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Lima de Freitas — Voz Visível

Lisboa – 1971. (Composto e impresso na União Gráfica, S. A. R. L.). In-8º de 191, [iii], [II] págs. Br.

Alguns dos dezasseis ensaios aqui recolhidos: «Sobre Manet, Gauguin e Braque»; «Razão, inconsciente, figura»; «Iconografias e fraseologia»; «Picasso, invasor vertical»; «O gosto da novidade e a arte moderna portuguesa»; «Vieira da Silva e os seres de espelho»; «Pintura, embalagem e crítica profissional»; «A arte consumida e a arte consumada»; «O ponto de fuga».

Exemplar nº 93 da “Tiragem especial de 150 exemplares numerados e assinados pelo autor”, infelizmente algo desdourado por pequenos rasgões (sem falha de papel) e vincos na capa.

20€

Miguel Angel Asturias — O Senhor Presidente

Romances exemplares n.º 9 / Publicações Dom Quixote. (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Telles da Silva, Lda. em Março de 1968). In-8º de 358, [VI] págs. Br.

O livro que consagrou aquele que viria a obter o Prémio Nobel da Literatura em 1967, nesta primeira edição portuguesa com tradução de Lopes de Azevedo e capa de Lima de Freitas.

10€

Natália Correia — Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente : peça em 3 actos

Natália Correia • Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite. (Esta edição com o total de duzentas e setenta páginas em papel La Crème de noventa gramas. com «vergé» seis desdobráveis. dezoito extra-textos em papel «printomat» de cento e cinquenta gramas. foi composta e impressa em novembro de mil novecentos e oitenta e um na Gráfica Maiadouro)

No mesmo sentido do texto de David Mourão-Ferreira apresentado nas badanas, aludindo ao “sombrio e sinistro soba que «reinou», em 1980, na esfera oficial da cultura portuguesa”, rezava assim a nota preliminar graficamente ornamentada: “Esta peça foi encomendada à autora pelo Teatro Nacional D. Maria II, para celebrar em 1980 o 4.º centenário da morte de Luís de Camões. A «má fortuna» que, em vida, perseguiu o poeta, atravessou-se neste projecto impedindo a sua concretização, por critérios que deslustram quem os assumiu”. O director do D. Maria II era Lima de Freitas, um dos ilustradores nesta passagem a livro; o “soba” seria decerto o Secretário de Estado da Cultura do governo de Pintasilgo, Vasco Pulido Valente, que terá recusado o financiamento à peça, sem o qual não pôde subir à cena - V.P.V. com quem a autora colaborava ou tinha colaborado na Secretaria de Estado, passando depois a referir-se a ele como “aquele com asco no nome”... .
“A peça camoniana de Natália (...) é acima de tudo uma luxuriante celebração da língua, pela recriação/reinvenção de um português falado por Camões e seus contemporâneos, que fosse digna de dar voz ao vate e receber intertextualidades de poemas e dramaturgia de Camões ele mesmo” (Armando Nascimento Rosa).

Ilustrações de Ângelo de Sousa, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Francisco Relógio, Júlio Resende e Lima de Freitas.

35€

Almada Negreiros — ver (notas e prefácio de lima de freitas)

arcádia (1982). In-4º quadrado de 272, [VIII] págs. Cart.

"Reúnem-se neste volume vários cadernos, na sua maioria inéditos, de José de Almada Negreiros. Desde 1943, ano que o Autor inscreveu na página liminar de vários dos cadernos, uma longa série de obstáculos condenou à ocultação quase total este extraordinário conjunto de textos e manteve-os fechados numa gaveta durante cerca de quarenta anos, à espera de um dia virem a ser conhecidos pelos portugueses e pelo mundo", assim iniciava o organizador e essoutro belo pintor o seu extenso (quase três dezenas de páginas) prefácio, logo derivando para a filiação iniciática e interpretação esotérica que lhe era tão típica, e à qual consigna este conjunto de textos - abundantes, por exemplo, em remissões para a Antiguidade e mitologia gregas.

O álbum foi abundantemente ilustrado, incluindo as reproduções dos desenhos e portadas compostos por Almada nos manuscritos originais. 

40€

Lima de Freitas — o labirinto

arcádia (Maio de 1975 / Esta edição de que se tiraram 2.000 exemplares foi composta e impressa em Gris Impressores - Cacém). In-4º q/quadrado de 348, [IV] págs. Cart.

"O labirinto impõe-se, obsessivamente, à imaginação contemporânea. Sob mil aspectos diversos, o complexo labiríntico manifesta-se no pensamento e na arte do nosso tempo. Que tarefa pode ser mais urgente do que tentar descortinar as raízes profundas da obsessão e encontrar o fio condutor que nos abra a saída do labirinto?"
Abundantemente ilustrado por gravuras, esculturas, pinturas, desenhos e motivos simbólicos diversos, o álbum foi dividido nos capítulos «Cidade e Labirinto», «O Minotauro», «Natureza e Propriedades do Símbolo», «Analogia e Causalidade», «Notas para uma História do Labirinto», «A Espiral», «A Invenção do Centro», «O Fio de Ariadne», «A Evasão de Dédalo», «O Labirinto do Tempo e a Visão», «Espaço e Mapa», «Mandala e Cidade Celeste», «O Mito» e «Dilúvio e Apocalipse». 

