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Joaquim Namorado — Incomodidade

Incomodidade (Invenção do Poeta / Aviso à Navegação / Viagem ao País dos Nefelibatas / Agora)

Atlântida – Livraria Editora, L.da   Coimbra/1945. (Composto e impresso na Casa Minerva, Av. Navarro – Coimbra). In-8º de 219, [1] págs. Br.

"Quem fazia a Vértice a sério era um senhor chamado Joaquim Namorado com mais três ou quatro. Eu e os outros estudantes, o Manuel Alegre, o José Carlos Vasconcelos, éramos mais para compor o ramalhete. Não sei se estavam a fazer de nós a geração seguinte do Neo-Realismo. Se o tencionavam fazer comigo perderam a batalha. O Joaquim Namorado foi uma das pessoas mais leais que conheci, com um sentido de amizade como é raro haver. Era um homem mais velho vinte ou trinta anos, mas tinha esse raríssimo condão para interessar gente mais nova a leituras que de outra maneira não iam descobrir, e, sobretudo, para criar uma certa inquietação nos rapazinhos de vinte anos como eu" [Fernando Assis Pacheco].

Uma das mais conhecidas, e mais habitualmente reproduzidas em antologias do design gráfico editorial português, capas de Victor Palla.

Exemplar por estrear, ainda conservando os cadernos por abrir; em contrapartida, prejudicado por um vinco à cabeça de grande parte deles.  

25€  

Manuel Seabra — Terra de Ninguém

Lisboa 1959. (Este livro, que é uma edição do autor dirigida gràficamente por António de Macedo, foi composto e impresso na Scarpa, Lda. (...) e é distribuído pelo Clube Bibliográfico Editex, Lda. (...) A capa é da autoria de Victor Palla). In-8º peq. de 156, [ii] págs. Br.

"Apesar da sua já longa carreira literária, pode dizer-se que Manuel de Seabra se estreia agora (...) na literatura de ficção. No entanto, já em 1950 publicara uma novela e em 1954 um livro de poesia e desde há anos desenvolve uma intensa actividade como tradutor e articulista. Agora, porém, (...) vai começar a apresentar o fruto da sua experiência, dos anos de agitação e angústia em que, expatriado, vagabundeou sem rumo pela Europa", escolhendo o tempo e o espaço da Guerra Civil espanhola - onde sobretudo na Catalunha é até hoje mais valorizado do que neste seu país natal.   

15€

Virginia Woolf (selecção, tradução e prefácio de Manuela Porto)

atlântida – livraria editora, limitada / coimbra – 1951. In-8º gr. de 178, [4] págs. Br.

No prefácio datado de 1947 (a publicação tardia em 1951 talvez fosse uma insistente homenagem post-mortem), Manuela Porto introduzia o volume anunciando-o como a apresentação ao público português da grande escritora inglesa, e é bem possível que estivesse certa: salvo erro, terá mesmo sido esta a primeira edição portuguesa da senhora, integrada na colecção «antologia do conto moderno»; explicando depois, com argúcia, que aquilo que “mais a preocupou, como artista, foi respeitar, manter intacto, trazendo-o imaculado até ao leitor, esse como que halo luminoso, esse invólucro translúcido que, em sua opinião, envolve os seres do nascimento à morte. Uma das suas mais árduas lutas, consigo mesma, foi conseguir que idêntico halo – símbolo da vida – envolvesse as suas personagens”; e entretanto advertindo para as dificuldades formais de lhe traduzir a prosa e, mais ainda, de o fazer para um público especialmente impreparado para a compreender (o português, segundo ela).
Foram escolhidos sete contos e novelas de The Haunted House e de Monday or Tuesday, acrescentados no final de «A História de Septimus Warren Smith», repescado a Mrs.Dalloway.
Capa ilustrada por um desenho de Victor Palla, figurando habitualmente nas antológicas das melhores composições gráficas do designer.

Exemplar por estrear.

20€ (reservado)

Victor Palla — história do conto Policial: Uma Antologia

história do conto Policial: Uma Antologia (organizada, traduzida e anotada por Victor Palla)
(Coimbra Editora). In-8º de 282, [2] págs. Br.

Na sua introdução, apresentava Palla o volume dizendo logo a abrir que "O género policial, hoje vulgarizado em todo o mundo, deixou de pertencer à duvidosa literatura sensacionalista para constituir um verdadeiro género literário, indubitàvelmente dignificado e que já não faz encolher desdenhosamente os ombros senão a uma meia dúzia de senhores muito sérios e «superiores a essas coisas», entendendo-se por «essas coisas» tudo o que seja realmente vivo e do nosso tempo", propondo depois que trocássemos o termo «policial», de matriz francesa, pelo «detectivesco», de matriz inglesa - sem grande sucesso até hoje, como é natural.
O volume recolhe contos de Poe («O Milagre de Rattleborough»), Conan Doyle («A Aventura da Faixa Pintalgada»), Chesterton («O Punhal Alado»), Agatha Christie («O Desaparecimento do Sr. Davenheim»), Margery Allingham («O Caso da Linha Divisória»), Dashiell Hammett («Só podem enforcá-lo uma vez»), Ellery Queen («A Aventura do Dragão Oco») e Harold & Jerome Prince («O Ajudante de Deus»), assim deixando de fora alguns nomes que julgaríamos imprescindíveis numa «História do Conto Policial»; a todos os autores sendo dedicado também um texto de apresentação pelo organizador do volume.

16€

Fernando Namora ― Cidade Solitária / 2.ª edição (5.º, 6.º e 7.º milhares)

Editora Arcádia Limitada. (Este livro foi composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão» durante o mês de Novembro de 1959). In-8º de 293, [IX] págs. Cart.

Reimpressão igualmente cartonada e revestida de sobrecapa de papel, que apenas variou na cor.

14€

Eça de Queirós — Dicionário de Milagres

(Livraria Ler Editora – Lisboa. Composição e impressão de Guide, Artes Gráficas. 1979). In-8º de 214, [II] págs. Br.

"Numa edição expurgada e sem pretensões eruditas, em grafia actualizada, as antigas lendas de santos e milagres que ele [Eça de Queirós] amorosamente compendiou, constituem, tanto para crentes como para incréus, uma leitura plena de simplicidade, com ingenuidades enternecedoras, no estilo mais depurado e directo". Com capa (com um recorte circular na frente) e arranjo gráfico de Victor Palla e "colaboração" (é um eufemismo: o trabalho foi dele) de um curiosamente bem comportado Luís Pacheco, que de forma quase beatífica assim rematava o texto com que remata o volume: "A ler, com pureza de alma. Aquela mesma com que Eça, ao findar da vida, o escreveu". 

18€ 

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha

Coimbra, 1944. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 197, [5] págs. Br.
 
Primeira edição, ilustrada na capa por Victor Palla e inteiramente numerada pelo editor com a rubrica de Torga.
 
Exemplar em muito bom estado, quase conforme saiu dos prelos.
 
50€

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha (2.ª edição)

Coimbra, 1945. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 201, [3] págs. Br.

Em tudo o resto igual à anterior, apenas distinguem esta segunda edição a carta-prefácio escrita pelo autor ao “Querido Leitor” e a nova capa de Palla.
O exemplar, com o n.º 496, pertenceu a Júlio Formigal, conhecido médico da geração anterior à de Torga; e tem aposto, na face inferior da capa e numa das páginas secundárias do miolo, o carimbo de oferta da Bial. Pequenos defeitos e ligeiro desgaste exteriores.
 
30€