catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

.

.

Mostrar mensagens com a etiqueta Alberto Pimentel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alberto Pimentel. Mostrar todas as mensagens

O Lubis-Homem

O Lubis-Homem: Comédia original, e Inédita, em 3 actos / por Camillo Castello Branco, Visconde de Correa Botelho. (1859) / com um prefácio por Alberto Pimentel

Livraria Editora Guimarães, Libanio & Cª. Lisboa. 1900. In-8º de XXIV, [I], [i], 91, [I], [ii] págs. Br.

No seu longo estudo preliminar, asseverava Pimentel ter esta comédia "um alto valor psychologico, sobretudo biographico, porque o auctor, retratando-se a si mesmo no papel de protagonista, o estudante disfarçado em lubis-homem, faz-se rodear de todo o scenario que circumscreveu a sua vida em Ribeira de Pena, no tempo em que ali casou com Joaquina Pereira, do logar de Friume", acrescendo-lhe "o facto, não menos importante certamente, de se encontrar dentro d'esta comedia uma serie de quadros da vida campestre na região d'Entre-Douro-e-Minho: serões, encamisados, esturdias, danças, cantigas á desgarrada, bôdas, arraiaes, crenças e preconceitos populares" - alguns dos quais por ele próprio elucidados nesse mesmo prefácio.
[Há na bibliografia portuguesa quem suponha ter sido a peça composta pelo próprio Pimentel, não acreditando na alegada descoberta editorial]

O exemplar pertenceu a Mário Guerra, de quem tem nas folhas preliminares precisamente do prefácio uma série de anotações referentes à encenação da peça na Escola do Magistério Primário, em Lisboa, em 1932; além de apontamentos variados ao longo do volume - com algum desgaste exterior, como frequentemente sucede.
 
20€

Alberto Pimentel — Uma Visita ao Primeiro Romancista Portuguez em S.Miguel de Seide

Porto: Livraria Portuense de Lopes & Cª – Editores. 1885. In-8º de 40 págs. Br.

Primeiro dos muitos dedicados por Pimentel a Camilo, o livro é uma engraçada reportagem da viagem – de mula – de ida e volta desde Santo Tirso a Ceide, onde jantou com o velho amigo que, segundo aqui conta, não encontrava havia dez anos. 

Exemplar revestido de uma sobrecapa em papel transparente, para proteger o volume (já com ligeira fragilidade exterior). Com o miolo ainda em bom estado, apesar de marcas de acidez em grande parte das folhas.

25€

Alberto Pimentel — O Livro das Lagrimas

O Livro das Lagrimas (Legendas da vida de Santo Antonio de Lisboa)

Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª. 1874. In-8º de 192 págs. Br.

Primeira edição, integrada na «Bibliotheca Religiosa – publicação de novo genero», de que saiu também, no mesmíssimo formato, O Livro das Flores, este dedicado à «Rainha Santa» Isabel.

Exemplar revestido de muito boa encadernação com lombada em pele gravada e demarcada a ouro, acrescida de rótulo para os dizeres; conservando a capa de origem.

30€

Alberto Pimentel — Rosas Brancas

Rosas Brancas / poemeto por Alberto Pimentel precedido por uma carta do snr. Antonio Feliciano de Castilho

Porto: na Livraria de Novaes Junior – Editor – 1868. In-8º de 32 págs. Br.

Castilho, a quem o livro é dedicado, terminava assim o seu prefácio-em-carta: “Permitta-me dizer-lhe em prosa chã meu poeta, o que nas arriscadas viagens por mar se ouve sempre com delicias aos marinheiros velhos quando a proa vai em bom rumo e com vento de servir nas vellas cheias: andar assim que é bom andar.”

Um do títulos iniciais de Pimentel, já consideravelmente raro nesta sua primeira e porventura única (independente) edição.

25€

Alberto Pimentel — Seára em Flor

Lisboa: Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso (5-Largo de Camões-6) – 1905. (Typ. a vapor da Empreza Litteraria e Typographica / 178, Rua de D. Pedro, 184 – Porto). 2 vols. in-8º de 312, [I], [i] e 365, [I], [ii] págs. Enc.

“Os quatro livros, que se fundiram n’este unico, representam para mim a madrugada da vida litteraria, a alegria de compôr, a pressa de publicar, a ancia de vencer. Elles não tiveram maior publico que o dos estudantes do meu tempo e da minha terra, dispostos ao favor da camaradagem e, portanto, ao applauso immerecido. Tão verdes e generosos como eu proprio, faltava-lhes a competencia para condemnar e, sobretudo, faltava-lhes a vontade de fazel-o. (...) Camilo e Castilho acolheram-me com paternal bondade; Julio Cesar Machado mandou-me carinhosas palavras; de Coimbra, os rapazes da Folha foram tão amoraveis para mim como os estudantes do Porto. / Adeus timidez de principiante; adeus medo do publico, pavor da critica; metti-me denodadamente ao caminho, cantando, como os intrépidos camponezes minhôtos que não sabem trabalhar senão com uma canção a esvoaçar-lhes nos labios”.

