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Antero de Quental — Cartas I ([1852]-1881)
Raul Brandão — Cartas a Maria Angelina
Gorki — Correspondência (Lenine / Gorki)
Joaquim de Vasconcelos — Cartas
“Alguns anos depois da morte de António Augusto Gonçalves e do leilão do seu espólio, o Dr. António Gomes da Rocha Madahil, então 1.º Conservador do Arquivo e Museu de Arte da Universidade de Coimbra, adquiriu, salvando de perda irremediável, o remanescente dos papéis, desenhos e jornais, que tinham pertencido ao Mestre coimbrão (...) Nessa ainda preciosa documentação, encontrou o Dr. Rocha Madahil grande número de cartas de Joaquim de Vasconcelos que este eminente crítico e historiador de arte escrevera, durante mais de meio século (1879-1930), ao seu colega de Coimbra. Não é necessário encarecer o interesse máximo desse epistolário, dada a alta craveira mental de quem as subscrevia e daquele a quem eram dirigidas”.
Edição impressa sobre bom papel, com o apuro gráfico habitual das publicações da casa de Marques Abreu.
18€
Padre António Vieira — Cartas
O extensíssimo ensaio preliminar, «Biografia Psicológica», de Gonçalves Viana espraia-se por metade do volume, sendo depois transcritas as 31 cartas seleccionadas (destacando-se em número as enviadas a Rodrigo de Meneses e ao Marquês de Gouveia, entre outras a destinatários vários – por exemplo, D.João IV, D.Teodósio e o Conde da Ericeira). Edição inserida na «Colecção Portugal», de que foi o vigésimo título publicado.
14€
Jacinto Baptista — Jaime Cortesão, Raul Proença: Idealistas no mundo real
“Reúnem-se dois textos neste opúsculo [sic; é um livro, propriamente]: intervenção na sessão de homenagem a Jaime Cortesão por ocasião do centenário do seu nascimento promovida pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Biblioteca Nacional (24 de Janeiro de 1985), trabalho posteriormente distinguido com o Prémio Jaime Cortesão da APE (...); e conferência integrada no ciclo coincidente com a Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário de Jaime Cortesão e Raul Proença”. Respectivamente: «O «sócio número um»: Jaime Cortesão, herói cívico» e o que deu título ao volume. Segue-se um longo apêndice documental que dele ocupa quase metade, incluindo textos de ambos e cartas variadas.
Exemplar novo, mas com ligeiras marcas na capa por deficiência de armazenamento.
8€
António Sérgio — Correspondência para Raul Proença
Correspondência para Raul Proença (Organização e Introdução de José Carlos González/Com um Estudo de Fernando Piteira Santos)Publicações Dom Quixote e Biblioteca Nacional. Lisboa. 1987. In-4º de 276, [2] págs. Br.
Publicada na série «Memória Portuguesa», a recolha integra a maior parte da correspondência de Sérgio no espólio de Raul Proença na BN – juntando-lhe no fim a longa carta de Londres a Pascoaes e várias a Cortesão, entre algumas outras – e é um documento do maior relevo para o estudo do teatro político na 1ª República. O prefácio de Piteira Santos tem como título «Um tema polémico na correspondência de António Sérgio e de Raul Proença: a Monarquia e a República».
17€
Mário-Henrique Leiria ― Depoimentos Escritos
Editorial Estampa, Ficções 26. (1997). In-8º de 340, [IV] págs. Br.
O prefácio à edição ficou a cargo de Leonor Correia de Matos, amiga de MHL e da destinatária das cartas que ocupam a grande maioria do volume, Isabel Alves da Silva - advogada da mulher do escritor no processo de divórcio. Antes das cartas há duas dezenas de páginas de contos e pouco mais que isso de poemas.
Exemplar novo.
António Lobo Antunes ― D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto
D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto (Cartas da Guerra) / Organização: Maria José Lobo Antunes, Joana Lobo Antunes
Dom Quixote (2005). In-8º de 431, [1] págs. Cart.
Manuel Laranjeira — Cartas (com prefácio e cartas de Miguel de Unamuno)
Interiores (Relógio d'Água, 1990). In-8º de 153, [7] págs. Br.
"Foi Laranjeira quem me ensinou a ver a alma trágica de Portugal, não direi de todo o Portugal, mas do mais profundo, do maior. E foi ele quem me ensinou a ver não poucos recantos dos tenebrosos abismos da alma humana. (...) O seu livro «Comigo (Versos de Um Solitário)» dá-nos toda a sua alma. O seu pensamento está aí demasiado concentrado. Era preciso ouvi-lo falar. (...) Iluminou a cabeça, que era poderosíssima a pensar, com a chama do seu próprio coração ardente. Poucos homens conheci que tenham juntado a uma inteligência tão clara e penetrante um sentimento tão profundo. Nele, como em Antero, a cabeça e o coração travaram renhida batalha" (do prefácio de Unamuno, que esta reedição reproduz).
Exemplar novo; de uma plausível tiragem inicial que supomos ter sido replicada.
