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Vieira da Silva / por Jacques Lassaigne e Guy Weelen
Daniel Defoe — A Vida Amorosa de Moll Flanders
“As aventuras e desventuras da famosa Moll Flanders que nasceu em Newgate e, durante uma vida de sessenta anos, além da infância, foi doze anos cortesã, cinco vezes mulher casada (uma delas com o seu próprio irmão), doze anos ladra, oito anos delinquente deportada na Virgínia e, finalmente, enriqueceu, viveu com honestidade e morreu arrependida. Escrito a partir das suas próprias notas por / Daniel Defoe”
“O que é uma vida, quando vista à distância? Duas datas, um nome e alguns adjectivos. É assim com Moll Flanders: mulher dissoluta, ladra, incestuosa e, por fim, penitente. A sua vida é feita de eternos recomeços que a transformam num exemplo superior de humildade e de vontade férrea: nascida na prisão, educada por caridade e seduzida aos dezasseis anos, Moll Flanders conhece, ao longo da sua vida, três ligações irregulares e cinco maridos, alternando sucessivamente entre a miséria e a fortuna... Mais do que um romance de aventuras, o retrato de uma personalidade única e uma acerba crítica de costumes."
José Gomes Ferreira — O Mundo dos Outros
Marguerite Duras — A Amante inglesa
Gabriel García Márquez — Ninguém escreve ao coronel (Romance)
Gabriel García Márquez — A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da sua Avó Desalmada
Gabriel García Márquez — Os Funerais da Mamã Grande (Contos)
“É este o único livro de contos do autor de Cem Anos de Solidão e O Veneno da Madrugada, já publicados nesta mesma colecção. Narrativas que datam de 1952, respira-se a inquietante atmosfera de Macondo em todas elas: nas flores trazidas para a cova do ladrão embrulhadas em jornais, na singular cena do dentista, no sumiço das bolas de bilhar, no esplendor da gaiola de Baltasar, na tristeza da viúva Montiel, na melancolia dos pássaros que morrem e dos ratos dizimados e, finalmente, nos pomposos funerais da fabulosa Mamã Grande, a que comparecem o Presidente da República e Sua Santidade o Papa”.
Presumível primeira edição portuguesa, publicada na «colecção século XX».
10€
Pablo Neruda — Confesso que Vivi (Memórias)
Confesso que Vivi (Memórias) / 2.ª edição
Publicações Europa-América (1979). In-8º de 339, [9] págs. Br.
“As memórias do memorialista não são as memórias do poeta. Aquele viveu talvez menos, mas fotografou muito mais, recreando-nos com a perfeição dos pormenores. Este entrega-nos uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e pela sombra da sua época”: entre os quais Garcia Lorca, Rafael Alberti, Miguel Hernández, Paul Éluard, Pierre Reverdy, Cesar Vallejo, Gabriela Mistral, Vicente Huidobro; e falando também de políticos como Videla, Estaline, Fidel Castro e Salvador Allende, cuja campanha presidencial aborda brevemente (recorde-se que Neruda fôra ele próprio «pré-candidato» em 1969 e que seria assassinado após o golpe de Estado em que as forças armadas chilenas, lideradas por Pinochet e apoiadas pelos EUA, também num 11 de Setembro também terrorista, depuseram o democrático vencedor de 1973).
Uma primeira edição saíra em 1975, e uma segunda, na tiragem anterior a esta, em 1976.
Pacheco Pereira — Conflitos Sociais nos Campos do Sul de Portugal
10€
José Freire Antunes — O Segredo do 25 de Novembro
Hedrik Smith — Os Russos
Baptista Bastos ― As Palavras dos Outros
Primeira edição de um livro de reportagens e entrevistas a gente tão vária como Amália, Matateu, Paul McCartney, Aquilino, etc. Com uma nota preliminar, do próprio Baptista-Bastos, em que se lê “que o remorso de qualquer autor sério talvez consista em não ter sabido ir mais longe quando na posse de um material tão rico e tão vivo como este”.
14€
Jules Moch ― U.R.S.S.
Primeira edição portuguesa, sobre a original francesa, em tradução de José Saramago; com uma nota prévia dos editores – fora as ressalvas ideológicas ao objecto, destacando este estudo como “um impressionante relatório escrito por um observador cuidadoso, atento e cheio de reservas e que, ainda quando critica ou ataca, reconhece a grandeza das realizações materiais e o seu inegável significado” – a acompanhar a nota preliminar e o prefácio do próprio autor. Dos mais interessantes, simultaneamente impressionista e abrangente, documentos para a história da antiga União, compõe-se o livro das partições «O Espírito», «A Matéria» e «O Futuro», além de alguns anexos finais («Preços de retalho na U. R. S. S. e em França»; «Superfície das terras colectivizadas nos Estados comunistas da Europa», etc.).
Edgar Morin ― Da Natureza da URSS (Complexo totalitário e novo império)
Fernando Namora ― Um Sino na Montanha (cadernos de um escritor)
Terceira edição (as duas anteriores ambas de 1968) deste conjunto de "páginas e páginas de vária feição, croniquetas, apontamentos de romancista, desabafos ou cogitações de quem, na profissão médica, nas lidas de escritor ou fora delas, lhe apeteceu de quando em quando levar ao papel o que lhe ia no cérebro ou no coração". Sob as três secções «Terras e Gentes», «Conversas de Acaso» e «Galeria», há textos mais ou menos longos como «Paris, cinco horas da tarde», «Os vinhos de Cariñena», «No país dos lagos e dos livros», «Em torno do neo-realismo», «Jaime Cortesão», «Aquilino Ribeiro».
Bertrand Russell — Realidade e Ficção (Tradução de António Neves Pedro)
Jean-Paul Sartre — A Náusea (Romance / 2.ª edição)
Oliveira Marques — A Primeira Legislatura do Estado Novo (1935-1938)
Publicações Europa-América. (1973). In-8º de 312 págs. Br.
“A Ditadura Militar, instaurada como consequência do movimento de 28 de Maio de 1926, durou oficialmente até ser promulgada a nova Constituição. Em 24 de Fevereiro de 1933, era o texto desta última divulgado pela imprensa a todo o País, para em 19 de Março ser plebiscitado. Assim sucedeu. Nos termos do decreto que determinava o plebiscito, seriam contadas como votos afirmativos as abstenções. Os resultados proclamados pelo Ministério do Interior foram cerca de 800 000 «sins», 500 000 abstenções e 6190 «nãos». Entrou, portanto, em vigor a nova Constituição em 11 de Abril de 1933 e, com ela, toda uma estrutura política completamente diferente”. O volume apresenta, por exemplo, a relação dos deputados, o Regimento da Assembleia Nacional e o resumo das sessões e das leis, propostas de lei, avisos prévios e moções apresentados.
12€
Afonso Costa — Discursos Parlamentares 1900-1910
Publicações Europa-América (1973). In-8º de 617, [7] págs. Br.
“Notabilíssima foi a sua acção como deputado, e a sua obra parlamentar revela a espantosa capacidade de Afonso Costa em lidar, profunda e subtilmente, com os mais diversos aspectos da coisa pública, desde o problema dos salários dos carteiros às grandes questões internacionais da intervenção na Primeira Grande Guerra”.
15€
José Cardoso Pires — O Render dos Heróis
Lisboa: Publicações Europa-América. 1960. In-8º peq. de 183, [5] págs. Br.
Primeira edição de um dos primeiros livros de Cardoso Pires, já invulgar q.b.; ilustrada na capa por Sebastião Rodrigues sobre um quadro de Júlio Pomar e integrada na colecção «os livros das três abelhas».