Alguns dos textos aqui reunidos, alguns deles ainda hoje lidos com proveito, pelo autor dedicados numa curiosa dedicatória «À Torre dos Clérigos»: «Na vespera de S. João», «No Bussaco», «O morgado do Urgal», «Os sinos d’Alpendurada», «O episodio do burrinho», «Historia d’uma loira», «Por causa da guerra», «Viagem ao Bussaco», «Um escriptor portuguez .. Santo», «Um episodio da vida de Castilho», «Das cartas dos namorados».

Encadernação conjunta dos dois volumes, relativamente modesta, com a lombada em percalina; de nenhum dos dois conservando qualquer das faces da respectiva capa. 

28€

Alberto Pimentel — Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal

Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal, por (...) / Prefácio de Albérico Afonso da Costa Alho

2.ª edição / Câmara Municipal de Setúbal, 1992. (Esta edição de Memória sobre a História e Administração do Município de Setúbal acabou de se imprimir no dia 23 de Outubro de 1992, nas oficinas da Corlito / Setúbal. A tiragem é de 800 exemplares numerados). In-8º gr. de [VI], XXIX, [I], 400, [X] págs. Enc.

Edição fac-similada da raríssima original, acrescida do prefácio de três dezenas de páginas dando conta das peripécias e da polémica relativa à autoria - numa história tão tipicamente portuguesa, o executivo municipal setubalense de 1877 quis ir buscar o nome de um credenciado académico, Pimentel, para dar mais «lustre» à autoria efectiva da maior parte dos materiais e investigações apresentados no volume (Manuel Maria Portela, além de nativo ainda por cima funcionário municipal...).
No final do volume aparecem indicados os subscritores institucionais e individuais de cerca de metade do volume - o que significa que pelo menos metade da tiragem terá ficado fora de mercado. (Ao exemplar aqui apresentado coube o nº 610.)

15€

Alberto Pimentel — O Capote do Snr. Braz

Livraria Internacional de Ernesto e Eugenio Chardron. 1877. In-8º de 226, [2] págs. Enc.

Primeira edição, consideravelmente invulgar. O livro abre por uma dedicatória a Frederico Laranjo e por uma engraçadíssima «Introducção» que o autor terminava a explicar que “O titulo d’este livro é exactamente como esse mysterioso capote, porque, por detraz d’elle, estão os mais variados assumptos, as mais oppostas narrativas, que todavia podem constituir um volume”. Alguns dos capítulos: «Uma entrevista com Alexandre Herculano», «Episodios da vida politica de 1874 a 1875», «As crianças criminosas em Lisboa», etc. (além da comédia «High-Life-Mania», nesse mesmo ano estreada na capital e aqui publicada pela primeira vez).

Exemplar encadernado sem a capa de brochura; bom estado geral, apesar de algumas folhas mais afectadas por acidez e de restauros em duas delas (uma, a de rosto) a cobrir pequenas falhas marginais de papel.

25€

Visconde de Gouveia ― O Douro

O Douro / Poesia (com uma carta preambular e annotações ao texto por Alberto Pimentel)

Livraria Magalhães & Moniz – Editora / (12, Largo dos Loyos, 12) / Porto – 1906. In-8º gr. de XXVIII, 19, [I] págs. Br.

Edição da responsabilidade de Alberto Pimentel, de quem o livro é aqui bastante mais do que do próprio autor (José Serpa Pimentel)  – tendo em conta que o seu texto introdutório, panorâmica sobre o romantismo português, sobre o Porto e sobre o Douro, ocupa no volume mais espaço do que o dedicado à composição do conhecido vate do nosso segundo romantismo, governador-civil do Porto e senhor de casa na Régua, respectivamente; e que mesmo nesse as suas notas ao texto ocupam mais do que os versos propriamente ditos.

Quanto ao poemeto, também ele bem engraçado, tinha sido composto já em 1850 e publicado apenas um periódico da época, sendo esta a sua primeira e mesmo assim já nada vulgar edição em volume – interessante às bibliotecas do Douro, do Porto e até às colecções de livros do Pimentel mais novo (também ele como se sabe muito ligado ao Douro) onde costumam faltar.

