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Letters of a Portuguese Nun

Arcádia / Travelling and Culture / Portugal. (Printed by Novotipo, Lisbon / April 1973). In-8º de 45, [ii], [I] págs. Enc.

Edição sem qualquer paratexto, nem sequer a indicação de tradutor e ilustrador - mas este último facilmente distinguível, Mário Botas, cujos trabalhos em tinta-da-china são reproduzidos a plena página.

O volume foi encadernado em tela com gravações a prateado na pasta da frente. 

15€

Frank Harris — Bernard Shaw

Bernard Shaw (Traduit de l'anglais par Madeleine Vernon et H. D. Davray) / Sixième édition

Gallimard, Paris — 43, Rue de Beaune. (Achevé d'imprimer en mars 1938 par les Établissements Busson). In-8º de 289, [1], [II] págs. Cart.

Esta biografia da autoria daquele que, na juventude amigo de ambos, dedicara já um trabalho semelhante a Oscar Wilde, mereceu de Shaw escritos autónomos e cartas de desaprovação - por entre mútuos remoques truculentos q.b., à boa maneira irlandesa, no caso de Harris com manifesto exagero, dando quase a impresão de ter escrito isto só para irritar o (ex-) amigo...
Não existe, salvo erro, edição portuguesa.

Exemplar artesanalmente cartonado parecendo aproveitar, colada sobre a pasta superior, a frente da capa primitiva; desvalorizado por marca a esferográfica na folha de rosto.

10€

Samuel Beckett — En attendant Godot

Les  Éditions  de  Minuit  (cet  ouvrage  a  été  achevé d’imprimer le 12 juin 1973sur les presses de l’Imprimerie Corbière et Jugain a Alençon). In-8º peq. de 134, [II] págs. Br.

Sobre esta casa, o seu editor e a sua publicação em França das peças do dramaturgo irlandês, leia-se uma  crónica de Pedro Mexia na revista do Expresso. (A edição original foi na década de 50, assim mesmo em francês)

Exemplar com marcas de uso.

5€

Samuel Beckett — Últimos trabalhos

Últimos trabalhos (Tradução de Miguel Esteves Cardoso)

O Independente / Assírio & Alvim. (Concepção editorial e produção: Vasco Rosa. Impressão: Inova, Artes Gráficas (Porto). 1996). In-8º de 63, [I] págs. Br.

Edição publicada a pretexto da Feira do Livro de Frankfurt desse ano, que teve a Irlanda como país convidado. Os três escritos aqui reunidos são «Worstward ho / Pioravante marche», «Stirrings still / Sobressaltos» e «What is the word / Que palavra será».

Exemplar usado, com algumas marcas de desgaste.

10€  

Franz Kafka — Le Procès (Der Prozess) / nouvelle édition

Le Procès (Der Prozess) / nouvelle édition, enrichie des variantes du texte original / Traduit de l'allemand avec une introduction par Alexandre Vialatte / Préface de Bernard Groethuysen

nrf / Gallimard, Paris (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Moderne (...) a Montrouge (Seine), le cinq octobre mil neuf cent soixante). In-8º de 349, [III] págs. Br.

Publicado na mesma colecção do anterior, sendo de bastante proveito quer a introdução do tradutor (que dedicou esta sua versão a Jean Paulhan), quer o prefácio do ensaísta de Antropologia Filosófica, salvo erro o seu único livro traduzido por cá.

12€

Franz Kafka — La Métamorphose (traduit de l'allemand par Alexandre Vialatte)

nrf / Gallimard, Paris VIIe (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Moderne (...) a Montrouge (Seine), le trente août mil neuf cent soixante et un). In-8º de 219, [V] págs. Br.

Além do mais célebre que lhe deu título, o volume, saído na colecção «Du Monde Entier», integra outras prosas de Kafka: outra novela, «Le Verdict», e os contos/textos curtos «Le Nouvel Avocat», «Un Médecin de Campagne», «La Galerie», «Une Vieille Page», «Devant la Loi», «Chacals et Arabes», etc. 

10€

Margarida de Navarra — Heptameron

Heptameron (ilustrações de Henrique Manuel)

Lisboa: Estúdios Cor, 1977. (Nas oficinas da Soc. Industrial Gráfica Telles da Silva, lda. que compôs e imprimiu o texto; as ilustrações, extratextos, a cores, foram impressas em «offset» por Júlio de Amorim, filhos, lda., em Lisboa). 2 vols. in-8º gr. de 280, [IV] e 256, [IV] págs. Enc.

Obviamente inspirado no Decameron de Bocaccio, o enredo, aqui, toma como pano de fundo a graciosa estância de Cauterets, nos Pirenéus franceses, (onde por sorte o livreiro há muitos anos esteve), que serve de repouso a alguns mais ou menos licenciosos aristocratas - modelo que seria abundantemente replicado nalguma literatura francesa do séc.XVIII, Sade à cabeça. O primeiro volume teve tradução de Gabriela Ramirez Garcia e o segundo de Álvaro Pereira. Quanto às ilustrações, são no registo típico de Henrique Manuel, habitual colaborador da casa.

