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Garrett — Camões: poema em dez cantos (edição illustrada)

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal – Sociedade editora  1904. In-8º de [III], [i], 174, [I, [i] págs. Enc.

Por um mistério qualquer que o livreiro até hoje ainda não conseguiu (nem tentou...) desvendar, estas ditas “edições illustradas” da editora em causa quase nunca o eram... [E, quando eram, metiam 1 ou 2...]
Por outro mistério qualquer, esse talvez menos misterioso, o frontispício menciona a Livraria Moderna mas a capa é da Livraria Pacheco, que provavelmente teria adquirido os fundos apondo-lhe depois novos «invólucros».

10€

«Diário da minha Viagem a Inglaterra», por Almeida Garrett

Em 2020 (mais rigorosamente, 1820) deixámos o jovem Garrett de cama, aqui no Porto e chegado de Coimbra, onde recuperando de uma maleita mas rejubilando de liberalismo escreveu aquele que viria a ser o seu primeiro livro publicado (1821), «O Dia 24 de Agosto».
Em 2024 (mais rigorosamente, 1823) vamos reencontrar o mesmo jovem mais velho e sobretudo amargurado, recém-casado mas só, à espera de um navio em Lisboa que o levaria ao exílio inglês após a «Vila-Francada», para não ir preso ou acabar espancado ou numa forca; e 26 de Janeiro de 1824, faz hoje 200 anos, é a data da última entrada que redigiu no seu «Diário da Minha Viagem a Inglaterra», em Birmingham. Teria sido o seu terceiro livro publicado, mas não chegou a sair do rascunho. Só após a morte de Garrett este «Diário» apareceria, primeiro na biografia tri-volumosa de Gomes de Amorim e depois em edição conjunta com outros escritos ainda hoje menos conhecidos.

Pois bem: exactamente dois séculos depois, vamos finalmente dar ao livro a sua primeira edição independente, embora completada com outro desses escritos que directamente se lhe relaciona, «O Inglês».
Mas não é «para inglês ver», é para português comprar.

Em pré-venda, para encomendas confirmadas e pagas até 28 de Fevereiro, há 20% de desconto e oferta dos portes de envio em todo o território nacional. A publicação está prevista para Março/Abril.  

Pedidos para bibliographias@gmail.com     

Passagens de ano 23/24

O bom velho Garrett, então ainda novo mas já exilado, tão pouco satisfeito no último dia de (18)23 como tanta gente neste final de (20)23: "Amanhã começa o ano novo. Deus mo dê mais venturoso que este. Vai-te em paz, ano de 23, que assaz de perturbações e desgraças cá deixas em teu curso."
E na entrada correspondente ao dia seguinte, 1 de Janeiro de 1824: "Que trará consigo este novo ano? Que projectos de ambição, que novos esforços de tirania aparecerão em seu decurso? Que novas opressões para a raça humana?"

[Mas para que o espírito do nosso progressista João Baptista não fique ainda menos entusiasmado, cá lhe damos a novidade: exactos dois séculos depois, vamos finalmente dar à luz em edição independente este «Diário» que nunca chegou a ver publicado em vida. Notícias em breve]

José Osório de Oliveira — O Romance de Garrett

O Romance de Garrett (2.ª edição, revista e ampliada)

Livraria Bertrand / 75, Rua Garrett, 75 / Lisboa / 1952. In-4º de 207, [V] págs. Br.

Transcreva-se a dedicatória deste trabalho pelo autor "À memória de meus pais: a escritora Ana de Castro Osório e o poeta Paulino de Oliveira, que me deram, com o culto garrettiano, o amor pela literatura, o espírito liberal e o sentimento português".

Exemplar por estrear, conservando ainda os cadernos por abrir.

15€  

O Dia 24 de Agosto


Já temos uma pátria, que nos havia roubado o despotismo: a timidez, a covardia e a ignorância que o tinham criado, que se prostravam com vil idolatria ante a obra das suas mãos, acabaram. A última hora da tirania soou; o fanatismo, que ocupava a face da terra, desapareceu; o sol da liberdade brilhou no nosso horizonte, e as derra­deiras trevas do despotismo foram, dissipadas por seus raios, sepultar-se no inferno.

