresenta-se porém um tanto manchada e escurecida junto às margens.
 
35€

António Nobre — Cartas Inéditas

Cartas Inéditas de António Nobre (Editadas com uma introdução e notas por Adolfo Casais Monteiro)

Edições “Presença” / Coimbra   MCMXXXIV. In-8º de XXXIX, [3], 191, [9] págs. Br.

A edição constou de mil exemplares numerados e rubricados pelo editor (Gaspar Simões), tendo a este, inteiramente por estrear – como saiu dos prelos, com os cadernos por abrir –, cabido o n.º 530. Na sua longa introdução, Casais Monteiro opinava que “As cartas à família valem pelo seu interêsse biográfico, as cartas aos amigos principalmente como índices de estados de alma.
 
25€

Fernando Pessoa ― Poesia (introdução e selecção de Adolfo Casais Monteiro)

Editorial Confluência. (1945). In-8º de 218, [6] págs. Br.
 
Segunda edição, acrescentando alguns poemas entretanto recolhidos nas «Obras Completas» e ilustrada na capa por um desenho de Dacosta. O longo estudo introdutório de Casais Monteiro debruça-se, depois de situar Pessoa no panorama da poesia portuguesa (um dos quatro pontos constitutivos de um “sistema orográfico” que a representaria, com Camões, Antero e Pascoaes), sobre o problema dos heterónimos e a questão da personalidade literária; transcrevendo passagens de algumas cartas por ele recebidas do poeta. Reproduzidos numa folha destacada em papel couché são dois retratos do antologiado, o de Victoriano Braga e o de Ferreira Gomes.
Salvo erro, foi esta a primeira grande antologia pessoana, que nesta segunda série, aumentada, serve de base ainda hoje a reedições várias, em Portugal (Editorial Presença, por exemplo) e no Brasil.
 
25€

Adolfo Casais Monteiro ― Estudos sôbre a Poesia de Fernando Pessoa

Estudos sôbre a Poesia de Fernando Pessoa (capa de Fernando Gerardo)

1958 / Livraria Agir Editôra, Rio de Janeiro. In-8º de 258, [2] págs. Br.

“O grande mérito dêstes Estudos sôbre a poesia de Fernando Pessoa consiste em evitar a confusão dos problemas psicológicos com os da própria poesia. O método crítico de Adolfo Casais Monteiro, que se afasta igualmente do biografismo, da análise puramente formal e da explicação por meio das causas exteriores, permite-lhe abordar a obra de Fernando Pessoa sob os mais variados aspectos, sem perder de vista a sua unidade fundamental, deixando bem claro o elemento inapreensível e inexplicável que, em todo grande poeta, constitui o próprio âmago da sua criação”.
Primeira edição, rara por cá, de um conjunto de ensaios como «A Geração do Orpheu. Situação do Modernismo», «Verdade e Ficção: os Heterónimos de Fernando Pessoa», «O Insincero Verídico» e «Fernando Pessoa e a Crítica» (estes dois últimos conheciam já edição independente).
 
Exemplar mediano.
 
25€

Adolfo Casais Monteiro ― A Moderna Poesia Brasileira

A Moderna Poesia Brasileira (conferência pronunciada na sessão de instalação do curso de Poesia Contemporânea, do Clube de Poesia, no Auditório da Biblioteca Municipal de São Paulo, em 13-9-1956)

Colecção «Nova Crítica» / Clube de Poesia, 1956. In-8º de 29, [3] págs. Br.
Não muito antes chegado ao país, onde passaria a morar em definitivo, começava Casais Monteiro por justificar que “Esta lição não tem como objectivo analisar a obra dos poetas modernos do Brasil. Pretenderia, isso sim, sintetizar as direcções, as correntes principais da moderna poesia brasileira”; tendo depois enriquecido este exemplar – conservado em boa condição – com a dedicatória manuscrita que nele apôs “Ao Alberto [de Serpa], de todo o coração, of. o seu velho amigo Adolfo”.
25€