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O Natal segundo Ruy Belo: ler Alexandre Herculano

Conhecem o «Poema de Natal» de Ruy Belo?

Começa assim: 
"É dia de natal a festa da família um deus nasceu
não me sinto sozinho mas estou sozinho
toda a minha família sou só eu
Levo nas algibeiras alguns versos e caminho
quando sinto de súbito o desejo de reler o herculano
a única pessoa que nos livros e na vida hoje me faz falta
única companhia para o meu natal
Entro nas poucas livrarias de Peniche
e gasto em livros de herculano o dinheiro que tenho"

Substitua-se as livrarias de Peniche, que por(des)ventura já nem existirão, por uma só livraria do Porto, que acaba de renovar o seu catálogo herculaneano - o qual inclui primeiras e raras edições em tempo de vida do próprio «Lobo do Vale», entre curiosidades várias.

Pode consultar-se

Com renovados votos de Boas-Festas para todos os clientes e amigos desta casa

António José Saraiva — Herculano e o Liberalismo em Portugal

Herculano e o Liberalismo em Portugal: Os problemas morais e culturais da instauração do regime
 
Lisboa, 1949. (Livraria – Studium – Editora). In-8º de 239, [1] págs. Br.

Com edição já dez anos antes, foi este um trabalho que, junto aos de Nemésio, apareceu como o primeiro seriamente dedicado ao pensamento do nosso maior historiador, enquadrando-o no tempo e ultrapassando (ou, melhor dito, contornando) a biografia meramente episódica. Às considerações introdutórias sucedem no livro os capítulos «O Regresso do Proscrito», «Liberalismo e Cristianismo», «Um ecletismo filosófico-religioso», «Teoria política do Cartismo», «Um Programa de Ensino Popular» e «A Reforma literária».
 
Belo exemplar, sem defeitos a destacar.
 
15€

Cândido Beirante ― Herculano em Vale de Lobos

Herculano em Vale de Lobos (prefaciado pelo Prof. Doutor Vitorino Nemésio)
 
Edição da Junta Distrital, Santarém, 1977. In-8º gr. de 251, [3] págs. Br.
 
O prefácio de Nemésio, muito apressado, desculpava-se disso garantindo que era apenas “como quem se limita a abraçar de parabéns um amigo à porta de sua casa”, amigo – o autor – que deverá ter sido por ele arguido na Faculdade de Letras de Lisboa, e que, descendente de um trabalhador rural de Herculano em Vale de Lobos, era dito já então pelo açoriano “um dos melhores especialistas dos estudos herculanianos”. Bem documentado por ilustrações alusivas, alinha-se o livro nos capítulos principais «Personalidade de Herculano», «Nem eremita nem solitário», «Pioneiro e mestre», «Uma escola de trabalho», «Apologia do campo contra a cidade» e «Proposta de regeneração para Portugal».

Belo exemplar, só na frente da capa marcado ao de leve.
 
17€ 

Romantismo e Bibliotecas


Nem toda a gente saberá que Camilo Castelo Branco, como Fernando Pessoa, foi um frustrado bibliotecário. De Pessoa, toda a gente sabe tudo, e que concorreu a um lugar na biblioteca de Cascais - bem próximo da Boca do Inferno onde encenou aquelas fitas pseudo-esotéricas com Aleister Crowley. Como Camilo, em vão.
Vago o lugar de 2.º bibliotecário na então recente Biblioteca do Porto (à época, Real
Bibliotheca do Porto, e não Biblioteca Municipal do Porto), em São Lázaro, o romancista, em pleno escândalo adulterino com Ana Plácido, achou que não calharia mal uma profissão sossegada, confortável, de salário certo ao fim do mês - num sítio que conhecia bem, pois já o frequentara muitíssimo enquanto leitor. Vai daí, pediu a intercessão de um famoso antecessor no cargo: Alexandre Herculano, que a assumiu.
"Consta-nos que entre os concorrentes se apresenta o sr. Camilo Castelo Branco. Se no Porto há
um vislumbre de respeito ao talento, nem a câmara pode deixar de o apresentar ao governo como candidato, nem o governo de o revestir das funções que solicita."
 
