catálogo on-line
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Letters of a Portuguese Nun
Voltaire — Romances e contos completos
os bons velhos tempos da prostituição em portugal
João Bigotte Chorão — Camilo, a Obra e o Homem
José Cardoso Pires — Jogos de Azar (contos)
João Gaspar Simões — Camilo Pessanha: a Obra e o Homem
Almada Negreiros — ver (notas e prefácio de lima de freitas)
Lima de Freitas — o labirinto
Mário Soares — Portugal Amordaçado
Konstantin Simonov — Companheiros de Armas
Mikhail Cholokhov — Terras Desbravadas
Óscar Lopes — Jaime Cortesão (coordenação de...)
Foi bastante extenso este nono título da colecção, não tanto pela prosa de Óscar Lopes mas sobretudo pela abundância de elementos que recolhe, podendo destacar-se a amplitude de «Depoimentos Biográficos» pedidos a gente como Álvaro Pinto («A Renascença Portuguesa e o movimentos das Universidades Populares»), Augusto Casimiro, Carolina Michaelis, Carlos Malheiro Dias, Sarmento Pimentel, Henrique de Barros, Urbano Tavares Rodrigues, etc.; e «Apreciações e Homenagens» de toda a nossa fina flor coeva (Gomes Leal, Pascoaes, Pessoa, Ferreira de Castro, Aquilino, Torga, Nemésio, por aí fora), além dos brasileiros Murilo Mendes, Manuel Bandeira e João Neves Fontoura. Do próprio Cortesão se apresentam textos, alguns inéditos, como um que reporta a experiência na guerra civil espanhola – além da habitual antologia própria da série. Igualmente habitual a documentação iconográfica, apresentando por exemplo o louvor redigido pelo comandante do batalhão, André Brun, na Flandres.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória de oferta manuscrita pelo autor ao também biógrafo de Cortesão, e principal estudioso da sua obra: “A Neves Águas, mais competente do que eu nesta matéria, pelo menos, agradece o Óscar Lopes” (uma fotografia de Cortesão com Neves Águas faz aliás parte das ilustrações do livro).
Baptista Bastos ― O Filme e o Realismo
Primeira edição, integrada na «Biblioteca Arcádia de Bolso», de um dos livros iniciais do autor, reunindo uma série de textos aparentemente inéditos – que entrecruzam os temas propriamente cinéfilos com referências filosóficas e literárias e, sobretudo, com permanentes remissões para a literatura portuguesa (em particular, contemporânea), desde Eça a Ferreira de Castro, passando pelo «núcleo duro» neo-realista (Soeiro, Namora, Redol, Manuel da Fonseca, o primeiro Carlos de Oliveira) e abarcando, entre outros, «compagnons de route» como Cardoso Pires e Vergílio Ferreira.
Fernando Namora ― Cidade Solitária
Edição original, cartonada e revestida de sobrecapa de papel ilustrada por Victor Palla, que no exemplar apresenta já pequenas falhas.
18€
Fernando Namora ― Cidade Solitária / 2.ª edição (5.º, 6.º e 7.º milhares)
Reimpressão igualmente cartonada e revestida de sobrecapa de papel, que apenas variou na cor.
14€
Fernando Namora ― As Frias Madrugadas
Primeira edição colectiva dos 3 títulos da produção temporã em verso de Fernando Namora - «Relevos», «Mar de Sargaços» e «Terra» -, acrescidos de alguns inéditos. Reproduz, nas abas, uma nota crítica assinada por João José Cochofel.
Os Melhores Contos do Marquês de Sade
Editora Arcádia (1970). In-8º de 252, [4] págs. Br.
Volume publicado na colecção Antologia, espraiando-se a introdução do tradutor por quase sessenta páginas. Os textos aqui apresentados são «Florville e Courval ou o fatalismo», «Há lugar para dois», «Émilie de Tourville ou a crueldade fraternal», «Augustine de Villebranche ou o estratagema do amor», «Aventura incompreensível e atestada por uma província inteira» e «O presidente mistificado».
Bom exemplar, embora com
a capa já ligeiramente desplastificada no encaixe.
a viagem: entre o real e o imaginário
arcádia (1983). (Esta edição, de que se tiraram 3.000 exemplares , foi composta e impressa por Santelmo Cooperativa de Artes Gráficas (...) e acabada nas Oficinas Gráficas da Editora Arcádia). In-8º gr. de 188, [IV] págs. Br.
"Oito autores de três países, reunidos num seminário orientado por Y. K. Centeno, falam da Viagem em nove ensaios cuja diversidade reflecte a da aventura que ela é"
António Quadros — Fernando Pessoa: Vida, Personalidade e Génio
arcádia (1981). In-8º de 316, [IV] págs. Br.
Volume publicado na conhecida colecção de biografias da Arcádia, embora neste caso menos biográfico e mais exegético, como seria de esperar tratando-se do esotérico-compulsivo Quadros – que após uma «Introdução cronológica à vida e à obra» dividiu o seu estudo principal, «Personalidade, génio e destino», em nove secções de capítulos, uma delas «O Poeta visto pelos seus contemporâneos (Um retrato-robot), entre os quais Almada, Ofélia e Carlos Queirós, Pierre Hourcade, etc.). Como de costume, há um conjunto de folhas centrais ilustradas, impressas sobre papel couché.
Em complemento a este primeiro volume, independente por si só, sairia depois um ainda mais exegético Iniciação Global à Obra ; salvo erro, um caso único na série.
Oliveira Marques — Afonso Costa
“Há cem anos que nasceu Afonso Costa. Foi, porventura, entre 1910 e 1930, o mais querido e o mais odiado dos Portugueses. O seu nome simbolizou toda uma política, mesmo um regime, até. Endeusaram-no como talvez ninguém neste país, desde D. Miguel e até Salazar. Como eles, tornou-se um mito, um Messias, depois de ter sido arauto de uma situação e o estadista que, acaso mais a radicou em sete anos apenas de acção intermitente, mas fecunda. Esteve sempre entre os dois mais votados candidatos republicanos ao Parlamento, onde quer que se propusesse jamais perdendo uma eleição desde 1906. Ninguém lhe levou a palma em popularidade real e persistente, em presença viva junto de todas as camadas populares, do Minha ao Algarve, nem sequer Bernardino Machado com seu chapéu pronto a cumprimentar ou António José de Almeida com sua honestidade proverbial e seus arroubos de alma mística. O seu retrato apareceu reproduzido milhares e milhares de vezes, em livros, em jornais, em cartazes, em panfletos, em azulejos, em pratos de barro e de latão, em bustos que se vendiam nas lojas de Lisboa e nas feiras de Trás-os-Montes (...) O ódio que lhe tiveram também não conheceu limites”, assim começava a introdução desta que é ainda hoje a principal biografia de referência sobre o estadista, entre «velhas» e «novas» (das quais foi a primeira); integrada na colecção «a Obra e o Homem».
18€









