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Alexandre Vieira — Para a História do Sindicalismo em Portugal

Seara Nova   1970. (Composto e impresso na Bosil, Lda. Lisboa). In-8º de 211, [I] págs. Br.

Edição original deste trabalho de referência, do qual dizia o autor no prefácio não se tratar "duma obra doutrinária, pois não temos tal objectivo, nem aliás para tanto possui o autor capacidade, visto que forma, hoje como ontem, nas rudes hostes proletárias, que não é o meio mais propício à aquisição de requintes intelectuais. Trata-se quase exclusivamente do relato de acontecimentos que agitaram uma boa parte da sociedade portuguesa durante cerca de um quarto de século [até ao Estado Novo, obviamente], que o mesmo é dizer uma simples reportagem, ou melhor: um depoimento, o qual, se não tiver outro interesse, possui o de ser produzido por um dos já hoje raríssimos veteranos que viveram os factos narrados": um bom velho tipógrafo ou, como ele dizia, "operário gráfico", cujo percurso biográfico é um bom espelho quer da história política, quer da história da edição em Portugal no séc.XX. Natural de Santa Maria da Feira, trabalhou em Viana do Castelo, (belas paisagens não lhe faltaram, portanto...), onde começou a actividade sindical antes de se fixar em Lisboa, aí vindo a entrar para a tipografia da BN pela mão de Cortesão e mais tarde a dirigir a da Seara Nova que lhe editou este livro fundamental. 

14€

Alexandre Vieira — Para a História do Sindicalismo em Portugal

Para a História do Sindicalismo em Portugal (2.ª edição / Notas preliminares de César de Oliveira)

Seara Nova, 1974. (Este livro acabou de se imprimir em 8 de Abril de 1974 nas oficinas de Guide - Artes Gráficas, L.da). In-8º de 227, [V] págs. Br.

Distinguem esta segunda edição o longo prefácio em que César Oliveira, sem sonhar que isso aconteceria ainda esse mês, a terminava qualificando "de homenagem a Alexandre Vieira e a toda uma geração cujo sacrifício um dia se revelará em toda a força do seu exemplo"; e um anexo final, pequeno catálogo da biblioteca do autor em 1912. 

10€

Marta Mesquita da Câmara — Pó do teu caminho

Lisboa, Edição da «Seara Nova», 1926. In-8º gr. de 83, [5] págs. Br.

Primeira edição, já invulgar, de tiragem talvez restrita ou pelo menos inferior à média na Seara. Por esta altura, Jaime Cortesão dizia a portuense "pelo vigor da forma, a primeira poetisa portuguesa".

Exemplar em muito bom estado, salvo ligeiro desgaste da capa e uma curiosa (mas alheia à autora) dedicatória manuscrita de oferta, em Coimbra, datada de 1927.

12€

Urbano T. Rodrigues ― viagem à união soviética e outras páginas

1973 / Seara Nova (acabou de se imprimir em 14 de Fevereiro de 1975 nas oficinas de Guide – Artes Gráficas, Lda.). In-8º peq. de 212, [IV] págs. Br.

Dedicado pelo autor aos companheiros de viagem Alberto Ferreira e Fernando Namora (escreveu por sua vez o livro URSS bem amada, mal amada, que também temos), e também a Alexandre Babo, Augusto Abelaira, Mário Soares e Óscar Lopes, pelo menos os 2 escritores também ex-visitantes, Lopes tendo publicado ; o volume, aqui em terceira edição, já reformulada em liberdade após o 25 de Abril, é constituído na menor parte pela dita viagem e depois, numa segunda maior, por um conjunto de variadas crónicas a que o autor chamou “lírico-sociais”, que tanto falam de Cuba e do Vietname como de poluição e emigração, cinema e teatro, etc. 

Exemplar com algum desgaste da capa.

10€

Câmara Reis e Rodrigues Lapa — La Douce France

La Douce France, par Rodrigues Lapa (Professeur des lycées) et Câmara Reys (Professeur à l'École Normale Supérieure de Lisbonne) / illustrations de M.me Raquel Gameiro Ottolini // II

Lisbonne: Éditions des Auteurs. (Composto e impresso na Tipografia da SEARA NOVA / Calçada do Tejolo, 37 – Lisboa). (Achevé d'imprimer le 10 Septembre 1930 par «Seara Nova» a Lisbonne). In-8º de 187, [VII] págs. Cart.

As ilustrações de Raquel Roque Gameiro a esta espécie de selecta de história, literatura e gramática francesa foram a p/b, inseridas no texto, no estilo habitual; tendo o volume sido cartonado com a lombada em espessa percalina.

