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23 de outubro de 2017

Daqui Houve Nome Portugal: Antologia de Verso e Prosa sobre o Porto

Daqui Houve Nome Portugal: Antologia de Verso e Prosa sobre o Porto, organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade / 2.ª edição / Selecção artística e arranjo gráfico de Armando Alves

Editorial Inova Limitada. (1969). In-8º gr. de 267, [11] págs. Enc.

Não é propriamente uma segunda edição, e sim uma mera reimpressão da original deste monumento da bibliografia portuense, antologia que um mais dos seus célebres cidadãos adoptivos preparou a partir do muito que na literatura portuguesa se escreveu sobre o Porto. São de notar as fotogravuras, seleccionadas por Armando Alves, que entremeiam e depois consecutivamente terminam o volume, na maioria a p/b mas também a cores e recortadas em cliché.   

Boa encadernação editorial em tela revestida da famosa sobrecapa ilustrada.
 
24€

21 de outubro de 2017

Vila Nova de Gaia (Terras de Rey Ramiro)

(Na capa:) Vila Nova de Gaia (Terras de Rey Ramiro)

II Festival Folclórico e Etnográfico de Gulpilhares, comemorativo do 26.º aniversário do Rancho Regional de Gulpilhares

(Composição e impressão: Tip. O Comércio de Gaia / Maio MCMLXIII). In-4º de 166 págs. Br.

“Era nossa intenção apresentarmos aquando da nossa Festa, deste ano, um pequeno volume em que se reunissem alguns escritos das terras gaienses e nos quais se relatassem as suas lendas, episódios históricos, mesmo se possível, as suas monografias, com fotogravuras dos seus monumentos, panoramas, etc. Para tal percorremos o concelho.”
Destaque para a colaboração de Domingos Pinho Brandão, que se dedicou à anfitriã Gulpilhares no que é o texto mais longo desta recolha; assinando os das outras freguesias nomes pouco conhecidos ou apenas celebrizados na freguesia respectiva (como o padre Saúde, Sandim).
Edição interessante sobre um concelho que é ele mesmo dos mais interessantes e variados – mar, campo, cidade, serra – do país.

18€

19 de outubro de 2017

Santana Dionísio – Pensamento Invertebrado

Edição da Renascença Portuguesa / Pôrto – 1931. In-8º peq. de 128 págs. Enc.

É a edição original de um dos principais trabalhos do autor, recolha, com revisão, de ensaios fragmentários, em registo quase aforístico, já publicados durante a década anterior “em folhas de couve diversas”; impressa sobre bom papel.

O exemplar foi reforçado por uma bela encadernação, relativamente recente, com a lombada em pele recoberta por dois rótulos e ornada de gravações a ouro; estando logo de origem valorizado por uma expressiva dedicatória de oferta que o autor escreveu nele para Pinheiro Torres. Não conserva porém a capa primitiva.
 
27

Santana Dionísio – Da Urbe e do Burgo

1971 / Lello & Irmão – Editores (144, Rua das Carmelitas –) Porto. In-8º de XV, [1], 332, [4] págs. Br.

“Os presentes escritos, na sua quase totalidade, foram publicados inicialmente, desde 1960 a 1970, no jornal O Primeiro de Janeiro, de cuja Direcção o A. recebeu pronta e penhorante anuência à sua colectânea e republicação em volume”, que aqui conheceu a sua primeira de várias edições, constituindo já um dos títulos fundamentais no cada vez mais largo corpus da bibliografia portuense.

Exemplar quase impecável, não relevando o ligeiríssimo desgaste exterior.
 
15€

17 de outubro de 2017

exposição levantamento da arte do século XX no Porto

(sob o patrocínio da Direcção Geral dos Assuntos Culturais da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Educação e Cultura e com a colaboração da Câmara Municipal do Porto)

(reprodução, impressão e encadernação de Rocha / Artes Gráficas – Vila Nova de Gaia). [S/d – 1975?]. In-4º esguio de págs. inums. Br.

Com uma página de breve biografia artistica dedicada a cada um dos nomes recenseados, a antologia foi organizada por ordem alfabética, de A (Amadeo, por exemplo) a Z (Zulmiro de Carvalho). Entre os organizadores estiveram Ângelo de Sousa, Fernando Pernes, Jorge Pinheiro e José Rodrigues.

Exemplar com marcas de desgaste na capa.

