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Ruben A. — O Mundo à Minha Procura (autobiografia)

(Composto e impresso na Gráfica Santelmo, Lda. – Lisboa). (1964 e 1966). 2 vols. in-8º de 201, [II], [i] e 255, [II], [i] págs. Br.

Exactamente com a mesma disposição gráfica, o primeiro volume foi publicado pela Livraria Portugal e o segundo pela Parceria A. M. Pereira. O primeiro constitui um interessantíssimo mosaico da vida no Porto, em particular na zona ocidental, muito em particular no Campo Alegre (a mesma quinta onde o livreiro [fingiu que] estudou Direito fôra aquela em que meio século antes o depois licenciado no mesmo curso Ruben Andresen brincara com a injustamente mais famosa prima Sophia), da primeira metade do séc.XX; o segundo começa com a mudança para a Côrte, e cite-se logo o segundo parágrafo: “Em todo o caso reparava que em Lisboa se fazia a barba todos os dias, raro se ouviam apitos de fábrica, os menores tomavam mais liberdade de movimentos, e a dignidade do homem – preocupação de contas acertadas que o Porto me havia incutido – era por estas bandas conspurcada por um sorriso de casa de penhor que o poder central tanto facilita. A política caruncha a nobreza de carácter, cria, nos que tecem à sua volta, uma dupla personalidade – atrasos de influência, preços tabelados para cada indivíduo, cunhas, cunhas grandes, administradoras, decorativas, de bigodes, de amantes, cunhas que se metem como pivots de ouro em boca sôfrega”.
O primeiro volume, o portuense, foi valorizado por uma das típicas dedicatórias de página inteira de Ruben, portuensíssima, no anterrosto: “o nosso Porto que nos procura! Ao camarada e amigo Manuel Ramos do seu muito grato e admirador / Ruben A. / Julho 65”.

Faltando o terceiro volume, temo-lo porém disponível na segunda edição, da Assírio & Alvim.
O preço abaixo indicado integra essa oferta.

50€ 

Branca de Gonta Colaço — Abençoada a Hora em que Nasci

1945, Parceria António Maria Pereira. In-8º de 140, [4] págs. Br.

O extenso prefácio a esta recolha, de publicação póstuma mas preparada ainda pela própria autora, que nela agrupou éditos e inéditos, vem assinado por Maria de Carvalho.

Bom exemplar.

10€

Urbano Rodrigues — Sonho em Pompeia

Sonho em Pompeia / primeira edição (1.º, 2.º e 3.º milhares)

1943 / Parceria A. M. Pereira (R. Augusta, 44 a 54 - Lisboa). (Foi êste livro acabado de imprimir nas oficinas da Sociedade Industrial de Tipografia, Limitada, aos nove dias do mês de Junho do ano de mil novecentos e quarenta e três). In-8º de 231, [3], [vi] págs. Br.

Integra as novelas «Sonho em Pompeia», «Novo Paraíso», «Uma mulher sossegada», «O amante invisível», «Um inventor de mulheres» e «O segrêdo de Muley Abdallah».

Belo exemplar.

15€ (reservado)

António de Cértima — Escandalosamente Pura (romance)

Parceria A. M. Pereira, Lda. (Rua Augusta, 44 a 54) Lisboa. (1966). In-8º de 223, [5] págs. Br.

Primeiro romance de um autor já com vasta bibliografia à época, “Ele aqui está, examinando com pena firme e inquebradiça, por vezes transformada em bisturi, um esquema flagrante da vida social lisboeta”. 
Edição original, com capa do arquitecto Mário de Oliveira. 

Exemplar por estrear.

15€

Ramalho Ortigão — O Culto da Arte em Portugal

O Culto da Arte em Portugal / (Monumentos architectonicos – Restaurações – Desacatos – Pintura e esculptura – Artes industriaes – O genio e o trabalho do povo – Indifferença official – Decadencia – Anarchia esthetica – Desnacionalisação da arte – Dissolução dos sentimentos – Urgencia de uma reforma)

Lisboa: Antonio Maria Pereira, Livreiro-Editor (50 – Rua Augusta – 52) ― 1896. In-8º gr. de [8], 176 págs. Enc.

