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25 de Abril, 50 anos, 100 livros: Catálogo

Nos 50 anos do 1.º de Maio de 1974, eis enfim o catálogo de livros seleccionados entre os muitos que sobre o tema esta casa tem sempre em acervo, dedicado aos 50 do 25 de Abril.
Seguiu-se o critério já mais ou menos fixado na bibliografia alusiva - antecedentes, período revolucionário propriamente dito e consequentes, neste caso ainda para lá do habitual limite da nossa abençoada Constituição de 76.
Cem peças à vossa escolha, entre literatura e poesia, trabalhos documentais, ensaios históricos, recriações mais ou menos «livres», etc.
Várias pertenceram à biblioteca do escritor Urbano Tavares Rodrigues, ele mesmo resistente à ditadura, e algumas têm dedicatórias dos respectivos autores mencionando o facto.
De resto, Henrique Galvão, Humberto Delgado, Álvaro Cunhal, Francisco Salgado Zenha, Mário Soares, Manuel Alegre, Francisco Sá-Carneiro, etc. etc.

Na capa, uma das variantes em forma de cartaz pintadas por Maria Helena Vieira da Silva sob o mote «A Poesia está na Rua», verso que faz hoje 50 anos a compagnonne-de-route Sophia dedicava numa composição aos militantes do Partido Socialista.

Pode e deve ser desde já consultado

Quem liam os modernistas? O «saudosista» Pascoaes

[Lidas há pouco as memórias lorquianas de Rafael Alberti, uma das mais recentes entre as múltiplas leituras a que um tradutor português de um gigante como Federico García Lorca se deve entregar - não tem a desculpa da dificuldade do idioma. A páginas tantas, conta das sessões que o grupo da «Resi» (a madrilena Residencia de los Estudiantes), incluindo ele próprio, Lorca, Aleixandre, Guillen, Salinas e outros membros da «Geração de 27», o ex-estudante Juan Ramón Jiménez, etc., fazia pelos serões poéticos. Liam: Gide, Valéry, Aragon, Eluard e... "Teixeira de Pascoaes", que aliás os viria a visitar in loco / in Lorca 1 ou 2 vezes. 4 franceses e... Pascoaes. Nem este vosso amigo, adepto devoto e confesso do amarantino, faz às vezes perfeita ideia do prestígio naquela época do nosso génio Europa fora, Espanha em particular - quando nele se falava para o Nobel. Depois, muito pouco depois, começou o investimento do Estado Novo na monomania pessoana, que após o tão ou mais centralista 25 de Abril ainda aumentaria, e juntando isso à estreiteza de vistas (salvo raríssimas excepções) da Academia e ao golpe-de-sorte brasileiro (via Adolfo Casais Monteiro e Cecília Meireles, principalmente), foi o que se sabe. 
Eis o pouco interesse dos «cânones», literários ou religiosos. Valem o que valem, e com frequência espalham-se ao comprido, sendo disso bom exemplo o descaso do «saudosismo» e «passadismo» que atribuem a Pascoaes, e que significa apenas ou que não sabem ler, ou que não perceberam nada.
Os modernistas portugueses liam Pascoaes (é aludindo a Pascoaes que Pessoa se anuncia como "Super-Camões", porque seria deselegante anunciar-se como Super-Pascoaes...). Pelos vistos, os modernistas espanhóis também. Um surrealista como Cesariny considerava-o mesmo "o mais importante poeta português". Mas a douta academia lusa decreta que Pascoaes é do passado, e a douta academia é que sabe.]

Boletim bibliográfico 2/2024

Preparado tendo em vista o centenário de nascimento de Fernando Campos (no passado dia 22 de Março) e os 175 anos do nascimento de Alberto Pimentel (que se assinalaram anteontem), o segundo deste ano é principalmente dedicado ao romance histórico, género que o primeiro praticou quase em exclusivo e o segundo também q.b.
Além desses dois senhores, entram romances mais ou menos históricos de outros afamados praticantes como Garrett, Herculano, Camilo, Arnaldo Gama, Pinheiro Chagas, Campos Júnior e Saramago, entre muitos outros.
Mas como a vida não é só romance (a bem dizer, raramente o é...), mistura-se também alguma História, privilegiando a bastante romanceada (muitas vezes praticada por... romancistas). 

Pode consultar-se

Juan Gómez Casas — Histórias do Cárcere (tradução de José Rolim)

1970 (Distribuição: Ulmeiro – Livraria e Distribuidora) (Este livro, edição do tradutor foi composto e impresso na Prensa Ferro & Peres, Lda.). In-8º peq. de 156, [I], [iii] págs. Br.

