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25 de fevereiro de 2017

História do Futuro [VIII]


"Quer V. Ex.ª que eu lhe diga uma cousa com uma daquellas effusões de sinceridade que V. Ex.ª sabe que tenho muitas vezes? Eu estimo e hei-de estimar sempre a V. Ex.ª (ainda que alguma vez me irrite, como succedeu com a convenção) porque V. Ex.ª é uma grande intelligencia e um grande escriptor, com virtudes e defeitos como eu tenho e como tem todos aquelles a quem Deus não deu uma alma de lama. Agora a quem tenho asco invencivel é a esses patuscos que todos nós conhecemos e que, sem uma unica virtude, sem uma unica idéa elevada ou generosa, figuram nesta terra pelos dous titulos com que nella se faz fortuna; por tolos no mundo das idéas e por velhacos no mundo da vida practica."
 
(Carta de Herculano a Garrett, 29 de Dezembro de 1851)

22 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett (no I Centenário da sua morte ― 1954).

(Desta obra tiraram-se mil e cem exemplares numerados e assinados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia « Composta e impressa na Tipografia Sequeira com a colaboração da Litografia Nacional, na parte litográfica « Direcção gráfica da Livraria Tavares Martins). In-8º gr. de 218, [4] págs. Br. 

“Livro de homenagem a Almeida Garrett editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia”, consta dos estudos «Almeida Garrett, o criador da etnografia na Península», de Fernando Castro Pires de Lima, e «Acerca de «Miragaia» de Garrett», de Ramón Menéndez Pidal, a que se segue a transcrição, em português e francês, do dito Miragaia ; com um prefácio do então edil gaiense. Volume impresso a duas cores sobre bom papel vergé encorpado, apresentando como graça o ex-libris («Sempre Fixa», que Gomes de Amorim reporta, talvez errado, nas suas memórias ser uma derivação algo abandalhada do Semper Fidelis latino) de Garrett colado sobre a folha preliminar.  

A este exemplar, por estrear, com os cadernos inteiramente por abrir, coube o nº 898. 

28€

20 de fevereiro de 2017

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Interessantíssima e pouco conhecida publicação dos Fenianos – cuja devoção pelo esquerdista Garrett, em pleno Estado Novo, não parece nada de estranhar –, com contribuições literárias variadas: «Uma “Verdadeira Curiosidade Literária” “ e não menos interessante Curiosidade Política” da biografia de Garrett (três cartas do poeta)», por Magalhães Basto, sobre as insistentes e vãs tentativas em se fazer eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto; «Almeida Garrett e o Porto», por António de Macedo, então presidente do Ateneu e várias vezes publicador nas edições dos Fenianos; «Shakespeare e Garrett», do exilado (nessa altura no Brasil) Fidelino de Figueiredo, perorando acerca da influência d’«O Bardo» na literatura de Garrett, o Camões e o Frei Luiz de Sousa em particular; «Quelques traducteurs de Garrett ou Le Désir d’Universalité», Andrée Crabbé Rocha; e «Almeida Garrett e a Etnografia Portuguesa», por Jorge Dias, sublinhando o cariz pioneiro das recolhas folclóricas pelo poeta.
Na parte artística, destaque para os retratos de Garrett aqui apresentados por Augusto Gomes, Gouveia Portuense, Mário Norton e Carlos Craveiro; sendo do segundo as ilustrações, no seu típico desenho, para uma pequena recolta de versos e de prosa a meio do volume. A cores, apresentam-se em folha destacada os três emblemas originais do clube, após uma resenha da sua actividade por Eduardo Ralha.
 
Exemplar de uma suponível série especial numerada pelos editores (coube a este o n.º6) e assinada pelo presidente da Assembleia Geral, Correia Guimarães; que se distingue da corrente por isso, pelas cores da capa e por não conter as folhas iniciais com publicidade. Em bom estado, mas parecendo ter perdido o agrafo original por efeito de ferrugem.
 
20€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Exemplar da série corrente, sensivelmente nas mesmas condições.

10€

17 de fevereiro de 2017

viagens com Garrett

viagens com Garrett (Texto de Isabel Lucas / fotografias de Paulo Alexandrino)

Contexto. (2000). In-8º gr. quadrado de 178, [6] págs. Br.
 