A edição parece numerada e carimbada (ou pelo menos na série a que pertence este exemplar) com a assinatura de Câmara Reis.

[P.S.: Nunca esta casa viu outro volume que não este II, pelo que não sabe dizer de que ano seria o I]

15€

Rodrigues Lapa — Estilística da Língua Portuguesa

1945 / Seara Nova, Lisboa. (Acabou de se imprimir em Lisboa, na «Gráfica Lisbonense», Rua da Rosa, duzentos e trinta e cinco). In-8º de 302, [II] págs. Br.

Foi a edição original de muitas que já teve este importante trabalho, ainda hoje de consulta imprescindível; dividido nas secções principais de capítulos «O vocabulário português.» (IV), «Fraseologia. O cliché.», «A formação das palavras.», «O artigo e os nomes.» (II), «Os pronomes.», «O verbo.» (II), «A concordância.» e «Palavras invariáveis.».

Exemplar com algum desgaste exterior.

22€

Catálogo - «Seara Nova»

Nos 100 anos da Seara Nova, um pequeno catálogo inteiramente dedicado às publicações da revista editora no acervo desta casa, incluindo algumas recentes entradas.
Em principal destaque o «Presidente-Escritor» Teixeira-Gomes e o Imperador Escritor Raul Brandão, mas não só.

Disponível para consulta
 

«Seara Nova»: 100 anos

Passa hoje um século sobre o número inaugural da histórica Seara Nova, revista e editora em que colaboraram, mais ou menos, quase todos os escritores mais ou menos progressistas do nosso séc.XX.
Devida em primeira mão à iniciativa dos republicanos «ex-Águia» e então colegas na Biblioteca Nacional Jaime Cortesão e Raul Proença, que tinham acabado de trocar o Porto por Lisboa e no seu afã político e socialmente interventor considerariam já a revista republicana portuense demasiado «artística», logo se lhes juntaram, entre outros nomes secundários, o republicano radical Aquilino Ribeiro e o nem republicano nem monárquico, mas primeiro escritor português a introduzir preocupação social na literatura (e que literatura!), Raul Brandão. Mais tarde teria também lugar de destaque outro «ex-Águia», oponente de Pascoaes na mais célebre polémica da revista, António Sérgio.
[É curioso notar como a Águia perdeu as asas e se extinguiu pouco após o encerramento da republicaníssima Faculdade de Letras do Porto por decreto do governo na ditadura militar, sendo grande parte do seu famoso corpo docente colaborador da revista e publicador na «Renascença Portuguesa»: Leonardo Coimbra, Hernâni Cidade, Damião Peres, Santana Dionísio, Teixeira Rego, José Marinho, Ângelo Ribeiro, Luís Cardim, etc.; enquanto a Seara continuou sempre, apesar da censura e das prisões, não hesitando aliás o regime em meter na cadeia um já septuagenário e cidadão-mais-cívico-e-impoluto-que-pode-haver Jaime Cortesão. Atrás das grades, a primeira coisa que se lembrou de fazer foi dar logo aulas de tudo, mas sobretudo de História de Portugal, aos surpreendidos presidiários que ouviam deleitados aquela lição viva de pedagogia cívica. Saiu da prisão pouco tempo passado, após insistente pressão da imprensa brasileira, reconhecida por todo o monumental trabalho desenvolvido pelo historiador durante o exílio no Brasil. O ano? 1958. Primeira opção para a candidatura da Oposição à Presidência da República, recusou modestamente, talvez por entender que era preferível alguém mais novo, não deixando de dar depois apoio público a esse mais novo Delgado. Enfim, é por estas e por tantas outras que quem diz que a República foi apenas uma balbúrdia e o Estado Novo uma benção, não fala a mesma língua que nós.]

Estão já a ter lugar várias exposições comemorativas, entre as quais merece naturalmente destaque a que tem lugar na Biblioteca Nacional onde tudo começou e ainda não acabou.

Ricardo Saraiva — Jaime Cortesão (subsídios para a sua biografia)

Lisboa, Seara Nova. 1953. In-8º de 69, [3] págs. Br.

Primeira edição em volume do estudo de Ricardo Saraiva, publicado originalmente nas páginas da «Seara Nova» em 1952; impressa em bom papel couché e ilustrada por vários retratos do historiador, só ou acompanhado de Régio, Câmara Reis, Ferreira de Castro, etc. O texto, uma despretensiosa mas interessante mini-biografia de Cortesão até à data, importa sobretudo pelos (muitos) episódios curiosos que narra, com particular detalhe os do combate à investida monárquica de 1919 – culminando na escalada de Monsanto – e os da actividade política da Seara nos seus primeiros anos, até 1926, em que ambos, biógrafo e biografado, coincidiram.

