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Stefan Zweig — Brasil, país do futuro (tradução de Odilon Gallotti)

1941, Livraria Civilização – Pôrto. In-8º de 366, [2] págs. Enc.

Primeira edição portuguesa, aproveitando além da tradução o prefácio que o escritor Afrânio Peixoto nesse mesmo ano (supõe-se que quase em simultâneo) preparara para a edição brasileira, salientando superlativamente neste livro “o mais «favorecido» dos retratos do Brasil. Nunca a propaganda interesseira, nacional ou estrangeira, disse tanto bem do nosso país”. Zweig, que viveu vários anos no Brasil, onde se exilou depois de Londres após a ascensão do nazismo e viria a morrer em 1942, suicidado ou assassinado, dividiu o seu trabalho nos capítulos e secções «Introdução», «História», «Economia», «Civilização», «Rio de Janeiro», «São Paulo», «Minas Gerais» e «O voo sôbre o Norte» (Baía, Recife, Amazónia).

Exemplar encadernado com lombada em carneira gravada a ouro, conservando a frente da capa de publicação.

15€ (reservado)

Stefan Zweig — O Mundo de Ontem

O Mundo de Ontem: Memórias de um Europeu (traduzido do original alemão por Manuel Rodrigues)

Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.
 
Primeira edição portuguesa de um livro nestes últimos anos já várias vezes reeditado pela Assírio & Alvim e muito falado ultimamente.  Embora a escrita de Zweig seja como de costume mediana, pouco entusiasmante, sem grande espalhafato literário ou qualquer vislumbre de génio, o texto é ainda assim interessantíssimo enquanto «fresco», panorâmica documental de toda uma época: a transição da fin-de-siècle oitocentista para o período entre-guerras, com intervalo na belle époque vienense e parisiense. E é sobretudo notável no modo como retrata, pré-Primeira Guerra e mais ainda pré-Segunda Guerra, a inconsciente despreocupação da população já a um passo do abismo aberto pela ascensão dos nacionalismos: com o precipício à frente, continuava a dançar.
 
12€ 

Stefan Zweig — O Mundo de Ontem

O Mundo de Ontem: Memórias de um Europeu (traduzido do original alemão por Manuel Rodrigues)

Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.

Outro exemplar da edição original, este entretanto guarnecido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele que porém o desguarneceu da capa primitiva.

15€

Stefan Zweig — O Combate com o Demónio (Hölderlin, Kleist e Nietzsche)

Os Construtores do Mundo: O Combate com o Demónio (Hölderlin, Kleist e Nietzsche) / tradução de Alice Ogando

Livraria Civilização – Porto. (1959). In-8º de 344 págs. Enc.

“O século XVIII, sentem eles que pertenceu aos velhos e aos filósofos: a Voltaire e a Rousseau, a Leibnitz e a Kant, a Haydn e a Wieland, aos calmos e aos tolerantes, aos grandes espíritos e aos sábios; mas agora é o reino da mocidade e da intrepidez, da paixão e da impaciência. Poderosamente, a vaga engrossa, vai crescendo cada vez mais. Nunca a Europa, desde os dias da Renascença, viu mais puro triunfo do espírito, mais formosa geração”, assim resumia Zweig no prefácio («A plêiade sagrada») que serve em simultâneo ao livro dedicado a Hölderlin e a este volume 3-livros-em-1 no geral.

Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele gravada a ouro (embora já ligeiramente puída nas nervuras); conservando ambas as faces da capa primitiva.

15€

Stefan Zweig — Balzac

Livraria Civilização - Editora. In-8º de 478 págs. Br.

Publicada salvo erro já depois da sua morte no Brasil em 1942, esta biografia ocupara - embora de modo intermitente - o escritor austríaco durante cerca de uma década; das muitas que escreveu, terá sido aquela a que dedicou mais trabalho de investigação.

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

12€


Stefan Zweig ― Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão

Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão
(tradução de Alice Ogando (2.ª edição))

Livraria Civilização – Editora. In-8º de 239, [1] págs. Enc.

Aquele que sabe sugerir aos homens um novo ideal, a fé no progresso moral da humanidade, torna-se o guia dos seus contemporâneos: Erasmo foi esse homem.” Livro este ano reeditado pela Assírio & Alvim, que assim continua a dedicar-se ao escritor austríaco quando já ninguém diria, acompanhando aliás uma tendência da edição internacional.

Exemplar revestido de encadernação com cantos e lombada em pele (couro), conservando a face superior da capa de brochura.

