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Depoimento contra Depoimento

Depoimento contra Depoimento: António Sérgio, José de Magalhães, João de Barros, Mário de Azevedo Gomes e José Régio / (primeira série)

Edição dos Serviços Centrais da Candidatura, Lisboa — 1949. (Gráfica Lisbonense). In-8º peq. de 63, [I] págs. Enc.


O longo texto inicial de Sérgio ocupa por si só a maioria do volume; mas cabe destacar o último e melhor de José Régio, «O Recurso ao Medo», corajoso texto que terminava sugerindo que se fizesse a Salazar e ao Estado Novo o que se fez aos reis e à monarquia: 
"Serão, na verdade, sinceros estes nossos antagonistas? Nada poderão, na verdade, conceber, admitir, ver, supor, crer, senão aquilo que dizem? Ou antes será que se servem do medo - esse medo que torna a alma pequenina, embaraçada, inerme, encolhida - para continuarem manietando um povo que já ousou dizer «não» aos seus reis, quando lhe parecia que os seus reis exorbitavam?"
A candidatura em causa era obviamente a do general Norton de Matos.

Exemplar encadernado em pele; sem nenhuma das faces da capa de publicação.

30€

Oliveira Marques — O General Sousa Dias e as Revoltas Contra a Ditadura (1926-1931)

publicações dom quixote. (1975). In-8º de 275, [17] págs. Br.

“Acham-se ainda na penumbra da história, quando não mergulhadas na escuridão total, as várias revoltas de carácter militar e civil que sacudiram o País entre 1926 e a estabilização do Estado Novo. Conhece-se muito pouco sobre os movimentos de 3 de Fevereiro de 1927, de 20 de Julho de 1928, de 4 de Abril de 1931 e de 26 de Agosto de 1931. Mesmo sobre o 28 de Maio de 1926 as nossas informações são escassas, contraditórias e, quantas vezes, deturpadas. Para alguns, essas revoltas não passaram de putschs sem qualquer raiz popular, simples aventuras de grupúsculos adentro da classe dirigente, cujo estudo importa pouco para uma história democraticamente válida. Para outros, pelo contrário, esses movimentos revolucionários exprimiram os anseios ou traduziram os interesses das massas – que neles teriam participado activamente -, continuando a história das grandes manifestações populares do nosso século, como o 5 de Outubro de 1910, o 14 de Maio de 1915 ou o 22-24 de Janeiro de 1919”.
O volume apresenta documentação variada, organizada por Oliveira Marques em colaboração com o filho do general.

10€

Oliveira Marques — A Maçonaria Portuguesa e o Estado Novo

publicações dom quixote (1975). In-8º de 336, [22] págs. Br.

“Poucas são as associações, no passado ou na actualidade, de que se saiba tão pouco ou de que se tenha ideias tão erradas como da Maçonaria. O tema central escolhido por Oliveira Marques para este seu livro – que surge como um preâmbulo a uma história geral da Maçonaria Portuguesa que o autor diz ter em mente publicar – foi a extinção oficial da Maçonaria portuguesa pelo governo de Salazar. Mas como essa extinção se não pode compreender sem uma série de documentos anteriores, a obra cobre um maior período de tempo e uma mais larga série de factos”. A primeira parte do volume é um longo elucidário de aspectos históricos, organizativos, estatutários e funcionais, com capítulos como: «Ritual», «Iniciação», «Graus», «Sinais, toques e palavras», Objectos simbólicos», «O Maçon: direitos e deveres», «Estrutura constitucional e litúrgica», «Origens da Maçonaria», «Nascimento em Portugal», «Grande Loja e Grão-Mestre», «Maçonaria e República», etc.

O exemplar pertenceu à biblioteca de Danilo Barreiros, de quem apresenta o bem conhecido ex-libris.

14€

Oliveira Marques — A Primeira Legislatura do Estado Novo (1935-1938)

A Primeira Legislatura do Estado Novo (1935-1938) / Organização, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques

Publicações Europa-América. (1973). In-8º de 312 págs. Br.

“A Ditadura Militar, instaurada como consequência do movimento de 28 de Maio de 1926, durou oficialmente até ser promulgada a nova Constituição. Em 24 de Fevereiro de 1933, era o texto desta última divulgado pela imprensa a todo o País, para em 19 de Março ser plebiscitado. Assim sucedeu. Nos termos do decreto que determinava o plebiscito, seriam contadas como votos afirmativos as abstenções. Os resultados proclamados pelo Ministério do Interior foram cerca de 800 000 «sins», 500 000 abstenções e 6190 «nãos». Entrou, portanto, em vigor a nova Constituição em 11 de Abril de 1933 e, com ela, toda uma estrutura política completamente diferente”. O volume apresenta, por exemplo, a relação dos deputados, o Regimento da Assembleia Nacional e o resumo das sessões e das leis, propostas de lei, avisos prévios e moções apresentados.

12€