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A URSS vista pela sua própria imprensa

Lisboa, 1976/p&r, perspectivas & realidades. In-8º de 181, [3] págs. Br.

O livro – dividido pelas secções «Trabalho», «Segurança Social», «Justiça», «Educação», «Agricultura» e «Política» – é apresentado por um lúcido prefácio de José Martins Garcia (apontava baterias “para o fiasco do empreendimento soviético, para o seu contributo às formas de escravização do Homem”, denunciando a “«sociedade sem classes» onde existe um partido todo-poderoso, senhor da energia nuclear, da máquina informativa, do planeamento económico e das pastilhas culturais a serem ministradas ao povo”) e pelo «Esclarecimento dos Tradutores» (Francisco Ferreira, o «Chico da CUF», e Maria Martinez Llistó), que afirmavam: “os materiais contidos no presente revelam a realidade soviética autêntica. Os jornais soviéticos não exageram. São insuspeitos no caso. E dizem o menos que podem dizer; o máximo que a severa «Glavlit», censura soviética, deixa passar. Apenas uma gota da verdade”.

5€

Eça de Queirós ― A Emigração como Força Civilizadora

A Emigração como Força Civilizadora (Prefácio de Raul Rego)

p&r, perspectivas & realidades (1979). In-8º de 149, [3] págs. Br.

Este Relatório sobre a Emigração que hoje publicamos constitui obra inteiramente desconhecida até dos queirozianistas mais informados. (...) Porque não se publicaram até agora os relatórios de Eça de Queiroz como cônsul, tanto na Havana como em New Castle, em Bristol ou em Paris? Embora o que deles conhecemos nos dê o interesse profundo que Eça de Queiroz tomou na defesa dos emigrantes e o conhecimento que conseguiu do fenómeno social e económico da emigração, parece-nos que bom seria desenterrar dos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros quanto se lá contém para que não seja apenas o romancista grande a ser apreciado mas também o homem que não fica indiferente à sorte dos seus semelhantes. (...) O relatório que hoje publicamos tem a sua história, simples aliás. Talvez só tenha estado horas no Ministério dos Negócios Estrangeiros e de lá passaria a casa do ministro que, para o estudar, o teria levado consigo. O facto é que na família de Andrade Corvo, segundo cremos, se conservou até há pouco tempo. Adquirimo-lo num leilão do livreiro-antiquário e nosso amigo Arnaldo Henriques de Oliveira.” (Do prefácio).

Exemplar da série corrente, em brochura; por estrear, sem qualquer defeito significativo.
 
12€