(Almeida Garrett, in O Dia 24 de Agosto, edição nossa. PVP: 10€) 

Rumo ao Português Legítimo: Língua e Literatura (1750-1850)

Rumo ao Português Legítimo: Língua e Literatura (1750-1850) / Américo António Lindeza Diogo, Osvaldo Manuel Silvestre

Angelus Novus, editora. (1996). In-8º de 152 págs. Br.

Não obstante a largueza de um século indicada no subtítulo, este livro – o terceiro publicado em conjunto pelos dois académicos – toma como fio condutor Garrett e, em particular, as suas Viagens na Minha Terra, justamente consideradas como acto fundador da moderna literatura portuguesa. Após a introdução apresenta os capítulos principais «Belas e portuguesas coisas», «E outras vozes de enérgica estreiteza» e «Garrett, o jovem»; terminando por «Isto não é uma conclusão».

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Osvaldo Manuel Silvestre e assinada também por A. A. Lindeza Diogo.


10€

Almeida Garrett, «O Dia 24 de Agosto»

Quando há 200 anos estalou a Revolução do Porto que daria a liberdade a todo o país, um jovem liberal estudante de Leis chamado João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett abandonou Coimbra assim que soube da notícia para vir por aí acima até à Cidade-Natal. A viagem a cavalo, sem paragem, teve como efeito a recaída de uma doença que havia algum tempo o molestava e a cabeça aberta. Posto a «quarentena», com aquele voluntarismo que lhe era peculiar resolveu logo esboçar um pequeno tratado de teoria/filosofia política, eivado de apontamentos históricos e jurídicos, para justificar o levantamento militar. 
Boas razões nos levam a dar por certo que este O Dia VinteQuatro d'Agosto de 1820 fosse o primeiro livro publicado por Garrett (algumas composições em verso, peças de teatro e traduções redigidas antes, também durante a formatura coimbrã, não chegaram a entrar nos prelos). Embora o muito mais conhecido O Retrato de Vénus apresente igualmente data de 1821, e apareça amiúde indicado como título de estreia, a autoridade máxima de Gomes de Amorim não deixa dúvida: o poema entra a imprimir em Novembro de 1821 mas só fica pronto já em 1822; ao passo que o opúsculo político é impresso na Rollandiana, em Lisboa, a meio de 1821, após a recusa dos editores de Coimbra e a alegada inoportunidade de publicação no Porto. Tendo em conta que ao biógrafo se junta no mesmo sentido o nosso principal bibliógrafo, o quase infalível «papa» Inocêncio, quaisquer dúvidas sobre a prioridade temporal parecem desfeitas.   
Em todo o caso, se aquele primeiro poema impresso de modo autónomo foi reeditado várias vezes, esta primeira prosa impressa (que começou a celebrizar o bacharel entre as hostes liberais) quedou-se numa espécie de limbo a que o recentemente falecido Zafón chamou «O Cemitério dos Livros Esquecidos»: recolhida apenas numa colectânea de Escritos Políticos já após a morte do autor, nunca mais - salvo erro - conheceu edição independente. É essa lacuna de dois séculos que nos propomos remediar, no ano em que esses mesmos dois séculos se comemoram.

 
Actualizou-se a ortografia para português moderno (pré-AO). Quanto à sintaxe, embora trôpega, soluçante, muito ao estilo do nosso séc.XIX e ainda longe da pureza cristalina da maravilhosa fluência do escritor das Viagens na Minha Terra - que representou em Portugal, precisamente, uma «revolução» sintáctica... -, optou-se por só lhe mexer quando parecesse necessário para a escorreita leitura contemporânea do texto; pouco mais se fez, no fundo, do que pôr vírgulas no sítio, e mesmo isso com alguma parcimónia. Corrigir um génio, ainda que jovem, soa sempre a sacrilégio.

