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Visconde de Vila-Moura — Antonio Nobre (seu genio e sua obra)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1915). In-8º de 144, [8] págs. Enc.

De aparecimento já escasso no mercado, foi a edição impressa sobre bom papel avergoado e enriquecida pelas ilustrações que a entremeiam, em estampa sobre folhas de papel couché à parte. O estudo divide-se nas partições «Os «Males de Anto»», «A Tragedia nos grandes Artistas», «Os Artistas nos seus conflictos» e «O Poeta»; acrescidas depois em apêndice de uma «Nota biographica», um «Plano das Obras de Antonio Nobre» e um «Fac-símile de um manuscripto de Antonio Nobre».

Exemplar valorizado pela dedicatória de oferta manuscrita por Vila-Moura a Alfredo da Cunha, “Homenagem do seu admirador”, em Ancede logo em 1915; e entretanto bem encadernado com cantos e lombada em pele, preservando por inteiro a capa primitiva, incluída a tira do encaixe conservada em recorte; aparado à cabeça, mantendo ainda as restantes margens por aparar.

40€

Jaime Cortesão — O Infante de Sagres

O Infante de Sagres (drama épico em IV actos, com duas composições musicais de Oscar da Silva / representado pela primeira vez no «República» de Lisboa em Dezembro de 1916)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1916). In-4º de 104, [12] págs. Br.

 
Primeira edição propriamente dita da peça, que na estreia contou, segundo o elenco apresentado, com Ângela Pinto, Augusto Rosa, Chaby e Robles Monteiro, entre outros; e que o próprio Cortesão conta ter tido apoio na composição de, por exemplo, António Vasconcelos, Joaquim Vasconcelos e Pedro Azevedo. 
Capa em papel vegetal com ilustração a cores, na face inferior reproduzindo a Cruz de Aviz.
 
25€

Mário Beirão — Pastorais

Pastorais(1.º milhar)

Editor: A «Renascença Portuguesa», Porto – 1923. In-8º de 133, [I] págs. Br.

Quarto livro publicado por Beirão, e salvo erro o último sob a chancela da Renascença -  hoje praticamente esquecido, falamos de alguém que, como sublinhou António Cândido Franco, conseguia o «pleno» de ser altissimamente admirado por Pessanha, Pascoaes (com quem teria depois um desentendimento, causa ou consequência?), Pessoa e Sá-Carneiro. 

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita e assinada pelo poeta ao confrade de letras José Osório de Oliveira, em “lembrança afectuosa do seu camarada e admirador”; mas algo prejudicado por uma pequena falha do típico papel vegetal à cabeça.

20€ (reservado)

Francisco de Holanda — Da Pintura Antigua

Da Pintura Antigua: tratado de (...) // contém: a) Livro Primeiro – Parte Theorica / b) Livro Segundo – Dialogos em Roma // edição completa d’esta celebre obra // commentada por Joaquim de Vasconcellos

Segunda edição da «Renascença Portuguesa», Porto. In-8º de 352, [2] págs. Br.

O exemplar pertenceu à famosa biblioteca do médico republicano e polígrafo portuense Ribeiro dos Santos, de quem apresenta o ex-libris composto por Abel Salazar.

15€

Newton de Macedo — Introdução à Filosofia (seu significado e valôr)

Editores: Renascença Portugueza / Pôrto – 1926. In-8º de 194, [2] págs. Br.

Um dos seus principais, o livro foi dividido pelo autor (dos pioneiros da primeira e fugaz Faculdade de Letras portuense que recentemente comemorou um século) nos capítulos «Sciência e Filosofia», «A actividade scientífica», «A actividade moral», «A actividade estética», «Significado e Valôr da Filosofia» e «História da Filosofia».

Exemplar de resto em boa condição, mas desvalorizado por um pequeno rasgão (sem falha de papel) na capa, na base do encaixe.
 
10€ 

Jaime Cortesão — A Sinfonia da Tarde

Porto, Renascença Portuguesa. 1912. In-8º de 13, [3] págs. Br.

Primeira e elegante edição de uma das primeiras – salvo erro, a terceira – publicações do autor, com dedicatória impressa a Raul Proença (que o viria a acompanhar, alguns anos depois, na direcção da Biblioteca Nacional). Integrada na série «Biblioteca de A Renascença Portuguesa».

Exemplar valorizado pela assinatura manuscrita de Cortesão; em bom estado, salvo leve desgaste da capa.
 
22€

António Sérgio — Considerações Historico-Pedagogicas

Considerações Historico-Pedagogicas (antepostas a um manual de instrução agricola na Escola Primaria), por (...) (separata)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1915). In-8º de 73, [7] págs. Br.

Foi um dos primeiros livros publicados pelo autor, cuja curta bibliografia prévia aparece (embora incompletamente) indicada.
Exemplar por abrir, mas com alguns defeitos na capa, cuja frente está quase solta.

14€

João Paulo Freire — Fogos-Fátuos

Edição de «A Renascença Portuguesa», Pôrto – 1925. In-8º de 173, [3] págs. Br.