Primeira edição, já rara.

Exemplar revestido de uma boa encadernação recente com pastas em marmoreado e cantos e lombada em pele gravada a ouro, tendo a lombada ainda, entre duas das casas abertas, rótulos também em pele que a sobre-recobrem; não conservando a capa primeva. Aparado e carminado à cabeça, estando as restantes margens por aparar.

45€

Ramalho Ortigão — A Hollanda (oitava edição)

1935 – Parceria Antonio Maria Pereira, livraria editora / (Rua Augusta, 44 a 54) Lisboa. In-4º de  págs. Enc.

Uma mais das várias edições ilustradas saídas durante a primeira metade do século passado com a chancela da editora lisboeta – que fez imprimir esta nos prelos da Sociedade Industrial de Tipografia.

O exemplar aqui apresentado é da série encadernada em percalina com gravações a dourado, conservando a face superior da capa comum à série vendida em brochura.

18€

Ramalho Ortigão — A Hollanda (segunda edição)

Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, editor (50, 52 – Rua Augusta – 52, 54) / 1894. In-8º de 463, [1] págs. Enc.

Publicada uma década depois da original, esta edição integra um prefácio (curto e redundante) do próprio Ramalho – de quem é apresentado o retrato na anteportada, em gravura sobre papel encorpado tipo moldura; que falha amiúde nos exemplares que ainda vão aparecendo, estando este por isso mesmo valorizado, embora em contrapartida desdourado por falhas marginais no papel floreado que recobre as guardas e as pastas –  e apresentando uma dedicatória manuscrita que se passa a transcrever: “Ao bom e distinto amigo José Gomes da Silva offereço em signal de estima e amizade que lhe consagro / Adolpho Saboia Figueira de Mello. / Bordo do vapor Nacional (ilegível) amarrado no Rio de Janeiro, 29 Abril 1896.”

Encadernação do próprio editor em percalina graciosamente gravada a ouro e a seco. 

25€

Almeida Garrett ―Teatro

1972, Parceria A. M. Pereira, Lisboa. 3 vols. in-4º de 297, [7]; 155, [5]; e 408, [4] págs. Enc.

Edição publicada na colecção «Obras Completas de Almeida Garrett», da mão de Jacinto do Prado Coelho, sendo esta série de «Teatro» a única que ainda chegou a sair: o primeiro volume, prefaciado por longo estudo introdutório de Andrée Crabbé Rocha acerca da dramaturgia garrettiana, reproduzindo Catão, o segundo Merope e o terceiro Um Auto para Gil Vicente e O Alfageme de Santarem. (Viria a ser ainda composto um IV, Frei Luiz de Sousa ; mas que mal entrou no mercado, se é que chegou a entrar, e não teve esta série especial). O texto foi fixado e revisto por uma equipa de especialistas e a mulher de Torga acrescentou-lhe ainda notas no vol. II.

Exemplares da tiragem especial de 350 impressa em maior formato sobre belíssimo papel avergoado e encadernada, carimbada, rubricada e numerada pelos editores, que a estes atribuíram o n.º 79. A encadernação foi integralmente em pele, tendo gravados a seco a efígie de Garrett, na frente, e atrás o brasão de família, sobre a marca editorial.
 
75€

Henrique Galvão — Terras do Feitiço (contos africanos)

Depositária: Parceria António Maria Pereira, Lisboa. (Composto e impresso na oficina «Ottosgrafica, Ltd.ª. In-8º de 199, [5] págs. Br.

Primeira edição, publicada pelo próprio autor e já relativamente rara. Constam do volume os contos «A aventura de António Pais», «Mulheres Boers», «Pai, filho e dono», «O branco que odiava as brancas», «História sentimental dum leão e dum porco», «A valorização de M.me Gaudens», «O macaco e o macaqueiro», «Regresso às Trevas», «Feitiço», «Aquela branca no mato», «Terras do Feitiço (Usanças do gentio)», «Pretos e brancos» e «Era uma vez em África».

