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Paul Virilio — Guerra e Cinema: Logística da Percepção

Guerra e Cinema: Logística da Percepção (Tradução Luís Lima)

Orfeu Negro (Impressão: Guide – Artes Gráficas / Lisboa, Janeiro de 2019). In-8º peq. de 202, [VI] págs. Br.

“Este ensaio desenvolve uma abordagem praticamente inexistente, que consiste na utilização sistemática das técnicas cinematográficas nos conflitos decorridos ao longo do século XX. (...) Hoje compreende-se melhor a importância decisiva dessa «logística da percepção» e o segredo que a rodeia. Guerra das imagens e dos sons que substitui a guerra dos objectos (projécteis, vectores explosivos mais ou menos devastadores...) em prol de uma vontade de iluminação generalizada, capaz de tudo dar a ver e a saber, em cada lugar, a cada instante, versão técnica do olho de Deus que proibiria para sempre o acidente, a surpresa”.
Capítulos: «A força militar é regulada na sua relação com o semelhante»; «O cinema não é eu vejo, mas sim eu voo» [sic - falta um circunflexo para o vôo]; «Deixai toda a esperança, ó vós que entrais no inferno das imagens»; «A impostura da imediatez»; «A sala de cinema Fern Andra»; «Quem tem prioridade no tempo tem prioridade no direito»; «Um travelling com oitenta anos». 
A edição original francesa saíra em 1984 nos celebérrimos Cahiers du Cinéma.

Exemplares novos, com o marcador próprio da edição.

15€

Dalila Pereira da Costa — Duas Epopeias das Américas

Duas Epopeias das Américas: Moby Dick e Grande Sertão: Veredas (ou o problema do Mal)

1974 / Lello & Irmão – Editores, Porto. In-8º peq. de 147, [i] págs. Br.

Duplo ensaio: o primeiro, «A Baleia», constando dos capítulos «A Baleia Branca», «Os baleeiros», «As pradarias marinhas», «O capitão Ahab», «O filho do século» e «O prisioneiro e a muralha»; e o segundo, «O Andrógino», com «Da existência e essência do Demónio», «Os que se decidiram: milícias celestes e jagunços», «Os gerais: o campo da luta», «Riobaldo», «A procura da vereda estreita», «O homem ensimesmado e a perplexidade lúcida», «Para o vislumbrar de Deus», «A sobrecoisa e o instantâneo de realidade» e «O andrógino».

12€  

Agostinho da Silva — Considerações

(Composto e impresso nas Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa – V. N. de Famalicão, 1944). In-8º peq. de 110, [ii] págs. Br.

Volume publicado em edição de autor, a primitiva de um livro que, salvo erro, apenas viria a ser reeditado no final da década de 80 pela Assírio & Alvim, em conjunto com outros textos agostinianos.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir.

15€

A corrente idealístico-gnóstica do pensamento português contemporâneo: Antero, Pascoaes, Pessoa

estratégias criativas (Impresso em Agosto de 2010 na gráfica Rainho & Neves, Portugal). In-8º de 134, [i], [I] págs. Br.

“O presente estudo contém, ampliada, a comunicação feita pelo autor, ao Seminário sobre a problemática da Criação – “De Creatione”. Ciência, Filosofia e Teologia no século XX, em Portugal –, organizada pela Secção Portuguesa da Associação Europeia para a Teologia Católica, no Porto, em Maio de 2009”.

Exemplar com dedicatória de oferta manuscrita pelo autor (Ângelo Alves) “À «Crítica» - Revista de Filosofia”, datada de 6 de Novembro de 2010.

12€

Joaquim de Carvalho — Reflexões sobre Teixeira de Pascoaes

Edições do Tâmega, 1991. (Acabou de se imprimir em Novembro de 1991 nas oficinas da Gráfica do Norte – Amarante). In-8º de 47, [I] págs. Br.

Conforme António José Queirós dava conta na sua nota final à edição, este importante texto foi a versão mais desenvolvida do discurso de homenagem ao poeta em Amarante em 1951 – versão originalmente publicada noutra homenagem, já póstuma, da Academia de Ciências de Lisboa, e depois recuperada nos Arquivos do Centro Cultural Português da Gulbenkian (1975) e, last but not the least, como introdução à 2.ª edição de Os Poetas Lusíadas, pela Assírio & Alvim (1987), enriquecidíssima pelo confronto (ora conjuntivo, ora disjuntivo) que Cesariny estabelece com as notas deste a quem alguém chamou “o maior historiador da cultura portuguesa” no séc.XX – e que assegurara o estudo preliminar do Epistolário Ibérico (Pascoaes e Unamuno), cuja edição original saíra em Angola da mão do seu filho, Joaquim Montezuma de Carvalho.

