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Charles Dickens — Cântico de Natal

Cântico de Natal (Adaptação de António Marques Francisco / Capa de José Antunes / Ilustrações de João Pedro Cochofel)

Editorial Publica (Composto e impresso por Printer Portuguesa / Outubro de 1989). In-8º peq. de 192 págs. Br.

Além do por cá mais famoso «tale» que deu título ao volume, tem este a seguir também uma versão - aparentemente, resumida - do talvez ainda mais fabuloso «The Chimes» / «Os Carrilhões».
As ilustrações de Cochofel, cinco no total, foram impressas a plena página.   

5€

Catherine Hogarth Dickens - À Mesa com Charles Dickens

À Mesa com Charles Dickens (Tradução, adaptação, prefácio e posfácio: Edite Vieira Phillips)

colares editora (2018). In-8º de 104, [II] págs. Br.

“Grande parte da vida social passava-se à mesa e a organização dos menus e selecção dos convidados era criteriosamente planificada pelo casal Dickens. Catherine Hogarth Dickens tomou sistematicamente a devida nota dos célebres jantares o que permite neste livro (...) aceder aos cardápios que documentam os hábitos alimentares da época victoriana”

Vários exemplares disponíveis.

12€

Charles Dickens — As Aventuras do Sr. Pickwick

As Aventuras do Sr. Pickwick (versão de Raul Feio / ilustrações de Álvaro Duarte de Almeida)

Edições Romero. [S/d]. 2 vols. in-8º de 128 págs. nums. em conjunto. Br.

Versão abreviada, para um público juvenil.

Ambos os exemplares com ligeiro desgaste exterior, o do segundo volume com um pequeno rasgão (sem falha de papel) ao alto.

10€

Charles Dickens — The Pickwick Papers

The Pickwick Papers (With an introduction by Alec Waugh)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Holland by Druckkerij Holland, N. V., Amsterdam). (1953). In-8º peq. de 796, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça; neste caso impresso na Holanda, e não nas oficinas da própria Collins, ao contrário do habitual. 
O estudo de Waugh é de bastante proveito.

20€

Charles Dickens — The Old Curiosity Shop

The Old Curiosity Shop (With an introduction by R. Brimley Johnson)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Great Britain by Collins Clear Type Press). (1953). In-8º peq. de 510, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça.

20€

Charles Dickens — A Loja de Antiguidades

Loja de Antiguidades (Traduzido do inglês por Basílio Cardoso / 3.ª edição)

Portugália Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Compugráfica, Lda. 1972). In-8º de 526, [VI] págs. Br.

O primeiro período deste livro - página e meia, como no caso do Húmus de Raul Brandão - é dos mais interessantes da história da literatura (os noctívagos e adeptos de sossego em geral apreciá-lo-ão); passando depois essa toada especulativa ao registo mais romanceado típico do grande romancista inglês.


12€ 

Charles Dickens — La vie et les aventures personelles de David Copperfield

La vie et les aventures personelles de David Copperfield, le jeune (traduction, introduction, notes, bibliographie par Sylvère Monod, Professeur a la Faculté des Lettres de Caen) 

Paris: Éditions Garnier Frères [XVI], [ii], XL, [I], [i], 1282 págs. Enc

Abre o volume um conjunto de engraçadíssimas ilustrações, reproduzidas em folhas à parte impressas sobre papel mais encorpado, a partir de gravuras e quadros da época; seguindo-se a extensa introdução do tradutor acerca deste romance publicado em 1850. 

15€

Charles Dickens — Les Grandes Espérances

Éditions Garnier Frères, Paris. (Achevé d’imprimer par l’Imprimerie André Tardy a Bourges le 30 avril 1959). In-8º de 710, [iii], [I] págs. Enc.

Volume publicado na colecção «Selecta», graficamente apurada, com encadernação em tela tendo na frente um «cliché» colado sobre uma moldura recortada em discretíssima chapa na pasta frontal; neste caso, foram menos as ilustrações, todas aproveitadas dos Sketches of London Life and Character, de Gavarni.

15€

Charles Dickens — Grandes Esperanças

Grandes Esperanças (Tradução de Armando de Morais)

Portugália Editora, Lisboa. (Este livro foi composto e impresso na Companhia Editora do Minho, Barcelos / Março de 1989). In-8º de 556, [III], [i] págs. Br. 

Versão recentemente recuperada pela principal editora portuguesa actual de Dickens, a E-Primatur, que assim descrevia este livro: "Romance de formação que acompanha o protagonista desde os últimos anos da sua infância até à idade adulta, é também uma obra portentosa sobre as relações entre homens e mulheres e o ódio e o amor que as atravessam. É também o retrato de uma época e de uma moral ainda vigente; ao mesmo tempo romance de aventuras, história romântica, meditação filosófica sobre os valores que nos regem, é, acima de tudo, um livro sobre as esperanças que temos e que têm para nós no futuro."

12€

Charles Dickens — O Natal, à medida que envelhecemos

bibliographias, livraria editora (Impressão: Papelmunde / Dezembro 24). In-16º de 16 págs. Br.

Aquele que é um sério / o mais sério candidato a mais belo texto natalício alguma vez escrito tem enfim a sua primeira edição portuguesa, acabada hoje mesmo de sair, 173 anos depois da publicação original.
O preço abaixo indicado não é engano, é mesmo o melhor e mais barato presente de Natal que imaginar se possa. Palavra de livreiro-tradutor-editor.

4€
  

"O sol de inverno põe-se sobre cidades e aldeias; deixa no mar um caminho rosado, como se os Sagrados passos estivessem ainda frescos à superfície da água. Uns poucos mais de instantes, e cai a pique, e a noite aí vem, e as luzes começam a brilhar na paisagem. Do lado da colina além da cidade informe e difusa, e na sossegada imobilidade das árvores que circundam o campanário da aldeia, as recordações estão talhadas em pedra, plantadas em flores vulgares crescendo na relva, entrançadas com humildes sarças em volta de abundantes montículos de terra. Na cidade e na aldeia, há portas e janelas fechadas contra o frio, há achas que ardem empilhadas ao alto, há rostos alegres, há uma sadia música feita só de vozes. Sejam todas as indelicadezas e mágoas excluídas dos templos dos Deuses Lares, mas que sejam admitidas com ternura e ânimo essas recordações! Pertencem a este tempo e a toda a sua reconfortante e pacífica tranquilidade; e a esta história que reúne ainda na própria Terra os vivos e os mortos; e à generosa beneficiência e bondade que demasiados homens tentaram desfazer em finos pedaços."     

Neste final do dia de véspera de Natal, eis o final correspondente daquele que pode bem ser o mais maravilhoso texto sobre ele alguma vez escrito, e que parece estar inédito em Portugal até hoje. Já o traduzimos e já vamos tratar disso, embora porventura com um atraso ainda superior ao dos reis; e nem é por sermos intransigentemente republicanos, mas porque o verdadeiro Mago desta mais mágica época do ano, como se sabe, foi mesmo o inglês Charles Dickens. (Além de que eles iam de camelo pelo meio do deserto, o que parecendo difícil é bastante mais fácil do que andar pelo desgraçado Porto deste da (des)Graça de 23)
Cá vos daremos conta disto em breve.
Entretanto, ficam os votos de uma rica (de espírito) Noite para tod@s as leitoras e os leitores desta página.

Bom Natal