 
Preço de lançamento: 10€
Preço na Feira do Livro do Porto (28 de Agosto a 13 de Setembro): 8€

Cruz Malpique — História de um Elegante do Romantismo

História de Um Elegante do Romantismo (uma biografia de Garrett)/1799-1854

Editora: Livraria Progredior. Porto – 1954. In-4º de 264, [2] págs. Br.

Primeira edição, publicada na série «Historia Una, Species Mille»; em grande formato, e ilustrada sobre folhas destacadas de papel couché (por retratos de Garrett, documentos vários, objectos pessoais, casas onde nasceu e morreu no Porto e em Lisboa, etc.). Esta biografia de Malpique é ainda hoje das mais consideradas – com as Memorias Biographicas de Gomes de Amorim, a quem de resto foi, a par de Costa Pinto, dedicada – de todas as votadas ao escritor
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25€

Almeida Garrett ― O Arco de Sant'Ana

O Arco de Sant’Ana, por (...) / Crónica Portuense / (Manuscrito achado no convento dos Grilos, no Porto, por um soldado do Corpo Académico)

Série Popular, n.º51. Livraria Civilização – Editora (Rua Alberto Aires de Gouveia, 27) – Porto. (1956). In-12º de 247, [1] págs. Br.

Exemplar impecavelmente conservado em brochura, ao contrário do que habitualmente sucede com estes pequenos volumes da «Colecção Civilização».
 
8€ 

Almeida Garrett ― Miragaia

Miragaia (edição comemorativa do centenário. Introdução do Dr. Jorge de Faria)

O Mundo do Livro. Lisboa. 1954. In-8º de 34, [4] págs. Br.

Com o apuro gráfico habitual das d’«O Mundo do Livro», a edição foi gravada e impressa a duas cores na capa larga e  depois também ao longo do volume, reproduzindo um desenho de Fernando de Azevedo a retratar o poeta. Neste livrinho (uma série de cantigas encadeadas sobre a lenda de Gaia e do Rei Ramiro), publicado em 1845 no «Jornal das Belas Artes» e em 1854 pela primeira vez em volume, dizia Garrett que “O autor, ou mais exactamente o recopilador, seguiu muito pontualmente a narrativa oral do povo, e, sobretudo, quis ser fiel ao estilo, modos e tom de contar-cantar dele; sem o que, é sua íntima persuasão, se não pode restituir a perdida nacionalidade à nossa literatura”.

Exemplar em condição praticamente impecável, descontando o ligeiro desgaste da capa.
 
12€  

Almeida Garrett ―Teatro

1972, Parceria A. M. Pereira, Lisboa. 3 vols. in-4º de 297, [7]; 155, [5]; e 408, [4] págs. Enc.

Edição publicada na colecção «Obras Completas de Almeida Garrett», da mão de Jacinto do Prado Coelho, sendo esta série de «Teatro» a única que ainda chegou a sair: o primeiro volume, prefaciado por longo estudo introdutório de Andrée Crabbé Rocha acerca da dramaturgia garrettiana, reproduzindo Catão, o segundo Merope e o terceiro Um Auto para Gil Vicente e O Alfageme de Santarem. (Viria a ser ainda composto um IV, Frei Luiz de Sousa ; mas que mal entrou no mercado, se é que chegou a entrar, e não teve esta série especial). O texto foi fixado e revisto por uma equipa de especialistas e a mulher de Torga acrescentou-lhe ainda notas no vol. II.

Exemplares da tiragem especial de 350 impressa em maior formato sobre belíssimo papel avergoado e encadernada, carimbada, rubricada e numerada pelos editores, que a estes atribuíram o n.º 79. A encadernação foi integralmente em pele, tendo gravados a seco a efígie de Garrett, na frente, e atrás o brasão de família, sobre a marca editorial.
 
75€

Almeida Garrett ― Folhas Caídas (introdução: José Gomes Ferreira)

Portugália Editora. [S/d – 1969?]. In-8º de 222, [6] págs. Br.
 
