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Manuel da Silva Ramos — Os três seios de Novélia

Os Três Seios de Novélia, seguido de Manuel do Silva Ramos / Manuel da Silva Ramos / Desenhos de António Carmo

Baía das Palavras. (Edições Parsifal, 2019). In-8º gr. de 159, [7] págs. Cart.

Reedição comemorativa da edição original, quinta (salvo erro) no total; agregando ao conjunto o inédito «Manuel do Silva Ramos», espécie de breviário pessoal em forma de dicionário invertido, com entradas tão tipicamente obscenas que só lendo, ficando aqui dois exemplos mais citáveis: um mais curial, para «Bibliotecas» (“Único sítio onde a felicidade me parece possível”), e outro mais desconcertante, à Manuel da/do Silva Ramos, para «Assédio sexual» (“Nem os mortos escapam.
Porque, felizmente, há pessoas sensíveis e distintas como os necrófilos”). Nas guardas são reproduzidas apreciações críticas variadas, quase todas laudatórias, de Urbano Tavares Rodrigues, Baptista-Bastos, João Palma-Ferreira… e a única destoante, a de João Gaspar Simões, a quem muita gente reconhecia um «faro» fora do comum, mas se calhar enganada: “Uma autêntica palhaçada literária...Maionese literária avariada, tipo nouveau roman, ou “romance do absurdo”, cujo título já de si é todo um programa… Amostra de exibicionismo mais pueril que outra coisa, nódoa que não mais se apagará na carreira dos críticos que ousaram distingui-la…” e outros disparates bota-de-elástico que tais.  
   
Exemplar novo, por estrear, conservando o marcador editorial.
 
15€

Manuel da Silva Ramos — Os três seios de Novélia

Editorial Inova Limitada (1969). In-8º de 114, [10] págs. Br.

“Romance? Poema? Eis mais um caso em que os géneros se fundem – ou, talvez antes, em que uma obra determina originalmente a sua própria e inclassificável categoria literária. Tão originalmente, que o Júri do Prémio Almeida Garrett 1968 de novelística assumiu a responsabilidade de o distinguir”.

Primeira edição deste marco da literatura portuguesa da segunda metade do século passado, agregando ao texto em causa outros dois cujo interesse é igualmente indiscutível: «Um Longo Nascimento» e «A Respiração».

20€

os lusíadas (Romance de Manuel da Silva Ramos e de Alface)

assírio e alvim (Cadernos peninsulares | especial 2). (1977). In-8º gr. de págs. nums. de 77 a 443, [1] págs. Br.
 
Sobre este livro, que desde autor a editor respira irreverência por todos os poros, alguns acharão que é um genial exercício (com algumas tiradas e trocadilhos de facto geniais), desses alguns poucos chegarão ao fim, e muitos outros, na esteira de Gaspar Simões, jurarão ser um caderno de notas de um doente de manicómio (como dissera Júlio Dantas acerca do Orpheu).
Nunca entretanto reeditado – e talvez já fosse altura, como aconteceu a Os Três Seios de Novélia acima recenseado(s) –, até uma nota final do editor entrava no espírito, dizendo na badana que “Um dos exemplares desta edição tem uma folha de cortiça. O feliz leitor que o comprar tem direito a uma relíquida folha de louro da c’roa do LVC. Depois há-de naufragar mas descanse que o livro flutua”. 

Capa a partir de um desenho de Picasso com arranjo de Manuel Rosa.
 
 
20€