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Leonard Woolf — After the Deluge (a study of communal psychology)

Published by Penguin Books Limited (Harmondsworth Middlesex England). (1937). In-8º peq. de 278, [10] págs. Enc.

Este interessante tratado de história e teoria política foi o principal título do marido de Virginia Woolf, sucessivamente reescrito e significativamente alterado de edição para edição – a original é de 1931.

Exemplar encadernado com lombada em pele gravada a ouro e pastas em papel marmoreado fantasia; não conservando a capa de publicação.

12€

Fr. Sá-Carneiro — Poder Civil, Autoridade Democrática e Social-Democracia

Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1975. In-8º de 182, [2]. Br.

Primeira edição, publicada pela Dom Quixote – ao tempo, dirigida por Snu Abecasis, sua mulher –, de um volume em que Sá-Carneiro reunia entrevistas por si concedidas, conferências de imprensa e documentos vários (da sua lavra e dos orgãos do partido, como os textos emitidos pelo Conselho Nacional após o seu regresso – que tanta celeuma viria a dar, provocando a cisão do grupo afecto a Mota Pinto), a que acrescentou uma longa introdução em que fazia a defesa do P.P.D. e da social-democracia contra o comunismo.

12€

Álvaro Cunhal — Rumo à Vitória

Rumo à Vitória: as Tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional

edições “a opinião” 1 (Tipografia do Carvalhido, Porto). In-8º de 296, [IV] págs. Br.

Explicava o editor em nota preliminar ser esta estreia editorial a reedição do trabalho originalmente publicado em 1964 pelas edições «avante»; sob a direcção gráfica de Armando Alves.

Muito bom exemplar.

10€

Maria de Lurdes Pintasilgo — As Minhas Respostas

As Minhas Respostas (em diálogo com: Eduardo Prado Coelho, Jaime Nogueira Pinto, João Carlos Espada)

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1995. In-8º gr. de 149, [3] págs. Br.

“Este livro não é propriamente uma entrevista, mas um diálogo (…) trata-se de pôr quatro pessoas de idades, formações e percursos muito diferentes, em situação de diálogo, esperando de cada uma delas a abertura e a generosidade suficientes para que, de um modo sereno e desdramatizado, se definam claramente as grandes áreas de concordância e os pontos de divergência”.
26.º título publicado na colecção «participar», este de facto com bastante foco na democracia participativa; colecção de que temos alguns dos primeiros, publicados ainda nos anos 70.

10€

Bertrand Russell — Realidade e Ficção (Tradução de António Neves Pedro)

Publicações Europa-América (composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Teles da Silva, em Lisboa (...) em Outubro de 1965). In-8º de 338, [I], [i] págs. Br.

Sobre “um dos livros mais importantes e mais actuais” do autor, resumia-se que “A primeira parte da obra diz respeito a seis ensaios acerca dos escritores que o influenciaram na juventude: Shelley, Turgueniev, Ibsen, Milton”, Shakespeare, Swift, Carlyle, etc.; “A segunda parte é consagrada a ensaios sobre política e educação” (liberdade, democracia, nacionalismo(s), etc.); “A terceira parte inclui uma análise de mitos, parábolas, pesadelos e sonhos, sendo os sonhos registados exactamente como foram sonhados e de modo algum embelezados ou aperfeiçoados. Finalmente, há onze ensaios e discursos sobre a paz e a guerra”. 

12€ 

Engels — El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado

El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado (En relación con las investigaciones de L. H. Morgan)

Editorial Ayuso (1972). In-8º peq. de 217, [V] págs. Br.

"Engels escribió esta obra en 1884, tomando como base el material del libro de Morgan La Sociedad Primitiva, así como otros datos más modernos de la Prehistoria. Engels estudia minuciosamente los rasgos históricos fundamentales del régimen social de las primeiras etapas de la Humanidad, los períodos llamados salvajismo y barbarie. Señala también cómo se habían transformado las formas del matrimonio y de la familia en relación con el progreso económico de la sociedad y como consequencia del crecimiento de la producción; a continuación analiza el proceso de desintegración del régimen gentilicio primitivo tomanco como base tres pueblos bien conocidos: los griegos, los romanos y los germanos, poniendo de manifiesto las causas económicas que provocaran la desintegración".

6€

Trindade Coelho ― Manual Politico do Cidadão Portuguez

Manual Politico do Cidadão Portuguez / 2.ª Edição, actualisada e muito augmentada / Prefacio de Alberto d’Oliveira, Ministro de Portugal na Suissa

Porto – Typographia a Vap. da Emprêsa Litteraria e Typographica – 1908. In-8º de XVI, 720, [2] págs. Br.

Tal a primeira, de 1906, também esta segunda, definitiva e preferível edição do trabalho foi publicada pelo próprio autor d’Os Meus Amores, que, na advertência preliminar (igualmente aqui acrescentada), assim o explicava: “Até pag. 187, este livro é a adaptação a Portugal da famosa obra de Numa Droz, «Instruction Civique», o evangelho da educação civica da Suissa, escripto por um homem que principiando a vida por mestre-escola, chegou pelos seus talentos e virtudes a presidente d’aquella Republica, a mais feliz e a mais educada do mundo. / D’aquella pagina até ao fim, o livro é inteiramente nosso, original: e expõe nas suas linhas fundamentaes todo o quadro das Instituições Portuguezas, como ellas se encontram neste momento”. Após a notícia prefacial de Alberto de Oliveira, que da primeira edição se transcreve como estava, compreende o volume as partições de capítulos «Principios Geraes», «Organisação e Funcções do Estado», «Direito Internacional» e a referida, muito mais extensa, «Instituições Portuguezas».