Elaborada com algum descuido gráfico (a mancha teve a tinta espalhada deficientemente em várias folhas da parte final do volume, neste como em muitos outros exemplares) para umas planeadas «Obras Literárias de Almeida Garrett» que se ficariam por este terceiro título, a edição, a partir da ilustrada que a mesma Portugália publicara na década anterior, aproveita dela o intuitivo, impressivo e importante prefácio de Gomes Ferreira – outro portuense tornado lisboeta, como Garrett –, que se espraia por seis dezenas de páginas; apesar de várias teses muito discutíveis, é ainda assim das mais importantes peças escritas sobre este livro, por sua vez o mais importante do nosso romantismo, só com possível paralelo no Amor de Perdição camiliano.

Exemplar algo desgastado na capa; conservando o miolo, pelo contrário, incólume.


15€

Almeida Garrett ― Viagens na Minha Terra

Viagens na Minha Terra (Reprodução exacta do texto da primeira edição e com as emendas, ainda inéditas, feitas pelo Autor em um exemplar que lhe pertenceu, hoje existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Espólio de Garrett) / Introdução e notas de Augusto da Costa Dias)

Portugália Editora, 1963. In-8º de LXVII, [5], 343, [XXVII] págs. Br.

Dando de barato a asserção, o interesse principal deste volume inaugural das «Obras Literárias de Almeida Garrett» era a apresentação dessas notas manuscritas pelo próprio e inéditas durante mais de um século - facto deveras notável tratando-se de uma das obras-primas da prosa portuguesa, sublime digressão acerca da digressão à volta de Santarém que com o anfitrião Passos Manuel e outros compagnons-de-route, figurados e literais, o autor fizera.
 
Bom exemplar, ainda por estrear.
 
17€

Almeida Garrett ― Viagens na Minha Terra

Viagens na Minha Terra (revisão de Arminda Fortes / prefácio e notas de Carlos de Passos / capa de Isolino Vaz)

1949 / Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira – editor, (Rua do Almada, 119) Porto. In-8º de 352, [4] págs. Br.

Ao prefácio segue-se uma útil «Bibliografia Concernente a Almeida Garrett» que se estende por quatro páginas.

Exemplar em muito bom estado, aparentemente nunca lido.
 
8€

viagens com Garrett (Texto de Isabel Lucas / fotografias de Paulo Alexandrino)

Contexto. (2000). In-8º gr. quadrado de 178, [6] págs. Br.

“Ao decidir fazer aquela viagem pelo Ribatejo, Almeida Garrett não se baseou em nenhum guião. O objectivo a que nos propusemos agora é o de seguir um percurso com paragens ao ritmo do acaso, tentando refazer o roteiro original que o escritor nos deixou. Século e meio depois, como estão as paisagens e os lugares que Almeida Garrett descreveu no livro Viagens na Minha Terra? Sem qualquer tipo de pretensão literária, fomos recolhendo impressões, apontando as marcas dos sítios, das gentes, das paisagens, de alguns costumes, das belezas e das fealdades numa determinada época, aliando o texto à imagem que muitas vezes deve ser entendida enquanto metáfora, assumindo um discurso independente da escrita, mas que não lhe é alheio”.
Um dos bons álbuns da Contexto, amplamente ilustrado pelas fotografias referidas e com graça para a bibliografia ribatejana; sairia a seguir pelo Círculo de Leitores, com capa diferente.
 
Exemplar por estrear.

20€

História do Futuro [VIII]


"Quer V. Ex.ª que eu lhe diga uma cousa com uma daquellas effusões de sinceridade que V. Ex.ª sabe que tenho muitas vezes? Eu estimo e hei-de estimar sempre a V. Ex.ª (ainda que alguma vez me irrite, como succedeu com a convenção) porque V. Ex.ª é uma grande intelligencia e um grande escriptor, com virtudes e defeitos como eu tenho e como tem todos aquelles a quem Deus não deu uma alma de lama. Agora a quem tenho asco invencivel é a esses patuscos que todos nós conhecemos e que, sem uma unica virtude, sem uma unica idéa elevada ou generosa, figuram nesta terra pelos dous titulos com que nella se faz fortuna; por tolos no mundo das idéas e por velhacos no mundo da vida practica."
 
(Carta de Herculano a Garrett, 29 de Dezembro de 1851)

Almeida Garrett (no I Centenário da sua morte ― 1954).