Lia-se no texto de apresentação por Carmen Ruiz: "Ao terminar a leitura destas histórias podemos sentir-nos amargurados, oprimidos com a falta de ar livre em que o autor respira... Juan Gomez Casas quebrou os muros da sua prisão para nos contar como as coisas s passam por dentro. Devemos ouvi-lo e que, pelo menos uma noite, não durmamos tranquilos, porque para que uns vivam, outros morrem lentamente".

Quarto título publicado na colecção «Cadernos Peninsulares». 

8€

Miguel Angel Asturias — O Senhor Presidente

Romances exemplares n.º 9 / Publicações Dom Quixote. (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Telles da Silva, Lda. em Março de 1968). In-8º de 358, [VI] págs. Br.

O livro que consagrou aquele que viria a obter o Prémio Nobel da Literatura em 1967, nesta primeira edição portuguesa com tradução de Lopes de Azevedo e capa de Lima de Freitas.

10€

Alejo Carpentier — Literatura e Consciência Política na América Latina

publicações dom quixote. (Lisboa, 1971). In-8º de 144, [4] págs. Br.

Primeira edição portuguesa deste interessante conjunto de textos do escritor cubano, publicada na série «Cadernos de Literatura» dois anos após a original espanhola. O volume reúne «Problemática do actual romance latino-americano», «Do folclorismo musical», «Literatura e consciência política na América Latina», «Ser e estar», «Do real maravilhoso americano» e «Papel social do romancista», ensaios que tomam o contexto ibero-americano como simples mote para digressões bem mais largas sobre a literatura de todos os tempos e continentes - quer respigando escritores e livros, quer deixando notas mais teóricas sobre a natureza e função do romance enquanto género literário.
8€

Octavio Paz — El Arco y La Lira

El Arco y La Lira (El poema. La revelación poética. Poesía e historia)

Fondo de Cultura Economica, México (1982). In-8º de 305, [3] págs. Br.

Com tiragem de 3000 exemplares, foi mais uma reimpressão de um trabalho dedicado a Alfonso Reyes e já então pela oitava vez dado a lume desde 1956. Os ensaios, com variadíssimas digressões e remissões, foram agrupados nas secções de capítulos indicadas no subtítulo.


10€

Octavio Paz — Signos em Rotação

Editôra Perspectiva São Paulo. (1972). In-8º de 319, [I] págs. Br.

"Octavio Paz é o mais importante poeta-crítico da América Espanhola e um dos nomes mais significativos da literatura contemporânea. Esta coletânea de ensaios, a primeira de Paz que se publica em língua portuguesa, dá-nos uma visão radial e radical do pensamento crítico desse grande mexicano e cidadão do mundo". Textos ensaísticos mais ou menos digressivos ou evocativos sobre/de Matsuo Bashô, Mallarmé, André Breton, e.e.cummings, Buñuel e Fernando Pessoa - o famoso «Fernando Pessoa, o Desconhecido de Si Mesmo»; entre outros mais teóricos e abstractos, incluindo o que deu título a este volume. Tradução de Sebastião Uchoa Leite e revisão a meias de Celso Lafer e nada menos que Haroldo de Campos, o qual assina ainda o posfácio final sobre o poeta mexicano, seguindo-se a outros dois mais.

14€

Gabriel García Márquez — Ninguém escreve ao coronel (Romance)

Publicações Europa-América (composto e impresso na Sociedade Astória, em Lisboa, e concluiu-se em Dezembro de 1972). In-8º de 144, [V], [iii] págs. Br.

"Simbiose de contradições humanas, o velho e maníaco Coronel, veterano das memoráveis guerras de Aureliano Buendía, espécie de menino prodígio envelhecido,  louco e sensato, duro e comovedor, maravilhado e tragicómico, é uma daquelas figuras que rasgam um sulco dificilmente apagável na memória do leitor".
Terminado em Paris em 1957 mas apenas publicado em 1961, foi o segundo título publicado pelo romancista colombiano.  

8€

Gabriel García Márquez — A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da sua Avó Desalmada

Publicações Europa-América (1974). In-8º de 167, [5] págs. Br.

Primeira edição portuguesa deste outro livro de contos, a saber «Um senhor muito velho com umas asas muito grandes», «O mar do tempo perdido», «O afogado mais famoso do mundo», «Morte constante para além do amor», «A última viagem do navio fantasma», «Blacamán, o bom vendedor de milagres» e o que lhe deu título.

10€

Gabriel García Márquez — Os Funerais da Mamã Grande (Contos)

Publicações Europa-América (1972). In-8º de 184, [4] págs. Br.

