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Antero de Quental — Cartas a António de Azevedo Castelo Branco
Ernest Hemingway — O Adeus às Armas
Editora Ulisseia, Lisboa. (1958). In-8º de 369, [3] págs. Br.
Quarta edição portuguesa em apenas cinco anos deste livro, do qual o tradutor dizia no seu prefácio “é, quanto a mim, a mais bela obra de Hemingway, e aquele dos seus romances em que o equilíbrio das suas qualidades melhor se afirma (...) mais do que um grande romance, ele é um dos mais belos poemas de amor que jamais se escreveram – elevando-se tão alto, e tão dilacerante como o Tristão e Isolda”; passe o exagero.
10€
Adolfo Casais Monteiro (Selecção de poemas por João Rui de Sousa)
Volume inaugural de uma célebre colecção então dirigida por E. M. de Melo e Castro, com capa de Dorindo Carvalho. A recolha apresenta ensaios preliminares de António Ramos Rosa, João Rui de Sousa e o próprio Melo e Castro.
Exemplar em bom estado no miolo, mas um tanto manchado na capa.
Adolfo Casais Monteiro — A Poesia Portuguesa Contemporânea
15€
Adolfo Casais Monteiro — A Poesia da «Presença»
Círculo de Poesia ―― Moraes Editores, Lisboa / 1972. In-8º de 364, [4] págs. Br.
O estudo introdutório de Casais Monteiro ocupa cerca de quatro dezenas de páginas e foi alinhado nas secções «História e situação da Presença», «Breve panorama da moderna poesia portuguesa» e «Plano e razão de ser desta antologia» - que por sua vez se divide em «António Nobre», «A geração do «Orpheu»», «Contemporâneos brasileiros» (Ribeiro Couto, Jorge de Lima, Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Vinicius de Morais) e «Contemporâneos portugueses» (trinta nomes seleccionados, na maioria presencistas mas também os «novos» do Novo Cancioneiro, neo-realistas em formação, que chegaram a publicar na revista).
A edição primitiva saíra no Brasil em 1959.
Adolfo Casais Monteiro — A Poesia da «Presença»
Adolfo Casais Monteiro ― Simples Canções da Terra
Primeira edição, publicada pela «Portucale» na série «Cadernos das Nove Musas» e hoje já rara. Com a reprodução de um retrato de Casais Monteiro, desenhado por Dacosta, e uma sua breve notícia biográfica. Integra, a terminar, a hoje mais conhecida «Ode a Gomes Leal».
Adolfo Casais Monteiro — Considerações Pessoais
Edição original do que foi o segundo título publicado a solo por Casais Monteiro, que antes publicara apenas Confusão e nesse mesmo ano acabara de fazer sair, fora do mercado, a Correspondência de Família em parceria com Ribeiro Couto; volume de ensaios literários variados dedicado pelo autor a José Régio e a João Gaspar Simões, com quem formava triunvirato na direcção da Presença.
30€
Adolfo Casais Monteiro — De Pés Fincados na Terra (ensaios)
À parte a introdução «Sôbre alguns conceitos fundamentais: criação e liberdade na arte» e o apêndice final, compõe-se o volume de duas partes principais, uma primeira mais genérica («O escritor e o mundo moderno», «Da unidade no artista», «Da crítica em função da literatura», «Tabus e literatura», etc.) e uma outra, menos, em que entram por exemplo considerações várias acerca da poesia portuguesa, mormente a então contemporânea.
Exemplar com marcas exteriores diversas, sobretudo na frente da capa. De resto, sem falhas de maior a destacar.
Adolfo Casais Monteiro — De Pés Fincados na Terra (ensaios)
Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Lisboa, 2006. In-8º de 192, [6] págs. Br.
Esta reedição foi o décimo título publicado nas «Obras Completas» do autor e distingue-se justamente pelo referido prefácio do ensaísta.
Exemplar por estrear, mas desvalorizado por defeito de impressão no anterrosto e marca de manuseio também no anterrosto e no rosto.
Adolfo Casais Monteiro — Uma Tese e Algumas Notas sôbre a Arte Moderna
O volume apresenta os ensaios «Problemas da crítica», «Arte ou natureza?», «Aprender a ver», «Poder de choque da Arte Moderna», «A Lição de Atibaia», «De como a Arte Moderna não se “explica”», «Um explicador da Arte Moderna», «A Pintura e seu lugar» e «Fernando Lemos».
Adolfo Casais Monteiro & Ribeiro Couto — Correspondência de Família
Lisboa / 1933. (“Desta «plaquette» tiraram-se duzentos exemplares fora do mercado, impressos em Lisboa, na Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial, em papel especial”). In-8º de [32] págs. Br.