O parecer de Herculano, num artigo de jornal que poucos terão lido, não serviu de muito, que já na altura valiam mais as graduações académicas e sobretudo as posições - a.k.a. «cunhas» - do que as efectivas aptidões. E as de Eduardo Allen, o nomeado, membro de uma importante família do burgo, falaram mais alto:
"O Allen é um mancebo muito recolhido. Tira bonitos riscos para bordados, e faz recortes muito
engenhosos para enquadrar imagens de santos. No art.º mulheres não há pecha que pôr-lhe. Este há-de ser o bibliotecário, porque é de esperar que não respeite a virgindade dos livros menos que a das mulheres" (Camilo, em carta a Herculano, de quem aliás se afastaria por causa deste episódio, após cometer uma inconfidência; é sabido que o carácter do mais novo, ao contrário do mais velho, não era nada perfeito...)
 
Para que se note bem o prestígio da jovem profissão naquela época, à frente de Camilo no concurso ficaram ainda senhores como o poeta ultra-romântico portuense Soares de Passos - tão apreciado, também ele, por Herculano.
Se é difícil, mas curiosíssimo, imaginar o que seria Camilo como bibliotecário, parece mais
fácil especular com o poeta do célebre "Vai alta a lua na mansão da Morte" - o cemitério do Prado [do Repouso], ali tão perto. Ia ser ele próprio a pedir o que hoje protestam os leitores mais tardios: abrir a biblioteca à noite. Nos intervalos do trabalho, uivaria e faria versos.
De qualquer modo, rezam as crónicas que o escolhido Allen até foi um bom bibliotecário. Menos
mal...  

Jacinto Baptista ― Alexandre Herculano, Jornalista

Livraria Bertrand  (Apartado 37 –) Amadora. (1977). In-8º de 190, [2] págs. Br.
 
Dedicado a José Rodrigues Miguéis e extravasando, ao contrário do que asseguram título e apresentação, a carreira jornalística do «Lobo do Vale», o livro pode bem considerar-se uma semi-biografia de Herculano, planando política e culturalmente sobre os tempos do nosso liberalismo – mas focando em grande parte, com interesse, a história da imprensa portuguesa do séc.XIX. Destaque para o último capítulo, uma antologia de textos publicados anonimamente pelo historiador-escritor-jornalista-etc. nas páginas de O Panorama e do Diario do Governo.  

Bom exemplar, parecendo por estrear.
 
10€

José Agostinho ― Alexandre Herculano

Casa Editora de Antonio Figueirinhas —— Deposito geral: Livraria Portuense, de Lopes & C.ª – Successor (119, Rua do Almada, 123 - Porto) – 1910. In-8º de 310, [2] págs. Enc.
 
Trabalho dado a público na colecção «Os Nossos Escritores», tendo em anteportada um conhecido retrato de Herculano.

Exemplar encadernado em percalina gravada a ouro na pasta superior e na lombada, não conservando a capa primitiva.
 
10€ 

Alexandre Herculano ― Historia de Portugal

Historia de Portugal desde o começo da monarchia até o fim do reinado de Affonso III, por A. Herculano / Oitava edição definitiva conforme com as edições da vida do autor, dirigida por David Lopes (Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Edição ornada de gravuras executadas sobre documentos authenticos debaixo da direcção de Pedro de Azevedo (Conservador do Archivo Nacional)

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris Lisboa. (Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro. – S. Paulo. – Bello Horizonte.). [S/d]. 8 tomos in-8º. Enc. em 4.
 
Edição decalcada da anterior (1914), que também temos, aproveitando os mapas e as gravuras escolhidos por Pedro de Azevedo.
Colecção completa, com os tomos encadernados aos pares, num total de quatro; tendo as encadernações lombada e cantos em pele, todos ornados a ouro, mas sem conservar – ao menos, de modo visível – as capas primitivas.
 
50€

Alexandre Herculano ― Composições Varias

Livraria Francisco Alves. (Na capa: Antigas Casas Aillaud e Bertrand, Lisboa). In-8º de 271, [5] págs. Br.

Entre inéditos e dispersos, de proveniência infelizmente não indicada pelo editor, o volume recolhe os estudos «Conversão dos godos ao catholicismo», «Instrucção publica», «Da educação e instrucção das classes laboriosas», «Aristocracia hereditaria», «Jurados», «Tumultos d’Evora», «A questão de Salvaterra», «A padeira d’Aljubarrota», «D. Francisco Manuel de Mello», «Do Christianismo» e «Memoria sobre a origem dos Livros de Linhagens». Primeira edição.