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Galvão, sobre a folha de anterrosto, a Pinheiro Torres.
 
38€

Henrique Galvão — O Vélo d’Oiro

O Vélo d’Oiro (Romance colonial)/1.º Prémio de Literatura Colonial – 1933//2.ª edição

Depositária: Parceria António Maria Pereira, Lisboa. (Composto e impresso na Ottosgrafica, ltd.). In-8º de 291, [1] págs. Br.

Edição do autor, já invulgar.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do próprio Henrique Galvão.
 
25€

João Paulo Freire — Alcácer-Kivir !

Alcacer-Kivir !  (Apontamentos historicos sobre a acção da Hespanha antes do dominio dos Filippes)

1928 – Parceria Antonio Maria Pereira, livraria editora (Rua Augusta – 44 a 54), Lisboa. In-8º de 128, [2] págs. Enc.

Livro de “apenas ligeiros apontamentos, cuidadosamente rebuscados nos escriptores coévos d’esse tremendo desastre nacional, e que se colligem hoje para os que por estas coisas se interessam, sem tempo para grandes estudos”.
Exemplar recoberto de uma boa encadernação recente com lombada gravada a ouro e pastas marmoreadas; conservando ambas as faces da capa de publicação.
 
22€

Júlio Dantas — Pátria Portuguesa

Pátria Portuguesa/Ilustrações de Alberto Sousa/Terceira Edição, revista e acompanhada de um Elucidário das palavras obsoletas

1916 – Parceria António Maria Pereira, Livraria Editora, Lisboa. In-4º de 312, [4] págs. Enc.

Alguns dos capítulos: «Rei-Saudade», «O Prior do Hospital»,  «Frei António das Chagas», «Mousinho», «Santa Isabel», «As violas de Alcácer-Kibir».
Exemplar revestido de uma recente e superior encadernação em estilo meio-francês, com cantos e lombada (gravada a ouro) em pele e as pastas em fantasia; conservando a frente da capa de brochura, mas já algo fragilizado nas folhas preliminares.

30€

Norberto Lopes — O Exilado de Bougie: Perfil de Teixeira Gomes

O Exilado de Bougie: Perfil de Teixeira Gomes (Com um estudo de João de Barros)

Parceria António Maria Pereira, Lisboa // 1942. In-8º de 302, [2] págs. Br.
 
Edição original da ainda hoje mais conhecida biografia do presidente algarvio, entremeada por ilustrações em folhas destacadas de papel couché. “Êste perfil de Teixeira Gomes abrange a vida do falecido chefe de Estado desde a sua infância, em Portimão, até à sua morte no exílio de Bougie. Narram-se factos passados em Londres, durante o período em que êle foi ministro de Portugal, e faz-se um relato dos acontecimentos políticos que agitaram a sua breve passagem pela Presidência da República. Uma boa parte do livro ocupa-se da sua vida no exílio, que é quási totalmente ignorada”. Não adiantando muito, não se estranhará porém o prefácio de João de Barros, o também escritor por Teixeira Gomes indigitado como ministro para o governo da nação.

18€

Oliveira Martins ― Os Filhos de D. João I

Lisboa: Imprensa Nacional, M DCCC XCI. In-4º de VII, [I], 471, [3] págs. Enc.