“É este o único livro de contos do autor de Cem Anos de Solidão e O Veneno da Madrugada, já publicados nesta mesma colecção. Narrativas que datam de 1952, respira-se a inquietante atmosfera de Macondo em todas elas: nas flores trazidas para a cova do ladrão embrulhadas em jornais, na singular cena do dentista, no sumiço das bolas de bilhar, no esplendor da gaiola de Baltasar, na tristeza da viúva Montiel, na melancolia dos pássaros que morrem e dos ratos dizimados e, finalmente, nos pomposos funerais da fabulosa Mamã Grande, a que comparecem o Presidente da República e Sua Santidade o Papa”. 

Presumível primeira edição portuguesa, publicada na «colecção século XX».

10€

Gabriel Garcia Márquez — El General en su Labirinto

Mondadori (1989). In-8º de 286, [4] págs. Enc.

Primeira edição espanhola, simultânea da original colombiana, do que foi o último romance do autor - no seu posfácio, explicava ter «roubado» a ideia (a última expedição de Símon Bolívar, já doente, ao longo do rio Madalena) a Álvaro Mutis, que chegara a começar o seu esboço mas depois o interrompera e deixara em pousio durante vários anos; e ter feito questão de a «roubar» dada a sua ligação àquele rio, que lhe vinha desde a infância. Após esse posfácio há ainda uma não tão «Sucinta cronología de Simón Bolívar», elaborada por Romero Martínez, que ocupa o final do volume, rematado por um mapa da expedição.

Encadernação do editor em tela com sobrecapa ilustrada de papel. No exemplar, a tela está já um pouco manchada e a sobrecapa marcada por alguns picos de acidez; acresce uma nota de compra (embora muito engraçada) a discreta tinta de anteriores proprietários, que o terão vendido ao alfarrabista galego que o vendeu depois a esta casa.

14€

Pablo Neruda — Confesso que Vivi (Memórias)

Confesso que Vivi (Memórias) / 2.ª edição

Publicações Europa-América (1979). In-8º de 339, [9] págs. Br.

“As memórias do memorialista não são as memórias do poeta. Aquele viveu talvez menos, mas fotografou muito mais, recreando-nos com a perfeição dos pormenores. Este entrega-nos uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e pela sombra da sua época”: entre os quais Garcia Lorca, Rafael Alberti, Miguel Hernández, Paul Éluard, Pierre Reverdy, Cesar Vallejo, Gabriela Mistral, Vicente Huidobro; e falando também de políticos como Videla, Estaline, Fidel Castro e Salvador Allende, cuja campanha presidencial aborda brevemente (recorde-se que Neruda fôra ele próprio «pré-candidato» em 1969 e que seria assassinado após o golpe de Estado em que as forças armadas chilenas, lideradas por Pinochet e apoiadas pelos EUA, também num 11 de Setembro também terrorista, depuseram o democrático vencedor de 1973).  

Uma primeira edição saíra em 1975, e uma segunda, na tiragem anterior a esta, em 1976.

12€

Jorge Luis Borges — O Aleph

Editorial Estampa (1976). In-8º de 150, [2] págs. Br.

Publicada numa das melhores colecções de que há memória na edição portuguesa («novas direcções»), a edição aproveita a tradução para o Brasil de Flávio Cardoso, aqui adaptada para português de Portugal pelo nosso bom surrealista Mário-Henrique Leiria (que na mesmíssima colecção publicara os seus «Velhos» e «Novos Contos do Gin-Tonic»). 
Nada distingue esta tiragem da predecessora senão a nova capa de José Luís Tinoco. 
Alguns dos capítulos: «Os Teólogos», «Biografia de Tadeo Isidoro Cruz», «A Busca de Averróis», «O Zahir», «A Escrita do Deus», «Os Dois Reis e os Dois Labirintos», «O Homem no Umbral», «O Aleph».

10€

Jorge Luis Borges — O Livro de Areia

Editorial Estampa (1981). In-8º esguio de 133, [1] págs. Br.

Volume saído na colecção, bastante propensa ao fantástico e agora recentemente recuperada, «Livro B»; com tradução de Antonio Sabler. O livro integra os seguintes contos: «Ulrica», «O Congresso», «There Are More Things», «A Seita dos Trinta», «A Noite das Mercês», «O Espelho e a Máscara», «UNDR», «Utopia de um Homem que Está Cansado», «O Suborno», «Avelino Arredondo», «O Disco» e o titular «O Livro de Areia»; terminando por um epílogo do próprio Borges.

7€

As Doze Figuras do Mundo

As Doze Figuras do Mundo

Crime imperfeito (Relógio d'Água). [S/d]. In-8º de 133, [III] págs. Br.