10€

16 de outubro de 2017

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto (organizado por Marina de Morais Freitas de Matos)
Biblioteca Pública Municipal do Porto / Porto 1986. In-8º gr. de 214, [2] págs. Br.
 
Junta-se: 

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto / suplemento (organizado por Marina de Morais Freitas de Matos)
Biblioteca Pública Municipal do Porto / Porto 1993. In-8º gr. de 62, [2] págs. Br.


Exemplares com algum desgaste e carimbos de biblioteca.

 
Preço conjunto: 10€.

14 de outubro de 2017

O Traje no Distrito do Porto (finais do séc.XIX príncipios séc.XX)

(Recolha do Grupo de Danças e Cantares do C.A.A.S. • Porto.)

Conjunto de 29 postais classificados nas categorias «Trajes de Trabalho», «Trajes de Festa» e «Trajes de Vendedores», com particular peso dos concelhos de Porto e Gaia mas figurando espécimes de todo o distrito.

Colecção completa, conservando o estojo de embalagem. 

15€

Portões do Douro - I

(Desenhos de Fernando Guichard - Junho 1987 / Edição da Junta de Turismo das Caldas de Moledo - Régua)
 
Conjunto de 28 postais impressos na Minerva Transmontana, em Vila Real, a partir dos bons desenhos de Guichard representando a portaria de casas senhoriais do Douro.
Colecção completa, conservando o estojo de invólucro.

15€
 

12 de outubro de 2017

A Cidade do Porto na obra do fotógrafo Alvão

Edição da Fotografia Alvão / Porto, 1984. In-4º gr. largo. Enc.

O álbum abre por dois breves textos introdutórios de Fernando Távora e Joaquim Vieira; este explicando agrupar um conjunto de fotografias tiradas entre 1890 e 1940, a que Alvão dera o título de «Porto Antigo»; e aquele começando por elaborar:
“Um Porto melhor, pior, igual ou apenas diferente daquele em que vivemos? De qualquer modo, e certamente, um Porto em que as idades – da medieval à contemporânea – se confundem, se misturam, se interpenetram, num amalgamar do tempo em espaço comum. Vencido já o rio pela técnica do ferro e ultrapassada a tragédia das barcas de triste memória, panos da muralha, esfarelando-se embora, resistem à fúria demolidora que prossegue. É o retrato do conflito entre a cidade medieval, encerrada e defensiva, e a cidade contemporânea aberta e em processo de expansão garantido por novas estradas e pelo caminho de ferro.”
 
Bom exemplar, apesar de exteriormente prejudicado por pequenas marcas de corrosão e incisão em ambas as faces da capa.

35€

10 de outubro de 2017

Júlio Couto ― O Porto em 7 Dias: uma visita guiada à cidade

O Porto em 7 Dias: uma visita guiada à cidade (Edição ilustrada com mais de 200 fotografias, mapas e desenhos)

Porto - Ontem e Hoje • 1 / Edições Utopia. (1989). In-8º 281, [3] págs. Br.

“Não sei já há quantos anos penso que falta qualquer coisa que alguém possa ver, meter no bolso e ir percorrer as ruas desta minha cidade, na certeza de que vai sendo orientado para aquilo que vale a pena ser visto, ainda que seja verdade que aquilo que de mais rico existe no Porto não aparece à vista – está no peito de cada tripeiro, naquele seu jeito de se dar por inteiro a todos quantos dele carecem... e com um coração que não é capaz de se recusar, logo que a ele façam apelo...”
Este bonito guia teve fotocomposição e paginação das Edições Afrontamento.

Exemplar em bom estado, apesar de alguns defeitos superficiais.
 
10€

9 de outubro de 2017

De um Outro Porto

Bons Livros (2003). In-4º gr. de págs. inums. Enc.

“Quem quiser finalmente manusear o Porto como palimpsesto de sucessivas falas, colocado sobre o mármore do tempo, terá de reverter a este álbum de João Menéres. O sermão da cidade é um contínuo de impulsos e de hesitações, ora visitado pelo sol, ora impregnado pela chuva, realizando a cada trajectória da objectiva uma perspectiva ou um enquadramento, um vazio ou uma projecção. A escrita da Urbe assume-se como substância da sua identidade, trucidada pela rasura ou pelo apagamento, por palavras engastadas ou substituídas, pela inclusão ou pela eliminação de um parágrafo. // Assim funda João Menéres um núcleo de almas, contemplando-nos com um mistério sacramental. Irmãos dessa gente que mora intra-muros, que compra e que vende em remotíssimas lojas onde jamais a luz da manhã penetra, agradeçamos-lhe a chamada, irrecusável chamada, à mesa da comunhão.”
Assim terminava o belo prefácio de Mário Cláudio, «Mysterium Fidey», a este álbum em que os interessantes textos de Júlio Couto entremeiam, como assinalando capítulos, as reportagens fotográficas de Menéres.
O volume, impresso em encorpado papel couché, foi encadernado em tela e revestido de sobrecapa em papel, a qual apresenta algumas marcas de provável deficiente armazenamento – no que constitui o único defeito de um exemplar ainda por estrear.
 
