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Jonathan Swift — Viagens de Gulliver: adaptação livre (...) por João de Barros

Viagens de Gulliver: adaptação livre da obra de Jonathan Swift por João de Barros / ilustrações de Sara Sá da Costa

Livraria Sá da Costa, editora. In-8º de 285, [iii], [II] págs. Br.

João de Barros dividiu esta sua versão em quatro partes, cada qual com vários capítulos: «Viagens a Liliputia e a Blefusco», «Viagem a Brobdignac», «Na terra dos Cavalos Civilizados (Honyhnhnms)» e «Acabam as aventuras e aprendo a amar os Portugueses» (!); justificando no seu prefácio esta última patrioteira partição, espécie de maxi-capítulo 11 (já de si dos mais pequenos do livro...), “em que a generosidade e a lhaneza dos Portugueses, simbolizados na figura simpática do comandante do Galeão que salva Gulliver de perigoso acidente, prova e demonstra de incisiva maneira a opinião favorável (e aliás jamais desmentida) dos estrangeiros a nosso respeito, quando mantínhamos ainda supremacia marítima na Europa e no Globo” – o que, convenhamos, já não era há muito o caso. 
[Recorde-se, já agora, que noutro livro contemporâneo «semelhante», o Cândido, de Voltaire, há também um capítulo «português», com a descrição de um auto-de-fé em Lisboa, que por si só complica bastante esta tese da “opinião favorável dos estrangeiros a nosso respeito” – João de Barros também o isolaria aumentado em secção principal?] 
Quanto às boas ilustrações de Sara Costa, além das da capa há mais uma a cores, na anteportada, sendo as restantes a p/b em friso nas páginas capitulares.

10€

Depoimento contra Depoimento

Depoimento contra Depoimento: António Sérgio, José de Magalhães, João de Barros, Mário de Azevedo Gomes e José Régio / (primeira série)

Edição dos Serviços Centrais da Candidatura, Lisboa — 1949. (Gráfica Lisbonense). In-8º peq. de 63, [I] págs. Enc.


O longo texto inicial de Sérgio ocupa por si só a maioria do volume; mas cabe destacar o último e melhor de José Régio, «O Recurso ao Medo», corajoso texto que terminava sugerindo que se fizesse a Salazar e ao Estado Novo o que se fez aos reis e à monarquia: 
"Serão, na verdade, sinceros estes nossos antagonistas? Nada poderão, na verdade, conceber, admitir, ver, supor, crer, senão aquilo que dizem? Ou antes será que se servem do medo - esse medo que torna a alma pequenina, embaraçada, inerme, encolhida - para continuarem manietando um povo que já ousou dizer «não» aos seus reis, quando lhe parecia que os seus reis exorbitavam?"
A candidatura em causa era obviamente a do general Norton de Matos.

Exemplar encadernado em pele; sem nenhuma das faces da capa de publicação.

30€

Brasil (por João de Barros, José Osório de Oliveira, Gastão Bettencourt)

Edições Europa (Rua da Emenda, 19) – Lisboa, 1938. In-4º gr. de 373, [11] págs. Enc.

Magnífico álbum encadernado em percalina gravada a ouro e a seco e impresso sobre folhas de papel couché, com outras folhas de encorpada cartolina para ilustrações à parte reproduzindo a cores trabalhos de artistas brasileiros (somando-se às belas ilustrações a p/b no texto com aspectos, edifícios e monumentos de variadíssimas cidades entremeados por instantâneos de recorte natural/paisagístico; se algum defeito se pode pôr a um volume destes, será apenas o cariz genérico das imagens: o segundo capítulo, dedicado à literatura, mereceria por exemplo retratos dos escritores aludidos, portadas dos livros em causa, etc.). Além dos autores – cujos longos textos são, respectivamente, «Traços Psicológicos do Brasil Contemporâneo», «Expressão Literária do Brasil» e «Visão Geral do Brasil» – contribuíram também para a documentação gráfica, entre outros, «só» Erico Veríssimo, Hélio Viana e Mário de Andrade, a par de instituições e entidades como os serviços federais de Propaganda e Turismo e do Património Histórico e Artístico, a «Ilustração Brasileira», etc.   
 
Este exemplar, n.º 1313 de uma tiragem aparentemente não indicada, pertenceu a Franco Ramos, de quem ostenta o ex-libris na guarda; tendo por único defeito significativo uma pequena marca de corrosão no pé da lombada, visível na fotografia.
 
75€

João de Barros ― Presença do Brasil

Presença do Brasil (Páginas Escolhidas (1912-1946) / Prefácio de Ribeiro Couto)

Edições Dois Mundos (1946). In-8º de 286, [2] págs. Br.

Foram alguns dos textos aqui publicados «A energia brasileira», «A mentalidade brasileira contemporânea», «A Atlântida», «Guerra Junqueiro e o Brasil», «António José de Almeida e o Brasil», «Cultura brasileira». Apresenta duas fotogravuras sobre folhas destacadas, uma delas um retrato de conjunto precisamente da visita do Presidente português, que aparece ao lado do brasileiro - Epitácio Pessoa. 

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir, porém infelizmente prejudicado por manchas antigas de humidade sobretudo nas margens (e mesmo quando na mancha sem prejuízo da normal leitura do volume).
 
7€

João de Barros ― Caminho da Atlantida: Uma Campanha Luzo-Brazileira

Livraria Profissional, editora / (Largo do Conde do Barão, 49) Lisboa. In-8º de 223, [5] págs. Br.

