catálogo on-line
Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com
.
.
O Lubis-Homem
Alberto Pimentel — Uma Visita ao Primeiro Romancista Portuguez em S.Miguel de Seide
Alberto Pimentel — O Livro das Lagrimas
Alberto Pimentel — Rosas Brancas
Porto: na Livraria de Novaes Junior – Editor – 1868. In-8º de 32 págs. Br.
Castilho, a quem o livro é dedicado, terminava assim o seu prefácio-em-carta: “Permitta-me dizer-lhe em prosa chã meu poeta, o que nas arriscadas viagens por mar se ouve sempre com delicias aos marinheiros velhos quando a proa vai em bom rumo e com vento de servir nas vellas cheias: andar assim que é bom andar.”
Um do títulos iniciais de Pimentel, já consideravelmente raro nesta sua primeira e porventura única (independente) edição.
25€
Alberto Pimentel — Seára em Flor
Alberto Pimentel — Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal
Alberto Pimentel — O Capote do Snr. Braz
Visconde de Gouveia ― O Douro
Livraria Magalhães & Moniz – Editora / (12, Largo dos Loyos, 12) / Porto – 1906. In-8º gr. de XXVIII, 19, [I] págs. Br.
Edição da responsabilidade de Alberto Pimentel, de quem o livro é aqui bastante mais do que do próprio autor (José Serpa Pimentel) – tendo em conta que o seu texto introdutório, panorâmica sobre o romantismo português, sobre o Porto e sobre o Douro, ocupa no volume mais espaço do que o dedicado à composição do conhecido vate do nosso segundo romantismo, governador-civil do Porto e senhor de casa na Régua, respectivamente; e que mesmo nesse as suas notas ao texto ocupam mais do que os versos propriamente ditos.
Quanto ao poemeto, também ele bem engraçado, tinha sido composto já em 1850 e publicado apenas um periódico da época, sendo esta a sua primeira e mesmo assim já nada vulgar edição em volume – interessante às bibliotecas do Douro, do Porto e até às colecções de livros do Pimentel mais novo (também ele como se sabe muito ligado ao Douro) onde costumam faltar.
18€
Natal
"Ah! Não se imagina nas províncias do sul do reino o que seja o Natal das cidades e aldeias do norte! Em Lisboa, ninguém daria tento da véspera desse dia tão profundamente solene para os povos cristãos se, ao bater da meia-noite, não repicassem os sinos de algumas igrejas convidando a uma imoral patuscada religiosa que se chama - a missa do galo. De resto, apenas algumas famílias fazem, sem o mínimo carácter de doce intimidade e de respeitabilidade sagrada, uma pequena festa, - a que chamam insignificantemente - fazer a meia-noite. Ora fazer a meia-noite não é reunir-se uma família inteira à mesma mesa para, entre risos de alegria e lágrimas de saudade, lembrar os seus ausentes e os seus mortos; para agradecer a Deus a vida e por ventura a saúde dos velhos que ali estão, cercados de netos que saltitam, que chilreiam, que doidejam: para fazer votos em comum pela felicidade de todos; para realizar um acto ao mesmo tempo profundamente melancólico e profundamente ridentíssimo, cheio de memórias e de esperanças - a ceia do Natal, a consoada. Fazer a meia-noite é um simples pretexto para comer bolos, estes bolos coloridos e delicados, que se impõem à gulodice de Lisboa como uma das suas não menores tentações. E todavia esses que em Lisboa passam distraidamente, à mesa dum botequim, como qualquer outra noite, a da véspera do Natal, estão muito longe de pensar que agridoces saudades pungem nessa noite o coração dos que, tendo nascido no norte, estão longe do seu lar e da sua terra, da sua mesa de família, onde o seu nome é lembrado a essa hora por todos os que ainda se podem sentar a ela num doce agrupamento de pessoas e afectos!" (Alberto Pimentel)
As Constituintes de 1911 e os seus Deputados
1911 – Livraria Ferreira (Ferreira, L.da, Editores / 132, R. Aurea, 138), Lisboa. In-8º de 541, [3] págs. Br.
Não estando atribuída no volume a autoria, corre que o "antigo official" em causa foi o escritor Alberto Pimentel.