Conjunto de cinco pequenos textos compostos pelo famoso par de amigos Adolfo Bioy Casares e Jorge Luis Borges, algures entre o conto e a novela, com aquela extensão a que no mundo anglófono e anglófilo tão caro a Borges se costuma chamar short story: «As Doze Figuras do Mundo», «As Noites de Goliadkin», «O Deus dos Touros», «As Previsões de San Giácomo» e «A Prolongada Busca de Tai An»; os três primeiros traduzidos por Miguel Serras Pereira, o quarto pelo próprio editor Francisco Vale e o quinto por Carlos Pessoa.

Exemplares novos, em fundo de edição (sobram 3).

9€

Adolfo Bioy Casares — O herói das mulheres

O herói das mulheres / Tradução do castelhano (Argentina): David Machado

cavalo de ferro (2008). In-8º de 175, [I] págs. Br.
 
"Um jornalista perseguido por um regime opressivo, um estudante que foge dos exames por um túnel impossível, um jovem aldeão ansioso por conhecer a cidade ou um empregado de sanatório que descobre que a dor dos pacientes pode ser usada para produzir eletricidade: com a sua escrita elegante e hipnótica, (...) Casares apresenta nestas histórias uma galeria de personagens únicas que parecem partilhar um estranho destino, na fronteira entre o sonho e a realidade."
Nota preliminar do próprio autor: "Este volume reúne os contos e os romances curtos que escrevi depois de El gran serafín (1967)"

Último exemplar disponível.

10€

Adolfo Bioy Casares — dormir ao sol

Editorial Estampa (1980). In-8º de 176, [IV] págs. Br.

Com tradução também de António Sabler e capa também de José Luís Tinoco, foi este o 39.º título da colecção «novas direcções»; a edição original argentina  saíra em 1973.

Exemplar igualmente novo, igualmente fundo de edição.

8€

José Agustín Goytisolo — Palabras para Julia y otros poemas

Palabras para Julia y otros poemas / Colección dirigida por Ana María Moix / Selección de Ana María Moix

Plaza & Janés Editores, S. A. (1997). In-8º peq. de 90, [IV], [ii] págs. Br.

Um de vários irmãos de uma família com genética literária acentuada, José Agustín, porventura dos três Goytisolo’s o menos conhecido em Portugal, é descrito aqui assim: “una de las personalidades literarias e intelectuales más importantes de la generación de los 50, o del medio siglo, constituye, junto a Carlos Barral y Jaime Gil de Biedma, uno de los pilares fundamentales de la llamada escuela poética de Barcelona”, que de resto publicou Borges em Espanha e traduziu para o idioma castelhano os italianos Pavese, Quasimodo e Pasolini, além dos compatriotas catalães Espriu e Vinyoli, entre alguns outros.  

7€

Jorge Guillén — antología

antología / Aire Nuestro: Cántico, Clamor, Homenaje / Selección y prólogo de Manuel Mantero

Plaza & Janés, S. A.  Editores. (Cuarta edición: Abril, 1980). In-8º de 316, [II], [iv] págs. Cart.

É bastante extenso o prólogo de Mantero – quase cinco dezenas de páginas.

Exemplar com uma discreta mancha marginal na frente da capa, além das habituais de escurecimento nas margens das folhas, praticamente inevitáveis dado fraco tipo de papel utilizado.

8€

Jorge Guillén — Antología poética

Antología poética (Selección e introducción de Francisco Javier Díez de Revenga)

El libro de bolsillo / Literatura española / Alianza Editorial (2010). In-8º peq. de 252, [iv] págs. Br.

Estende-se por quatro dezenas de páginas o longo estudo introdutório de Revenga acerca de mais um dos membros da chamada «Geração de 27» que gravitava à volta do génio de Lorca, incluindo uma útil recolha bibliográfica no final. A antologia contempla composições dos livros «Cántico», «Clamor», «Homenaje», «Y Otros Poemas» e «Final».

8€

Federico Garcia Lorca — A Sapateira Prodigiosa

C.I.T.A.C / Coimbra (Dactilografou: António da Silva / Rua Tenente Valadim. Coimbra). In-8º de 51, [I] págs. Br.

Como habitualmente em edições dactilografadas, a tiragem desta, do Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, deverá ter sido relativamente exígua - e daí aparecer tão pouco, sendo uma «peça» quase desconhecida do "Respeitável público" com que começa a peça propriamente dita.

Ou toda, ou este exemplar ostenta o carimbo - branco, em relevo - do referido CITAC. 

15€

Federico García Lorca — Yerma: poema trágico en tres actos y seis quadros

Editorial Losada, S. A. / Buenos Aires. In-8º peq. de 101, [XI], [ii] págs. Br.