Exemplar praticamente impecável, sem qualquer defeito de realce (apenas muito reduzidas e pontuais marcas de acidez).
 
12€

Raul Proença — Acerca do Integralismo Lusitano

Lisboa, Seara Nova. 1964. In-8º de XIV, [II], 106, [2] págs. Br.

Primeira edição em volume independente de uma série de seis artigos que o autor publicara ainda em vida, muito antes, nas páginas da Seara Nova: «O que é o Integralismo», «As contradições íntimas do nacionalismo integralista», «Política das ideias e política do facto», «Liberdade e Igualdade», «Progresso e as doutrinas científicas» e o hoje muito pertinente «Nacionalismo e internacionalismo». Com um prefácio («O doutrinário da Democracia e da República») sobre Raul Proença escrito por Manuel Mendes.

Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos – só dois pequenos rasgões na capa.
 
10€ 

Raul Proença — Páginas de Política

Lisboa: Seara Nova. 1938-1939. 2 vols in-8º de XXI, [III], 311, [9] e 333, [3] págs. Br.

A primeira série apresenta um prefácio de Câmara Reis, em homenagem a Raul Proença, e os textos «Ao Futuro», «Acêrca do Integralismo Lusitano» (publicado depois em edição independente nos anos 60 - vd. o próximo «post») e «Para um evangelho duma acção idealista no mundo real (A-propósito de La Trahison des Clercs, de Julien Benda)». A segunda, bem mais interessante e variada, recolhe artigos escritos entre 1921 e 1923, tendo como assuntos a formação da Seara Nova, crónicas políticas de teoria e de polémica, personagens diversas como Junqueiro, Cortesão e Afonso Costa, etc. – e constituindo um documento de algum relevo para o estudo da nossa 1ª República.
Ambos os volumes em bom estado, descontando alguns – pontuais – vestígios de acidez no primeiro.
 
25€

António Sérgio — Ensaios (Tomo II)

CMMXXVII. (Composto na Tip. da «Seara Nova»). In-8º de 267, [5] págs. Br.

“É este o segundo volume dos meus Ensaios, que sai uns oito anos depois do primeiro. Fazendo da pena uma charrua, e não um buril, trago um objectivo de acção prática, e é este tomo uma contribuição, como aquele, para o estudo da reforma da mentalidade e da formação social do Português”, apresentava Sérgio o seu livro publicado em edição de autor, constituído pelos seguintes ensaios e conferências: «O Reino Cadaveroso ou O problema da cultura em Portugal»; «As duas políticas nacionais»; «O clássico na educação»; «A propósito dos «Ensaios Políticos»»; e «Divagações pedagógicas».  

Exemplar artesanalmente cartonado, conservando a face inferior da capa primitiva (da superior parece ter sido tirada uma cópia aposta sobre a pasta).
 
14€

Teixeira Gomes — Regressos

«Seara Nova» / Lisboa, 1935. In-8º de 326, [6] págs. Br.

“Reverter à nossa própria terra, de memória, e sem outro auxílio além do precário interêsse que deriva da renovação caprichosa de velhas sensações pitorescas, e isso quando vivemos longe, em ambiente de costumes e cenário muito diversos, e nos referimos particularmente a povoações ou sítios vistos de fugida, constitui uma espécie de «exotismo às avessas». Vamos fazer a experiência dêsse novo, ou ainda mal explorado género literário, e como êste começo de primavera, na região enevoada onde me encontro, seja mais desconsolado e frio do que um rigoroso português, lembrarei certa semana santa, assoalhada, quási tórrida, embora caísse no princípio de Abril, de que passei três dias em Évora, cidade que nunca visitara nem tornei mais a vêr”; seguindo-se à capital alentejana Alcobaça, Sintra, a Batalha, o Museu dos Coches, o Algarve, o Porto em 1893, Braga e o Bom Jesus, Coimbra, Lagos e Lisboa em 1895. Para muita gente, e com compreensível critério, foi este o melhor livro - aqui em segunda edição - da longa bibliografia de Teixeira Gomes.
O exemplar, bem cuidado, pertenceu à magnífica biblioteca de Laureano Barros, de quem tem a lápis a indicação de compra num leilão em 1966.
 
17€

Teixeira Gomes — Londres Maravilhosa

Londres maravilhosa e outras páginas dispersas

Seara Nova. Lisboa, 1942. In-8º de 143, [1], XVI, [IV] págs. Br.