Alberto Pimentel ― A Princeza de Boivão
Primeira edição, já consideravelmente invulgar, publicada com uma dedicatória impressa «Aos Portuguezes no Brazil/Testemunho de reconhecimento da Mala da Europa». O romance, dos mais conseguidos de Pimentel, tem como pano de fundo as terras de Alto-Minho, em particular a bonita e verdejante zona de Boivão, Valença.
Exemplar protegido por uma razoável encadernação com lombada em pele – já um tanto descorada – gravada a ouro; não conservando a capa de brochura. Em bom estado no miolo, mantendo-se ainda as folhas de modo geral limpas, só algumas pontuadas por marcas de acidez.
Alberto Pimentel ― O melhor casamento
Primeira edição, dedicada à memória do escritor Julio Cesar Machado, “Principe dos folhetinistas portugueses”.
Exemplar revestido de encadernação com lombada em percalina gravada a ouro; conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado, com as folhas ainda praticamente limpas.
18€
Alberto Pimentel ― Do portal á claraboia
1913 / Guimarães & C.ª – Editores, Lisboa. In-8º de 175, [1] págs. Br.
Reedição já tardia de um livro originalmente publicado em 1873, marco da bibliografia portuense, “Porque é um intimo prazer dos velhos reviver o passado pela recordação e pela saudade. Porque este livro fala da minha terra, dos melhores anos da minha vida, da primavera do meu lar, fala de tudo quanto eu primeiro amei e amo ainda”. Um dos não muitos títulos portugueses dados a lume na principalmente estrangeira colecção «Horas de Leitura».
17€
Alberto Pimentel ― O Arco de Vandoma
1916 / Guimarães & C.ª – Editores, Lisboa. In-8º de 344, [2] págs. Br.
Edição original deste livro sobre a vida portuense, tendo por capítulos, entre muitos outros sem directa referência toponímica, «Espinhos da rua das Flores», «Sarau musical no Paço do Bispo», «Uma cavaqueira de rapazes no café Guichard», «No Bom Jesus do Monte» e «Ruínas pressagas do Arco de Vandôma».
Exemplar razoável, com algum desgaste da capa e discreta assinatura de propriedade na folha inicial, de anterrosto.
Alberto Pimentel ― O Arco de Vandoma
1945 / Livraria Figueirinhas – Pôrto. In-8º de 417, [3] págs. Br.
Segundo título publicado na conhecida colecção popular da portuense Figueirinhas que reeditou os portuenses Alberto Pimentel e Arnaldo Gama.
8€
Alberto Pimentel ― O Pôrto por Fora e por Dentro
“Reedição popular de algumas das principais obras de Alberto Pimentel / Edição revista por seu filho Dr. Alberto Pimentel, Filho” – sendo este o terceiro título publicado.
Alberto Pimentel — A Triste Canção do Sul
Alberto Pimentel ― O Romance do Romancista
Anunciada como a segunda, foi de facto a terceira (última até hoje, salvo erro) das edições da biografia, aqui na série especial encadernada pela editora e impressa em maior formato sobre papel superior, com tiragem limitada a 350 exemplares numerados. Teve introdução e notas de Alexandre Cabral, que passou todo esse prefácio a «cascar» – quase sempre com bom critério... – na ingenuidade confiante de boa parte dos biógrafos de Camilo, Pimentel incluído, para no final dizer que, apesar de tudo, valia a pena reeditar a coisa. Quem na Parceria lhe encomendou o trabalho não há-de ter gostado muito, quer-se supor.
Alberto Pimentel - As alegres canções do norte
Lisboa – Livraria Viuva Tavares Cardoso (5 – Largo de Camões – 6), 1905. In-8º de [4], 287, [3] págs. Enc.
Primeira edição do livro, que tem por secções «A genése das canções», «Inventario do material poetico», «Choreographicas», «Trabalhos e folgas», «Peregrinações e romarias», «Noite de S. João», «O Natal».
Exemplar coberto por encadernação relativamente frugal, tendo a lombada em percalina revestida por um rótulo de pele em que foram gravados, a ouro, nome do autor e título. As folhas iniciais apresentam-se com desgaste e alguns pequenos restauros.