Esta edição integra um prefácio escrito pelo autor em forma de carta-aberta ao editor Pedro Bordalo, dizendo o livro “Composto de artigos dispersos, quasi todos elles escriptos sem demoras de reflexão, e sem cuidados de estilo, apenas tem o valor do seu entusiasmo, e da minha fé nos destinos da aproximação luzo-brazileira”. Foram alguns deles «Louvor a S. Paulo», «O meio intelectual no Rio e em S. Paulo», «Literaturas gemeas», «Lisboa triste», «A Mentalidade Brasileira Contemporanea», «O Brasil e a guerra», «Unificação ortográfica», «Sentido do Atlantico».

Exemplar por estrear, tendo os cadernos ainda por abrir.
 
10€  

Norberto Lopes — O Exilado de Bougie: Perfil de Teixeira Gomes

O Exilado de Bougie: Perfil de Teixeira Gomes (Com um estudo de João de Barros)

Parceria António Maria Pereira, Lisboa // 1942. In-8º de 302, [2] págs. Br.
 
Edição original da ainda hoje mais conhecida biografia do presidente algarvio, entremeada por ilustrações em folhas destacadas de papel couché. “Êste perfil de Teixeira Gomes abrange a vida do falecido chefe de Estado desde a sua infância, em Portimão, até à sua morte no exílio de Bougie. Narram-se factos passados em Londres, durante o período em que êle foi ministro de Portugal, e faz-se um relato dos acontecimentos políticos que agitaram a sua breve passagem pela Presidência da República. Uma boa parte do livro ocupa-se da sua vida no exílio, que é quási totalmente ignorada”. Não adiantando muito, não se estranhará porém o prefácio de João de Barros, o também escritor por Teixeira Gomes indigitado como ministro para o governo da nação.

18€

João de Barros — Anteu

F. França & Armenio Amado – Editores / Coimbra, 1912. In-8º de 89, [5] págs. Enc.

Um dos primeiros de tantos livros publicados pelo autor, que já aqui começava a demonstrar a afeição depois tão recorrente pela Grécia Antiga. Edição princeps.

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro, conservando ambas as faces da capa de publicação e tendo as guardas revestidas de um bonito papel decorativo em motivo floral; e ainda valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio João de Barros na primeira folha, de anterrosto.
 
28€

Homenagem a Dr. João de Barros e ao Visconde da Marinha Grande

Figueira da Foz, 1970. (Composto e impresso na Escola Gráfica Figueirense). In-8º gr. de 100, [4] págs. Br.
 
Ilustrado em folhas à parte por fotogravuras a sépia variadas. Transcreve a comunicação de Vitorino Nemésio e os discursos de Henrique de Barros e Jaime Lopes Dias, além de textos saídos na imprensa local. 

10€

João de Barros: evocação

João de Barros: evocação // (Discursos proferidos em Sessão realizada no Palácio Foz a 4 de Novembro de 1977 por iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos para apresentação do «Caderno FAOJ» / Cidadão João de Barros / prefácio e selecção de textos por Manuela d’Azevedo)

Lisboa, 1978. (Executado na Santelmo, Cooperativa de Artes Gráficas). In-8º gr. de 73, [3] págs. Br.

Reproduz as comunicações de Manuela de Azevedo («Perfil Humano de João de Barros»), David Mourão-Ferreira («Sobre a Poesia de João de Barros»), Manuel Alegre («João de Barros: Notas Precursoras da sua Poesia»), Romero de Magalhães («João de Barros: o Poeta metido a Pedagogo») e Henrique de Barros («Testemunho Porventura Suspeito mas sem Dúvida Sincero»). Com algumas fotogravuras do homenageado e desta sessão de homenagem bastante póstuma, o volume apresenta na capa o retrato do republicano composto por Columbano.
 
7€   

João de Barros — Deuses do Olimpo e Heróis da Grécia Antiga

Deuses do Olimpo e Heróis da Grécia Antiga (Mitologia para Todos)

1936, Livraria Clássica Editora, A. M. Teixeira & C.ª (Filhos) / (Praça dos Restauradores, 17) – Lisboa. In-8º de 312 págs. Enc.

Deste livro, dedicado pelo autor a Joaquim Manso, que o teria sugerido, diziam os editores na nota preliminar pretender com ele “oferecer aos leitores portugueses, sobretudo à gente moça das escolas, uma obra acessível, escrita sem pretensões nem aparato eruditos. Mas clara e honesta”. A edição, hoje, rara, teve como mais valia as boas ilustrações de Mário Costa – que nessa função começava por então a distinguir-se – na capa (cartonada) e nas amplas vinhetas capitulares.
Em boa condição geral, está este exemplar ligeiramente desdourado por um certo desgaste exterior (do papel que reveste o cartão, sobretudo). Ostenta o conhecido ex-libris alfacinha com a divisa bien faire et laisser dire.
 
23€

João de Barros — Grécia, Musa do Ocidente

Grécia, Musa do Ocidente (desenhos de Saavedra Machado)

Livrarias Aillaud e Bertrand. Paris – Lisboa. [S/d - 1924?]. In-8º de 231, [5] págs. Br.

Primeira edição deste livro de viagem por terras gregas, ilustrada pelos desenhos a tinta do  artista  lisboeta que encimam as páginas capitulares. Com dedicatória impressa ao poeta Costas Ouranis e um prefácio em que João de Barros proclamava que “Tão grande é a amplitude do génio helénico, e tão complexa, que sob todos os signos o podemos amar e louvar. Eu amo-o e louvo-o sob o signo de Athena. Não da Athena guerreira, mas da Athena inefável que ofertou à Grécia a dádiva, quási ‘sobreumana’, do pensamento desinteressado, do pensamento que é volúpia e orgulho de pensar. Da Grécia recebemos essa dádiva única; e ela tem sido sempre a nobreza e a fôrça da civilização ocidental”.
 
Exemplar valorizado pela dedicatória manuscrita nele aposta pelo autor “a Cardoso Martha”, velho camarada de letras.
 
25€