33€ 

7 de outubro de 2017

O Poeta e a Cidade

O Poeta e a Cidade: antologia de poesia contemporânea dedicada à cidade do Porto organizada por Eugénio de Andrade com uma aguarela de António Cruz na editora Campo das Letras // segunda edição, aumentada // colecção o aprendiz de feiticeiro dirigida por José da Cruz Santos

Campo das Letras (1996). In-8º de 62, [6] págs. Br.

Para além da mudança de colecção – a edição original saíra nas plaquettes «o oiro do dia» –, o que distingue esta reedição é justamente o acréscimo de várias composições de gente mais nova, como Manuel António Pina, Luís Miguel Nava, Jorge de Sousa Braga e Inês Lourenço. Volume impresso no típico formato desta o aprendiz de feiticeiro, sobre bom papel canelado, sendo a aguarela de António Cruz (tio do editor) reproduzida em folha de abertura hors-texte «Casario da Sé» (1945).
O exemplar, por estrear, conserva a tarja editorial e as folhas inteiramente por abrir.
 
8€

5 de outubro de 2017

Porto: A Arte do Ferro / Artistic Ironwork

Edições ASA. (1997). In-4º gr. Enc.

Na nota prévia de António Lamas, lia-se que “Para enquadramento da iniciativa, o Prof. Paulo Cruz procurou identificar e caracterizar algumas das mais relevantes obras em ferro construídas na zona do Porto, através de uma intensa pesquisa bibliográfica e arquivística. Este trabalho demonstra uma capacidade rara no meio da engenharia portuguesa e exemplifica a importância que pode ter, para a história da ciência e da técnica, o contributo e a visão dos próprios cientistas”; dizendo depois Arnaldo Saraiva no prefácio que “Uma obra como A Arte do Ferro (...) vem de repente revelar-nos um Porto esquecido ou desprezado – e magnífico. O seu texto e as suas imagens, verdadeiras revelações fotográficas, dizem-nos que o Porto, se não se parece com a Itabira de Drummond, a que deu emigrantes, é também, afinal, uma cidade férrea (como é uma cidade ferrenha).”
As fotografias foram de João Paulo Sottomayor e o design gráfico de João Machado; tendo o álbum sido encadernado em tela pelo editor, depois recoberta de sobrecapa em papel. 

Exemplar por estrear.
 
25€

3 de outubro de 2017

Hélder Pacheco ― Porto

(Editorial Presença, 1985). In-4º de 214, [2] págs. Br.

“Este guia da cidade do Porto é sobretudo uma viagem ao interior de uma grande cidade portuguesa. A câmara – para usar de uma linguagem cinematográfica – ou talvez melhor, o olhar, que se detém em cada pedra ou recanto, é um olhar que capta o próprio movimento das coisas, o seu lento e longo processo de constituição desde um passado de décadas ou mesmo de séculos até à sua consistência actual (...)”. O volume foi o segundo título saído na série Novos Guias de Portugal.

Exemplar com sinais exteriores de desgaste e vestígios de manuseio no miolo, assinado no anterrosto.
 
14€

Hélder Pacheco ― O Grande Porto

O Grande Porto: Gondomar Maia MatosinhosValongo Vila Nova de Gaia

(Editorial Presença, 1986). In-4º de 297, [3] págs. Br.

Além do texto, também a maior parte das boas fotografias que o ilustram são do próprio Hélder Pacheco. Quarto título publicado na colecção Novos Guias de Portugal.

Exemplar com alguma usura exterior e uma assinatura de propriedade na folha de guarda.
 
14€

2 de outubro de 2017

Hélder Pacheco ― Rostos da Gente

Rostos da Gente: Escritos sobre Património Cultural e Outras Histórias

Caminho (1987). In-4º gr. de 160 págs. Enc.