“Ao decidir fazer aquela viagem pelo Ribatejo, Almeida Garrett não se baseou em nenhum guião. O objectivo a que nos propusemos agora é o de seguir um percurso com paragens ao ritmo do acaso, tentando refazer o roteiro original que o escritor nos deixou. Século e meio depois, como estão as paisagens e os lugares que Almeida Garrett descreveu no livro Viagens na Minha Terra? Sem qualquer tipo de pretensão literária, fomos recolhendo impressões, apontando as marcas dos sítios, das gentes, das paisagens, de alguns costumes, das belezas e das fealdades numa determinada época, aliando o texto à imagem que muitas vezes deve ser entendida enquanto metáfora, assumindo um discurso independente da escrita, mas que não lhe é alheio”.
Um dos bons álbuns da Contexto, amplamente ilustrado pelas fotografias referidas e com graça para a bibliografia ribatejana. 

Exemplar por estrear.
 
15€

16 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Viagens na Minha Terra

Viagens na Minha Terra (Introdução de Maria Ema Tarracha Ferreira / Ilustrações de Lima de Freitas)

Verbo. (1983). In-8º gr. de 255, [17] págs. Enc.
 
Edição muito cuidada, publicada na série «Tesouros da Literatura Portuguesa» comemorando os 25 anos da fundação da editora, que a fez encadernar em material sintético – finamente decorado a ouro na lombada e na pasta frontal – a imitar pele. A extensa introdução destacada sublinhava nas Viagens, “obra única na Literatura portuguesa”, o “misto de narrativa de viagens, de crónica jornalística, de autobiografia, de comentário político, de novela sentimental”; e as típicas ilustrações do pintor setubalense – infelizmente, aqui, poucas – são reproduzidas a cores.

Exemplar valorizado por autógrafo do próprio Lima de Freitas.
 
30€

14 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Romanceiro

Romanceiro (edição revista e prefaciada por Fernando de Castro Pires de Lima)

1949 ―― Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira, Editor (Rua do Almada, 119 – Porto). In-8º de 474, [6] págs. Br.
 
“Garrett viu como ninguém, e muito antes que outros o vissem, onde estava a raiz de uma literatura nova, donde tinha de sair, um dia, um Portugal novo, orgulhoso das suas virtudes e respeitador das suas crenças, e viu isso, repito, num momento em que todos estavam cegos por uma psicose decadente e anti-nacional”, escrevia Pires de Lima no seu psicótico prefácio, chamando psicose ao liberalismo e sugerindo que Garrett, entretanto às voltas na campa, fosse o precursor da literatura estado-novense. À parte isto, conseguindo-se, as notas do organizador ao longo do volume até têm algum interesse pelos aportes folclóricos e etnográficos.
Edição ilustrada na capa por um desenho de Fernando Bento.
 
Exemplar em bom estado, salvo a habitual acidez devida ao tipo de papel utilizado.
 
14€

11 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ―Teatro

1972, Parceria A. M. Pereira, Lisboa. 3 vols. in-4º de 297, [7]; 155, [5]; e 408, [4] págs. Enc.

Edição publicada na colecção «Obras Completas de Almeida Garrett», da mão de Jacinto do Prado Coelho, sendo esta série de «Teatro» a única que ainda chegou a sair: o primeiro volume, prefaciado por longo estudo introdutório de Andrée Crabbé Rocha acerca da dramaturgia garrettiana, reproduzindo Catão, o segundo Merope e o terceiro Um Auto para Gil Vicente e O Alfageme de Santarem. (Viria a ser ainda composto um IV, Frei Luiz de Sousa ; mas que mal entrou no mercado, se é que chegou a entrar, e não teve esta série especial). O texto foi fixado e revisto por uma equipa de especialistas e a mulher de Torga acrescentou-lhe ainda notas no vol. II.

Exemplares da tiragem especial de 350 impressa em maior formato sobre belíssimo papel avergoado e encadernada, carimbada, rubricada e numerada pelos editores, que a estes atribuíram o n.º 79. A encadernação foi integralmente em pele, tendo gravados a seco a efígie de Garrett, na frente, e atrás o brasão de família, sobre a marca editorial.
 
75€

8 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa / Catão

Frei Luiz de Sousa

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1902. In-8º de 197 págs.

Quinta edição do mais conhecido drama de Garrett, apresentando o “Juizo crítico sobre Frei Luiz de Sousa”, de Rebelo da Silva, em apêndice no final.

E, encadernado em conjunto,

Catão

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1900. In-8º de 260 págs.

Sexta edição, com os prefácios das quatro primeiras incluídos.

Encadernação da época, simples, sem conservação das capas de brochura respectivas.