(Desta obra tiraram-se mil e cem exemplares numerados e assinados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia « Composta e impressa na Tipografia Sequeira com a colaboração da Litografia Nacional, na parte litográfica « Direcção gráfica da Livraria Tavares Martins). In-8º gr. de 218, [4] págs. Br. 

“Livro de homenagem a Almeida Garrett editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia”, consta dos estudos «Almeida Garrett, o criador da etnografia na Península», de Fernando Castro Pires de Lima, e «Acerca de «Miragaia» de Garrett», de Ramón Menéndez Pidal, a que se segue a transcrição, em português e francês, do dito Miragaia ; com um prefácio do então edil gaiense. Volume impresso a duas cores sobre bom papel vergé encorpado, apresentando como graça o ex-libris («Sempre Fixa», que Gomes de Amorim reporta, talvez errado, nas suas memórias ser uma derivação algo abandalhada do Semper Fidelis latino) de Garrett colado sobre a folha preliminar.  

A este exemplar, por estrear, com os cadernos inteiramente por abrir, coube o nº 898. 

28€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Interessantíssima e pouco conhecida publicação dos Fenianos – cuja devoção pelo esquerdista Garrett, em pleno Estado Novo, não parece nada de estranhar –, com contribuições literárias variadas: «Uma “Verdadeira Curiosidade Literária” “ e não menos interessante Curiosidade Política” da biografia de Garrett (três cartas do poeta)», por Magalhães Basto, sobre as insistentes e vãs tentativas em se fazer eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto; «Almeida Garrett e o Porto», por António de Macedo, então presidente do Ateneu e várias vezes publicador nas edições dos Fenianos; «Shakespeare e Garrett», do exilado (nessa altura no Brasil) Fidelino de Figueiredo, perorando acerca da influência d’«O Bardo» na literatura de Garrett, o Camões e o Frei Luiz de Sousa em particular; «Quelques traducteurs de Garrett ou Le Désir d’Universalité», Andrée Crabbé Rocha; e «Almeida Garrett e a Etnografia Portuguesa», por Jorge Dias, sublinhando o cariz pioneiro das recolhas folclóricas pelo poeta.
Na parte artística, destaque para os retratos de Garrett aqui apresentados por Augusto Gomes, Gouveia Portuense, Mário Norton e Carlos Craveiro; sendo do segundo as ilustrações, no seu típico desenho, para uma pequena recolta de versos e de prosa a meio do volume. A cores, apresentam-se em folha destacada os três emblemas originais do clube, após uma resenha da sua actividade por Eduardo Ralha.
 
Exemplar de uma suponível série especial numerada pelos editores (coube a este o n.º6) e assinada pelo presidente da Assembleia Geral, Correia Guimarães; que se distingue da corrente por isso, pelas cores da capa e por não conter as folhas iniciais com publicidade. Em bom estado, mas parecendo ter perdido o agrafo original por efeito de ferrugem.
 
20€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Exemplar da série corrente, sensivelmente nas mesmas condições.

10€

Almeida Garrett ― Romanceiro

Romanceiro (edição revista e prefaciada por Fernando de Castro Pires de Lima)

1949 ―― Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira, Editor (Rua do Almada, 119 – Porto). In-8º de 474, [6] págs. Br.
 
“Garrett viu como ninguém, e muito antes que outros o vissem, onde estava a raiz de uma literatura nova, donde tinha de sair, um dia, um Portugal novo, orgulhoso das suas virtudes e respeitador das suas crenças, e viu isso, repito, num momento em que todos estavam cegos por uma psicose decadente e anti-nacional”, escrevia Pires de Lima no seu psicótico prefácio, chamando psicose ao liberalismo e sugerindo que Garrett, entretanto às voltas na campa, fosse o precursor da literatura estado-novense. À parte isto, conseguindo-se, as notas do organizador ao longo do volume até têm algum interesse pelos aportes folclóricos e etnográficos.
Edição ilustrada na capa por um desenho de Fernando Bento.
 
Exemplar em bom estado, salvo a habitual acidez devida ao tipo de papel utilizado.
 
14€