"Presentamos hoy la decimoquinta edición de Yerma que, en la obra dramática de García Lorca, representa una de las culminaciones decisivas. Fue estrenada en el Teatro Español de Madrid en abril de 1934 por Margarita Xirgu, alcanzando luego numerosas representaciones. Yerma es la tragedia de la esterilidad, de la maternidad frustrada, envuelta en una atmósfera de poesía tan elemental como profunda". 

5€

Juan Ramón Jiménez — Conciencia Sucesiva de lo Hermoso: Antolojía

Consejería de Cultura / Centro Andaluz de las Letras (2008). In-8º de 95, [i] págs. Br.

Edição de larga tiragem, sendo a antologia da mão de Javier Blasco, que assina o prólogo e que a dividiu numa distribuição meta-«temática» das composições agrupadas sob títulos que aproveitam versos: «Contar, cantar, llorar, vivir, acaso»; «El nombre exacto de las cosas»; «Estos asombrados ojos míos»; e «Un dios de lo hermoso conseguido». 

5€

Juan Ramón Jiménez — Platero e Eu

Livros do Brasil, Limitada / Lisboa. [S/d]. In-8º de 139, [5] págs. Br.

Foi a mais conhecida incursão em prosa do poeta modernista - ela mesma constituída por curtos capítulos que em muitos trechos são prosa quase poética.
Tradução do castelhano por José Bento e ilustrações a toda a extensão do volume de Bernardo Marques.

Exemplar por estrear.

8€

Antonio Machado — Antología poética

libros Rio Nuevo (1999). In-8º peq. de 223, [i] págs. Br.

Com um extenso texto preliminar (uma dezena de páginas) de Virgilio Bejarano, o volume recolheu composições dos livros «Soledades (1899-1907)», «Campos de Castilla (1907-1917)», «Nuevas Canciones» (1917-1930») e «Poemas de la Guerra (1936-1939)».

8€

Miguel de Unamuno — Antología Poética

Espasa-Calpe, S. A. (1955). In-8º peq. de 157, [VIII], [iii] págs. Br.

Selecção e prólogo de José María de Cossío, que ainda chegou a ser editor do antologiado – de quem aqui escolhia composições dos livros de poesia que publicou, Rosario de Sonetos Líricos, Andanzas y Visiones de España, etc.; além de algumas composições de aparecimento póstumo.

5€ 

Miguel de Unamuno — Por Tierras de Portugal y de España

Por Tierras de Portugal y de España (cuarta edición)

Espasa-Calpe, S. A. (1955). In-8º peq. de 188, [ii] págs. Br.

Dispensará apresentações este livro cujos capítulos iniciais, mais de um terço do volume, são dedicados ao nosso país, que o autor dizia fazer questão de visitar ao menos uma vez por ano: «Eugenio de Castro», «La literatura portuguesa contemporánea», ««Las sombras», de Teixeira de Pascoaes», «Epitafio», «Desde Portugal», «Las ánimas del purgatorio en Portugal», «La pesca de Espinho», «Braga», «O Bom Jesus do Monte», «Guarda»,  «Un pueblo suicida» e «Alcobaça».

5€

Vicente Blasco-Ibáñez — La Barraca (novela)

F. Sempere y Compañía, Editores / Valencia || Madrid. [S/d]. In-8º de 313, [i], [VI] págs. Br.

O final do volume apresenta um catálogo de «Libros Populares da Casa», seis páginas.

Belo exemplar.

15€

Lope de Vega — Poesías (Edición: Fco. Javier Díez de Revenga)

Bruguera (enero, 1982). In-8º peq. de 426, [II], [ii] págs. Br.

A recolha foi dividida nas secções «Canciones y romances (Primeros años) (1579-1600)», «Rimas (1602-1609)», «Poesía sacra (1612-1619)», «Epístolas (1621-1624)», «Triunfos divinos (1625)», «Canciones procedentes del teatro (1597-1634)», «Sonetos procedentes de obras mayores (1594-1632)», «Poemas sobre su vida (Ultimos años)» e «Rimas humanas y divinas del licenciado Tomé de Burguillos (1634)».

8€

Garcilaso de la Vega — Poesía castellana completa

Poesía castellana completa (Edición de Consuelo Burell) / vigésima edición

Catedra, Letras Hispanicas. (1997). In-8º peq. de 209, [i], [XIII], [i] págs. Br.

Foram agregados no volume três églogas, duas elegias, uma epístola, cinco canções, sonetos e, a terminar, «Obras menores. Coplas».