18€

Natal

"Ah! Não se imagina nas províncias do sul do reino o que seja o Natal das cidades e aldeias do norte! Em Lisboa, ninguém daria tento da véspera desse dia tão profundamente solene para os povos cristãos se, ao bater da meia-noite, não repicassem os sinos de algumas igrejas convidando a uma imoral patuscada religiosa que se chama - a missa do galo. De resto, apenas algumas famílias fazem, sem o mínimo carácter de doce intimidade e de respeitabilidade sagrada, uma pequena festa, - a que chamam insignificantemente - fazer a meia-noite. Ora fazer a meia-noite não é reunir-se uma família inteira à mesma mesa para, entre risos de alegria e lágrimas de saudade, lembrar os seus ausentes e os seus mortos; para agradecer a Deus a vida e por ventura a saúde dos velhos que ali estão, cercados de netos que saltitam, que chilreiam, que doidejam: para fazer votos em comum pela felicidade de todos; para realizar um acto ao mesmo tempo profundamente melancólico e profundamente ridentíssimo, cheio de memórias e de esperanças - a ceia do Natal, a consoada. Fazer a meia-noite é um simples pretexto para comer bolos, estes bolos coloridos e delicados, que se impõem à gulodice de Lisboa como uma das suas não menores tentações. E todavia esses que em Lisboa passam distraidamente, à mesa dum botequim, como qualquer outra noite, a da véspera do Natal, estão muito longe de pensar que agridoces saudades pungem nessa noite o coração dos que, tendo nascido no norte, estão longe do seu lar e da sua terra, da sua mesa de família, onde o seu nome é lembrado a essa hora por todos os que ainda se podem sentar a ela num doce agrupamento de pessoas e afectos!" 

(Alberto Pimentel)

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados (Obra compilada e dirigida por um antigo official da Secretaria do Parlamento)

1911 – Livraria Ferreira (Ferreira, L.da, Editores / 132, R. Aurea, 138), Lisboa. In-8º de 541, [3] págs. Br.
 
“Nos principais paizes e em cada legislatura são publicadas, official ou particularmente, e sob diversos titulos obras no genero da que, pela primeira vez, agora apparece em Portugal contendo os retratos e notas biographicas dos membros do Parlamento. (...) Aproveitando a circumstancia de ser a actual Camara muito numerosa e de importancia historica pela missão que lhe esteve confiada, damos n’esta obra, sob o titulo de As Constituintes de 1911 e os seus Deputados, não só os retratos de todos os membros das Constituintes, que hoje compõem o primeiro Senado e a primeira camara dos deputados da Republica, como tambem varias notas interessantes e uma resenha dos principais factos occorridos na Assembleia Nacional, desde a sua abertura, em 19 de Junho de 1911, até ás eleições do Presidente da Republica e do Senado, com as quaes, nos ultimos dias de agosto do mesmo anno, findaram os seus trabalhos”. (Da introdução «Ao Leitor»).
Não estando atribuída no volume a autoria, corre que o "antigo official" em causa foi o escritor Alberto Pimentel.
 
45€ (reservado)

Alberto Pimentel ― A Princeza de Boivão

A Princeza de Boivão: Romance original

Lisboa: Typ. da Companhia Nacional Editora. 1897. In-8º de 322 págs. Enc.

Primeira edição, já consideravelmente invulgar, publicada com uma dedicatória impressa «Aos Portuguezes no Brazil/Testemunho de reconhecimento da Mala da Europa». O romance, dos mais conseguidos de Pimentel, tem como pano de fundo as terras de Alto-Minho, em particular a bonita e verdejante zona de Boivão, Valença.

Exemplar protegido por uma razoável encadernação com lombada em pele – já um tanto descorada – gravada a ouro; não conservando a capa de brochura. Em bom estado no miolo, mantendo-se ainda as folhas de modo geral limpas, só algumas pontuadas por marcas de acidez.
 
23€

Alberto Pimentel ― O melhor casamento

O melhor casamento (romance)

Livraria Editora Guimarães & C.ª. Lisboa. [S/d - 1921?]. In-8º de 254, [2] págs. Enc.

Primeira edição, dedicada à memória do escritor Julio Cesar Machado, “Principe dos folhetinistas portugueses”.
 
Exemplar revestido de encadernação com lombada em percalina gravada a ouro; conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado, com as folhas ainda praticamente limpas.

18€

Alberto Pimentel ― Do portal á claraboia

Do portal á claraboia (2.ª edição revista pelo auctor)

1913 / Guimarães & C.ª – Editores, Lisboa. In-8º de 175, [1] págs. Br.

