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Letters of a Portuguese Nun

Arcádia / Travelling and Culture / Portugal. (Printed by Novotipo, Lisbon / April 1973). In-8º de 45, [ii], [I] págs. Enc.

Edição sem qualquer paratexto, nem sequer a indicação de tradutor e ilustrador - mas este último facilmente distinguível, Mário Botas, cujos trabalhos em tinta-da-china são reproduzidos a plena página.

O volume foi encadernado em tela com gravações a prateado na pasta da frente. 

15€

Voltaire — Romances e contos completos

Editora Arcádia (composto (...) e impresso em offset nas Oficinas da Altagráfica (...) no mês de Fevereiro de 1977). 2 vols. in-8º de 672, [XII] págs. nums. em conjunto. Br.

Não sendo rigorosamente «completos», estão  recolhidos, por exemplo, livros e pequenos textos como Zadig, ou o destino, Memnon ou a sabedoria humana, O branco e o negro, Cândido, ou o optimismo, O Ingénuo, Pot-Pourri, etc.; com traduções de, entre outros, João Gaspar Simões, João Paulo Monteiro e Fernandes Costa.

Ligeiro desgaste exterior de ambos os volumes.

24€ 

os bons velhos tempos da prostituição em portugal

os bons velhos tempos da prostituição em portugal // antologia de histórias e documentos colhidos na História da Prostituição em Portugal, de Alfredo Amorim Pessoa (1887) / realização e anotações de Manuel João Gomes (1976) / com as licenças neceffárias e privilégio d'el-rei

arcádia (1976). In-8º de 248 págs. Br.

O bastante disparatado volume de que aqui Manuel João Gomes faz a sua recolha e ao qual apõe notas jocosas tinha sido originalmente publicado como complemento aos 4 volumes de uma História da Prostituição de um tal Pedro Dufour.
Edição impressa sobre bom papel e constante de 3000 exemplares, que porém não aparecem assim tanto; este por estrear, apenas com ligeiros defeitos exteriores. 
Há reedição mais recente na Antígona, também já esgotada.

20€

João Bigotte Chorão — Camilo, a Obra e o Homem

arcádia (1979). In-8º de 165, [3] págs. Br.

Volume publicado na conhecida colecção de biografias da Arcádia, embora fugindo um pouco ao figurino: “Advertindo que este livro não é uma biografia, nem um ensaio de interpretação literária, nem uma tese universitária, o autor afirma que se trata de uma síntese da vida e da obra de Camilo. Primeira abordagem, guia ou introdução, não se dirige ao especialista, mas ao leitor comum e ao estudante. O seu principal objectivo é ser útil a quem erra perdido pela floresta camiliana”. Seguem-se ao prefácio os capítulos «Do Ventre à Sepultura», «Feições Dominantes de um Polígrafo», «Um Escritor Religioso», «A Casa de S. Miguel de Ceide ou os Limites do Camilianismo», «A Herança de Camilo», «Biblioteca Ideal de Camilo», «Páginas de Camilo» e «Ideário de Camilo», rematados pela «Cronologia» final. Ilustrações num conjunto de folhas centrais em papel couché.

12€

José Cardoso Pires — Jogos de Azar (contos)

Arcádia (1963). In-8º de 240, [IV] págs. Cart.

Primeira edição deste conjunto de contos que, conforme o autor explicava no prefácio, foram «respigados» dos seus dois livros iniciais: Os Caminheiros e Outros Contos e Histórias de Amor.

Cartonagem editorial com sobrecapa de papel, esta última apresentando algum desgaste. 

20€

João Gaspar Simões — Camilo Pessanha: a Obra e o Homem

Editora Arcádia / a Obra e o Homem. (Composto e impresso nas oficinas gráficas da Editorial Minerva). In-8º peq. de 265, [VII] págs. Br.

O volume, 16º da colecção, foi dividido nas secções de capítulos «O Homem», «A Obra», «Cronologia da vida e obra de Camilo Pessanha - Resenha bibliográfica» e «Marginália». 

12€ 

Almada Negreiros — ver (notas e prefácio de lima de freitas)

arcádia (1982). In-4º quadrado de 272, [VIII] págs. Cart.