Encadernação editorial em tela.

30€

James Joyce — Retrato do Artista quando Jovem

Retrato do Artista quando Jovem (Tradução e prefácio de Alfredo Margarido / 3.ª edição)

Difel (2009). In-8º de 269, [III] págs. Br.

Bastante extenso o prefácio a dois tempos de Margarido, começando por equiparar Joyce e Proust como fundadores do romance contemporâneo (isto tem muito que se lhe diga...), traçando um paralelo bio-bibliográfico entre Joyce e Pessoa e acabando a dedicar este trabalho a Mário-Henrique Leiria, com quem dizia ter discutido nos anos 50/60 os problemas que a prosa de Joyce punha aos tradutores portugueses - e sublinhando que "Deve haver no espólio de Mário Henrique algumas curtas tentativas de traduzir este romance".

Exemplares por estrear.

10€

Egyd Gstättner — Viagem ao Tejo com Pessoa na bagagem

Viagem ao Tejo com Pessoa na bagagem (Parte I da Trilogia Os Indolentes do Sul)

Granito, Editores e Livreiros. (2001). In-8º de 106, [VI] págs. Br.

Em carta ao tradutor português, que a isso talvez o tivesse instado, explicava o autor o subtítulo: “O título da trilogia é, aliás, uma citação original do nosso chefe do estado regional da Caríntia, Jörg Haider, proferida no contexto de um dos seus vulgaríssimos e ordinaríssimos discursos de campanha propagandística contra os estrangeiros (…) saiu-lhe assim uma expressão poética muito bonita, tanto mais se a colocarmos – como eu o faço – num contexto filosófico e se admirar – tal como eu – os indolentes do Sul”.
Quanto ao tradutor, salientava no prefácio este “olhar estrangeiro sobre a sociedade portuguesa contemporânea” e “uma Lisboa que se nos vai revelando, página após página, camada após camada, como um palimpsesto composto de múltiplos registos, de imagens, palavras e reflexões”.

Exemplar por estrear.

8€

Henri Troyat — Gogol

Gogol / por Henri Troyat, da Academia Francesa / Tradução de A. Guimarães

Lello & Irmão – Editores. Porto. (1980). In-8º gr. de 575, [1] págs. Br.

Edição portuguesa desta monumental biografia do mui genial autor de Almas Mortas, O CapoteContos de S. Petersburgo, publicada originalmente pela Flammarion em 1971. O volume inclui, a terminar, uma lista de bibliografia e um extenso repertório biográfico com a ficha das personagens mais ou menos directamente relacionadas com o escritor.
Disponíveis também muitos outros títulos desta mesma colecção sobre Figuras do Passado.

14€

Stefan Zweig — O Mundo de Ontem

O Mundo de Ontem: Memórias de um Europeu (traduzido do original alemão por Manuel Rodrigues)

Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.
 
Primeira edição portuguesa de um livro nestes últimos anos já várias vezes reeditado pela Assírio & Alvim e muito falado ultimamente.  Embora a escrita de Zweig seja como de costume mediana, pouco entusiasmante, sem grande espalhafato literário ou qualquer vislumbre de génio, o texto é ainda assim interessantíssimo enquanto «fresco», panorâmica documental de toda uma época: a transição da fin-de-siècle oitocentista para o período entre-guerras, com intervalo na belle époque vienense e parisiense. E é sobretudo notável no modo como retrata, pré-Primeira Guerra e mais ainda pré-Segunda Guerra, a inconsciente despreocupação da população já a um passo do abismo aberto pela ascensão dos nacionalismos: com o precipício à frente, continuava a dançar.
 
12€ 

Stefan Zweig — O Mundo de Ontem

O Mundo de Ontem: Memórias de um Europeu (traduzido do original alemão por Manuel Rodrigues)

Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.

Outro exemplar da edição original, este entretanto guarnecido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele que porém o desguarneceu da capa primitiva.

15€

Bertrand Russell — Realidade e Ficção (Tradução de António Neves Pedro)

Publicações Europa-América (composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Teles da Silva, em Lisboa (...) em Outubro de 1965). In-8º de 338, [I], [i] págs. Br.

Sobre “um dos livros mais importantes e mais actuais” do autor, resumia-se que “A primeira parte da obra diz respeito a seis ensaios acerca dos escritores que o influenciaram na juventude: Shelley, Turgueniev, Ibsen, Milton”, Shakespeare, Swift, Carlyle, etc.; “A segunda parte é consagrada a ensaios sobre política e educação” (liberdade, democracia, nacionalismo(s), etc.); “A terceira parte inclui uma análise de mitos, parábolas, pesadelos e sonhos, sendo os sonhos registados exactamente como foram sonhados e de modo algum embelezados ou aperfeiçoados. Finalmente, há onze ensaios e discursos sobre a paz e a guerra”. 