Volume dedicado “à memória sagrada de António Granjo, ao mais infeliz dos homens honrados desta terra e ao mais leal dos amigos” (de quem aliás faz a reportagem do funeral com milhares de pessoas, em Chaves, após «A Noite Sangrenta», e no qual entre outros Leonardo Coimbra improvisou um discurso que também «Mário» diz ter sido impressionante); e justamente a Leonardo, “ao mais extraordinário e mais brilhante talento da minha geração”. Recolhe os textos publicados no jornal lisboeta A Imprensa da Manhã, dividindo-os aqui pelas duas secções «Alguns problemas nacionais à margem... da política» e «Documentos para a história do movimento revolucionário do «19 de Outubro»».
O exemplar tem no rosto o carimbo da livraria de Pedro Dias, de Lagos.

15€

Barata da Rocha — Névoa da Flandres (Versos)

Porto, Edição de «A Renascença Portuguesa», 1924. In-8º de 134, [4] págs. Enc.
 
Livro de versos compostos durante a 1ª Guerra Mundial “(…) à beira de soldados – que foram os melhores, os mais leais companheiros da minha vida” por Alfredo Barata da Rocha, médico e fundador da Liga dos Combatentes no Porto. Primeira edição, com a capa ilustrada por António Carneiro e um prefácio do autor, de quem reproduz o ex-libris.

Exemplar encadernado com cantos e lombada em pele gravada a ouro, conservando a capa de brochura.

20€

Raul Brandão ― Memórias I

Memórias (1.º Volume) (2.ª edição – 2º milhar)

Edição da «Renascença Portuguesa», Pôrto. (1919). In-8º de 332, [4] págs. Br.
 
O exemplar pertenceu a Abel Brandão, de quem tem repetida a assinatura no anterrosto e no rosto.
 
15€

Shakespeare ― Júlio César

A Tragédia de Júlio César (traduzida em verso e prosa, conforme o original, e anotada por Luis Cardim, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Edição de A «Renascença Portuguesa» / Porto – 1925. In-8º de 283, [5] págs. Enc.

Dedicando-a a Ginestal Machado, dizia Cardim desta sua versão procurar “satisfazer, pelo seu texto e pelas suas notas, as duas maneiras de lèr Shakespeare: como diletante e como estudioso”; enquanto louvava no trabalho do escritor preferido “o maravilhoso verso sôlto, dádiva adaptada da antiguidade, as citações clássicas, certos elementos de Séneca, o estudo dos caracteres, as sublimidades do pensamento e, acima de tudo, o derramar de beleza, em profusão”. O prefácio termina lamentando, estranhamente, uma suposta falta contemporânea de traduções competentes do inglês – não sendo plausível que desconhecesse as que Domingos Ramos andava a publicar na Lello, é porque não gostaria muito delas, ou dele...

Exemplar revestido de boa encadernação em material sintético com dourados na lombada; preserva por inteiro a capa de brochura, mas aparada, como o foram todas as margens do papel.

15€

Raul Brandão ― Memórias (1.º Volume)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1919). In-8º de 326, [2] págs. Enc.

Edição original do primeiro volume de um conjunto que é documento fundamental do penúltimo entresséculo e do primeiro quartel do séc.XX, talvez, em panorama, o melhor para a compreensão dos tempos finais da monarquia e do advento da República.

Exemplar coberto de encadernação modesta que não conserva, de resto, a capa de brochura; e maculado por assinatura de propriedade no rosto.
 
22€

Raul Brandão ― Humus

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1917). In-8º de 334, [2] págs. Enc.

Primeira edição do livro magno do autor, por muita (e boa) gente considerado também a peça magna da prosa portuguesa de todo o séc.XX – cujo magno poeta, Herberto Helder, a viria a transladar a verso na década de 60.

Exemplar revestido de encadernação modesta e sem conservar a capa de brochura. Pertenceu ao tenente Leopoldo Carmona (oficial do Corpo Expedicionário Português à Flandres durante a Grande Guerra), de quem tem o carimbo, a assinatura a tinta e sublinhados a lápis de cor.
 
50€

Raul Brandão ― Humus

Editores: Renascença Portuguesa – Porto / Annuario do Brasil – Rio de Janeiro. (1921). In-8º de 236, [4] págs. Enc.

Segunda edição, impressa no Brasil e, como se sabe, com alterações significativas: desde logo, a pura e simples supressão do bastante significativo capítulo final «Vêm ahi os desgraçados», porventura com algumas raízes mais ou menos conscientes no conturbadíssimo contexto político da época.

Exemplar revestido de muito boa encadernação com cantos e lombada em pele gravada a ouro e as pastas em efeito tábua. Conserva por inteiro a capa primitiva, que nesta série para a Renascença (menos frequente do que a do Anuário do Brasil, de capa lisa) foi ilustrada na frente por José Tagarro. 
 
(40€)    

Teixeira de Pascoaes ― Regresso ao Paraiso

Edição de A Renascença Portuguesa / Pôrto-1912. In-8º de [4], 218, [2] págs. Br.

Primeira edição de um dos mais procurados – e por isso relativamente raro – livros do poeta, o décimo da sua bibliografia.

Exemplar com alguma fragilidade exterior e esparsos vestígios de acidez ao longo do volume. Deverá ter pertencido a Augusto Cortês, de quem parece ter a assinatura no rosto.
 
60€ (reservado)