Para a homenagem promovida pelo município ainda em vida do seu tão ilustre homenageado concorreram aqui, entre outros, Maria do Carmo Henriquez Salido («O Reintegracionismo Cultural e Linguístico Galego-Português»), Alexandre Miranda Delgado («Rodrigues Lapa: Suas Atividades no Brasil»), Isaac Alonso Estravís («Breves aportações para uma Ortografia Galega»), Raul Rêgo («Da Seara Nova ao Partido Socialista») e Montero Santalha («Rodrigues Lapa e a Galiza»).
catálogo on-line
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Colectânea de Estudos em Homenagem a Rodrigues Lapa
O Último Regimento da Inquisição Portuguesa
Edições Excelsior, Lisboa. (1971). In-8º de 234, [4] págs. Br.
O longo texto introdutório – dedicado a Salgado Zenha – de Raul Rego é rico em apontamentos bibliográficos sobre as anteriores edições conhecidas dos vários regimentos.
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor “Ao dr. Sá Coimbra, ao escritor, magistrado e cidadão, com mt. apreço”; tendo do próprio Sá Coimbra vários apontamentos e sublinhados a lápis.
O Processo de Damião de Goes na Inquisição
Edições Excelsior (1971). In-8º de 242, [2] págs. Br.
É bastante interessante e desde logo elucidativo o extenso prefácio, dedicado por Raul Rego a João da Costa Neves, em que se faz o «filme» deste sobre todos vergonhoso (passe a redundância) processo da Inquisição Portuguesa, movido ao nosso célebre humanista: “Bem poderia ele ter-se deixado ficar na Flandres, na paz da família, a gozar os rendimentos, entre gente tolerante e de boa convivência, culta, sem perigo de lhe assacarem o crime de comer carne em dia defeso, de ter falado com Lutero, de receber a hospedagem de Erasmo!”. Inaugural da série «Documentos Históricos», que continuaria com o acima apresentado, o volume tem ainda como interesse o rico repositório de ilustrações.
Exemplar em bom estado, mas com algumas ligeiras manchas na face inferior da capa e uma discreta assinatura de propriedade na folha de rosto.
Eça de Queirós ― A Emigração como Força Civilizadora
p&r, perspectivas & realidades (1979). In-8º de 149, [3] págs. Br.
“Este Relatório sobre a Emigração que hoje publicamos constitui obra inteiramente desconhecida até dos queirozianistas mais informados. (...) Porque não se publicaram até agora os relatórios de Eça de Queiroz como cônsul, tanto na Havana como em New Castle, em Bristol ou em Paris? Embora o que deles conhecemos nos dê o interesse profundo que Eça de Queiroz tomou na defesa dos emigrantes e o conhecimento que conseguiu do fenómeno social e económico da emigração, parece-nos que bom seria desenterrar dos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros quanto se lá contém para que não seja apenas o romancista grande a ser apreciado mas também o homem que não fica indiferente à sorte dos seus semelhantes. (...) O relatório que hoje publicamos tem a sua história, simples aliás. Talvez só tenha estado horas no Ministério dos Negócios Estrangeiros e de lá passaria a casa do ministro que, para o estudar, o teria levado consigo. O facto é que na família de Andrade Corvo, segundo cremos, se conservou até há pouco tempo. Adquirimo-lo num leilão do livreiro-antiquário e nosso amigo Arnaldo Henriques de Oliveira.” (Do prefácio).
Exemplar da série corrente, em brochura; por estrear, sem qualquer defeito significativo.
