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Boris Vian — O Outono em Pequim (Tradução de Luísa Neto Jorge)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1965). In-8º de 320 págs. Enc.

Título publicado na «Série Literatura» da Ulisseia, com uma das (muitas) traduções para o pão nosso de cada dia que a mais interessante – no feminino – poeta portuguesa teve de fazer.
Capa de José Cândido, neste exemplar acusando algum desgaste, sobretudo no encaixe e na face inferior; marcas de ligeiro escurecimento marginal das folhas.

14€

Urbano T. Rodrigues ― Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura

(editora Ulisseia limitada – Lisboa, 1966). In-8º peq. de 120, [4] págs. Br.

Primeira edição, seriada na «Colecção Poesia e Ensaio» que foi graficamente concebida pelo pintor Espiga Pinto. Constam do índice, além do homónimo do título, os capítulos «Honoré de Balzac e o realismo de ontem e de hoje», «Actualidade e Inactualidade de Saint-Exupéry», «Roger Vailland e a Ordem na Indisciplina», «Novas Direcções da Vanguarda Francesa», «Teixeira-Gomes Moralista», «O Tema do Amor na Obra de Aquilino Ribeiro», «Jean Vilar e o Teatro como Festa Colectiva», «Luís Francisco Rebello como Dramaturgo».

16€

José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas, redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais

Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.

“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no decorrer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui pretendida no conservadorismo rural lusitano até mete dó, de tão disparatada.
Segunda edição, publicada seis anos após a original, que constara de apenas 350 exemplares; encadernada em tela com sobrecapa de papel.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Cardoso Pires.

22€ (reservado)

Lawrence Durrell — Baltasar

Baltasar (tradução de Daniel Gonçalves)

Editora Ulisseia (1976). In-8º de 274, [VI] págs. Br.

Segundo dos quatro títulos independentes que compuseram a série «Quarteto de Alexandria», aqui em primeira e atrasada edição portuguesa, publicada na colecção «Clássicos do Romance Contemporâneo» com capa de Luís Duran. Um trabalho de exegese acerca deste livro nesta edição em concreto, da autoria de Delfina Rodrigues, é apresentado abaixo.

10€

Gorki — O Espião

O Espião (tradução de Alexandre S. Kleist / capa de Espiga Pinto)

Editora Ulisseia (composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão», Maio de 1967). In-8º de 274, [II] págs. Br.

Na nota editorial inscrita na badana, talvez da mão do editor Vítor Silva Tavares, lia-se que "Gorki, intérprete magistral das almas, anotou com profunda acuidade as reacções de um destes «esbirros» e expôs ao leitor contemporâneo um dos retratos mais complexos e mais oportunos da sua vasta galeria - um símbolo tristemente duradouro para lá do tempo e da própria evolução das sociedades".

Exemplar com ligeiro desgaste da capa; selo da Livraria Figueirinhas sobre a referida badana.

10€

Ilya Ehrenburg ― O Degelo (Tradução de Juliane Haerdter)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1958 e 1960). 2 vols. in-8º de 246, [2] e 230, [2] págs. Br.

Introduzem o segundo volume duas notas de apresentação, uma da tradutora (mais zangada) e outra do editor Vítor Silva Tavares (mais irónica), justificando-o e defendendo a opção da Ulisseia de publicar separadamente as duas partes, tidas por autónomas, do livro – opção que, garantia Haerdter, tivera o aval do próprio Ehrenburg. De ambos os volumes foi o arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues, compositor também da capa (melhor) do segundo; a primeira fôra de António Sena. Números 6 e 21 da colecção «sucessos literários».

14€

Marguerite Yourcenar — Memórias de Adriano

Memórias de Adriano (seguido de Apontamentos sobre as Memórias de Adriano) / tradução de Maria Lamas / 4.ª edição

Editora Ulisseia (1981). In-8º de 288, [4] págs. Br.

Quarta edição portuguesa sob o título propriamente dito, publicada na colecção «Clássicos do Romance Contemporâneo», reproduzindo na capa um fragmento da planta da Villa Adriana, em Tivoli. Tratando-se do mais popular livro da escritora – embora bem longe do melhor –, também por cá conheceria reedições sucessivas, só na Ulisseia uma série delas, a última das quais ainda esta década. Com título diferente (A Vida Apaixonante de Adriano, numa colecção cujo nome, Vidas Apaixonantes, não era de facto apaixonante...), saíra uma primeira versão nos anos 60, hoje pouco conhecida. 

10€ 

Ernest Hemingway — Fiesta

Fiesta (tradução e prefácio de Jorge de Sena / 2.ª edição)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1955). In-8º de 253, [11] págs. Br.

Deverá ter sido mesmo esta a primeira versão portuguesa de The Sun Also Rises, logo rebaptizado Fiesta para a edição inglesa; publicada na colecção de autores estrangeiros da Ulisseia, em boa parte traduzidos, como aqui, por Jorge de Sena, com quem alternaram presencistas vários (Casais Monteiro, Nemésio, Branquinho da Fonseca e Blanc de Portugal).
No seu, como de costume, altamente monótono prefácio, dizia Sena considerar este romance “uma das maiores, senão [sic] a maior das obras de Hemingway, pela dramática subtileza com que a narrativa culmina”.

