catálogo on-line
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Alexandre Vieira — Para a História do Sindicalismo em Portugal
Alexandre Vieira — Para a História do Sindicalismo em Portugal
Marta Mesquita da Câmara — Pó do teu caminho
Urbano T. Rodrigues ― viagem à união soviética e outras páginas
Câmara Reis e Rodrigues Lapa — La Douce France
Lisbonne: Éditions des Auteurs. (Composto e impresso na Tipografia da SEARA NOVA / Calçada do Tejolo, 37 – Lisboa). (Achevé d'imprimer le 10 Septembre 1930 par «Seara Nova» a Lisbonne). In-8º de 187, [VII] págs. Cart.
As ilustrações de Raquel Roque Gameiro a esta espécie de selecta de história, literatura e gramática francesa foram a p/b, inseridas no texto, no estilo habitual; tendo o volume sido cartonado com a lombada em espessa percalina.
15€
Rodrigues Lapa — Estilística da Língua Portuguesa
Foi a edição original de muitas que já teve este importante trabalho, ainda hoje de consulta imprescindível; dividido nas secções principais de capítulos «O vocabulário português.» (IV), «Fraseologia. O cliché.», «A formação das palavras.», «O artigo e os nomes.» (II), «Os pronomes.», «O verbo.» (II), «A concordância.» e «Palavras invariáveis.».
Exemplar com algum desgaste exterior.
22€
Catálogo - «Seara Nova»
«Seara Nova»: 100 anos
Ricardo Saraiva — Jaime Cortesão (subsídios para a sua biografia)
Primeira edição em volume do estudo de Ricardo Saraiva, publicado originalmente nas páginas da «Seara Nova» em 1952; impressa em bom papel couché e ilustrada por vários retratos do historiador, só ou acompanhado de Régio, Câmara Reis, Ferreira de Castro, etc. O texto, uma despretensiosa mas interessante mini-biografia de Cortesão até à data, importa sobretudo pelos (muitos) episódios curiosos que narra, com particular detalhe os do combate à investida monárquica de 1919 – culminando na escalada de Monsanto – e os da actividade política da Seara nos seus primeiros anos, até 1926, em que ambos, biógrafo e biografado, coincidiram.
Exemplar praticamente impecável, sem qualquer defeito de realce (apenas muito reduzidas e pontuais marcas de acidez).
Raul Proença — Acerca do Integralismo Lusitano
Primeira edição em volume independente de uma série de seis artigos que o autor publicara ainda em vida, muito antes, nas páginas da Seara Nova: «O que é o Integralismo», «As contradições íntimas do nacionalismo integralista», «Política das ideias e política do facto», «Liberdade e Igualdade», «Progresso e as doutrinas científicas» e o hoje muito pertinente «Nacionalismo e internacionalismo». Com um prefácio («O doutrinário da Democracia e da República») sobre Raul Proença escrito por Manuel Mendes.
Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos – só dois pequenos rasgões na capa.
Raul Proença — Páginas de Política
A primeira série apresenta um prefácio de Câmara Reis, em homenagem a Raul Proença, e os textos «Ao Futuro», «Acêrca do Integralismo Lusitano» (publicado depois em edição independente nos anos 60 - vd. o próximo «post») e «Para um evangelho duma acção idealista no mundo real (A-propósito de La Trahison des Clercs, de Julien Benda)». A segunda, bem mais interessante e variada, recolhe artigos escritos entre 1921 e 1923, tendo como assuntos a formação da Seara Nova, crónicas políticas de teoria e de polémica, personagens diversas como Junqueiro, Cortesão e Afonso Costa, etc. – e constituindo um documento de algum relevo para o estudo da nossa 1ª República.
25€
António Sérgio — Ensaios (Tomo II)
“É este o segundo volume dos meus Ensaios, que sai uns oito anos depois do primeiro. Fazendo da pena uma charrua, e não um buril, trago um objectivo de acção prática, e é este tomo uma contribuição, como aquele, para o estudo da reforma da mentalidade e da formação social do Português”, apresentava Sérgio o seu livro publicado em edição de autor, constituído pelos seguintes ensaios e conferências: «O Reino Cadaveroso ou O problema da cultura em Portugal»; «As duas políticas nacionais»; «O clássico na educação»; «A propósito dos «Ensaios Políticos»»; e «Divagações pedagógicas».