"Reúnem-se neste volume vários cadernos, na sua maioria inéditos, de José de Almada Negreiros. Desde 1943, ano que o Autor inscreveu na página liminar de vários dos cadernos, uma longa série de obstáculos condenou à ocultação quase total este extraordinário conjunto de textos e manteve-os fechados numa gaveta durante cerca de quarenta anos, à espera de um dia virem a ser conhecidos pelos portugueses e pelo mundo", assim iniciava o organizador e essoutro belo pintor o seu extenso (quase três dezenas de páginas) prefácio, logo derivando para a filiação iniciática e interpretação esotérica que lhe era tão típica, e à qual consigna este conjunto de textos - abundantes, por exemplo, em remissões para a Antiguidade e mitologia gregas.

O álbum foi abundantemente ilustrado, incluindo as reproduções dos desenhos e portadas compostos por Almada nos manuscritos originais. 

40€

Lima de Freitas — o labirinto

arcádia (Maio de 1975 / Esta edição de que se tiraram 2.000 exemplares foi composta e impressa em Gris Impressores - Cacém). In-4º q/quadrado de 348, [IV] págs. Cart.

"O labirinto impõe-se, obsessivamente, à imaginação contemporânea. Sob mil aspectos diversos, o complexo labiríntico manifesta-se no pensamento e na arte do nosso tempo. Que tarefa pode ser mais urgente do que tentar descortinar as raízes profundas da obsessão e encontrar o fio condutor que nos abra a saída do labirinto?"
Abundantemente ilustrado por gravuras, esculturas, pinturas, desenhos e motivos simbólicos diversos, o álbum foi dividido nos capítulos «Cidade e Labirinto», «O Minotauro», «Natureza e Propriedades do Símbolo», «Analogia e Causalidade», «Notas para uma História do Labirinto», «A Espiral», «A Invenção do Centro», «O Fio de Ariadne», «A Evasão de Dédalo», «O Labirinto do Tempo e a Visão», «Espaço e Mapa», «Mandala e Cidade Celeste», «O Mito» e «Dilúvio e Apocalipse». 

37

Mário Soares — Portugal Amordaçado

Portugal Amordaçado (depoimento sobre os anos do fascismo)

arcádia (1974). In-8º de 728, [VIII] págs. Br.

Dispensará apresentações o livro mais conhecido do autor, que no final da vida ainda pretendia reeditá-lo, e cuja publicação original, em França, faz agora meio-século (Le Portugal Baillonée, 1972). Segundo o próprio Mário Soares, terá sido composto entre 1968 e 1972 no exílio parisiense. 

24€

Konstantin Simonov — Companheiros de Armas

Editora Arcádia. (Este livro (...) foi composto e acabou de imprimir-se nas oficinas do Eden Gráfico, Limitada, de Viseu, no mês de Fevereiro de 1970). In-8º gr. de 510, [IV] págs. Enc.

"Em Companheiros de Armas, Simonov refere-se ao agitado período de antes da última guerra, à guerra de Espanha, às escaramuças com os japoneses quando estes dominavam a China e ameaçavam a Mongólia. / Simonov parece ser o grande repórter das guerras do nosso tempo". 
Tradução de Maria Assunção Pinto Cabral. 

Exemplar com ligeiro desgaste da sobrecapa de papel que recobre a encadernação.

12€

Mikhail Cholokhov — Terras Desbravadas

Editora Arcádia Limitada (composto e impresso nas oficinas gráficas de Manufacturas Modesta - Porto). 2 vols. in-8º de 428, [II] e 435, [I] págs. Cart.

"De Janeiro a Julho de 1930, uma aldeia cossaca, em pleno Don, tem de ser colectivizada; os entusiasmos e os erros, as dificuldades e as contradições, os crimes de inaudita selvajaria, um povo cuja crueza de linguagem e costumes contrasta com a alma crédula, os amores violentos e simultâneamente púdicos, os conflitos entre um passado que subsiste enraizado e os sonhos dum futuro que só a geração seguinte gozará", decerto não particularmente grata ao Holodomor... - assim apresentava a editora este romance em dois livros do autor de Don Tranquilo, vencedor do Prémio Nobel em 1965, diz-se que por pressão da União Soviética sobre a academia sueca, diz-se que não tendo sido escrito por ele. [O primeiro boato não parece de crer, tendo em conta que a mesma academia premiou igualmente dissidentes como Soljenitsin e Pasternak; o segundo foi subscrito por alguns desses dissidentes, Soljenitsin à cabeça.]