18€

6 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa

Frei Luiz de Sousa / Drama (Representado, a primeira vez, em Lisboa, por uma sociedade particular, no theatro de quinta do Pinheiro em quatro de Julho de MDCCCXLIII)

Escriptorio de Publicações de Ferreira dos Santos (Rua de Santa Catharina, 231), Porto. [S/d]. In-8º peq. de 79, [1] págs. Br.

Edição de “homenagem a Eduardo Brazão, o colossal interprete do grandioso drama e da célebre tragedia «Hamlet»”. Do conhecido actor apresenta o retrato em folha preliminar hors-texte. Não estando datada, poder-se-á supor ter sido impressa no início do século passado, quando o foram várias publicações semelhantes desta mesma editora portuense.

Exemplar razoável, com pequenos rasgões na capa.

10€

Almeida Garrett ― Frei Luís de Sousa

Frei Luís de Sousa (Prefácio: Vasco Graça Moura / Desenhos: Alfredo Martins / Direcção Gráfica: Armando Alves)

1999 / Campo das Letras. In-4º gr. de 189, [3] págs. Br.

Bonita edição impressa em grande formato sobre papel muito encorpado, na linha habitual desta colecção «Clássicos Portugueses». É extensíssimo e de bastante interesse o prefácio de Graça Moura, o nosso Garrett mais recente, que aliás se basearia na peça e nas leituras que então fez para o seu livro-poema Garrett, numa cópia perdida do Frei Luís de Sousa.

Exemplar por estrear.
 
17€

2 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Viagens na Minha Terra

Viagens na Minha Terra (Reprodução exacta do texto da primeira edição e com as emendas, ainda inéditas, feitas pelo Autor em um exemplar que lhe pertenceu, hoje existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Espólio de Garrett) / Introdução e notas de Augusto da Costa Dias)

Portugália Editora, 1963. In-8º de LXVII, [5], 343, [XXVII] págs. Br.

Dando de barato a asserção, o interesse principal deste volume inaugural das «Obras Literárias de Almeida Garrett» era a apresentação dessas notas manuscritas pelo próprio e inéditas durante mais de um século - facto deveras notável tratando-se de uma das obras-primas da prosa portuguesa, sublime digressão acerca da digressão à volta de Santarém que com o anfitrião Passos Manuel e outros compagnons-de-route, figurados e literais, o autor fizera.
 
Bom exemplar, ainda por estrear.
 
20€ (indisponível)

1 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Folhas Caídas (introdução: José Gomes Ferreira)

Portugália Editora. [S/d – 1969?]. In-8º de 222, [6] págs. Br.
 
Elaborada com algum descuido gráfico (a mancha teve a tinta espalhada deficientemente em várias folhas da parte final do volume, neste como em muitos outros exemplares) para umas planeadas «Obras Literárias de Almeida Garrett» que se ficariam por este terceiro título, a edição, a partir da ilustrada que a mesma Portugália publicara na década anterior, aproveita dela o intuitivo, impressivo e importante prefácio de Gomes Ferreira – outro portuense tornado lisboeta, como Garrett –, que se espraia por seis dezenas de páginas; apesar de várias teses muito discutíveis, é ainda assim das mais importantes peças escritas sobre este livro, por sua vez o mais importante do nosso romantismo, só com possível paralelo no Amor de Perdição camiliano.

Exemplar algo desgastado na capa; conservando o miolo, pelo contrário, incólume.


15€

30 de janeiro de 2017

Cortesia do professor Leonardo Coimbra...

E juro que, na minha vida de leitor, nunca senti maior choque, como naquela manhãzinha no parque de entrada para a aula do sétimo ano do Liceu de Gil Vicente, quando li, pela primeira vez, uma das edições do Sempre (Teixeira de Pascoaes emendava, emendava, emendava sem descanso), impresso com palavras fantasmáticas que me abriram as portas da manhã para outra visão do mundo e da Arte.
Mal acabei de lê-lo senti que nascia um deus novo não sei onde.

27 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ― Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo (romance)

Portugália Editora. (1963). In-8º de 254, [8] págs. Br.

