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Sebastião Antunes Rodrigues — Rainha Santa

Rainha Santa: cartas inéditas e outros documentos

Coimbra Editora, Limitada / 1958. In-8º gr. de 189, [3] págs. Br. 
 
Aproveitando umas férias, percorremos os lugares por onde viveu, estivemos na alcova da Aljaferia de Saragoça onde se diz que nasceu, embora històricamente não esteja provado, estivemos em Santiago de Compostela à procura de algum dos muitos objectos que na sua piedosa romagem oferecera ao Apóstolo Santiago e detivemo-nos no Arquivo da Coroa de Aragão, em Barcelona. (...) Nada encontramos a esse respeito, mas em contrapartida apareceram cinquenta cartas inéditas da Rainha e outros documentos”. Primeira edição em volume independente, inteiramente numerada e rubricada pelo autor, recolhendo o que fôra publicando no Arquivo Coimbrão.
 
Bom exemplar.
 
23€

João de Castro — Raínha Santa (elegía)

Edições Lusitania / Lisboa, 1920. In-4º de 44, [4] págs. Br. 

Hoje francamente invulgar, foi esta a primeira edição do que suponho o primeiro livro do autor, apadrinhada por Albert Jourdain – que pouco antes se instalara em Portugal, e que compôs para este efeito um painel reproduzido em estampa hors-texte ao abrir o volume.

O exemplar, valorizado pela conservação dessa folha de estampa (que por vezes falta), foi revestido de uma cobertura em boa cartolina sobre a qual se colou um cliché com uma imagem de Isabel de Aragão.

32€

António de Vasconcelos ― D. Isabel de Aragão, Raínha de Portugal

D. Isabel de Aragão, Raínha de Portugal (Ilustrações de Marques Abreu)

(Imprensa das Oficinas de Fotogravura de Marques Abreu / Avenida Rodrigues de Freitas, 310 – Pôrto. 1930). In-4º de 48 págs + [27] ff. de estampa + [1] planta desd. Enc. 

É bem conhecido este trabalho do professor coimbrão, remodelando os textos de duas conferências proferidas em Coimbra e em Aveiro, “em ordem a formarem um corpo homogéneo” que se debruçou, principalmente, sobre a actividade da Rainha Santa no apoio a Dinis na condução dos negócios do reino – e muito em particular o habitual afã conciliador e pacificador, tal o que decidiu em Lisboa a paz entre o marido e o filho (“cá se fazem, cá se pagam”, haveria a este último de acontecer o mesmo quando o então Infante Pedro, tendo bastante mais razão, fulo de raiva pela morte de Inês de Castro, contra ele levantou hostes tomando pouco mais ou menos as mesmíssimas povoações). Como sempre belas, as estampas de Marques Abreu reproduzem clichés contemporâneos de Coimbra, do Mondego, da Sé Velha e de Santa Clara; de Trancoso, Pombal e Leiria (todas estas, pouco a propósito); e, no final, dos túmulos do casal real e iconografia vária relacionada com o culto da aragonesa.

O exemplar foi enriquecido por uma boa encadernação em jeito meio-amador com os cantos e a lombada em pele gravada a ouro nos filetes, floretes e dizeres; conservando por inteiro a capa primitiva; e ainda mais valorizado por uma expressiva dedicatória de oferta manuscrita pelo artista, fotógrafo e tipógrafo portuense a Eleutério da Fonseca, poucos dias após a saída dos prelos. Único senão: vários vestígios antigos de humidade, embora sobretudo marginais e, por regra, não demasiado pronunciados. 

50€

António de Vasconcelos ― Evolução do culto de Dona Isabel de Aragão

Evolução do culto de Dona Isabel de Aragão / esposa do rei lavrador / Dom Dinis de Portugal (a Rainha Santa): Estudo de investigação historica / feito pelo doutor Antonio Garcia Ribeiro de Vasconcellos / lente cathedratico da faculdade de theologia da Universidade de Coimbra / e socio effectivo do Instituto da mesma cidade.

Anno de M. Dccc. xciv. Foi impressa esta obra em a antiga e mui nobre cidade de Coimbra / na Imprensa da Universidade. 2 vols. in-4º peq. de X, [II], 616, [2] e 634, [4] págs. Enc.

Trabalho de referência da bibliografia isabelina, já consideravelmente escasso nesta edição original, cuja nota de impressão indica terem saído dos prelos 1100 exemplares.
O primeiro volume é o estudo propriamente dito, ilustrado por um bom conjunto de estampas por fotogravura (o exemplar mantém todas, incluindo a da bela vista de Coimbra da fototipia de Emílio Biel que mais costuma faltar), sendo o segundo baseado na transcrição de documentos. Ambos foram bem encadernados com lombada em pele gravada a ouro e pastas em marmoreado, mantendo as duas faces das capas de brochura; corte das folhas aparado e carminado à cabeça e parcialmente aparado na margem lateral; as lombadas apresentando já alguns sinais de desgaste e de corrosão sobre o encaixe; e as folhas finais do segundo pequenos rasgões, apesar de sem prejuízo do texto. Ostentam um e outro o ex-libris (na versão maior) de Sebastião Centeno Fragoso. 

85€