15€

Óscar Lopes — Jaime Cortesão (coordenação de...)

Editora Arcádia / a Obra e o Homem. [S/d]. In-8º peq. de 339, [3] págs. Br.

Foi bastante extenso este nono título da colecção, não tanto pela prosa de Óscar Lopes mas sobretudo pela abundância de elementos que recolhe, podendo destacar-se a amplitude de «Depoimentos Biográficos» pedidos a gente como Álvaro Pinto («A Renascença Portuguesa e o movimentos das Universidades Populares»), Augusto Casimiro, Carolina Michaelis, Carlos Malheiro Dias, Sarmento Pimentel, Henrique de Barros, Urbano Tavares Rodrigues, etc.; e «Apreciações e Homenagens» de toda a nossa fina flor coeva (Gomes Leal, Pascoaes, Pessoa, Ferreira de Castro, Aquilino, Torga, Nemésio, por aí fora), além dos brasileiros Murilo Mendes, Manuel Bandeira e João Neves Fontoura. Do próprio Cortesão se apresentam textos, alguns inéditos, como um que reporta a experiência na guerra civil espanhola – além da habitual antologia própria da série. Igualmente habitual a documentação iconográfica, apresentando por exemplo o louvor redigido pelo comandante do batalhão, André Brun, na Flandres.

Exemplar muito valorizado pela dedicatória de oferta manuscrita pelo autor ao também biógrafo de Cortesão, e principal estudioso da sua obra: “A Neves Águas, mais competente do que eu nesta matéria, pelo menos, agradece o Óscar Lopes” (uma fotografia de Cortesão com Neves Águas faz aliás parte das ilustrações do livro).
 
20€  

Baptista Bastos ― O Filme e o Realismo

Lisboa, Editora Arcádia. 1962. In-8º de 204, [4] págs. Br.

Primeira edição, integrada na «Biblioteca Arcádia de Bolso», de um dos livros iniciais do autor, reunindo uma série de textos aparentemente inéditos – que entrecruzam os temas propriamente cinéfilos com referências filosóficas e literárias e, sobretudo, com permanentes remissões para a literatura portuguesa (em particular, contemporânea), desde Eça a Ferreira de Castro, passando pelo «núcleo duro» neo-realista (Soeiro, Namora, Redol, Manuel da Fonseca, o primeiro Carlos de Oliveira) e abarcando, entre outros, «compagnons de route» como Cardoso Pires e Vergílio Ferreira.


14€

Fernando Namora ― Cidade Solitária

Editora Arcádia Limitada (Edição e propriedade do autor). (Este livro, distribuído pela Editora Arcádia Limitada, foi composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão» durante os meses de Julho e Agosto de 1959). In-8º de 293, [IX] págs. Cart.

Edição original, cartonada e revestida de sobrecapa de papel ilustrada por Victor Palla, que no exemplar apresenta já pequenas falhas.

18€

Fernando Namora ― Cidade Solitária / 2.ª edição (5.º, 6.º e 7.º milhares)

Editora Arcádia Limitada. (Este livro foi composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão» durante o mês de Novembro de 1959). In-8º de 293, [IX] págs. Cart.

Reimpressão igualmente cartonada e revestida de sobrecapa de papel, que apenas variou na cor.

14€

Fernando Namora ― As Frias Madrugadas

Lisboa, Editorial Arcádia. (1959). In-8º de 155, [5] págs. Enc.

Primeira edição colectiva dos 3 títulos da produção temporã em verso de Fernando Namora - «Relevos», «Mar de Sargaços» e «Terra» -, acrescidos de alguns inéditos. Reproduz, nas abas, uma nota crítica assinada por João José Cochofel.


Encadernação editorial em tela, com sobrecapa ilustrada de papel. 

Exemplar em muito bom estado, sem defeitos de relevo e com as folhas praticamente limpas.  

22€ (reservado)

Os Melhores Contos do Marquês de Sade

Os Melhores Contos do Marquês de Sade (apresentação, selecção e tradução de João Costa)

Editora Arcádia (1970). In-8º de 252, [4] págs. Br.

Volume publicado na colecção Antologia, espraiando-se a introdução do tradutor por quase sessenta páginas. Os textos aqui apresentados são «Florville e Courval ou o fatalismo», «Há lugar para dois», «Émilie de Tourville ou a crueldade fraternal», «Augustine de Villebranche ou o estratagema do amor», «Aventura incompreensível e atestada por uma província inteira» e «O presidente mistificado».