“É minha idéa que a arte de escrever historia está atravessando um periodo de transformação. Reagindo contra as theorias abstractas dos racionalistas antigos, os escriptores do nosso tempo, absorvidos pelo cuidado indispensavel da veracidade crítica, esqueceram os modelos eternamente classicos. A historia ha de sempre ser uma resurreição; e o processo artistico ou synthetico ser-lhe-ha sempre o adequado. As analyses eruditas e as controversias críticas, bem como as theses doutrinarias dos systematicos, serão tambem sempre materiaes indispensaveis do artista; mas nunca poderão crear obras que tanto agradem ao sabio como ao ignorante, deliciando e educando quem quer que tenha ouvidos para ouvir, olhos para ver e coração para sentir”, palavras preliminares e proclamatórias do autor a este trabalho, que dividiu nos seguintes capítulos: «A côrte e o conselho»; «Ceuta»; «A villa do Infante»; «As viagens do Infante D. Pedro»; «Um estadista do XV seculo»; «O «Leal Conselheiro»»; «As Ordenações e os judeus»; «Tanger»; «Os tratos da Guiné»; «O regente»; «Alfarrobeira»; «A descendencia do condemnado». O final do volume apresenta ainda em apêndice a reprodução de uma série de documentos de época.

Primeira e formosíssima edição, impressa a duas cores, ela sim altamente artística, com capitais e belas vinhetas desenhadas decorando o livro.

Exemplar da tiragem encadernada pela Parceria A. M. Pereira com largos cantos e lombada em pele e pastas em percalina, ornamentalmente gravada a ouro no encaixe e na frente, tendo também sido dourado à cabeça o corte das folhas; e conservando por inteiro a capa de brochura.

80€

Oliveira Martins ― A Vida de Nun'Alvares

A Vida de Nun’Alvares (Historia do estabelecimento da dynastia de Aviz / Desenhos de Casanova)

Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira – editor (50, 52 – Rua Augusta – 52, 54). MDCCCXCIII. In-4º de 469, [3] págs. Enc.

Edição original deste segundo trabalho de fôlego consagrado aos primórdios da dinastia de Avis, que consta dos capítulos «O prior do Hospital», «O fim da dynastia», «O Messias de Lisboa», «A guerra», «O throno de Aviz», «Aljubarrota», «Valverde», «Os inglezes», «A sociedade nova», «O Santo Condestavel», «Fr. Nuno de Santa-Maria»; aos quais se seguem, em apêndice, «Chronologia», »Bibliographia» e «A canonisação do Condestavel».

Exemplar da série encadernada pelo editor: encadernação em estilo amador, com larga lombada e cantos em pele e pastas revestidas a tela, tudo gravado a ouro. A pele dos cantos inferiores está porém corroída (no de trás, demasiado), e a da face inferior em geral apresenta pequenas marcas de sujidade - o que o desvaloriza um quanto.

50€

Oliveira Martins ― A Vida de Nun'Alvares

A Vida de Nun’Alvares (Historia do estabelecimento da dynastia de Aviz / Desenhos de Casanova / 2.ª edição)
Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira – livraria-editora (Rua Augusta, 50, 52 e 54) ― MDCCCCII. In-4º de 469, [5] págs. Enc.

Exemplar da mesma série encadernada pelo editor (que, neste caso, fez conservar por inteiro a capa de brochura); padecendo da mesma (mas aqui mais grave) marca de corrosão da pele nos cantos, a aconselhar pequeno restauro.

25€

Oliveira Martins ― O principe perfeito

O principe perfeito (Precedido De uma introducção ácerca do complemento e plano geral da obra por Henrique de Barros Gomes) / 3.ª edição

1923 – Parceria Antonio Maria Pereira, livraria editora (Rua Augusta – 44 a 54), Lisboa. In-4º de 297, [3] págs. Enc.
 
 Exemplar da série encadernada pelo editor com largos cantos e lombada em pele e as pastas em tela, tendo ornamentais gravações a ouro na frente e sobre o encaixe; sendo o corte das folhas carminado à cabeça e conservando por inteiro a capa de brochura. Em bom estado global, apresenta porém dois defeitos significativos: ligeiras marcas de corrosão na pele e um pequeno furo de traça ao longo de todo o volume, encadernação incluída. 

20€

Oliveira Martins ― O principe perfeito

O principe perfeito (Precedido De uma introducção ácerca do complemento e plano geral da obra por Henrique de Barros Gomes)

Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira - editor (50, 52 - Rua Augusta - 52, 54) / 1896. In-4º de VI, 268, XXV, [I] págs. Br.