Exemplar em bom estado, mas com a capa já ligeiramente fragilizada.
 
18€ 

Alexandre Herculano ― Eurico o Presbytero

Eurico o Presbytero / trigesima segunda edição / (Edição definitiva conforme com as edições da vida do auctor, dirigida por David Lopes, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Com dois appendices

Livraria Bertrand | Livraria Francisco Alves. [S/d]. In-8º de 326, [2] págs. Enc.

Exemplar revestido de uma boa encadernação recente com lombada em pele, executada na prestigiada casa portuense Invicta ; conservando ambas as faces da capa original e até, curiosamente, ainda colado o talão de venda da Livraria Bertrand, com o preço marcado de 10$. Com uma assinatura de propriedade no anterrosto datada de 1936, mas que poderá não ser do proprietário original ou então ser mais tardia – porque suponho a edição (não datada) anterior em alguns poucos anos.
 
15€

Alexandre Herculano ― Poesias

Lisboa, Livraria de Tavares Cardoso & Irmão. 1894. In-8º de 336 págs. Enc.
 
Livro Primeiro – A Harpa do Crente
Livro Segundo – Poesias Varias (inclui o conhecido drama «Os Infantes em Ceuta»)
Livro Terceiro – Versões (de Lamartine, Béranger, Millevoye, Delavigne e Burger)

Exemplar da série numerada (coube-lhe o nº661) e assinada pelos editores, com encadernação em percalina, gravada a ouro (pasta frontal e lombada) e a negro (pasta de trás), da que foi a sexta edição do livro.
 
15€

Alexandre Herculano ― Cartas

Antigas Casas Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves, Bastos & C.ª, Editores (73, Rua Garrett, 75)  Lisboa. 2 tomos in-8º de 296, [2] e 288 págs. Enc. em 1.
 
Primeira das várias edições desta recolha, com o segundo tomo publicado já naquela parceria habitual entre a Aillaud e a carioca Livraria de Francisco Alves – que lhe compôs a capa, se não houve duas séries distintas, uma para a metrópole e outra para a antiga possessão. Em todo o caso, estes dois volumes, conjuntamente revestidos de uma bela encadernação ao estilo meio-amador com lombada em pele gravada a ouro e pastas marmoreadas, têm-na diversa.  

30€

História do Futuro [VIII]


"Quer V. Ex.ª que eu lhe diga uma cousa com uma daquellas effusões de sinceridade que V. Ex.ª sabe que tenho muitas vezes? Eu estimo e hei-de estimar sempre a V. Ex.ª (ainda que alguma vez me irrite, como succedeu com a convenção) porque V. Ex.ª é uma grande intelligencia e um grande escriptor, com virtudes e defeitos como eu tenho e como tem todos aquelles a quem Deus não deu uma alma de lama. Agora a quem tenho asco invencivel é a esses patuscos que todos nós conhecemos e que, sem uma unica virtude, sem uma unica idéa elevada ou generosa, figuram nesta terra pelos dous titulos com que nella se faz fortuna; por tolos no mundo das idéas e por velhacos no mundo da vida practica."
 
(Carta de Herculano a Garrett, 29 de Dezembro de 1851)

As meninas de Vel...Herculano

O Pôrto passou sempre por produzir bem só quatro coisas: dinheiro, morangos, nevoeiros e patriotas. Eu protestei constantemente que produzia, além disso, uma quinta: lindas meninas.

[Alexandre Herculano, que passou cá uns bons aninhos como bibliotecário e que costumava saber o que dizia. NB: não estaria a referir-se às meninas de (Praça) Velasquez, mas às que frequentavam então o Jardim de São Lázaro. Que podem não corresponder exactamente às que o frequentam agora...]