Além do titular «Londres maravilhosa: Fantasias sôbre um Tema Infinito (fragmento)», o volume recolhe ainda «Diálogos impertinentes», o excerto de um discurso pronunciado em Stratford-on-Avon, «Apontamentos», «Carta a Castelo Branco Chaves sôbre a génese de um romance», «Filosofia de trazer por casa», «Novela imperfeita» e, no final, um posfácio escrito pelo mesmo Castelo Branco Chaves.
 
15€

Teixeira Gomes — Novelas Eróticas

«Seara Nova» / Lisboa, 1934 [na capa e na nota de impressão: 1935]. In-8º de 212, [4] págs. Enc. 

O volume integra «Deus ex-machina», «A Cigana», «Margareta», «Cordélia», «?» e «O Sítio da Mulher Morta», que viria a conhecer publicação independente ainda há pouco tempo.
Primeira edição, declarando “Leitura para adultos – tiragem de 300 exemplares fora do comércio”, tendo este sido encadernado na casa portuense de Silvestre Pinto com lombada em pele gravada a ouro conservando ambas as faces da capa de brochura. Assinatura de Joaquim Barbosa, presumível primeiro proprietário, sobre essa justificação de tiragem e ex-libris de António da Silva Guimarães nas guardas. 
 
40€

Teixeira Gomes — Cartas sem Moral Nenhuma

Cartas sem Moral Nenhuma (3.ª edição)

«Seara Nova»/Lisboa, 1934. In-8º de 256, [4] págs. Br.

O livro, primeiramente publicado em 1903, engloba um conjunto de cartas/narrativas de viagem, meio biográficas, meio ficcionadas – em várias, talvez mais esta última –, no género costumeiro do Presidente-Escritor.
 
10€

Teixeira Gomes — Miscelânea (volume I)

«Seara Nova» / Lisboa, 1937. In-8º de 348, [4] págs. Br.

O livro recolhe cartas escritas pelo autor a António Patrício, João de Barros, Cortesão, António Sérgio, Câmara Reis e Sousa Lopes, entre alguns outros (delas se costumando destacar, compreensivelmente, uma das enviadas a João de Barros, longuíssima digressão auto-biográfica que bastante serviu às biografias depois ensaiadas do 7º presidente da 1ª República).
Edição original do primeiro e único volume publicado com este título - depois complementado com Carnaval Literário.
 
18€

Teixeira Gomes — Gente Singular (2.ª edição)

«Seara Nova» / Lisboa, 1931. In-8º de 266, [4] págs. Br.

Acrescenta à original a short-story «Profecia Certa», a terminar a volume.
 
Exemplar em boa condição, apesar de alguma normal acidez pontualmente dispersa ao longo do volume.
 
18€

Teixeira Gomes — Cartas a Columbano

«Seara Nova» / Lisboa, 1932. In-8º de 212, [4] págs. Br.

“Estas cartas, escritas em viagem, ao correr da pena, e sem outra pretensão além de entreter o endereçado, deviam, assim mesmo singelas e correntias, ser acompanhadas de um estudo sobre a sua obra. Isso daria talvez algum interêsse ao livro em que aparecem reünidas. Mas ainda quando me sentisse com pulso para empreender e levar a cabo trabalho semelhante, recusar-me-ia a fazê-lo. E não era sòmente pelas sérias dificuldades que êle ofereceria, a quem se encontra impossibilitado de rever e considerar novamente a grande quantidade de pinturas, em tão diversos géneros e maneiras, que deixou. / Para escrever desafogadamente àcerca do Columbano, não omitindo a rasteira verdade a par da brilhante, seria preciso que eu morresse e ressuscitasse já livre da amizade que lhe dedicava, mas sem a sensibilidade embotada. Escrever agora sôbre o homem, sôbre o artista, equivaleria a desfazer-me da sua imagem, liquidar recordações que me andam no tesouro da alma, separar-me para sempre de alguém que, por excepção talvez única, a morte não conseguiu afastar da minha companhia”, assim começava Teixeira Gomes as suas extensas «Notas Ensartadas a Modo de Posfácio» desde Bougie no final do volume, aqui publicado em primeira edição.
 
20€

Teixeira Gomes — Inventário de Junho

Lisboa: Seara Nova, 1933. In-4º de 160, [4] págs. Br.

Outro exemplar, que pertenceu ao escritor 
José Loureiro Botas - de quem tem a indicação de propriedade e a assinatura na folha de rosto.

17€