Raríssima edição dos autores, estando este exemplar ainda valorizado por uma afectuosa dedicatória de oferta manuscrita por Casais Monteiro ao também presencista Alberto de Serpa e pelo autógrafo de Ribeiro Couto. O opúsculo acopla um poema de Casais (que até então apenas publicara Confusão, sendo este o seu segundo e quase desconhecido título) e outro do poeta brasileiro com interesse para a bibliografia portuense, uma vez que evoca a cidade onde se situava e situa, na Rua Firmeza, o belo solar de família.
Adolfo Casais Monteiro — A Poesia de Ribeiro Couto
Adolfo Casais Monteiro — Manuel Bandeira: Estudo sôbre a sua poesia
Poetas Novos de Portugal (selecção e prefácio de Cecília Meireles)
Do longo – estende-se por quase cinquenta páginas – texto introdutório da escritora brasileira, como de costume, nestas circunstâncias, proclamador de intenções e explicador de critérios, poder-se-ia, entre outras coisas, reportar: a indicação habitual de Cesário, Nobre e Antero como as raízes desta «nova» poesia portuguesa, atribuindo-lhes depois como «caules» Pessanha e, até certo ponto, Afonso Duarte, o que hoje parecerá quase uma extravagância (salvo o caso de alguns nomes do Novo Cancioneiro, Carlos de Oliveira – que aqui nem aparece –, confessado tributário do poeta da Ereira, à cabeça), para não dizer um contra-senso, mesmo cronológico (Sá-Carneiro, por exemplo, era mais velho, pelo que ainda aí não se entende que influência haveria o Orpheu de lhe ir beber...); a inclusão, aliás com algum destaque, de Irene Lisboa (João Falco) e Fernanda de Castro neste contexto, talvez explicável por simpatia feminina, ou nem isso (se por aí fôssemos, antes a lamurienta Florbela); a colação larguíssima de um Fernando Pessoa então quase inédito, mas já credor do maior – de longe – destaque e assinalado “o caso mais extraordinário das letras portuguesas”, o que as amizades portuguesas de Cecília explicariam; e a atribuição à Presença de mais méritos dos que comummente, e com bom juízo, por estes dias se lhe reconhecerá. Cronologia, gostos, tendências, compadrios e presumível «mão» lusa (de Casais Monteiro, de Cortes-Rodrigues, ou ambas; não a de Cortesão, director desta «Coleção Clássicos e Contemporâneos» e também a viver no Brasil, que decerto ditaria outras escolhas) a esmo: tudo certamente cheio de boas intenções, mas demasiado confuso, atabalhoado, desequilibrado e falho de critério.
São os principais representados Pessanha, Sá-Carneiro, Pessoa, João Falco, Régio, Nemésio, Botto, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Casais Monteiro, Saul Dias e J. J. Cochofel.
Primeira edição; rara em Portugal (e mesmo no Brasil pouco frequente). Este exemplar, da série encadernada pelo editor, pertenceu também a Laureano Barros, que nos típicos apontamentos a lápis sobre a guarda indicou isso mesmo - a série e a raridade. A encadernação apresenta-se porém um tanto manchada e escurecida junto às margens.
António Nobre — Cartas Inéditas
Edições “Presença” / Coimbra MCMXXXIV. In-8º de XXXIX, [3], 191, [9] págs. Br.
A edição constou de mil exemplares numerados e rubricados pelo editor (Gaspar Simões), tendo a este, inteiramente por estrear – como saiu dos prelos, com os cadernos por abrir –, cabido o n.º 530. Na sua longa introdução, Casais Monteiro opinava que “As cartas à família valem pelo seu interêsse biográfico, as cartas aos amigos principalmente como índices de estados de alma.
Fernando Pessoa ― Poesia (introdução e selecção de Adolfo Casais Monteiro)
Adolfo Casais Monteiro ― Estudos sôbre a Poesia de Fernando Pessoa
1958 / Livraria Agir Editôra, Rio de Janeiro. In-8º de 258, [2] págs. Br.
“O grande mérito dêstes Estudos sôbre a poesia de Fernando Pessoa consiste em evitar a confusão dos problemas psicológicos com os da própria poesia. O método crítico de Adolfo Casais Monteiro, que se afasta igualmente do biografismo, da análise puramente formal e da explicação por meio das causas exteriores, permite-lhe abordar a obra de Fernando Pessoa sob os mais variados aspectos, sem perder de vista a sua unidade fundamental, deixando bem claro o elemento inapreensível e inexplicável que, em todo grande poeta, constitui o próprio âmago da sua criação”.
Primeira edição, rara por cá, de um conjunto de ensaios como «A Geração do Orpheu. Situação do Modernismo», «Verdade e Ficção: os Heterónimos de Fernando Pessoa», «O Insincero Verídico» e «Fernando Pessoa e a Crítica» (estes dois últimos conheciam já edição independente).
Adolfo Casais Monteiro ― A Moderna Poesia Brasileira
Colecção «Nova Crítica» / Clube de Poesia, 1956. In-8º de 29, [3] págs. Br.