Primeira edição de um álbum que recolhe alguma da produção dispersa pelo autor na imprensa durante o decénio anterior; encadernado em tela com sobrecapa de papel ideada por Henrique Cayatte; e ilustrado nas dezenas de fotogravuras, boa parte delas a partir de originais do próprio Hélder Pacheco.
“Sendo este um livro de reflexos portuenses, não pretende ser livro portuense. O Porto é apenas o pano de fundo de um universo onde me interrogo – tentando manter olhos que vêem – acerca do passado, do presente e do (possível, provável) futuro. Aprendi também que o universal está ao nosso lado e que a tragédia grega, não podendo ser de outro país, é nossa por falar do homem sem se preocupar com o universal. E que ser provinciano não é falar à moda do Porto, de Gulpilhares ou da Flor da Rosa (bonito nome de terra e de mulher cheirando a flor), mas linguarejar cosmopolitamente para ser chique”.
 
Bom exemplar, ainda por estrear, apenas com ligeiro desgaste exterior.
 
17€

30 de setembro de 2017

Hélder Pacheco ― O Porto no tempo da guerra (1939-1945)

Edições Afrontamento. (1998). In-4º  de 199, [7] págs. Br.

Resultado desenvolvido de uma prévia conferência pronunciada pelo autor, o livro consta dos capítulos «Não sei se o tempo existe», ««O Passado é um país estrangeiro: lá fazem-se as coisas de maneira diferente»», «E, entretanto, o quotidiano...», «Do romance à realidade.», «Entre a realidade e o futuro.», «Memórias do tempo da guerra: I – Do outro lado da Circunvalação», «II – No Coração do Burgo».
 

15€ (reservado)

1 de setembro de 2017

Feira do Livro do Porto

Decorre de 1 a 17 de Setembro a quarta edição da nova Feira do Livro do Porto, uma vez mais com a participação da bibliographias - pavilhão 99.

30 de junho de 2017

«Ácerca de Livros»

Uma pastora meio-selvagem das Ardenas, que nunca vira outro espectáculo mais grato ao seu coração do que as cabras que guardava, foi um dia trazida das suas serranias a Paris, quando no boulevard passava, com a tricolor ao vento, um regimento em marcha. A pobre donzela fez-se branca como a cera, e só pôde murmurar, numa beatitude suprema:
- Jesus! tanto homem!
Eu sei que estou aqui fazendo o papel ridículo desta pastora, e balbuciando, com a boca aberta como se chegasse também das Ardenas:
Jesus! tanto livro!
Mas não é este grito, como o da pastora, natural?
O beduíno do deserto de Oeste, que, passando a Serrania Líbica, avista pela primeira vez, imenso, lento, enchendo um vale, o rio Nilo, exclama espantado:
- Alá! tanta água!
A água é a sua preocupação: todas as tristezas das areias que habita vêm da falta da água: mais que ninguém sente as maravilhas que a água produz; e no seu grito há uma tímida repreensão a Alá! "Tanta água aqui, e tão pouca lá de onde eu venho!..."
Assim eu venho... Mas o resto da comparação complete-a, antes, o leitor astuto.
 

(Eça de Queirós, Cartas de Inglaterra. Mas está bom de ver que tudo isto já foi mais assim.)

28 de junho de 2017

Discursos a Eça de Queiroz

A Eça de Queiroz (Na inauguração do seu monumento, realisada em Lisboa a 9 de Novembro de 1903) / Discursos do Conde d’Arnoso, Marquez d’Avila, Ramalho Ortigão, Luiz de Magalhães, Annibal Soares, Antonio Candido, Conde de Rezende. Poesia de Alberto de Oliveira.

Porto: Livraria Chardron, De Lello & Irmão, Editores / 1904. In-8º de [IV], 90, [II] págs. Enc.

São bastante extensas as alocuções de Luís de Magalhães, Ramalho e António Cândido – a segunda altamente elogiosa (dizendo ter sido Eça na segunda o que fôra Garrett na primeira metade do século, mas com ainda mais mérito) e a terceira, curiosamente, quase só de exegese literária. A conhecida escultura de Teixeira Lopes é reproduzida em fotogravura sobre folha preliminar de papel couché.

Exemplar da típica série encadernada pelo editor.
 
15€ 

26 de junho de 2017

Eça de Queirós ― A Illustre Casa de Ramires

Porto: Livraria Chardron, De Lello & Irmão, editores / 1900. In-8º de IV, 543, [1] págs. Br.