10€

Cervantes e Portugal: História, Arte e Literatura

Cervantes e Portugal: História, Arte e Literatura / Cervantes y Portugal: Historia, Arte y Literatura // Organização: Aurelio Vargas Díaz-Toledo, José Manuel Lucía Megías

estratégias criativas (impresso em Março de 2018, na gráfica Diário do Minho). In-8º gr. de 254, [iii], [I] págs. Cart.

Pontuado por ilustrações cervantinas da artista plástica Irene Sanz Montero, e cartonado com idêntica sobrecapa de papel reproduzindo um painel de azulejos figurativo de caravelas portuguesas, o volume reúne as comunicações apresentadas ao congresso homónimo que teve lugar na nossa Biblioteca Nacional, onde compareceram “algunos de los más destacados cervantistas ibéricos” – a maioria dos quais, naturalmente, do país vizinho.
Foram algumas dessas comunicações: «Cervantes e Portugal – Breve Nota...» (Guilherme de Oliveira Martins), «Miguel de Cervantes y la corte de la monarquía hispana tras la anexión de Portugal» (Eduardo Torres Corominas), «Los amigos portugueses de Cervantes en el cautiverio argelino: Francisco Aguiar y los hermanos Sousa Coutinho» (Teijeiro Fuentes), «El entorno portugués de Cervantes» (Díaz-Toledo), «Nombres cervantinos en algunas novelas cortas portuguesas del XVII» (Isabel Colón Calderón), «La recepción más desconocida de Cervantes en Portugal en el siglo XX» (Alexia Dotras Bravo).   
   
Exemplares novos.

25€ [P.V.P.]

Diderot — Pensamentos sobre a Interpretação da Natureza

Pensamentos sobre a Interpretação da Natureza & Pierre Louis Moreau de Maupertuis – Ensaio sobre a Formação dos Corpos Organizados / Tradução, Introdução e Notas de Luís Manuel A. V. Bernardo

húmus (Impressão: Papelmunde / 1.ª edição: Setembro de 2012). In-8º gr. de 169, [v], [II] págs. Br.

Espraiando-se por quatro longas dezenas de páginas, a introdução, que contou com a transcrição preliminar de um texto de Colas Duflo, terminava com uma nota a esta primeira edição portuguesa e uma bem mais sucinta recensão bibliográfica.

Exemplar novo.

12€  

Jean-Jacques Pauvert — A Literatura Erótica

A Literatura Erótica (Tradução de Serafim Ferreira)

teorema (Impressão e acabamento: Rainho & Neves, Lda. / Santa Maria da Feira // Setembro de 2001).In-8º de 109, [III] págs. Br.

"Jean-Jacques Pauvert, nascido em 1926, percorreu, a partir de 1942, todos os caminhos que conduzem ao livro. Excelente escritor e polémico editor, é, sem dúvida, um dos maiores especialistas mundiais em literatura erótica. (...) como escritor publicou, entre outras, as seguintes obras: Sade vivant, Nouveaux et moins nouveaux visages de la censure, Anthologie historique des lectures érotiques". 

Vários exemplares disponíveis.

10€

Como Exilados de um Céu Distante: Antero de Quental e Giacomo Leopardi

Arranha Céus [S/d – DL 2019]. In-8º de 195, [I] págs. Br.

Interessante, trabalhado e documentado (embora com lacunas) estudo de Andrea Ragusa, dado a público nesta edição – da mão do saudoso João Paulo Cotrim – com o apoio do Centro de Estudos Anterianos e da tutelar Câmara Municipal da Vila do Conde onde Antero passou os derradeiros anos de atormentada existência; resumida na frase de Eça que deu título ao volume.

Exemplar novo.

14€  

A Ideia de Justiça em Antero de Quental

A Ideia de Justiça em Antero de Quental (Prefácio de Fernando Catroga) // Publicação patrocinada pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

íman edições [S/d – DL 2002]. In-8º de 238, [ii] págs. Br.