7€

Fray Luis de León — Poesías (Edición preparada por Miguel de Santiago)

Ediciones 29, Barcelona (España). (1989). In-8º peq. de 143, [i] págs. Br.

É bastante extensa a introdução a esta sua própria edição destoutro poeta do Siglo de Oro, que entre muitas outras notas nos indica que a mais completa biografia dedicada ao agostinho foi escrita pelo lusófilo – e iberista – Aubrey Bell. Há nestes poemas várias alusões ao nosso país, o que aliás nunca seria de estranhar pois o autor viveu ainda uma década do domínio espanhol em Portugal. 

5€ 

Contos Espanhóis

Contos Espanhóis: Linares Rivas ≈ Pedro Mata ≈ Pio Baroja ≈ Concha Espina ≈ Peres Galdós  Martinez Sierra ≈ Miguel Unamuno  Eugenio Sellés ≈ Emilio Carrere ≈ Blasco Ibañez ≈ Felipe Trigo ≈ J. Dicenta ≈ L. Araguistan ≈ Palacio Valdés / Prefácio de Francisco Carvajal Capella / Selecção e tradução de Isolino Caramalho

Editorial «Gleba», L.da, Lisboa. (Acabou de se imprimir no Centro Tip. Colonial, L. Rafael Bordalo Pinheiro, 27 e 28–Lisboa —— aos 25 de Abril de 1945). In-8º de 339, [V] págs. Br.

É bastante extenso o prefácio de Capella, com apontamentos bio-bibliográficos sobre os autores aqui recenseados, a quem também dedica apresentações individuais nos capítulos respectivos. 

15€  

Três Novelistas Espanhóis: Unamuno, Pio Baroja, Valle-Inclán

Três Novelistas Espanhóis: Unamuno, Pio Baroja, Valle-Inclán (Selecção, Tradução e Notas de Carlos F. Barroso)

Enciclopédia Portuguesa, Limitada / Pôrto / 1945. In-8º de 190, [2] págs. Br.

Uma das «Edições Altura», recolhendo duas novelas de cada um destes três vultos da chamada «Geração de 98»: de Unamuno, «Um pobre homem rico ou O sentimento cómico da vida» e «O marquês de Lumbria»; de Baroja, «Os cinifes» e «Os sacrificados»; e de Valle-Inclán «A condessa de Cela» e «Augusta». A todos dedicou o tradutor competentes notas bio-bibliográficas preliminares. O volume inaugurou a «Antologia do Conto e da Novela».

Exemplar por abrir, que apenas deslustram pequenos picos de acidez na capa.

15€

Fèlix Cucurull (antologia do conto moderno)

Fèlix Cucurull / tradução e prefácio de Manuel de Seabra

atlântida – livraria editora, l.da / coimbra, 1959. In-8º de 195, [V] págs. Enc.

O volume recolhe «Toque de finados», «Clovis Atlant», «Carta de despedida», «Episódio», «14 resultados», «O Sinal», «Ninguém romperá a noite» e «Agora, adeus».
A bela capa de brochura visível na imagem é da quase inconfundível autoria de Victor Palla.

Vários exemplares disponíveis.

12€

Felix Cucurull — Quase uma Fábula

Quase uma Fábula (novela)

(Composto e impresso na Gráfica de Coimbra). [S/d - 1969?]. In-8º q/esguio de 93, [I] págs. Br.

Tradução de Fernando Mendes Madeira revista pelo escritor Carlos Loures, que se encarregou das notas e do prefácio: "Se algumas palavras se justificam no limiar desta novela, elas serão para chamar a atenção de alguns leitores menos avisados (...) quer para a Catalunha, quer para a vitalidade de uma literatura que, excepção feita a Cucurull e a Pere Calders (do qual existe uma antologia de contos traduzidos), ignoramos totalmente".  

12€

Felix Cucurull — O Deserto

O Deserto (contos e novelas) / Prefácio de Fernando Namora

Portugália Editora (1965). In-8º de 161, [VII] págs. Br.

71.º título da profusa colecção «Contemporânea», o volume recolhe «O Deserto», «Companheiro», «O Sangue e o Lodo», «A Paciência» e «Ainda Estamos a Tempo» de ler este "conjunto de contos e novelas de uma severidade de processos que mais acentua o dramatismo dos seus temas", "uma das obras mais representativas da moderna ficção peninsular". É bastante extenso o prefácio em que Namora apresentava este livro e Cucurull a quem ainda não o conhecesse. 

Exemplar com ligeiro desgaste exterior. 

10€

Enrique Vila-Matas — O Mal de Montano

O Mal de Montano (Tradução: Jorge Fallorca)

teorema (Outubro de 2004). In-8º de 313, [III] págs. Br.