Arqueologia Literária (VIII)

Ninguém saberá ao certo, nem talvez ninguém tenha nunca sabido, da complexidade das relações que ligaram os dois nomes fundadores, e principais, do nosso Romantismo: Garrett e Herculano. De feitios tão distantes como a cigarra e a formiga da fábula (escusado dizer qual deles fosse cada uma delas), um o cúmulo da diletância e o outro o cúmulo da profundidade, sabe-se só que combateram juntos, embora em distintos batalhões, enquanto voluntários do exército liberal durante o Cerco, que depois alinharam por partidos diferentes, e que viriam até a protagonizar um tremendo despique sobre a questão da propriedade literária. Sabe-se também que sempre se admiraram reciprocamente q.b.: Garrett respeitou Herculano, apesar de ter nascido dez anos antes, porque o Lobo do Vale impunha respeito a quem quer que fosse; e Herculano também respeitou Garrett, não por ser mais velho mas por o entender o maior poeta de Portugal, só comparável a Camões (quando lhe deram a ler os textos de Folhas Caídas, na Bertrand do Chiado, adivinhou-lhes o autor por em terra lusa "mais ninguém poder compor versos assim"). No meio disto tudo, sabe-se menos do episódio que aí vai, contado pelo autor do Eurico a Gomes de Amorim, pau-de-cabeleira, confidente e biógrafo de Garrett, em carta que ele lhe pedira para as Memórias que escreveu deste último. Passa-se em 1849. Garrett, após uma das zangas amorosas com a Viscondessa da Luz, Rosa Montufar, requer asilo a Herculano no seu semi-eremitério da Ajuda, onde então preparava a Historia de Portugal. Pelo menos algumas das Folhas Cahidas, as mais róseas,  também hão-de ter estado aos pés  daquelas árvores, que por isso duplamente merecem geográfico destaque na bibliografia portuguesa.
 
"Queria vir preparar-se aqui para a solidão; queria ir viver no campo, dizer vale a Lisboa; mas sobretudo desabafar comigo. Veio. Fui tão asno que andei com ele a procurar uma vivenda rústica. E o desabafo? Nunca me disse uma palavra sobre as causas daquele excesso. Começou a sair à tarde e a vir alta noite, a ficar em Lisboa e a reaparecer inesperadamente; depois, a obrigar-me a ir com ele passear, o que me incomodava soberanamente, porque eu trabalhava então muito (prova real de que era um chapado asno, como acima disse). Nos nossos passeios (por via de regra sobre a estrada de Pedrouços) tínhamos sempre a fortuna de encontrarmos [a dita cuja]. O carrinho parava, o nosso eremita em projecto punha o pé no estribo do carro, e eu fartava-me de passear sozinho, até que o meu Santo Antão futuro acabasse o colóquio. No fim de três ou quatro meses, voltou para Lisboa sem me dizer nunca nem porque tinha vindo nem porque se ia".
 
Garrett tinha cinquenta e Herculano quarenta anos quando faziam estas figuras. Para o primeiro, seriam a coisa mais natural do mundo. Para o segundo, deviam ser pesada pena, que dificilmente imaginaremos. Naquela austeridade toda, o homem era quase um santo.

Alexandre Herculano — Historia de Portugal

Historia de Portugal desde o começo da monarchia até o fim do reinado de Affonso III, por A. Herculano / Setima edição definitiva conforme com as edições da vida do auctor, dirigida por David Lopes (Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Edição ornada de gravuras e mappas historicos executados sobre documentos authenticos debaixo da direcção de Pedro de Azevedo (Conservador do Archivo Nacional)

Livrarias Aillaud & Bertrand – 1914. 8 vols. in-8º. Enc.

O interesse principal da edição é de facto o conjunto de gravuras que ilustram o texto, seleccionadas com bom critério por Pedro de Azevedo.

Colecção completa, com todos os volumes da série encadernada pelo editor em percalina gravada a ouro. 
 
65€

Alexandre Herculano — Eurico o Presbytero

Lisboa: Typographia Mattos Moreira & Pinheiro, 1890. In-8º de IX, [I], 308, [2] págs. Enc.

A edição, décima a sair, foi inteiramente numerada e rubricada pela editora (Tavares Cardoso & Irmão), tendo a este exemplar – bem conservado e encadernado em pele  mosqueada com efeito flamejante, gravada a ouro sobre a lombada, que tem aposta uma antiga etiqueta de disposição na biblioteca do proprietário – cabido o n.º 744.
 
20€

Alexandre Herculano — Eurico o Presbítero

Eurico o Presbítero por A. Herculano (Edição crítica dirijida [sic] e prefaciada por Vitorino Nemésio. Notas e apêndices estabelecidos por Maria Helena Lucas. Glossário arábico de David Lopes, revisto por Joaquim de Abreu Figanier)

Livraria Bertrand, Lisboa.  In-8º de XXXIX, [I], VII, [I], 340, [2] págs. Enc.