37

Varela Silva ― Camarim com Janela para a Rua: Histórias de Teatro

Camarim com Janela para a Rua: Histórias de Teatro (ilustrações de Lima de Freitas)

Editorial Estampa, 1992. In-8º de 118, [II] págs. Br.

Além das ilustrações na capa e ao longo de todo o volume, é também de Lima de Freitas o prefácio a este livro de um autor que "tem um dom pessoal de contador de histórias, tem uma graça natural e um humor por vezes simultaneamente popular e requintado - as duas coisas podem andar juntas - ao qual é difícil resistir". Passam por estas páginas, em historietas e anedotas, Ângela Pinto, Laura Alves, João Villaret, Emília das Neves, Vasco Santana, Palmira Bastos, Luz Veloso, Taborda, Armando Cortez, Chaby Pinheiro, Robles Monteiro, Rui de Carvalho, António Silva, Amália, Leitão de Barros, Rui Mendes, Manuela Porto, Raul Solnado, etc; e episódios variados do meio lisboeta em geral e do teatral em particular.

10€ (reservado)

Luís de Camões — Os Lusíadas

Os Lusíadas (Adaptação de António Manuel Couto Viana / Ilustrações de Lima de Freitas)
Editorial Verbo (Composto e impresso por Gris Impressores, em Abril de 1980). In-4º de 140 págs. Cart.
 
 
Uma mais de várias adaptações para a juventude e de tantas edições saídas no ano em que se comemorava o quarto centenário da morte do Épico, reproduzindo nas guardas «Camões lendo Os Lusíadas ao rei D. Sebastião», desenho de Manuel Macedo composto um século antes, no terceiro centenário; e naturalmente enriquecido ao longo de todo o volume pelas boas ilustrações do pintor setubalense, que já antes havia executado outras pelo menos para a Artis, depois aproveitadas pelo Círculo de Leitores, e na mesma altura para as obras completas publicadas também pela Verbo em 4 volumes.
 
Exemplar com algum desgaste da capa cartonada; em bom estado no miolo.
 
10€

Luís de Camões [Obras Completas]

Edição comemorativa do IV Centenário da Morte do Poeta. Editorial Verbo. Em Lisboa. Ano de 1980. 4 vols. in-4º gr. Enc.

Sob a orientação gráfica de Sebastião Rodrigues, a edição foi impressa em grande formato sobre bom papel encorpado e é particularmente apreciável pela riqueza das ilustrações, sendo de destacar os dois volumes da Lírica ilustrados pelo pintor setubalense Lima de Freitas, habitual ilustrador camoneano; além de outros como Júlio Gil e Paulo Ferreira e da reprodução de quadros de Columbano, Malhoa, Condeixa, etc. nos dois dedicados a’Os Lusíadas e a Autos e Cartas.
Os volumes foram encadernados com gravações a ouro e cores variadas para cada um.

75€

Jose Régio — Davam Grandes Passeios aos Domingos

Davam Grandes Passeios aos Domingos...por José Régio/com ilustrações de Lima de Freitas

Inquérito, Lisboa. [S/d – 1962?]. In-8º de 114, [6] págs. Br.

Foi, salvo erro, a segunda edição do romance, apreciada pelas ilustrações a tinta que para ela o pintor setubalense compôs.
 
Exemplar por estrear.
 
15€

Aquilino Ribeiro — Maria Benigna/Antecipação

Livraria Bertrand. Lisboa. (1958). In-8º gr. de 349, [3] págs. + [7] ff. de estampa. Br.
 
Exemplar n.º 16 da série especial de 300 assinados por Aquilino e impressos em melhor papel (incluindo a capa); especialmente valorizados pelas sete estampas  sobre folhas destacadas reproduzindo trabalhos compostos para o efeito pelo pintor e ilustrador setubalense Lima de Freitas. 

38€

Lima de Freitas

Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas, C.R.L. Porto, Fevereiro de 1989. In-4º gr. de [24] págs. Br.

Catálogo da exposição individual do pintor setubalense no Porto, impresso em bom papel encorpado, com um texto de apresentação pelos editores e um outro (não completo) de Gilbert Durand sobre «A Obra de Lima de Freitas: post-modernismo e modernidade da tradição». Inclui reproduções – duas em folha inteira e 3/4 – de quatro dos  mais conhecidos trabalhos em acrílico e principalmente, no final, uma selecção da obra gráfica (serigrafias, litografias, águas-fortes, linóleos, etc.); sendo a capa ilustrada por uma das muitas variantes do mesmo tema, esse extraordinário Pedro I e o esqueleto de Inês: o Rei-Saudade e aquela que, coroada ou não (ainda hoje se discute), depois de morta foi Rainha.

Exemplar por estrear e bem conservado, afora alguns vestígios de acidez.

10€

Scriptorium (II)

(Primeira das ilustrações sobre folhas à parte desenhadas por Lima de Freitas para a tiragem especial de Maria Benigna, de Aquilino Ribeiro / Bertrand, 1958)