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Álvaro Cardoso Gomes — A Metáfora Cósmica em Camilo Pessanha

(Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo, 1977). In-8º de 167, [I] págs. Br.

O titular da cátedra de literatura portuguesa (da qual faziam part
e mais 14! professores, entre assistentes e auxiliares), Massaud Moisés, recomendava esta tese de doutoramento "não só por sua objetividade e senso crítico, evidente no emprego adequado de técnicas modernas de análise textual, mas também pelo estilo em que está vazado" um ensaio destinado "a ocupar posição de honra na bibliografia em torno do autor de Clepsidra"; da qual o final do volume apresenta uma extensa recensão. 

14€ 

João Gaspar Simões — Camilo Pessanha: a Obra e o Homem

Editora Arcádia / a Obra e o Homem. (Composto e impresso nas oficinas gráficas da Editorial Minerva). In-8º peq. de 265, [VII] págs. Br.

O volume, 16º da colecção, foi dividido nas secções de capítulos «O Homem», «A Obra», «Cronologia da vida e obra de Camilo Pessanha - Resenha bibliográfica» e «Marginália». 

12€ 

Poetas Novos de Portugal (selecção e prefácio de Cecília Meireles)

Edições Dois Mundos Editora Ltda. Rio de Janeiro. (1944). In-8º de 315, [5] págs. Enc.

Do longo – estende-se por quase cinquenta páginas – texto introdutório da escritora brasileira, como de costume, nestas circunstâncias, proclamador de intenções e explicador de critérios, poder-se-ia, entre outras coisas, reportar: a indicação habitual de Cesário, Nobre e Antero como as raízes desta «nova» poesia portuguesa, atribuindo-lhes depois como «caules» Pessanha e, até certo ponto, Afonso Duarte, o que hoje parecerá quase uma extravagância (salvo o caso de alguns nomes do Novo Cancioneiro, Carlos de Oliveira – que aqui nem aparece –, confessado tributário do poeta da Ereira, à cabeça), para não dizer um contra-senso, mesmo cronológico (Sá-Carneiro, por exemplo, era mais velho, pelo que ainda aí não se entende que influência haveria o Orpheu de lhe ir beber...); a inclusão, aliás com algum destaque, de Irene Lisboa (João Falco) e Fernanda de Castro neste contexto, talvez explicável por simpatia feminina, ou nem isso (se por aí fôssemos, antes a lamurienta Florbela); a colação larguíssima de um Fernando Pessoa então quase inédito, mas já credor do maior – de longe – destaque e assinalado “o caso mais extraordinário das letras portuguesas”, o que as amizades portuguesas de Cecília explicariam; e a atribuição à Presença de mais méritos dos que comummente, e com bom juízo, por estes dias se lhe reconhecerá. Cronologia, gostos, tendências, compadrios e presumível «mão» lusa (de Casais Monteiro, de Cortes-Rodrigues, ou ambas; não a de Cortesão, director desta «Coleção Clássicos e Contemporâneos» e também a viver no Brasil, que decerto ditaria outras escolhas) a esmo: tudo certamente cheio de boas intenções, mas demasiado confuso, atabalhoado, desequilibrado e falho de critério.
São os principais representados Pessanha, Sá-Carneiro, Pessoa, João Falco, Régio, Nemésio, Botto, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Casais Monteiro, Saul Dias e J. J. Cochofel.

Primeira edição; rara em Portugal (e mesmo no Brasil pouco frequente). Este exemplar, da série encadernada pelo editor, pertenceu também a Laureano Barros, que nos típicos apontamentos a lápis sobre a guarda indicou isso mesmo - a série e a raridade. A encadernação apresenta-se porém um tanto manchada e escurecida junto às margens.
 
35€