Exemplar artesanalmente cartonado, conservando a face inferior da capa primitiva (da superior parece ter sido tirada uma cópia aposta sobre a pasta).
Teixeira Gomes — Regressos
“Reverter à nossa própria terra, de memória, e sem outro auxílio além do precário interêsse que deriva da renovação caprichosa de velhas sensações pitorescas, e isso quando vivemos longe, em ambiente de costumes e cenário muito diversos, e nos referimos particularmente a povoações ou sítios vistos de fugida, constitui uma espécie de «exotismo às avessas». Vamos fazer a experiência dêsse novo, ou ainda mal explorado género literário, e como êste começo de primavera, na região enevoada onde me encontro, seja mais desconsolado e frio do que um rigoroso português, lembrarei certa semana santa, assoalhada, quási tórrida, embora caísse no princípio de Abril, de que passei três dias em Évora, cidade que nunca visitara nem tornei mais a vêr”; seguindo-se à capital alentejana Alcobaça, Sintra, a Batalha, o Museu dos Coches, o Algarve, o Porto em 1893, Braga e o Bom Jesus, Coimbra, Lagos e Lisboa em 1895. Para muita gente, e com compreensível critério, foi este o melhor livro - aqui em segunda edição - da longa bibliografia de Teixeira Gomes.
Teixeira Gomes — Londres Maravilhosa
Seara Nova. Lisboa, 1942. In-8º de 143, [1], XVI, [IV] págs. Br.
Além do titular «Londres maravilhosa: Fantasias sôbre um Tema Infinito (fragmento)», o volume recolhe ainda «Diálogos impertinentes», o excerto de um discurso pronunciado em Stratford-on-Avon, «Apontamentos», «Carta a Castelo Branco Chaves sôbre a génese de um romance», «Filosofia de trazer por casa», «Novela imperfeita» e, no final, um posfácio escrito pelo mesmo Castelo Branco Chaves.
Teixeira Gomes — Novelas Eróticas
O volume integra «Deus ex-machina», «A Cigana», «Margareta», «Cordélia», «?» e «O Sítio da Mulher Morta», que viria a conhecer publicação independente ainda há pouco tempo.
Teixeira Gomes — Cartas sem Moral Nenhuma
Teixeira Gomes — Miscelânea (volume I)
O livro recolhe cartas escritas pelo autor a António Patrício, João de Barros, Cortesão, António Sérgio, Câmara Reis e Sousa Lopes, entre alguns outros (delas se costumando destacar, compreensivelmente, uma das enviadas a João de Barros, longuíssima digressão auto-biográfica que bastante serviu às biografias depois ensaiadas do 7º presidente da 1ª República).
Teixeira Gomes — Gente Singular (2.ª edição)
Acrescenta à original a short-story «Profecia Certa», a terminar a volume.
Teixeira Gomes — Cartas a Columbano
“Estas cartas, escritas em viagem, ao correr da pena, e sem outra pretensão além de entreter o endereçado, deviam, assim mesmo singelas e correntias, ser acompanhadas de um estudo sobre a sua obra. Isso daria talvez algum interêsse ao livro em que aparecem reünidas. Mas ainda quando me sentisse com pulso para empreender e levar a cabo trabalho semelhante, recusar-me-ia a fazê-lo. E não era sòmente pelas sérias dificuldades que êle ofereceria, a quem se encontra impossibilitado de rever e considerar novamente a grande quantidade de pinturas, em tão diversos géneros e maneiras, que deixou. / Para escrever desafogadamente àcerca do Columbano, não omitindo a rasteira verdade a par da brilhante, seria preciso que eu morresse e ressuscitasse já livre da amizade que lhe dedicava, mas sem a sensibilidade embotada. Escrever agora sôbre o homem, sôbre o artista, equivaleria a desfazer-me da sua imagem, liquidar recordações que me andam no tesouro da alma, separar-me para sempre de alguém que, por excepção talvez única, a morte não conseguiu afastar da minha companhia”, assim começava Teixeira Gomes as suas extensas «Notas Ensartadas a Modo de Posfácio» desde Bougie no final do volume, aqui publicado em primeira edição.