Primeira edição de um livro deveras maravilhoso, que deveria ser dado a ler por todos os portugueses pais a todos os portugueses filhos; e que, conforme se indicava em nota final, resultou do rearranjo de uma narrativa publicada trinta anos antes pelo mesmo JGF, sob o pseudónimo O Avô do Cachimbo, com ilustrações de Ofélia Marques, num periódico lisboeta. Se não falha a memória, foi por cá a introdução daquela literatura infanto-juvenil non-sense, em que mais tarde um Manuel António Pina seria useiro e vezeiro, que vai beber q.b. à fonte original de Carroll – mas aqui algo menos cínica e algo mais, digamos à falta de melhor termo, «pedagógica». De resto, além das literárias, as sonâncias e ressonâncias cinematográficas são tantas que nem vale a pena começar a lista: desde o maravilhoso The Village ao menos-mas-ainda-maravilhoso The Lord of The Rings e ao imaginário de Tolkien, desaguando em Tim Burton, elencá-las daria toda uma interessantíssima tese de estudos literários.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta – embora já bastante mais tardia – manuscrita pelo próprio autor.
 
42€

25 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ― O Barbeiro de Má-Morte

Lisboa, nas Oficinas Gráficas da Editorial Dois Continentes. [S/d]. In-8º de 48 págs. Br.

Primeira edição independente deste longo conto, publicado originalmente na colectânea O Mundo dos Outros. Capa ilustrada por Paulo Guilherme.
 
Bom exemplar.
 
14€

23 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ― Poeta Militante: Viagem do Século Vinte em mim

Círculo de Poesia – Moraes Editores, Lisboa /1977. 3 vols. in-8º de XXII, 217, [3]; 283, [3]; e 316, [4] págs.

“Poeta militante é a viagem do século vinte em mim. Ou melhor: o testemunho poético – a princípio involuntário – da aventura da sombra de um anti-herói que perdido nos meandros dos caminhos exíguos do tempo, atravessou em bicos de pés os segundos, os minutos, as horas, as semanas, os anos de quase todo um século, mais preocupado com as coisas vulgares do quotidiano nos cafés, nas ruas, nas praias, nos campos, do que com os acontecimentos merecedores no futuro de longos tratados de estudo volumosos que me inspiraram muitas vezes apenas poema e meio.
De quando em quando, grito. Grito muito. Berro. Apaixono-me. Calo-me. (Que outro protesto poderia fazer senão com o silêncio, quando rebentou a primeira infame bomba atómica?) Amo. Odeio, torço pescoços de fantasmas. E sobretudo denuncio. E espanto-me. Do que afinal sempre espantou os poetas dos séculos de sempre. De haver injustiças e estrelas.  
Enfim, quando os homens pisaram a lua, dormi profundamente toda a noite como um anjo sem insónias.”

O primeiro volume, que tivera edição prévia no ano anterior, é apresentado por um longo prefácio de Mário Dionísio; sendo este exemplar da edição corrente. O segundo e o terceiro são da tiragem especial, encadernada pelos editores em tela e impressa sobre melhor papel, limitada a 500 exemplares numerados e assinados pelo próprio José Gomes Ferreira; integrando o segundo em extra-texto a reprodução de um retrato a óleo do autor por Ofélia Marques e o terceiro a de um outro por Nikias  Skapinakis.

60€

21 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ― A Memória das Palavras I

A Memória das Palavras, ou o gosto de falar de mim

Portugália Editora. (1965). In-8º de 318, [6] págs. Br.

A Memória das Palavras é um livro único na nossa literatura (...), um misto perturbador de memórias (neste caso uma aventura autobiográfica, lenta e emocionante descoberta de uma personalidade riquíssima de homem e de artista), de ensaio personalizado sobre grandes temas estéticos e humanos que solicitam e perseguem um escritor, misto ainda de roteiro crítico de uma consciência à procura dos seus rumos autênticos, de confissão, em suma, confissão de uma dignidade que não é contemplativa porque é militante, paradigma de franqueza em país de «génios» que se fabricam sem defeitos”. Nas «Glosas» finais são dedicados textos particulares a Florbela, Pascoaes (o conhecido «Quando Teixeira de Pascoaes vinha a Lisboa» deslumbrar a rapaziada), Raul Brandão (o também conhecido «O meu mestre secreto Raul Brandão»), Rodrigues Miguéis e Bernardo Marques.

Exemplar da primeira edição, valorizado por dedicatória de oferta manuscrita logo em 1965 por JGF a Neves Águas, de quem tem o ex-libris aposto.
 
30€

José Gomes Ferreira ― A Memória das Palavras II

Relatório de Sombras ou a Memória das Palavras II / 1980

Moraes editores. (1980). In-8º de 204, [8] págs. Br.

Mais variado, mas retomando o fio à meada do volume I, também aqui JGF falava principalmente de Pascoaes e de Raul Brandão – enfim, se há coisa que não se poderá arguir ao senhor é mau gosto literário.