Seria este o primeiro de uma série de três estudos históricos consagrados a D. João II, Afonso de Albuquerque e D. Sebastião – mas a morte por doença de Oliveira Martins apenas lhe permitiu terminar o primeiro capítulo, «Toro», sendo as outras duas centenas de páginas ocupadas pela tentativa de exegese do amigo Barros Gomes a partir do plano geral que o autor já esboçara e das impressões que com ele trocara em Setúbal e em Lisboa; começando logo por louvar “O pensador pujante, que possuia faculdades de abstracção tão raras em homens da nossa raça, que, primeiro entre nós, avistára, rasgando-os mais tarde para a nação inteira, horisontes novos, os quaes n’ella deviam modificar as concepções philosophicas, os principios do direito publico e da economia nacional em que assentára a sua historia durante mais de meio seculo; o historiador que, recorrendo a processos menos severamente scientificos, é certo, com faculdades fundamentalmente diversas das de Herculano, veio talvez em mais alto grau do que este, popularisar entre nós a historia patria, engrandecendo-a de facto (...)”.  
 
Exemplar da série em brochura, conforme saiu dos prelos.

40€ (indisponível)

Oliveira Martins ― História de Portugal

História de Portugal, por (...) / 12.ª edição / Com a publicação de algumas cartas recebidas pelo autor quando do aparecimento da obra

1942 / Parceria António Maria Pereira, Livraria Editora (Rua Augusta, 44 a 54) – Lisboa. 2 tomos in-8º de 332 e 348 págs. Enc.

São sete as cartas referidas, apresentadas em apêndice final: quatro de Camilo Castelo Branco (como sempre, interessantes, e com reparos quanto a matérias propriamente históricas e bibliográficas), uma de Bulhão Pato (elogiando de modo encomiástico este livro, mas censurando o trato desrespeitador que nele via ao adorado Herculano – a cuja memória, de “Mestre e Amigo”, foi porém dedicado), outra de Sousa Monteiro e outra de Lobo de Moura. Transcreva-se o início da primeira de Camilo: “Conclui a leitura da História de Portugal, e venho agradecer-lhe estas 20 horas boas que me deu. O seu livro há-de causar estranhesa pela novidade do processo; tem um destaque de escola que V. Ex.ª inicia entre nós, um modo de ver para o interior das coisas que violentará os míopes a aumentarem o grau dos vidros. Uns hão-de aprender, outros beliscados nas suas convicções históricas adquiridas com o Doria e o Mota Veiga, dirão que V. Exª é um visionário”.
Ambos os tomos revestidos de encadernação relativamente modesta com lombada (gravada a dourado) e cantos em percalina; que conserva por inteiro as capas originais.

20€

Oliveira Martins ― Historia da Republica Romana

Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, Editor. [S/d]. 2 tomos in-8º de XXXVII, [I], 454, [2] e [4], 472, [2], 11, [3] págs. Enc.

Por estranho que pareça, é até hoje a única história de Roma minimamente monumental ensaiada por historiador português, e o mais que temos – apesar da tipicamente deficiente cientificidade, também tipicamente compensada pelo fantasioso, ambicioso e largo de vistas poder de síntese do autor – para responder aos empreendimentos de um Mommsen, por exemplo (que O.M. leu e cita). O estudo foi com bom critério dividido nas grandes secções «A cidade romana», «Unificação da Italia», «As guerras punicas», «Conquista do mundo», «Socialismo e capitalismo» (postas assim as coisas, soam um tanto forçadas, mas reportam-se obviamente ao período das reformas sociais) , «Os tyrannos» e «O Cesarismo».
Primeira edição.

Exemplares da série em brochura que se crê mais rara e propriamente a  princeps, depois bem encadernados com cantos e lombadas em pele, estas últimas copiosamente gravadas a ouro; mantendo ambas as faces da capa original.

55€