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Mário Cesariny ― Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos

(Edições Contraponto, Lisboa). [S/d]. In-4º de [8] págs. Br.
 
“Parece que houve Natal e Ano Novo e eu resolvo retribuir assim algumas das boas festas em que amigos e parentes tiveram a bondade de envolver-me: a impressão do presente fragmento do meu poema «Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos», para vender aos amigos, e aos parentes, por vinte e cinco tostões” é como começava a conhecida, por várias vezes recuperada, «Nota do Autor» que inicia o folheto (termina nesta versão reimpressa com uma recensão de António Ramos Rosa para o Ler). Preparado em parelha por Luís Pacheco e pelo próprio Cesariny, é hoje das peças mais valorizadas do poeta, em qualquer das duas tiragens que teve.
[Muito mais tarde, já em 1997, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes comporiam música para o começo deste texto, sobreposta à leitura dele pelo autor, no álbum, cujo título também lhe é devido, Entre Nós e as Palavras].

Bom exemplar.

80€

Mário Cesariny — Horta de Literatura de Cordel

Horta de Literatura de Cordel: O Continente Submerso/O Grande Teatro do Mundo/Os Sobreviventes do Dilúvio: Monstros Nacionais/Monstros Estrangeiros (Selecção, Fixação do Texto, Prefácio e Notas de Mário Cesariny)

Assírio e Alvim. (1983). In-8º gr. de 256, [4] págs. Br.

(Do prefácio de Cesariny, «Explicação do Objecto; porque foi que Bernardim Ribeiro morreu doido no Hospital de Todos os Santos em 1532; notas ao texto», poder-se-ia dizer, quanto à segunda parte, o mesmo que ele dizia do título de um dos opúsculos recenseados: não faz mais do que chamar a atenção, porque do tema nem “há, no texto, a justificação” de lá não estar…). A edição, resultante, conforme explicava nesse prefácio, de 3 meses de investigação na BN a instâncias de Palma-Ferreira, contou com ilustrações de Ilda David na capa e em várias gravuras no início do volume, além de reproduções (ilustrações, frontispícios e folhas de texto) de vários dos livros e folhetos antologiados. Tiragem de 3000 exemplares, conservando-se este em óptimo estado.
 
24€

Do determinismo literário, segundo Cesariny


A propósito de Cesariny, entrevista lida ainda há pouco, dada por ele a António Cândido Franco. A páginas tantas, sai-se com esta para explicar a superioridade (antes dele, quase nunca sublinhada) do amarantino face ao lisboeta: "Pessoa tinha uma mesa de café para escrever e a rua com os carros. Pascoaes tem um castelo e uma serra de bronze, mesmo em frente. O que é que você escolhe?". Pontos de vista, em suma.

Cesariny ― Um Auto para Jerusalém

Lisboa, Editorial Minotauro. S/d [1964]. In-8º de 74, [2] págs. Br.
 
Primeira edição do livro (adaptado de «Os Doutores a Salvação e o Menino», de Luís Pacheco), proibida pouco depois da publicação e hoje já bastante invulgar, tendo boa parte dos exemplares sido apreendida; integrada na colecção «Teatro» da Minotauro.
 
Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir e em condição praticamente impecável, descontando uma pequena marca na capa, sem grande importância.
 
30€