Primeira edição de um dos principais títulos queirosianos, saída dos prelos pouco antes da morte do escritor.

Exemplar em brochura, relativamente bem conservado, apesar de uma assinatura (discreta) de propriedade no anterrosto e de algumas esparsas marcas de acidez ao longo do volume.

175€ (indisponível)

Eça de Queirós ― A Illustre Casa de Ramires (segunda edição)

Porto: Livraria Chardron / Lello & Irmão, editores, 1904. In-8º de 547, [3] págs. Enc.

São já bastante invulgares também os exemplares desta segunda edição; tendo este sido encadernado em tecido sintético imitando pele, sem as capas de publicação – e conservando-se bem cuidado, salvo uma assinatura de propriedade sobre a folha de rosto.

25€

23 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Cartas de Inglaterra

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão – editores – 1905. In-8º de [4], 242, [2] págs. Br.

Edição original de um livro que recolhe os textos «Afghanistan e Irlanda», «Ácerca de livros», «O inverno em Londres», «O Natal», «Litteratura de Natal», «Israelismo», «A Irlanda e a Liga Agraria», «Lord Beaconsfield», «Os inglezes no Egypto», «O Brazil e Portugal», «A festa das creanças» e «Uma partida feita ao Times». Em folha preliminar de papel couché, na anteportada, reproduz-se o monumento a Eça esculpido por Teixeira Lopes.

Exemplar em brochura, muito bem conservado. Tem aposto o ex-libris (pequeno) da livraria portuense Manuel Ferreira.

25€

21 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Prosas Barbaras

Prosas Barbaras (Com uma Introducção por Jayme Batalha Reis)

Porto: Livraria Chardron, Lello & Irmão, editores. 1903. In-8º de LIII, [III], 246, [2] págs. Enc.

Primeira edição em volume de uma série de textos da produção temporã de Eça, originalmente publicados em folhetins na Gazeta de Portugal (salvo o último, e mais longo, «A morte de Jesus», escrito já alguns anos depois, na ressaca da viagem ao Médio-Oriente, e dado a lume na Revolução de Setembro) e aqui reunidos pela mão de Chardron e do amigo Batalha Reis, três anos passados sobre a morte do romancista; sendo do escritor a longa – ocupa as cinquenta páginas iniciais – «Introducção. Na primeira phase da vida litteraria de Eça de Queiroz.» em que, na qualidade eventual de “testemunha mais proxima da redacção dos escriptos agora reunidos em volume, e por esse tempo, o amigo mais inseparavel do author”, dava conta da convivência com ele nessa década de 1860, narrando vários episódios curiosos da boémia pela Lisboa de então e deixando para a posteridade apontamentos que forçosamente interessam à biografia queirosiana, desde a enumeração das primeiras influências literárias aos pequenos (grandes no rebuscamento) tiques e manias que já então se manifestavam e célebres ficariam, até pela dose de ridículo envolvida. O volume integra, além da mesma «Introducção» inicial e do referido «A morte de Jesus» final, «Notas marginaes», «Macbeth», «A ladainha da dôr», «Entre a neve», «Os mortos», «A Peninsula», «O «Miautonomah», «Mysticismo humoristico», «O milhafre», «Lisboa» (a ler bem por aqueles que tanto gostam de citar o «Portugal é Lisboa», após isso devendo rever a posição, esquecendo a cronologia), «O Senhor Diabo», «Uma Carta», «O lume», «Mephistopheles» e «Memorias d’uma forca».

Exemplar da série encadernada pela editora em percalina com gravações a ouro na lombada e na pasta superior, incluindo aqui os relevos com o seu emblema.
 
45€   

19 de junho de 2017

Eça de Queirós ― A Cidade e as Serras

A Cidade e as Serras / quinta edição

Porto – 1917 / Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores / (Rua das Carmelitas, 144). In-8º de 385, [3] págs. Enc.

Exemplar da série encadernada pelo editor em percalina com gravações a ouro (lombada e pasta frontal) e a seco desenhando ornamentos em relevo: a efígie do romancista à frente e o emblema da Lello atrás destacando-se. Série que, nesse modelo habitual, tem aqui uma apresentação preliminar de Eça (ilustrada por um retrato igualmente sobre as guardas) que em regra não aparecia, e salvo erro depois deixou de todo de aparecer.

15€