"Vila-Matas é alguém que olha sempre o mundo a partir da literatura, dos seus arquétipos, sortilégios e maldições. Nunca porém terá levado a sua ambição tão longe como neste fabuloso «O Mal de Montano», que recebeu em Espanha o Prémio Nacional da Crítica e o Herralde, para além do Femina para o Melhor Romance Estrangeiro publicado em França. O mal de Montano do título não é mais do que a doença da literatura, a incapacidade de viver fora da órbita do que é literário." (José Mário Silva)

Em entrevista recente, e para valorizar o seu último romance, o escritor catalão dizia ser o único que punha ao nível deste em toda a sua carreira.

Vários exemplares ainda disponíveis em fundo.

15€

Rede de Livrarias Independentes - 2 anos de plataforma

A plataforma electrónica de vendas da RELI - Rede de Livrarias Independentes comemorou  o seu 2º aniversário. Tem enfrentado dificuldades de vária ordem, técnicas e não só; ainda está muito longe de ser a maior; mas já é de muito longe a melhor. Algumas das melhores livrarias portuguesas já lá têm centenas e milhares de livros à vossa espera:

livros.reli.pt (catálogo geral)

livros.reli.pt/livrarias/bibliographias/ («loja» da livraria)

Venceslau de Morais — Fala a Lenda Japonesa

Fala a Lenda Japonesa (Colectânea de Histórias e Lendas Japonesas) // Selecção, Introdução e Notas: Maria João Janeiro / Desenhos: Maria de Lurdes Janeiro

Cotovia (1993). (Acabou de imprimir-se em Outubro de 1993 na Printer Portuguesa, Lda. numa tiragem de 2000 exemplares). In-4º quadrado de 158, [IV] págs. Enc.

Volume dividido nos livros «Lendas e histórias com
deuses, demónios e outras criaturas divinas», «Lendas e histórias com bichos e humanos» e «Lendas e histórias com espíritos e humanos». Impresso em bom papel sob orientação gráfica de Rogério Petinga, o álbum foi cartonado e revestido de sobrecapa ilustrada.

Exemplar com falhas de armazenamento, se não na própria impressão; e algum desgaste da capa. 

14€

Venceslau de Morais — Osoroshi

Osoroshi (Prefácio e notas de Álvaro Neves)

Casa Ventura Abrantes, livraria editora (80 – Rua do Alecrim – 82) Lisboa. (1933 ——— Composto e impresso na Tipografia Minerva – Vila Nova de Famalicão). In-8º de 364, [IV] págs. Br.

"A correspondência íntima de Osoroshi — o «Mete-mêdo», como Wenceslau de Morais se cognominou numa destas missivas, — aqui tipogràficamente estampada, tem a importância, como aliás qualquer epistolário não destinado à publicidade, de revelar a psicologia do autor e de denunciar origens de factos e estados anímicos até então incompreensíveis, menos esclarecidos ou erroneamente interpretados ou justificados. Publicar estas cartas é contribuir para outrem estudar como merece o famoso escritor de temperamento estranho e sensibilidade delicada", assim começava o prefácio a este volume dedicado pela editora à memória de Alfredo Ernesto Dias Branco, destinatário destas cartas. 

Exemplar com algum desgaste da capa (ilustrada à frente por António Cândido), que tem uma pequena falha de papel na face inferior.

25€

Antero de Quental — Cartas de Antero de Quental a Francisco Machado de Faria e Maia

Cartas de Antero de Quental a Francisco Machado de Faria e Maia (Com prefácio e notas de Ruy Galvão de Carvalho)

Delfos, 1961. (Rádio Renascença – Rua dos Duques de Bragança, 6 – Lisboa). In-8º de 55, [i] págs. Br.

O prefácio de Galvão de Carvalho esboçava uma breve biografia do destinatário destas cartas, o conhecido amigo dilecto açoriano de infância e mocidade de Antero, que com ele coincidiria ainda na Faculdade de Direito de Coimbra; e de quem, já que de Direito se fala, Cabral de Moncada teria dito ser "o mais original dos nossos filósofos do Direito" e "ao lado do seu amigo Quental, um dos dois mais interessantes espíritos da sua geração no domínio do pensamento abstracto e especulativo".
Após a transcrição das cartas do nosso segundo maior sonetista (ex-aequo com Bocage), há no final do volume um apêndice com outra carta, esta de Faria e Maia a Tommaso Cannizzaro, tradutor dos sonetos para italiano; e a contribuição que deixou no In Memoriam: «Anthero de Quental (Esboço psychologico)».
Dois retratos de Maia (juventude e velhice) e outros dois de Antero (incluindo o único que se lhe conhece de perfil) entremeiam o volume, impressos sobre folhas destacadas de papel couché.   