O importante prefácio de Nemésio, «Eurico: história de um livro», estende-se por três dezenas de páginas.
 
Exemplar revestido também de encadernação inteira em pele, esta encomendada pela Livraria Moraes, gravada a ouro em ornatos sobre a lombada e em filete sobre as pastas, que apresentam (sobretudo, a inferior) algumas marcas de corrosão; tendo o encadernador conservado ambas as faces da capa primitiva e carminado o volume à cabeça.
 
20€

Alexandre Herculano — Estudos sobre o Casamento Civil

Estudos sobre o Casamento Civil (Por occasião do Opusculo do sr. Visconde de Seabra sobre este assumpto) por Alexandre Herculano

Antiga Casa Bertrand – José Bastos & C.ª – Editores. Lisboa. (1907). In-8º de 277, [3] págs. Br.

O amplo estudo do historiador, peça magna da polémica em geral travada com Seabra (acerca da admissibilidade do matrimónio civil, hipótese prevista pela comissão revisora do projecto de código civil – por sugestão de Herculano, dela precisamente uma das figuras de proa), integra as séries «Das tradições antigas da igreja e da nação portuguesa ácerca dos consorcios extranhos ao sacramento do matrimonio», «O casamento civil perante o concilio de Trento e perante a theologia» e «O casamento civil nas leis e costumes de Portugal depois do concilio de Trento»; acrescendo, em «Appendice» final, uma carta ao director do Jornal do Commercio. Na capa, com a chancela editorial de Francisco Alves, indicava-se ser esta a primeira edição brasileira, que no frontispício é apresentada como a terceira da ordem global; ambas as asserções (sobretudo, aquela) parecem pouco rigorosas, por vários motivos.
 
Muito bom exemplar.
 
20€

Alexandre Herculano: ciclo de conferências comemorativas

Alexandre Herculano: ciclo de conferências comemorativas do I centenário da sua morte (1877-1977)

Biblioteca Pública Municipal do Porto/Gabinete de História da Cidade. Porto – 1979. In-8º gr. de 117, [3] págs. Br.

Edição com o texto das conferências proferidas na Casa do Infante, entre Setembro de 1977 e Janeiro de 1978, que encerraram a programação do centenário: «Alexandre Herculano, perfil de um escritor», de Nemésio (que então teria a sua última aparição pública); «Alexandre Herculano, o político», de José Augusto Seabra; «Reflexões sobre Herculano como polemista», de Óscar Lopes; «Alexandre Herculano, historiador», de Vitorino Magalhães Godinho; «Alexandre Herculano e a fundamentação da História de Portugal», de Veríssimo Serrão; e «Herculano, poeta: Uma imagem em negativo», de Jacinto do Prado Coelho.

Exemplar por estrear, em condição impecável.
 
10€ 

Alexandre Herculano: Exposição Evocativa

Alexandre Herculano/1877-1977: Exposição Evocativa do Centenário da Morte de Alexandre Herculano organizada pela Secretaria de Estado da Cultura

In-8º gr. de 34, [4] págs + [39] ff. ilust. Br.

Dado a lume a pretexto da exposição inaugurada em Santarém, o volume, impresso em bom papel com o catálogo dela, é constituído depois na maior parte por folhas destacadas de papel couché nas quais se reproduz muitos dos documentos expostos – principalmente, retratos (mais de meia-dúzia de Herculano, entre outros de D.Pedro IV, do filho D.Pedro II do Brasil, de D.Pedro V, de D.Estefânia, de D.Fernando, o alemão, de Castilho, de Antero, de Cesário Verde, de Bulhão Pato, de Camilo, de Júlio Dinis, da princesa Ratazzi, etc., além de um belo adornado da mulher, Mariana Meira), complementados por manuscritos, gravuras e estampas da época, um panorama da quinta em Vale-de-Lobos, uma fotografia da grande marcha de 1910 em celebração do centenário do nascimento, etc.; integrando dois textos de apresentação, um de David Mourão-Ferreira (então o secretário de Estado da Cultura) e outro, bem mais longo, competente e interessante, da pena de Nemésio, a ensaiar um esboço biográfico daquele a quem tantos títulos dedicara.    
 
Exemplar impoluto, por estrear.
 
15€