14€

Stefan Zweig — Maria Stuart (tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização – Editora. Porto. (1957). In-4º de 391, [5] págs. Enc.

Versão portuguesa, a partir do original em língua alemã, da conhecida biografia da monarca da Escócia, ilustrada ao longo do volume pela reprodução de gravuras e retratos antigos sobre folhas destacadas de papel couché. Da rainha dizia Zweig no prefácio que “Nenhuma outra mulher da História Universal provocou uma eclosão tão abundante de dramas, de romances, de biografias e de discussões” e que “talvez não exista outra que tenha sido pintada com traços tão diferentes: ora como assassina, ora como mártir, ora como tonta intriguista, e até como santa”.

Exemplar revestido de uma bem conseguida encadernação em material sintético, gravada a ouro e a seco com o escudo de armas escocês sobre a pasta superior; e conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado no miolo, mantendo ainda as folhas, por regra, praticamente limpas.

10€ (reservado)

Stefan Zweig — Fernão de Magalhãis

Fernão de Magalhãis (Tradução de Maria Henriques Osswald F. I. L.)

Livraria Civilização – Editora. (1939). In-8º gr. de 282, [6] págs. Br.

Na sua introdução ao livro, o escritor austríaco explicava como ele resultou de um sentimento de vergonha por, estando a viajar para a América do Sul num luxuoso transatlântico, ter ao fim de alguns dias sentido um crescente tédio, de que se penitenciou ao confrontar as cómodas facilidades da sua travessia com a dificuldade das que fizeram os navegadores dos Descobrimentos; resolvendo por isso começar a estudá-los na biblioteca do navio e contando que um vulto se destacou da leitura, o de Magalhães, responsável por aquela que fôra talvez “a mais extraordinária odisseia na história da humanidade” e sobre quem ainda assim, dizia, tão pouco se havia estudado. Segunda edição, publicada logo poucos meses após a primitiva.


12€

Stefan Zweig — Amok

Livraria Civilização (1949). In-8º de 201, [VII] págs. Br.

Foi já a sétima edição de um volume que além de «Amok» integrou também as novelas «Carta duma desconhecida» (viria a conhecer edições portuguesas independentes) e «A colecção invisível».

Exemplar praticamente perfeito.

10€

Stefan Zweig — Um Segrêdo Ardente (tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização - Pôrto. (Composto e impresso em A Portuense / Rua Conde de Vizela, 80 / Pôrto - 1937). In-8º de 171, [V] págs. Br.

Primeira edição portuguesa, e possivelmente a segunda de um livro de Zweig; tendo entretanto o livro sido reeditado com nova tradução na Relógio d'Água, em 2014.

Bom exemplar, apesar do ligeiro desgaste do papel no encaixe da capa e de uma discreta assinatura de propriedade, datada de 1938, na folha de rosto. 

10€

Stefan Zweig — Caleidoscópio

Caleidoscópio (lendas) / Tradução de Alice Ogando

Livraria Civilização - Pôrto. [S/d - 1942?]. In-8º de 177, [7] págs. Br.

Volume de contos originalmente publicado em 1936 - «Raquel acusa Deus», «Os olhos do Padre Eterno», «A lenda da terceira pomba» e «Gémeas desiguais».

Bom exemplar: discretíssima assinatura sobre a face superior da capa (quase não se vê na imagem); selo duplo da Coimbra Editora no respectivo verso.

8€

Stefan Zweig — Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher

Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher (Tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização - Editora. (1937 - Composto e impresso na Tipografia e Encadernação A Portuense / R. Conde de Vizela, 80 - Porto). In-8º de 184, [VIII] págs. Br.

Foi não só a primeira edição portuguesa do livro como a primeira edição em Portugal do escritor austríaco, apresentado ao público luso por um prefácio daquela que seria entre nós uma das suas duas principais tradutoras, juntamente com Maria Henriques Osswald. O dito texto de Alice Ogando, quase no final, reza assim: "Dêste grande livro (...) disse Gorki que nunca poderia ler nada mais profundo, e decerto só assim se justifica o imenso sucesso desta obra. / Quási todos os países cultos da Europa admiram a obra de Stefan Zweig, e o público português que o não conhece ainda, vai conhecê-lo e aprender a admirá-lo através de uma das suas mais belas obras (...) que ficarão eternas na literatura mundial".  
A terminar o volume há um apêndice reproduzindo excertos de apreciações críticas ao romance de ribatejano enredo O Grito da Terra, de uma hoje quase desconhecida Adelaide Félix.
Capa do modernista Roberto Araújo.

12€