Exemplar com a capa significativamente desgastada; ao contrário, em muito boa condição no miolo, sendo apenas de relevar algumas manchas e uma nota manuscrita de oferta, a Raul Carneiro pela irmã Ema, sobre o anterrosto.

20€

Raul Proença — Acerca do Integralismo Lusitano

Lisboa, Seara Nova. 1964. In-8º de XIV, [II], 106, [2] págs. Br.

Primeira edição em volume independente de uma série de seis artigos que o autor publicara ainda em vida, muito antes, nas páginas da Seara Nova: «O que é o Integralismo», «As contradições íntimas do nacionalismo integralista», «Política das ideias e política do facto», «Liberdade e Igualdade», «Progresso e as doutrinas científicas» e o hoje muito pertinente «Nacionalismo e internacionalismo». Com um prefácio («O doutrinário da Democracia e da República») sobre Raul Proença escrito por Manuel Mendes.

Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos – só dois pequenos rasgões na capa.
 
10€ 

Raul Proença — Páginas de Política

Lisboa: Seara Nova. 1938-1939. 2 vols in-8º de XXI, [III], 311, [9] e 333, [3] págs. Br.

A primeira série apresenta um prefácio de Câmara Reis, em homenagem a Raul Proença, e os textos «Ao Futuro», «Acêrca do Integralismo Lusitano» (publicado depois em edição independente nos anos 60 - vd. o próximo «post») e «Para um evangelho duma acção idealista no mundo real (A-propósito de La Trahison des Clercs, de Julien Benda)». A segunda, bem mais interessante e variada, recolhe artigos escritos entre 1921 e 1923, tendo como assuntos a formação da Seara Nova, crónicas políticas de teoria e de polémica, personagens diversas como Junqueiro, Cortesão e Afonso Costa, etc. – e constituindo um documento de algum relevo para o estudo da nossa 1ª República.
Ambos os volumes em bom estado, descontando alguns – pontuais – vestígios de acidez no primeiro.
 
25€

António Sérgio — Confissões de um Cooperativista

Confissões de um Cooperativista (Conferência na Caixa Económica Operária em princípios de 1948 / (2.ª edição))

Editorial Inquérito Limitada. [S/d]. In-8º de 37, [3] págs. Br.

“Sempre o considerei [o cooperativismo] como uma fórmula de vida, uma estrutura de sociedade, uma visão de paz; como um sistema, uma solução, um ideal, um alvo – um objectivo para todos, um ideal para todos, que a todos se dirige, que se não recusa a ninguém. (...) para o advento de uma democracia que não há-de ser fictícia, porque dispensa os políticos e a actuação pelo Estado (...) Vi nele um socialismo, em suma, mas não estadualista: um socialismo libertário, acolhedor de todos, sem distinção de classes de teor económico”
 
5€  

António Sérgio — Sobre o Espírito do Cooperativismo

Edição do Autor (patrocinada pelo Ateneu Cooperativo). 1958. In-8º de 64 págs. Br.

Longa digressão sobre as suas teorias cooperativistas (que advogavam explicitamente a «democracia popular» e o «socialismo libertário», entre toda uma profusão terminológica que nos poderá hoje parecer confusa), o estudo de Sérgio invoca a todo o tempo a experiência e a história dos países do Norte da Europa – em particular, da Inglaterra, onde as primeiras investidas nesse sentido remontariam já, segundo ele, a Rochdale e a meados de Oitocentos. Com referências detalhadas a Oliveira Martins, Ramalho e Antero, o volume integra ainda em apêndice uma série de «Pensamentos condicentes com o espírito cooperativo», transcrevendo períodos de Marco Aurélio, do Evangelho Segundo S.João e S.Mateus, de Antero (estes, especialmente extensos e acompanhados da transcrição de 3 sonetos), etc.

Exemplar em muito bom estado, descontando manchas de acidez na capa e de escurecimento marginal do papel no miolo. Pertenceu ao polígrafo e ministro salazarista Cortês Pinto, de quem tem a assinatura no frontispício.
 
10€ 

Campos Lima — Nova Crença

Coimbra: Livraria Portugueza. 1901. In-8º de 45, [1] págs. Br.

Primeira edição de um dos livros iniciais do autor, um ensaio curto e incisivo sobre o tipo do português de um triplo ponto de vista: política, religião e arte. O primeiro, principal em qualidade e quantidade, determinou algumas passagens que poderiam parecer escritas um século depois – “politicamente somos o povo mais imbecilmente conduzido que há. A nossa incapacidade de gerir, que nos vem já de antepassados, está sufficientemente comprovada nos desastres a toda a hora sucedidos na administração publica. A divida interna e externa dia a dia vem augmentando. E, sendo o nosso maior mal, é ella sempre o nosso recurso, o expediente banal dos arruinados – e, entre críticas a monárquicos, republicanos e socialistas, faz advogar, de forma lúcida (i.e. sabendo que a sua propaganda limitada a intelectuais e operariado dificilmente se imporia, como não se impôs), o anarquismo, de que constitui uma das principais peças na bibliografia portuguesa.
Exemplar com algum desgaste exterior, parcialmente desconjuntado e por isso já frágil. Miolo em bom estado.

14€