Cada um deles dividido em numerosos sub-capítulos, a autora (Maria João Cabrita) dividiu o seu estudo nos capítulos principais «A ideia de Justiça que subjaz ao percurso de Antero de Quental», «A ideia de Justiça ao longo da evolução intelectual de Antero de Quental» e «A proposta social e política para a reposição da Justiça». (A título de exemplo, algumas das partições e alguns dos sub-capítulos: «O justo da geração de setenta», «A influência proudhoniana», «O krausismo na Universidade de Coimbra», «O Cenáculo», «Da influência de Hegel à crítica ao hegelianismo», «A lei moral e o progresso – a santidade», «A proposta socialista de Antero de Quental», «A última fantasia revolucionária – a Liga Patriótica do Norte».

Exemplar novo, mas com ligeiros defeitos de deficiente armazenamento.

8€

Rebelo Bettencourt — O verdadeiro "Antero"

O verdadeiro "Antero" / no 1.º centenário do nascimento de Antero de Quental (18 de Abril de 1842 - 18 de Abril de 1942)

Emprêsa Literária Universal (15, Rua da Hora, 17), Lisboa. (Composto na Tipografia de «O Carlitos»). In-8º de 72, [i], [1] págs. Br.

"Figura excepcional e complexa, e aparentemente contraditória por essa extraordinária complexidade, Antero, que foi uma das mais nobras figuras do seu tempo, projecta-se ainda no presente, não como uma sombra, muito menos como uma curiosidade erudita, mas assumindo, talvez mais do que nunca, uma actualidade das mais vivas, pois nada, absolutamente nada, diminuiu ou morreu nas suas páginas,  antes, pelo contrário, nelas vamos encontrar, a-par-dos nossos problemas, a resposta às nossas inquietações espirituais"; assim começava o conterrâneo açoriano as suas palavras de «Pórtico».

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir.

15€

José Bruno Carreiro — Antero de Quental (subsídios para a sua biografia)

Edição do Instituto Cultural de Ponta-Delgada / Depositária: Livraria Morais – Rua da Assunção, 51 / Lisboa, 1948. (Composto e impresso na Sociedade Astória, Lda. – Regueirão dos Anjos, 58 – Lisboa). 2 vols. in-8º gr. de XXXVI, 465, [I] e 434, [II] págs. Enc.

Trabalho de referência até hoje não ultrapassado (nem porventura igualado) na amplitude de elementos que investiga, recolhe e apresenta, desde a bastante exaustiva bibliografia – com que começa logo o primeiro volume e termina o segundo – à reprodução de variados documentos, boa parte deles desconhecidos do público. A dimensão e a profundidade deste trabalho do fundador do Correio dos Açores que convidou Raul Brandão terá merecido ao também açoriano Onésimo Teotónio de Almeida o título d’”a melhor biografia portuguesa”; reeditada décadas mais tarde pela INCM. 
Boa encadernação conjunta dos dois volumes com cantos e lombada em pele, embora esta já ligeiramente desgastada; conservando ambas as faces da capa original de ambos; o corte das folhas carminado à cabeça; e o primeiro volume valorizado por dedicatória de oferta do autor.

60€

Antero de Quental — Prosas Escolhidas (Selecção e prefácio de Fidelino de Figueiredo)

Livros de Portugal, ltda. Rio de Janeiro, 1942. In-8º gr. de 309, [9] págs. Br.

É  bastante extenso (ultrapassa as duas dezenas de páginas) o prefácio do professor então já exilado no Brasil, que aqui recolheu «Bom-senso e Bom-gosto», «A Dignidade das letras e as Literaturas Oficiais», «Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos últimos três séculos», «Considerações sôbre a Filosofia da História Literária Portuguesa», «Teoria do Socialismo. Evolução política e econômica das sociedades da Europa, por J. P. de Oliveira Martins», «A Poesia na Actualidade», «A "Philosophia da Natureza" dos naturalistas» e «Tendências gerais da Filosofia na segunda metade do século XIX». 

20€

Eugénio de Andrade — Prosa (Prefácio: Luís Miguel Queirós)

Modo de Ler  editores e livreiros limitada. (Impressão e acabamento: Norprint). (2011). In-8º gr. de 410 págs. Enc.

“A presente edição reúne os textos em prosa que Eugénio de Andrade publicou nos livros "Os Afluentes do Silêncio" (1968), "Rosto Precário" (1979) e "À Sombra da Memória" (1993), encerrando com os três únicos textos do volume "A Cidade de Garrett" (1993) que não figuram em nenhum dos títulos anteriores. Ficam de foram alguns dispersos, entre outros, sobre Óscar Lopes e o Pintor António Cruz - porventura suficientes para justificar um volume autónomo -, mas está aqui o que Eugénio de Andrade considerava ser a sua obra em prosa.