8€
Manuel Laranjeira — Cartas (com prefácio e cartas de Miguel de Unamuno)
Portugália Editora, Lisboa. (1943). In-8º de 183, [5] págs. Br.
O volume, inaugural da colecção «Documentos Humanos», foi preparado por Ramiro Mourão e Alberto de Serpa e apresenta, nas folhas preliminares, uma curta nota biográfica acerca do autor de Commigo e a reprodução de um conhecido retrato seu executado por António Carneiro. Das cartas, interessarão maiormente, em extensão e conteúdo, as várias aqui transcritas em conjunto que foram enviadas a Pascoaes, Amadeo e ao próprio António Carneiro (contando-se ainda entre os restantes destinatários, por exemplo, o próprio Unamuno, João de Barros e António Patrício). Constou a edição de 2.230 exemplares numerados - a este coube o nº1188, da série corrente - e rubricados pelo filho de Manuel Laranjeira, Flávio.
Primeira edição, replicada pela Relógio d'Água décadas mais tarde.
23€
Cartas de Amor de Ofélia a Fernando Pessoa
Cartas de amor de Fernando Pessoa
Cartas de amor de Fernando Pessoa (Organização, prefácio e notas de David Mourão-Ferreira / Preâmbulo e estabelecimento do texto de Maria da Graça Queiroz)
Edições Ática, Lisboa. (1978). In-8º de 222, [6] págs. Br.
São bastante extensos os textos da própria destinatária Ofélia Queirós e sobretudo o de David Mourão-Ferreira que, respectivamente, abrem e encerram o volume: «O Fernando e Eu» (estruturado pela sobrinha-neta Maria da Graça) e «Estas «Cartas de Amor» de Fernando Pessoa»; um e outro já não reproduzidos na edição posterior dada a lume pela Assírio & Alvim que também apresentamos.
16€
António Cabral — Cartas d’El-Rei D. Manuel II
Teixeira Gomes — Miscelânea (volume I)
O livro recolhe cartas escritas pelo autor a António Patrício, João de Barros, Cortesão, António Sérgio, Câmara Reis e Sousa Lopes, entre alguns outros (delas se costumando destacar, compreensivelmente, uma das enviadas a João de Barros, longuíssima digressão auto-biográfica que bastante serviu às biografias depois ensaiadas do 7º presidente da 1ª República).
Teixeira Gomes — Cartas a Columbano
“Estas cartas, escritas em viagem, ao correr da pena, e sem outra pretensão além de entreter o endereçado, deviam, assim mesmo singelas e correntias, ser acompanhadas de um estudo sobre a sua obra. Isso daria talvez algum interêsse ao livro em que aparecem reünidas. Mas ainda quando me sentisse com pulso para empreender e levar a cabo trabalho semelhante, recusar-me-ia a fazê-lo. E não era sòmente pelas sérias dificuldades que êle ofereceria, a quem se encontra impossibilitado de rever e considerar novamente a grande quantidade de pinturas, em tão diversos géneros e maneiras, que deixou. / Para escrever desafogadamente àcerca do Columbano, não omitindo a rasteira verdade a par da brilhante, seria preciso que eu morresse e ressuscitasse já livre da amizade que lhe dedicava, mas sem a sensibilidade embotada. Escrever agora sôbre o homem, sôbre o artista, equivaleria a desfazer-me da sua imagem, liquidar recordações que me andam no tesouro da alma, separar-me para sempre de alguém que, por excepção talvez única, a morte não conseguiu afastar da minha companhia”, assim começava Teixeira Gomes as suas extensas «Notas Ensartadas a Modo de Posfácio» desde Bougie no final do volume, aqui publicado em primeira edição.
Teixeira Gomes — Cartas a Columbano
Portugália Editora, Lisboa. (1957). In-8º de 238, [10] págs. Br.
Um quarto de século depois, comemorava esta edição, inaugural das «Obras Completas de M. Teixeira Gomes», o centenário do nascimento de Columbano – que deve a este escritor e Presidente da República seu amigo, assim como a Raul Brandão (igualmente seu amigo, e de quem igualmente pintou vários geniais retratos), o principal da sua bibliografia na nossa literatura.
Eça de Queirós ― Correspondência
Primeira edição, ilustrada pelo conhecido retrato do escritor desenhado por António Carneiro e prefaciada pelo seu filho, José Maria – que, na «Introducção», justificava a publicação em volume de uma série de cartas “escolhidas com paciencia e escrupulo, e que, pela elegancia da forma ou os assumptos que versam, (me) pareceram dignas de publicidade”. Dessas 84 missivas destacam-se, em número, as enviadas a Ramalho e, mais ainda, a Oliveira Martins, além das outras aos condes de Arnoso, Ficalho e Sabugosa e a Luís de Magalhães, Mariano Pina, Alberto de Oliveira, etc.; salientando-se uma, muito reverencial, a Camilo, em que lhe pedia colaboração para a projectada Revista de Portugal que depois viria a dirigir.
28€
Eça de Queirós ― Correspondência
25€
