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Cervantes e Portugal: História, Arte e Literatura

Cervantes e Portugal: História, Arte e Literatura / Cervantes y Portugal: Historia, Arte y Literatura // Organização: Aurelio Vargas Díaz-Toledo, José Manuel Lucía Megías

estratégias criativas (impresso em Março de 2018, na gráfica Diário do Minho). In-8º gr. de 254, [iii], [I] págs. Cart.

Pontuado por ilustrações cervantinas da artista plástica Irene Sanz Montero, e cartonado com idêntica sobrecapa de papel reproduzindo um painel de azulejos figurativo de caravelas portuguesas, o volume reúne as comunicações apresentadas ao congresso homónimo que teve lugar na nossa Biblioteca Nacional, onde compareceram “algunos de los más destacados cervantistas ibéricos” – a maioria dos quais, naturalmente, do país vizinho.
Foram algumas dessas comunicações: «Cervantes e Portugal – Breve Nota...» (Guilherme de Oliveira Martins), «Miguel de Cervantes y la corte de la monarquía hispana tras la anexión de Portugal» (Eduardo Torres Corominas), «Los amigos portugueses de Cervantes en el cautiverio argelino: Francisco Aguiar y los hermanos Sousa Coutinho» (Teijeiro Fuentes), «El entorno portugués de Cervantes» (Díaz-Toledo), «Nombres cervantinos en algunas novelas cortas portuguesas del XVII» (Isabel Colón Calderón), «La recepción más desconocida de Cervantes en Portugal en el siglo XX» (Alexia Dotras Bravo).   
   
Exemplares novos.

25€ [P.V.P.]

Sebastián Juan Arbó — Cervantes (Tradução de Manuel de Seabra)

Editorial Aster, Lisboa. (Acabou de se imprimir a 16 de Setembro de 1963 nas oficinas da Gráfica Saraiva, Lda. - Lisboa). In-8º de 356, [IV] págs. Br.

“Uma biografia de Cervantes, mesmo para o público mais culto, é necessàriamente uma surpresa (…) Sebastián Arbó deu a esse nome uma figura humana. O seu Cervantes vem cheio dos sonhos e grandezas dum fidalgo espanhol do séc.XVI. Mas traz também, bem vivas, a dor da escravidão, a amargura das desilusões, a funda melancolia do herói reduzido à condição de burocrata. (…) O A. trata frequentemente assuntos portugueses. Trata-os com grande delicadeza, mas não se pode estranhar que tenha, de alguns problemas e casos nossos, uma visão espanhola” 

15€

Jean Babelon — Cervantes (Traducido del francés por Luis Echávarri)

Losada / Anaya & Mario Muchnik (Barcelona el 15 de abril de 1994). In-8º de 235, [XXV], [ii] págs. Br.

“Jean Babelon – prestigioso y celebérrimo hispanista francés – ha compuesto un libro exacto y completo, lleno de encanto y equilibrio. A lo largo de sus páginas desfilan los hechos verdaderamente comprobados del creador de la novela europea, y los episodios históricos de la vida española en los siglos XVI y XVII relacionados con ella. Además, se nos da una caracterización expositiva crítica no sólo del Quijote sino de las principales obras cervantinas". No final do volume, há ainda um «Historama de Cervantes», quadro dos principais acontecimentos contemporâneos da biografia do escritor não só em Espanha e na Península como no resto da Europa e, incidentalmente, possessões ultramarinas. 

10€  

Cervantes — O Velho Ciumento

Publicações Dom Quixote / Setembro de 1965. (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica, Lisboa, para Publicações Dom Quixote, Rua da Misericórdia, 117, 2.º, em Junho de 1965). (Versão livre de Tomás Ribas / Capa de Homero Amaro). In-8º esguio de 38, [2] págs. Br.

Esta edição de estreia da editora lisboeta da sueca Snu Abecasis, cervantina como não poderia deixar de ser, aproveitava a “versão livre” de Tomás Ribas para a encenação que apresentou em Arganil, na famosa Casa da Comarca, em Junho de 1951 – exactos 14 anos antes da impressão deste pequeno volume exactos 60 antes de o assinalar neste verbete.
No final da peça aparecia a seguinte nota de apresentação: "Se chegou até aqui, é porque tem o hábito de ler os bons livros de ponta a ponta. E ainda bem, porque «Publicações Dom Quixote» - que ao iniciar a sua carreira lhe oferece esta pequena obra de Cervantes - vai publicar muitas obras exemplares, daquelas que vale a pena ler da primeira à última linha. / Essas obras, contudo, não serão já para oferecer; esperamos que no-las comprem, pois se é verdade - como disse Thomas Fuller por volta de 1630 - que «o saber mais tem progredido através dos livros que mais prejuízo têm dado aos editores», não será menos verdade que só poderemos vir a prestar ao saber e à cultura portuguesa aqueles serviços que de nós se hão-de esperar se os nossos prejuízos  não forem grandes de mais". 

12€  

Cervantes — Novelas Exemplares (Traduzidas por Aquilino Ribeiro)

Livraria Bertrand. Lisboa. (1967). In-8º gr. de 505, [7] págs. Br.

Segunda edição destas versões de Aquilino, anunciada pelo próprio como a primeira integral que por cá se fez. No seu extenso prefácio, em que tecia uma breve análise literária de cada uma das novelas e, en passant, de Cervantes e de toda a literatura espanhola, dizia delas o escritor “tantas vezes pitorescas, de leitura empolgante, estão cravejadas de lindas imagens, que brilham aqui e além como anémonas à flor das águas mortas dum lago”; mas ressalvando que “Sem o Quixote, todavia, ficariam amortecidas na sombra, nunca ultrapassando a segunda zona literária, onde chega já tamisado o sol da glória”.

Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir. Um quanto manchado de acidez e apresentando já ligeira folga da capa, que no entanto conserva a tarja editorial sobreposta. 

17€

«De Portugal, ni buen viento, ni buen casamiento»


Fala-se pouco nisto entre nós (só agora se falou qualquer coisinha), como de costume, mas tem-se por certo que a grande paixão de Cervantes foi uma portuguesa, e por quase certo que dela nasceu a única filha do escritor castelhano, que a levaria da capital portuguesa para a espanhola. Nada se sabe dela senão talvez o nome: Ana Franco, seja a tradição documental ou oral. Há quem diga que era actriz (já haveria teatro em Lisboa?  possivelmente), há quem diga que era uma simples doidivanas, há quem diga muita coisa. Ter-se-ão conhecido durante uma das estadias alfacinhas do homem - com morada no bairro de Alfama -, ou quando ia embarcar para os Açores sublevados, ou quando ia embarcar em missão de espionagem para o norte de África. Até nisso era o Camões espanhol...
Se interessar o subsídio, aqui fica: na edição francesa do «Quijote» que abaixo se apresenta, com cerca de século e meio de idade, já se alude ao assunto.

Cervantes ― Dom Quixote

The History of Don Quixote de la Mancha: with an account of his Exploits and Adventures

London: Milner and Company, Paternoster Row. [S/d]. In-8º peq. de 448 págs. + [2] ff. de estampa. Enc.

Não estando datada, a edição parece da segunda metade do século passado, provavelmente do último quartel (talvez 1870/1880).

Bonita encadernação editorial com relevos a negro e a dourado; apresenta pequenos vestígios de traça (que felizmente não passaram ao volume) e a pasta inferior, principalmente, está um pouco puída.
 
24€