Reedição já tardia de um livro originalmente publicado em 1873, marco da bibliografia portuense, “Porque é um intimo prazer dos velhos reviver o passado pela recordação e pela saudade. Porque este livro fala da minha terra, dos melhores anos da minha vida, da primavera do meu lar, fala de tudo quanto eu primeiro amei e amo ainda”. Um dos não muitos títulos portugueses dados a lume na principalmente estrangeira colecção «Horas de Leitura».
Bom exemplar, sem defeitos de maior a referir. 

17€

Alberto Pimentel ― O Arco de Vandoma

O Arco de Vandoma (romance)

1916 / Guimarães & C.ª – Editores, Lisboa. In-8º de 344, [2] págs. Br.

Edição original deste livro sobre a vida portuense, tendo por capítulos, entre muitos outros sem directa referência toponímica, «Espinhos da rua das Flores», «Sarau musical no Paço do Bispo», «Uma cavaqueira de rapazes no café Guichard», «No Bom Jesus do Monte» e «Ruínas pressagas do Arco de Vandôma».

Exemplar razoável, com algum desgaste da capa e discreta assinatura de propriedade na folha inicial, de anterrosto.
 
20€

Alberto Pimentel ― O Arco de Vandoma

O Arco de Vandoma (romance)

1945 / Livraria Figueirinhas – Pôrto. In-8º de 417, [3] págs. Br.

Segundo título publicado na conhecida colecção popular da portuense Figueirinhas que reeditou os portuenses Alberto Pimentel e Arnaldo Gama.
Bom exemplar.

8€

Alberto Pimentel ― O Pôrto por Fora e por Dentro

1945 / Livraria Figueirinhas – Pôrto. In-8º de 277, [3] págs. Br.

“Reedição popular de algumas das principais obras de Alberto Pimentel / Edição revista por seu filho Dr. Alberto Pimentel, Filho” – sendo este o terceiro título publicado.
Exemplar bem conservado, apenas com pequenos picos de acidez.
 
8€

Alberto Pimentel — A Triste Canção do Sul

A triste canção do sul (subsídios para a história do fado)

Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor (158 – Rua da Prata – 160) – 1904. In-8º de 302, [4] págs. Enc.

Ainda hoje de referência, divide-se o estudo nos capítulos «Origens do Fado», «Fadistas», «Os assumptos do Fado», «A Severa e o Conde de Vimioso», «Fados de nomenclatura – Fados litterarios», «Bibliographia musical do fado». Primeira edição, a mais apreciada e valiosa.
 
Exemplar bem encadernado ao estilo meio-amador com a lombada de pele gravada a ouro em casas abertas, mas tendo já uma pequena fenda sob o título; aparado por inteiro, conservando apenas a frente da capa original. 
 
30€

Alberto Pimentel ― O Romance do Romancista

Parceria A. M. Pereira, 1974. In-4º de 495, [5] págs. Enc.

Anunciada como a segunda, foi de facto a terceira (última até hoje, salvo erro) das  edições da biografia, aqui na série especial encadernada pela editora e impressa em maior formato sobre papel superior, com tiragem limitada a 350 exemplares numerados. Teve introdução e notas de Alexandre Cabral, que passou todo esse prefácio a «cascar» – quase sempre com bom critério... – na ingenuidade confiante de boa parte dos biógrafos de Camilo, Pimentel incluído, para no final dizer que, apesar de tudo, valia a pena reeditar a coisa. Quem na Parceria lhe encomendou o trabalho não há-de ter gostado muito, quer-se supor.
 
35€

Alberto Pimentel - As alegres canções do norte

As alegres canções do norte (Summario: Paizagem e alma do Minho – Aspectos da natureza e da vida – Filões poeticos do vocabulario minhôto – As danças aldeãs – Origens mythicas da Caninha Verde – Aventuras domjuanescas do Malhão – Trabalhos agricolas – Folgas e folias – Peregrinações torrentuosas – A do Sameiro em 1904 – Espectaculo formidavel de um exercito de crentes – Romarias e arraiaes – Noite de S. João – Sua relação com o culto solar – O Natal, a consoada, as janeiras, os Reis Magos e os autos hieraticos.

Lisboa – Livraria Viuva Tavares Cardoso (5 – Largo de Camões – 6), 1905. In-8º de [4], 287, [3] págs. Enc.

Primeira edição do livro, que tem por secções «A genése das canções», «Inventario do material poetico», «Choreographicas», «Trabalhos e folgas», «Peregrinações e romarias», «Noite de S. João», «O Natal».

Exemplar coberto por encadernação relativamente frugal, tendo a lombada em percalina revestida por um rótulo de pele  em que foram gravados, a ouro, nome do autor e título. As folhas iniciais apresentam-se com desgaste e alguns pequenos restauros.
 
30€