Exemplares novos.

25€

Joaquim Costa — Eça de Queirós: Criador de Realidades e Inventor de Fantasias

Livraria Civilização / Pôrto – 1945. (Acabou de imprimir-se este livro na Emp. Industrial Gráfica do Porto, L.da, 174, Rua dos Mártires da Liberdade, 178 no ano de 1946). In-8º de 295, [III], [ii] págs. Enc. 

«¿Quem era Eça de Queirós? – O Homem e o Artista», «A obra do Escritor e as suas características essenciais», ««O Crime do Padre Amaro»», «O estilo de Eça de Queirós», «Camilo, Eça e Fialho (Três escritores, três ironias diferentes», «Eça de Queirós e o «Romance experimental»», «Eça de Queirós païsagista», «Depoimentos dos filhos», «¿Foi Eça de Queirós um plagiário?» [está há muito comprovado que sim], «Eça de Queirós e a estética literária», «O sacrifício no trabalho e a dignidade da profissão», «As conferências do Casino», «O grupo dos «cinco»», «Opiniões de Eça de Queirós sôbre a Arte, a Literatura, a vida e os homens».

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro (já infelizmente um tanto esboroada no encaixe e nas comissuras); conservando ambas as faces da capa.

20€

Beatriz Berrini — Portugal de Eça de Queiroz

temas portugueses / Imprensa Nacional-Casa da Moeda (Composto e impresso na Gráfica Maiadouro, Vila da Maia com uma tiragem de três mil exemplares em Junho de 1984). In-8º de 443, [v], [VI] págs. Br.

O trabalho aqui publicado em edição impressa foi a tese de doutoramento da autora apresentada à Universidade de São Paulo em 1982; dividida nas secções de capítulos «Uma sociedade de classes», «A condição feminina», «O catolicismo português oitocentista», «A parceria lisboeta», «O espaço português» e «Estatuto do autor».

15€ 

De Poe a Kafka: para una teoría del cuento

Eudeba Editorial Universitaria de Buenos Aires (1968). In-8º peq. de 61, [III] págs. Br.

O autor, Mario Lancelotti, dividiu o seu estudo nos capítulos «El problema», «Sociologia y naturaleza del cuento», «La teoría de Poe», «El cuento como pasado activo», «Los límites del cuento», «Kafka y el cuento», «El tiempo en la obra novelística de Kafka».
A edição primitiva fôra em 1965. 

6€


Roland Barthes — S / Z

Éditions du Seuil (1970). In-8º de 277, [3] págs. Br.

Edição original, igualmente publicada na colecção Tel Quel dirigida pelo escritor Philippe Sollers, deste exercício experimental ao modo de certos códigos escolásticos, tomando como mote um livro de Flaubert.

Exemplar da mesma primitiva proprietária, sensivelmente nas mesmas condições.

12€

Roland Barthes — Le plaisir du texte

Éditions du Seuil (1973). In-8º peq. de 105, [7] págs. Br.

Edição original deste livro de textos fragmentários em registo digressivo-aforístico, num estilo que muito parece ter influenciado o talvez mais interessante escritor do nosso tempo, também francês, que o aprimorou bastante (Quignard).

O exemplar pertenceu à académica e ensaísta Vera Vouga, de quem tem anotações e sublinhados a lápis ao longo de todo o volume.

12€

Eduardo Lourenço — Ocasionais I

Ensaios / A Regra do Jogo, Edições. (1984). In-8º gr. de 117, [I] págs. Br.

Entre outros, agrupa os ensaios A Europa e a Morte, D.A.F. de Sade ou o Anel de Giges, Alexandria Ano Zero ou a 26ª Hora, Humanismo e Terror ou a Denúncia do Pacifismo Hipócrita, Sentido e Não Sentido do Moderno. Para um Conceito Actual de Modernidade, Um Tradicionalismo Nietzschiano, Para um Congresso Nacional de Escritores, Estranha Claridade sobre o Mito de Lorca, A propósito de Freyre (Gilberto), Explicação pelo inferior ou a crítica sem classe contra Fernando Pessoa.
Primeira edição; primeiro e salvo erro único volume publicado, pelo menos sob este título. 

14€