O exemplar, parecendo por estrear, pertenceu também a José Neves Águas, de quem tem igualmente aposto o ex-libris.
 
15€

20 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ―Tempo Escandinavo (contos)

Portugália Editora. (1969). In-8º de 225, [7] págs. Br.

Edição original deste volume de narrativas –  que, por mais que o autor as jurasse, logo de antemão, «contos» do que “não é um livro autobiográfico”, ninguém nisso acreditará. Da longa estação norueguesa de JGF ficaram aqui as peças (algumas, deliciosas, naquele típico tom que nos força a simpatia por este curioso homem) «Quase um Relatório», «A Cidade Despida», «A Mulher dos Caminhos», «O Mundo Desabitado», «O Outro Lado», «Silêncio Triangular», «Baile na Névoa», «As Mulheres não Entram pelas Paredes» e «A Ilha do Capitão».

Exemplar também valorizado por uma dedicatória manuscrita de oferta.

25€ (indisponível)

19 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ― O Irreal Quotidiano

Lisboa, Portugália Editora. 1971. In-8º de 295, [5] págs. Br.

Primeira edição deste livro de contos e pequenas histórias, quase sempre com a cidade de Lisboa como pano de fundo – começando no notável «Um instrumento maravilhoso atravessava a cidade» e incluindo alguns outros que seriam depois recolhidos no volume independente «Os Segredos de Lisboa». Capa de Câmara Leme e dedicatória impressa ao “único amigo de infância, Alberto Rodrigues Miranda”.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor no anterrosto a Neves Águas, de quem tem aposto o ex-libris no verso. Em muito bom estado, sem qualquer defeito de monta (apenas um ligeiríssimo desgaste da capa e das guardas).
 
27€

José Gomes Ferreira ― O Irreal Quotidiano

Portugália Editora. (1971). In-8º de 295, [9] págs. Enc.

Um dos da “Tiragem especial de duzentos exemplares, numerados de 1 a 200 e assinados pelo autor”; a que coube o n.º28, e que está especialmente valorizado pela dedicatória manuscrita (embora mais tardia – provavelmente, não de oferta) de JGF “Para Ramiro Teixeira, este livro de que gosto muito, eu, José Gomes Ferreira” [Ramiro Teixeira é um crítico literário que esteve sempre situado mais ou menos na órbita do nosso neo-realismo].
 
Esta série especial foi impressa em formato ligeiramente maior e toda encadernada pela editora.
 
40€

18 de janeiro de 2017

José Gomes Ferreira ― Coleccionador de Absurdos

Coleccionador de Absurdos / Com a biografia das duas ou três infâncias do coleccionador

Moraes editores. (1978). In-8º de 173, [3] págs. Br.

Edição original, publicada na série das «Obras Completas», com dedicatória impressa a Alexandre Pinheiro Torres; estando o exemplar valorizado pela dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio José Gomes Ferreira “Com o velho abraço de sempre ao Neves Águas” [polígrafo ligado ao grupo da Seara Nova e ele próprio grande coleccionador, mas de livros].
 
23€

16 de janeiro de 2017

Foi você que pediu uma chuva Ferreira?


Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
                                                                         ouvir um violino
                                                                         até na lama.

(José Gomes Ferreira)



Cai a chuva abandonada
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.
Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente
do que me fala à razão.
Mas a razão é limite
do que tem ocasião
de negar o que me fite
de onde é a minha mansão
que é mansão no sem-limite.
Ao longe e ao alto é que estou
e só daí é que sou.                                        
 

                                                                                         (Vergílio Ferreira)



[Claro que estas coisas - poemas, poetas, proclamações, aparências - podem iludir muito. Jurar-se-ia que José era muito mais dado a molhas do que Vergílio. Mas enfim...]

13 de janeiro de 2017

Vergílio Ferreira ― Onde Tudo Foi Morrendo (romance)

Coimbra Editora, L.da – 1944. In-8º de [6], 436, [2] págs. Br.

Publicada na série «Novos Prosadores», foi esta a primeira edição do segundo romance do autor, ilustrada na capa pela mulher, Regina Kasprzykowski (o livro é-lhe dedicado), e hoje, a par da talvez ainda mais rara edição original do primeiro – O Caminho Fica Longe –, a mais valorizada de toda a sua longa bibliografia principal.
 
Exemplar revestido de boa encadernação em cores toantes com a lombada em pele singelamente gravada a ouro (autor e título); conservando a frente da referida capa de brochura.
 
200€ (indisponível)