12€      

Antero de Quental — Cartas a António de Azevedo Castelo Branco

Cartas a António de Azevedo Castelo Branco (prefácio e notas de Adolfo Casais Monteiro)

Edições Signo: Lisboa, 1942. (Nas oficinas da Atlântida, Coimbra). In-8º de 112, [II] págs. Br.

“Quando surge um grande poeta, o comum dos mortais vê-se transfigurado nos versos dêle, encontra nêles algo que nunca saberia dizer, mas que pelo menos até certo ponto também lhe pertence – e logo quere saber mais sôbre esse homem que fala em seu nome, em que se vê a si próprio como num espelho mágico que «deformasse» as coisas – mas para as transfigurar. / No caso de Antero, a êste interêsse normal por todos os poetas se sobrepõe um outro, de raízes porventura mais fundas (…) Antero é também um grande exemplo, uma grande figura moral”, assim ia começando Casais o prefácio sobre aquele que considerava um dos quatro principais portugueses (com Camões, Pascoaes e Pessoa). Além de tantos outros, um aspecto de interesse destas cartas são os comentários do próprio Antero a vários dos seus sonetos quando acabadinhos de fazer, e que transcreve ao amigo. 

Exemplar da tiragem corrente, em bom papel vergé, com um menos conhecido retrato do poeta reproduzido hors-texte em folha preliminar de papel couché

15€

Rocha Martins — A Paixão de Camilo (Ana Placido)

Edição do Auctor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas do «ABC». Lisboa. [S/d – 1924?]. In-4º de 357, [3] págs. Br.
 
Primeira edição de um dos grandes «clássicos» da bibliografia camiliana, mosaico da sociedade portuguesa e, muito em particular, portuense do séc.XIX. O volume, ilustrado na capa por Stuart Carvalhais, integra em folha preliminar de papel couché um retrato de Ana Plácido por António Carneiro composto originalmente para o efeito, além de vários clichés destacados sobre folhas únicas com o fac-simile de jornais e documentos diversos seus (cartas, diário, etc.) e a reprodução de fotografias e retratos – dela, de Camilo, de familiares e de amigos (como Vieira de Castro, «O Condemnado»).

Exemplar do primeiro milhar impresso, resguardado por uma encadernação que conserva por inteiro a capa de brochura.
 
35€

Gentil Marques — Camilo: O Romance da sua vida e da sua obra

Edição Romano Torres, Lisboa. (1951 — Comp. e imp. na Gráfica Santelmo). In-8º de 310, [II] págs. Br.

Edição original deste mais ou menos ficcionado exercício acerca da vida de Camilo Castelo Branco e da "sua grande aventura, desde os bancos da escola de mestre Inácio até à cadeira balouçante da amaldiçoada Quinta de S. Miguel de Seide, onde disparou o único tiro certeiro de toda a sua vida...", palavras do autor no curto e porém redundante epílogo.

15€

Júlio Denis (Homenagem da Faculdade de Medicina do Pôrto)

Júlio Denis (Homenagem da Faculdade de Medicina do Pôrto / 1 de Dezembro de 1926)

Pôrto – 1927 == Araujo & Sobrinho, Suc.res. In-8º gr. de 115, [1] págs. Br.

O prefácio (assinado H. M. – Henrique Marques?) elenca em breves pinceladas a preparação da homenagem e simultaneamente da fundação da maternidade que ao escritor portuense tomaria o nome; por iniciativa de Alfredo de Magalhães, então director da Faculdade de Medicina do Porto. Segue-se uma breve bibliografia e depois a transcrição dos discursos proferidos na sessão, à qual acorreu gente como Bento Carqueja, Branca de Gonta Colaço, Campos Monteiro, Eugénio de Castro (sobre o Júlio Dinis versejador, que menoriza: “Pela fatalidade do tempo, o poeta Julio Denis, amigo e discipulo do autor do Noivado do Sepulcro, teve a infelicidade de pertencer á legião dos ultra-romanticos, que metamorfosearam os loureiros, cheios de cotovias, em ciprestes cheios de corujas, as Graças em carpideiras, o Parnaso num cemiterio, e o Templo das Musas numa agencia funeraria”) e Fidelino de Figueiredo. Em boas folhas hors-texte estão fotogravuras do conhecido monumento ao homenageado e alguns aspectos da homenagem. Uma hoje curiosa nota final refere que “foi mantida a ortografia dos autores que nele colaboraram” (cheia de ph’s, e y’s, e por aí fora), como também agora estamos habituados a ler.

23€