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Boris Vian — O Outono em Pequim (Tradução de Luísa Neto Jorge)
Urbano T. Rodrigues ― Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura
Primeira edição, seriada na «Colecção Poesia e Ensaio» que foi graficamente concebida pelo pintor Espiga Pinto. Constam do índice, além do homónimo do título, os capítulos «Honoré de Balzac e o realismo de ontem e de hoje», «Actualidade e Inactualidade de Saint-Exupéry», «Roger Vailland e a Ordem na Indisciplina», «Novas Direcções da Vanguarda Francesa», «Teixeira-Gomes Moralista», «O Tema do Amor na Obra de Aquilino Ribeiro», «Jean Vilar e o Teatro como Festa Colectiva», «Luís Francisco Rebello como Dramaturgo».
16€
José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva
Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.
“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no decorrer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui pretendida no conservadorismo rural lusitano até mete dó, de tão disparatada.
22€ (reservado)
Lawrence Durrell — Baltasar
Gorki — O Espião
Ilya Ehrenburg ― O Degelo (Tradução de Juliane Haerdter)
Introduzem o segundo volume duas notas de apresentação, uma da tradutora (mais zangada) e outra do editor Vítor Silva Tavares (mais irónica), justificando-o e defendendo a opção da Ulisseia de publicar separadamente as duas partes, tidas por autónomas, do livro – opção que, garantia Haerdter, tivera o aval do próprio Ehrenburg. De ambos os volumes foi o arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues, compositor também da capa (melhor) do segundo; a primeira fôra de António Sena. Números 6 e 21 da colecção «sucessos literários».
14€
Marguerite Yourcenar — Memórias de Adriano
Ernest Hemingway — Fiesta
Editora Ulisseia, Lisboa. (1955). In-8º de 253, [11] págs. Br.
Deverá ter sido mesmo esta a primeira versão portuguesa de The Sun Also Rises, logo rebaptizado Fiesta para a edição inglesa; publicada na colecção de autores estrangeiros da Ulisseia, em boa parte traduzidos, como aqui, por Jorge de Sena, com quem alternaram presencistas vários (Casais Monteiro, Nemésio, Branquinho da Fonseca e Blanc de Portugal).
O exemplar conserva o marcador editorial.
9€
Ernest Hemingway — O Adeus às Armas
Editora Ulisseia, Lisboa. (1958). In-8º de 369, [3] págs. Br.
Quarta edição portuguesa em apenas cinco anos deste livro, do qual o tradutor dizia no seu prefácio “é, quanto a mim, a mais bela obra de Hemingway, e aquele dos seus romances em que o equilíbrio das suas qualidades melhor se afirma (...) mais do que um grande romance, ele é um dos mais belos poemas de amor que jamais se escreveram – elevando-se tão alto, e tão dilacerante como o Tristão e Isolda”; passe o exagero.
10€
José Marmelo e Silva ― O Ser o Ter / seguido de / Anquilose (ficção)
“Após vinte anos de silêncio, só em parte interrompido pela reedição das suas obras, José Marmelo e Silva publica novo livro, que vem confirmar as coordenadas e problemática que o colocam definitivamente num primeiro e originalíssimo plano da nossa literatura de ficção”, assim apresentavam os editores este conjunto de duas novelas, que se segue na bibliografia do escritor espinhense a Sedução, O Sonho e a Aventura e Adolescente Agrilhoado; reproduzindo na outra aba apreciações altamente laudatórias de Casais Monteiro, Saramago, Gaspar Simões, Mário Sacramento e Urbano Tavares Rodrigues.
Luísa Neto Jorge ― O Seu a Seu Tempo
Volume também publicado na conhecida série «Poesia e Ensaio», reunindo os títulos «As propriedades e os estados da matéria», «Outra genealogia» e «O seu a seu tempo»; sob a direcção gráfica do pintor Espiga Pinto.
Fiama Hasse Pais Brandão ― Barcas Novas
Segundo título de poesia da escritora, que nela se estreara com Morfismos, em Poesia 61, mas entretanto se dedicara principalmente ao teatro durante essa primeira década de actividade literária.
Exemplar com o habitual escurecimento marginal das primeira e última páginas por acção das abas da capa sobre o papel; havendo ao longo do volume ainda algum também relativamente habitual escurecimento mais ligeiro das margens.
José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva
Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.
“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no deccorer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui forçada no conservadorismo rural lusitano até mete dó.
15€ (reservado)