O exemplar conserva o marcador editorial.

9€

Ernest Hemingway — O Adeus às Armas

O Adeus às Armas
(tradução e prefácio de Adolfo Casais Monteiro)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1958). In-8º de 369, [3] págs. Br.

Quarta edição portuguesa em apenas cinco anos deste livro, do qual o tradutor dizia no seu prefácio “é, quanto a mim, a mais bela obra de Hemingway, e aquele dos seus romances em que o equilíbrio das suas qualidades melhor se afirma (...) mais do que um grande romance, ele é um dos mais belos poemas de amor que jamais se escreveram – elevando-se tão alto, e tão dilacerante como o Tristão e Isolda”; passe o exagero.

10

José Marmelo e Silva ― O Ser o Ter / seguido de / Anquilose (ficção)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1968). In-8º de 206, [2] págs. Br.

“Após vinte anos de silêncio, só em parte interrompido pela reedição das suas obras, José Marmelo e Silva publica novo livro, que vem confirmar as coordenadas e problemática que o colocam definitivamente num primeiro e originalíssimo plano da nossa literatura de ficção”, assim apresentavam os editores este conjunto de duas novelas, que se segue na bibliografia do escritor espinhense a Sedução, O Sonho e a Aventura e Adolescente Agrilhoado; reproduzindo na outra aba apreciações altamente laudatórias de Casais Monteiro, Saramago, Gaspar Simões, Mário Sacramento e Urbano Tavares Rodrigues.


15€

Luísa Neto Jorge ― O Seu a Seu Tempo

Ulisseia. Lisboa. (1966). In-8º de 60, [4] págs. Br.

Volume também publicado na conhecida série «Poesia e Ensaio», reunindo os títulos «As propriedades e os estados da matéria», «Outra genealogia» e «O seu a seu tempo»; sob a direcção gráfica do pintor Espiga Pinto.

Exemplar em muito bom estado, mas descontando igualmente a habitual mancha das duas folhas de guarda decalcadas de cada uma das abas, que com muita frequência aparece nos volumes da colecção.
 
25€

Fiama Hasse Pais Brandão ― Barcas Novas

(Este 16.º volume da Colecção Poesia e Ensaio foi composto e impresso na Companhia Editora do Minho – Barcelos, para a Editora Ulisseia – Lisboa, Fevereiro de 1967). In-8º esguio de 96, [IV] págs. Br.

Segundo título de poesia da escritora, que nela se estreara com Morfismos, em Poesia 61, mas entretanto se dedicara principalmente ao teatro durante essa primeira década de actividade literária.

Exemplar com o habitual escurecimento marginal das primeira e última páginas por acção das abas da capa sobre o papel; havendo ao longo do volume ainda algum também relativamente habitual escurecimento mais ligeiro das margens.


25€

José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas, redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais

Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.

“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no deccorer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui forçada no conservadorismo rural lusitano até mete dó.
Segunda edição, publicada seis anos após a original, que constara de apenas 350 exemplares; encadernada em tela com sobrecapa de papel.

15€ (reservado)

Lewis Carroll — Alice no País das Maravilhas

Ulisseia Infantil (1988). In-4º gr. de 60 págs. Enc.

Edição curiosamente impressa no Dubai e publicada na colecção «Clássicos de Todo o Mundo» (não há dúvida...), em álbum cartonado.

Exemplar com um vinco à cabeça das duas primeiras folhas; salvo isso, sem qualquer defeito a destacar. 

5€

William Faulkner ― Sartoris

Sartoris (Tradução de Carlos Vieira / Prefácio de Robert Cantwell)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1958). In-8º de 422, [2] págs. Enc.

Volume publicado na  «Série Literatura» da Ulisseia, sendo a composição da empresa tipográfica Casa Portuguesa. O prefácio de Cantwell – não especialmente para a edição, ao contrário do que o título poderá indiciar – começava logo por garantir este (o terceiro da bibliografia do autor de Soldier’s Pay e Mosquitoes, precedentes) como o livro-chave de Faulkner.

Exemplar revestido de boa encadernação com ornamentos dourados aplicados sobre a lombada e em filetes de cercadura na pasta superior; não conservando a capa primitiva.
 
10€

Boris Vian ― O Outono em Pequim

O Outono em Pequim (Tradução de Luísa Neto Jorge)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1965). In-8º de 320 págs. Enc.

Título publicado na mesma série, este composto pela Tip. do «Jornal do Fundão» e com a particularidade de ter sido uma das (muitas) traduções para o pão nosso de cada dia que esta tão interessante poeta portuguesa teve de fazer (de Vian, faria pelo menos uma outra, para a Estampa). Foi a primeira edição desta versão de Luiza, mais tarde recuperada por outras editoras.

Exemplar revestido de encadernação idêntica à anterior, só que em verde; também sem a capa de brochura, da mão de José Cândido.
 
10€