Bom exemplar, embora com a capa já ligeiramente desplastificada no encaixe.


12€

a viagem: entre o real e o imaginário

a viagem <entre o real e o imaginário> (organizado por stephen reckert e y. k. centeno)

arcádia (1983). (Esta edição, de que se tiraram 3.000 exemplares , foi composta e impressa por Santelmo Cooperativa de Artes Gráficas (...) e acabada nas Oficinas Gráficas da Editora Arcádia). In-8º gr. de 188, [IV] págs. Br.

"Oito autores de três países, reunidos num seminário orientado por Y. K. Centeno, falam da Viagem em nove ensaios cuja diversidade reflecte a da aventura que ela é"

O volume foi organizado em quatro secções, cada uma delas contando com dois textos de diferentes autores: «A Viagem na Escrita» («O Signo da Viagem», Stephen Reckert; «Viajar na Palavra: até onde?», Alberto Pimenta); «A Viagem pelo Real» («Viagem à Superfície do Texto», Heitor Gomes Teixeira; «Livros de Viagem Portugueses do Século XIX», Manuela Domingos); «A Viagem no Romance» («O Regresso ao «Ramalhete»», Maria Leonor Carvalhão Buescu; «A Viagem de L'Immoraliste, de André Gide, ou Ítaca Revisitada», Nuno Júdice); «A Viagem na Poesia» («Entre Qualquer Cais e o Cais», Stephen Reckert; «Viagens à Fernando Pessoa», Ralph Roger Glöckler; «Surrealismo: A Viagem», Teresa Almeida).

10€

António Quadros — Fernando Pessoa: Vida, Personalidade e Génio

Fernando Pessoa: a obra e o homem / Nova versão // I Volume: Vida, Personalidade e Génio

arcádia (1981). In-8º de 316, [IV] págs. Br.

Volume publicado na conhecida colecção de biografias da Arcádia, embora neste caso menos biográfico e mais exegético, como seria de esperar tratando-se do esotérico-compulsivo Quadros – que após uma «Introdução cronológica à vida e à obra» dividiu o seu estudo principal, «Personalidade, génio e destino», em nove secções de capítulos, uma delas «O Poeta visto pelos seus contemporâneos (Um retrato-robot), entre os quais Almada, Ofélia e Carlos Queirós, Pierre Hourcade, etc.). Como de costume, há um conjunto de folhas centrais ilustradas, impressas sobre papel couché.

Em complemento a este primeiro volume, independente por si só, sairia depois um ainda mais exegético Iniciação Global à Obra ; salvo erro, um caso único na série.

14€

Oliveira Marques — Afonso Costa

Editora Arcádia (1972). In-8º de 429, [3] págs. Br.

“Há cem anos que nasceu Afonso Costa. Foi, porventura, entre 1910 e 1930, o mais querido e o mais odiado dos Portugueses. O seu nome simbolizou toda uma política, mesmo um regime, até. Endeusaram-no como talvez ninguém neste país, desde D. Miguel e até Salazar. Como eles, tornou-se um mito, um Messias, depois de ter sido arauto de uma situação e o estadista que, acaso mais a radicou em sete anos apenas de acção intermitente, mas fecunda. Esteve sempre entre os dois mais votados candidatos republicanos ao Parlamento, onde quer que se propusesse jamais perdendo uma eleição desde 1906. Ninguém lhe levou a palma em popularidade real e persistente, em presença viva junto de todas as camadas populares, do Minha ao Algarve, nem sequer Bernardino Machado com seu chapéu pronto a cumprimentar ou António José de Almeida com sua honestidade proverbial e seus arroubos de alma mística. O seu retrato apareceu reproduzido milhares e milhares de vezes, em livros, em jornais, em cartazes, em panfletos, em azulejos, em pratos de barro e de latão, em bustos que se vendiam nas lojas de Lisboa e nas feiras de Trás-os-Montes (...) O ódio que lhe tiveram também não conheceu limites”, assim começava a introdução desta que é ainda hoje a principal biografia de referência sobre o estadista, entre «velhas» e «novas» (das quais foi a primeira); integrada na colecção «a Obra e o Homem».

18€