12€ 

Santo Agostinho — Confissões

Confissões
// tradução do original latino por J. Oliveira Santos, s. j. e A. Ambrósio de Pina, s. j. / Prólogo de Lúcio Craveiro da Silva, s. j. // Terceira edição (14.º milhar)

1948 / Livraria Apostolado da Imprensa (Rua de Cedofeita, 628) – Porto. In-8º de 471, [1] págs. Br.


O patrono da biblioteca de Braga começava assim o prólogo: “Até que enfim podem as estantes das bibliotecas e, o que é mais apreciável, os leitores adquirir uma tradução portuguesa contemporânea do livro das «Confissões» de Santo Agostinho. A outra tradução mais recente, que eu saiba, já pertence ao século dezóito, pois apareceu em Lisboa, no ano da graça de 1783, na Régia Oficina Tipográfica, com este título: «Confissões do Grande Doutor da Igreja Santo Agostinho, traduzidas em língua portuguesa por hum devoto»”.

10€

Franz Kafka — O Processo (tradução de Gervásio Álvaro)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 285, [III] págs. Br.

Dispensará apresentações este 70.º e um dos mais importantes títulos da recentemente recuperada «Colecção Dois Mundos».

Exemplar por estrear.

12€

Franz Kafka — Diarios (1910-1923)

Fabula, Editorial Lumen /Tusquets editores. (1995). In-8º de 448 págs. Br.

"Dentro de la obra genial y atormentada de Franz Kafka, los trece cuadernos que componen sus Diarios constituyen un documento excepcional para el conocimiento de la enigmática personalidad del gran escritor checo. Iniciados en 1910 y continuados ininterrumpidamente hasta un año antes de su muerte, estos Diarios, no destinados a la publicación, y en los que Kafka volcó sus más íntimos secretos, frustraciones y deseos, contienen una de las confesiones más hirientes que ha producido la literatura europea del siglo XX."

A capa reproduz um desenho do próprio escritor, sendo alguns outros também reproduzidos no miolo.


12€

Klaus Wagenbach — Kafka (...) / traduction alain huriot

écrivains de toujours / seuil (1984). In-8º de 189, [III] págs. Br.

Originalmente publicado em alemão, o texto, rico em apontamentos sobre o escritor, é aqui complentado pela interessantíssima riqueza gráfica típica desta colecção - de que foi este o 81.º título publicado.

9€ (reservado)

André Rousseaux — Littérature du Vingtième Siècle

Éditions Albin Michel, Paris.
(1938-1939). 2 vols. in-8º de 267, [3] e 275, [3] págs. Br.

A primeira série, depois de um longo prefácio do autor, tem capítulos acerca de Claudel, Fournier, Cocteau, Bainville, Mauriac, Bernanos, Bourget, Virginia Woolf e Aldous Huxley, Rilke, Maurois, etc.; e a segunda de Malraux, Valéry e também Claudel, Mauriac e Maurois, entre outros. 

Primeira edição de cada um dos volumes.


20€

Silva Tavares ― Cem epigramas espanhóis

Cem epigramas espanhóis (tradução livre de Silva Tavares)

Livraria Latina Editora – Pôrto. (1943). In-8º de 198, [10] págs. Br.

“Para consolidar um epigrama não sei de língua mais expressiva do que a espanhola. Nem mesmo a francesa, sem dúvida das mais saborosas, é tão bem temperada de sal e pimenta... / Árdua foi, portanto, a tarefa de transpor, para português, cem dos mais deliciosos epigramas espanhóis de todos os tempos”, começava assim o tradutor o seu prefácio a esta recolha que contempla chistes de, entre outros menos conhecidos do público português, Gongora, Lope de Vega, Calderón de la Barca e Tirso de Molina. 

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Silva Tavares ao colega de letras Amadeu de Freitas

16€

Rosalía de Castro ― El Primer Loco

El Primer Loco (Edición a cargo de Angel Abuín)

Patronato Rosalía de Castro. (1991). In-8º de 113, [5] págs. Br.

Salvo erro nunca publicado em Portugal, como aliás grande parte da produção da mais famosa poeta galega, este livro por cá pouco conhecido foi mais uma sua incursão na literatura «gótica» então já fora de moda - tendo saído em 1881 com o subtítulo «Cuento Extraño». A novela tem por personagem principal um indivíduo que decide financiar a construção de um manicómio e ser ele próprio o primeiro internado – história que no nosso país, em 2021, soará ainda mais extravagante, encerrados que foram recentemente os manicómios (algo que temos notado bastante pelas nossas ruas…).

Exemplar relativamente bem conservado, padecendo de ligeiro desgaste exterior.

10€